Três Príncipes, Três Princesas
19 Reine para mim
Notas iniciais
Edward
– Ah, eu prefiro os eventos de inauguração. Ver o povo ovacionando meu pai é de encher os olhos. Por isso o admiro tanto, o povo o ama.
Fechei os olhos e contei até cinco. O “papinho”, de príncipes e princesas fúteis, estava me tirando do sério.
– Eu gosto quando o conselho e meu pai se reúnem para trabalhar as estratégias de guerras e defesas. É fascinante o que se pode fazer com o arsenal certo.
Enquanto Alice e Jasper se entretinham com essa conversa de posse e poder, Emmett e Rose se “engoliam” e vez ou outra davam “pitaco” no assunto do casal “real”.
– Engraçado, Alice. Eu nunca percebi essa sua admiração pelo amor do povo para como nosso rei. Muito pelo contrário, às vezes eu tinha certeza de que você achava aquilo enfadonho.
– Hum! Engano seu, Rose.
– Jasper gosta de tramas e planos de guerra. Eu já prefiro quando papai tem que se apresentar em entrevistas e programas de televisão. Os lanches que são servidos nos camarins, são os melhores. E as viagens internacionais então? A culinária típica me deixa com água na boca.
Suspirei alto, causando em Bella uma risadinha.
– Eu te divirto princesa? Pelo menos isso, não é?
Murmurei. Eu não precisava que nossos irmãos nos ouvissem.
– Você parece dominado pelo tédio, meu príncipe. Estou enganada?
Peguei de suas mãos o exemplar de 1500 páginas de: “Cérebro. Complexo, mas não indecifrável”, o fechei, dispensei-o em cima do braço do sofá e a puxei para mais perto.
– Não, princesa. Você não está enganada. Essa conversa está “acabando” comigo. Eu tenho tantas ideias de coisas legais que poderíamos estar fazendo nesse mesmo instante.
– E que seria?
Discretamente, procurei meus pais e sogros pelo lugar.
Charlie e Carlisle se mantinham na mesa, ao fundo da sala de TV. Pelo que parece, eles discutiam algo bem particular, que não poderia ser compartilhado com nenhum de nós.
Já, mamãe, Renée e Marie conversavam baixo, na varanda que circundava a sala.
John não estava a “nossas vistas”. Logo depois do café em que Alice e Bella apareceram com “cara de choro”, dona Marie o murmurou algumas palavras. Fazendo assim com que o padrasto de Charlie, desaparecesse rumo a cidade mais próxima.
Todos estavam entretidos, por isso, eu podia me arriscar um pouquinho.
O que eu mais queria agora, era estar sozinho, com minha gatinha.
– Você escolhe, princesa. Eu poderia te abraçar bem forte e...
Peguei sua mão e comecei a acariciar seus dedos.
– Te dizer o quanto você está linda hoje. Ou...
Aproximei-me mais, e sussurrei bem perto de seu ouvido.
– Poderia cheirar seu pescoço e me embriagar com essa essência deliciosa que emana de você...
Bella fechou os olhos e mordeu os lábios com força. Isso era o fim para meu autocontrole.
– Também poderia mordiscar cada parte descoberta, dessa delícia que é você...
De repente o silêncio nos dominou e nada e nem ninguém nos importava ou trespassava nossa sincronia.
– Mas, o que eu mais queria agora, era te beijar até perder o fôlego. E quando o ar faltasse, eu te morderia inteira, te cheiraria por completo, te abraçaria até não poder mais e terminaria, declarando ao mundo o quanto você é linda e desejosa.
Bella permaneceu quieta, só me encarando, meio atônita. Era a hora da cartada de mestre.
– Eu estou sedento por estar sozinho com você, princesa. Nos tire daqui, por favor.
Gemi baixinho e recebi seu gemido fraco em resposta.
– Por Deus, Edward! Venha comigo.
Sem esperar pela minha resposta, Bella se pôs de pé e agarrou minha mão. Disfarcei um sorriso. Eu havia conseguido persuadi- la.
– Ei mocinha? Posso saber aonde vocês pensam que vão nessa pressa toda? Pode ir parando por aí.
“Corada”, Bella, ainda segurando a minha mão, se virou para o pai.
– Edward e eu vamos a, a, a...
Ela não sabia mentir. Isso era verídico.
– Biblioteca.
Sussurrei para ela.
– Biblioteca. Isso. Biblioteca.
Respondeu, se abaixando e pegando o livro que eu havia descartado no braço do sofá.
– Preciso pegar o exemplar atualizado desse aqui.
Charlie fez uma careta de desgosto.
– E pra isso Edward precisa ir junto? Ele não pode te esperar aqui?
Fechei “a cara” e encarei meu sogro. Esse ciúmes dele estavam começando a me irritar. No entanto, não precisei me manifestar, Bella sabia muito bem, impor suas vontades.
– Sim, papai. Ele precisa. O livro está na prateleira de cima, e eu não alcanço.
– Eu posso pegar pra você, se quiser, é claro.
Ofereceu Jasper.
Virei meu olhar, ainda zangado, agora para meu irmão. O que ele estava tentando fazer?
– Não precisa. Eu faço isso por minha namorada. Cuide da sua.
Alice abaixou a cabeça e Jasper me encarou. Meu irmão, parecia querer medir forças comigo. Eu não estava o entendendo.
– Como quiser, irmão. Eu só queria ajudar.
– Eu dispenso.
Fui categórico.
Bella notando o clima tenso, começou a andar, me arrastando para fora dali.
– Não demore, Isabella. Ou eu irei atrás de vocês.
– Okay, papai.
– E não feche a porta, mocinha. Eu estou avisando.
– Pai!
Exclamou indignada mais uma vez.
– Ora, Charlie. Deixe a garota. Como você quer que ela se case com o garoto, se nem os dá espaço para que possam se conhecer? Bella não é um bebê. Deixe a menina viver. Ninguém nunca morreu por se “esfregar” em algum canto.
Dona Marie havia entrado e provavelmente, escutando os resmungos do filho se pôs a nos defender.
Tá confesso, os argumento dela eram meio estranhos, mas tudo bem.
Essa rainha seria o motivo de minha morte. Eu precisava vê- la junto com vovó Elizabeth. As duas eram uma piada.
– Agora sim. O que mesmo você estava prometendo que faria quando estivéssemos sozinhos.
Bella havia deixado o livro em cima da mesa e muito timidamente se virara em minha direção, enquanto encostava seu “corpinho” na mesa centenária.
– Ah! Deixe- me lembrar.
Corri os olhos pela sala, até encontrar algo que me servisse. No canto esquerdo, mais ao fundo, fui agraciado com o ambiente de leitura perfeito.
– Acho que era algo que incluía, beijos, abraços, mordidas e cheiros. Não era?
A arrastei para o local. E logo nos sentei no macio sofá de veludo marrom.
– Não sei. Era?
Bella sorriu se fazendo de desentendida.
– Era. Era sim, princesa. Eu disse que te abraçaria.
Puxei-a para perto.
– Te cheiraria.
Passei o nariz por seu pescoço. E inspirei profundamente. Ela se arrepiou inteira, causando em mim reações que eu, heroicamente, precisava ignorar naquele momento.
– Te morderia.
Apertei, de leve, meus dentes pelo lóbulo de sua orelha e logo depois dei atenção ao pescoço delicado e sedoso.
– E por fim, te beijaria.
Afastei-me minimamente, toquei com os polegares, os lábios carnudos e rosados. E sem conseguir me conter mais, os trouxe de encontro aos meus.
Beijar Bella era a certeza de se ir ao céu.
Comecei lento, eu queria apreciar todas às fazes daquele ato. Primeiro, só o encostar, depois o reconhecimento, então, o toque de línguas e só depois a queimação de desejo, do querer mais e mais.
– Edward...
Bella repetia e me puxava de volta, quando eu tentava me afastar.
– Aqui, princesa. Estou aqui.
E sem dar tempo pra que ela pensasse em mais nada, ataquei de novo, usando como aliado toda a vontade que eu tinha de estar junto a ela. Eu mostraria a Bella, com atos e carinhos, o quanto nós, havíamos sido destinados um ao outro.
Por isso, abracei, beijei, mordi, apertei, chupei, enquanto eu podia, e por incontáveis minutos, até que ela estivesse totalmente corada e ofegante.
Eu não tinha noção de quanto tempo estávamos ali, naquele doce jogo. Eu só sabia que a cada beijo eu tinha certeza de que precisava mais dela.
Em algum momento, sei que me deitei e a puxei para cima de mim. Qualquer forma de contato parecia pouco.
Na verdade eu queria bem mais do que abraça- la e beija- la, no entanto não era a hora. Minha parte sã me dizia isso, no entanto, minha parte carnal, se recusava a pensar por esse lado.
Só que eu não era mais um garotinho, e mesmo sabendo o quanto era “doído” e sofrido ignorar os apelos de meu corpo, eu o fiz. A única coisa que me regia naquele momento era a necessidade de fazer crescer uma intimidade cada vez maior com minha namorada.
Por isso vez ou outra eu puxava alguma conversa.
– Por que sua avó tem tantos livros de medicina aqui?
Perguntei acariciando seus cabelos e enchendo de selinhos seu rosto. Bella continuava em cima de mim.
– Porque eu venho muito aqui. E não ter como estudar, não pode ser usado como uma desculpa para as minhas ausências. Vovó pensa em tudo.
Cortei o assunto e a beijei de novo. Eu tinha consciência de que já estávamos nessa a um bom tempo e que logo alguém apareceria para acabar com nosso momento. A hora do jantar se aproximava e hoje seria uma noite especial.
– Hum, Edward. Isso é tão bom.
Sem perceber, de verdade, o que fazia e levado pelos gemidos dela, infiltrei minhas mãos por dentro de sua blusa. As costas, eram meu alvo inicial.
– Sabe, rapaz, se eu fosse você retiraria essas mão daí imediatamente.
Ofegantes, nos afastamos e nos sentamos sem jeito. Puxei, rapidamente, minha camiseta para baixo.
– Vovó! Você quase me mata de susto.
Dona Marie sorriu malignamente e se postou a nossa frente.
– Agradeça a Deus por ser eu. Imaginem se fosse seu pai. Você deve essa a sua sogra. Esme passou à tarde inteira, entretendo Charlie, com os mais variados e absurdos assuntos, para que ele não entrasse aqui e atrapalhasse o momento de vocês.
Minha mãe era o máximo.
– Todavia, eu lamento atrapalhar, mas é que você precisa se arrumar para o jantar. E enquanto isso, John e eu gostaríamos de ter uma conversa com seu namorado.
Só então percebi John no batente da porta. Diferente dos ciúmes que todos sentiam por minha namorada, ele parecia sereno e até divertido com a situação ao qual nos encontrávamos.
– Ah não, vovó! A senhora não. Por favor...
Suplicou Bella.
Dona Marie se aproximou e abraçou a neta de lado.
– Não tire conclusões precipitadas, mocinha. Todos sabem que não concordo com esses casamentos arranjados. No entanto o que vejo nos olhos de vocês não é nada encenado. Por isso, fique tranquila, se despeça de Edward e vá se arrumar. Eu só preciso deixa- lo a par de umas coisinhas da fazenda, que daqui a alguns tempos também deverá ser o lugar preferido dele.
Bella, ainda em dúvida, olhou atentamente para uma sorridente avó. E acredito, que não encontrado traços de mentiras, resolveu ceder.
Por isso, se aproximou de mim e me abraçou.
– Eu adorei a nossa tarde...
– Não fale isso perto de seu pai, querida.
– Vovó!!
– O que? Eu só estou querendo ajudar.
Dona Marie gargalhou e fez sinal de rendição, com as duas mãos levantadas para cima.
– Eu vou tomar um banho e logo te encontro na sala de jantar. Okay?
Ignorando nossas companhias, a puxei para mim e a beijei.
– Não vejo a hora de poder estar com você de novo.
– Ora! Deixem as despedidas para amanhã. Em meia hora, se verão de novo. Agora vá. Suma daqui, Isabella. E isso é uma ordem de rainha.
– Te amo, vovozinha.
Bella gracejou, derretendo dona Marie. E para finalizar, sua demonstração de carinho, beijou e abraçou a rainha e seu marido, se afastando logo em seguida.
– Bom, agora que estamos sozinhos. John e eu temos algo de muito importante para falar com você Edward.
Assenti.
– Sente-se.
Dirigi-me para onde ela apontou. John se postou ao meu lado enquanto ela se manteve de pé e concentrada.
– Hoje depois do café, fui surpreendida por uma conversa de sua mãe e Renée, onde elas decidiam os detalhes finais da noite de hoje.
Mantive-me atento. Eu sabia da importância da noite de hoje. E creio que Marie, minha mãe, Charlie e eu compartilhávamos a mesma preocupação: Não permitir, que em nenhum momento, Bella se sentisse inferior as irmãs.
– Segundo as rainhas, na noite de hoje, depois do jantar, as princesas receberão de seus irmãos as coroas- relíquias, que pertenceram às rainhas antigas, para que elas as usem no dia do casamento.
– Sim, senhora. Elas receberão. Mas, isso deveria ser uma surpresa. Renée e mamãe não foram cuidadosas o suficiente, já que a senhora e John estão sabendo.
Respondi sério.
– Calma. Eu imaginava que isso aconteceria. Na semana passada Charlie mandou que Paul buscasse a coroa de Renée, que foi minha e que permanece guardada aqui, para ser reparada e polida. Então, deduzi para o que seria. Eu não tenho intenção nenhuma de estragar a surpresa. Eu só preciso saber como ficará Bella na hora dessa cerimônia.
Reprimi a vontade de ser mal- educado, afinal, ela era a rainha e avó de minha futura noiva.
– Assim a senhora me ofende, dona Marie. O que acha que eu sou?
– Ora, rapaz, não se faça de ofendido. Baixe o tom, Marie somente fez uma pergunta. Ela se preocupa com nossa neta e não quer que ela se sinta constrangida na frente das irmãs, quando não receber tal presente.
– Eu nunca permitiria que isso acontecesse.
Repliquei rapidamente.
– Quando mamãe me colocou a par, de tal evento, mais que depressa, fomos ao encontro do melhor designer de joias, de Angeles e encomendamos algo muito especial para minha Bella.
Marie, por um segundo, me olhou de lado, meio espantada, meio feliz.
– Sabe garoto, acho que estou começando a gostar de você. No entanto, se não for muita intromissão de minha parte, eu gostaria muito que você ficasse com uma coisa. Amor, pegue para mim, por favor.
John que nos observava atentamente, de repente se levantou, foi até a escrivaninha, abriu a última gaveta e de lá retirou uma linda caixa, de veludo vinho, que logo foi entregue a esposa.
– Aqui, Edward. Pegue.
Aceitei o delicado objeto e contemplei. No entanto eu não estava preparado para o que encontraria dentro.
– Mas, dona Marie. Eu não posso aceitar. Segundo nossas leis, essa coroa dever ser dada a Rósalie, por Emmett, da mesma maneira que Alice será presenteada com a coroa de minha avó Elizabeth. Por isso mandei fazer uma, especialmente para Bella, só para ela, e que futuramente será um presente para nossa filha. Será a primeira relíquia de minha família, dona Marie. Me perdoe, mas eu não posso... eu não quero criar mais atrito entre Bella e as irmãs.
– Ei, Edward. Respire. Ninguém aqui pretende criar coisa alguma. Essa coroa não é a de Renée. Essa coroa ainda é minha.
Respirei mais devagar e só então pude observar com mais detalhes a linda joia.
Sem dúvidas, era uma obra de arte. Toda trabalhada em ouro amarelo com inúmeros diamantes que pareciam flutuar em volta do emaranhado.
Ela era perfeita. Delicada, pequena, leve e simples, parecia ter sido feita para minha princesa.
http://istoegente.terra.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Liz-Taylor2_.jpg
– Majestade, eu não entendo. Por que está fazendo isso? Suas joias não tem futuro garantido?
Indaguei, tentando entender o que ela estava querendo.
– Não, meu filho. As joias da coroa tem destino. As minhas não.
– Deixe- me clarear a mente dele, Marie.
Intrometeu- se John.
– Essa coroa, Edward. Foi presente meu para Marie. Quando nos casamos, ela já não possuía as joias de seu reinado. Todas já estavam com Renée...
– Nem se elas ainda estivessem comigo. Eu nunca as usaria, num dia tão importante e especial.
Desdenhou a rainha.
– E eu queria que Marie, apesar de estar se casando com um plebeu, nunca se esquecesse de suas raízes e seu título. Por isso, juntei todas as minhas economias, vendi algumas propriedades e encomendei, de um artesão, amigo meu, esse mimo para ela.
Marie tocou a mão dele. E quando seus olhares se cruzaram eu prometi a Deus, que faria com que meus sentimentos por Bella, chegassem naquele patamar.
– E é por isso, que quero que você aceite meu presente, Edward. Bella não terá um trono, mas nem por isso deve se esquecer de quem é, e do que representa para nós.
Assenti afirmativamente e feliz.
– Mas, é um presente. John você...
– Não, filho. Não se preocupe. Marie e eu não precisamos de uma coroa para nos lembrar de onde ela reina.
Fechei os olhos e absorvi aquelas palavras. Não era só o presente dele que eu usaria nessa noite.
Bella
Droga, droga, droga...
Resmunguei, segurando o dedo do pé. Eu tinha acabado de esbarrar na quina da cama e estava doendo, “como o inferno”.
– Filha? Você está atrasada. Vamos. Só falta você, Bella.
– Já vou, mãe.
Gritei para o corredor.
Os brincos. Onde estão os malditos brincos?
Ajoelhei-me no chão e comecei a olhar embaixo da cama e dos criados.
– Bells?
– Ai!!!
Gemi acertando, em cheio a cabeça na estrutura de madeira.
– Ai, Rose. Que susto!
Comentei, agora saltando num pé e esfregando a cabeça com a mão esquerda.
– Irmã, o que está acontecendo? Você parece um tanto...
Minha deslumbrante Rose, me esquadrinhou de cima abaixo.
– Perdida? Você está nervosa, Isabella?
Perguntou, disfarçando, e mau, um sorriso sarcástico.
Sentei na cama, levei a mão ao rosto e gemi de frustração.
– Eu não consigo fazer isso sozinha, Rose. Eu bati meu pé, borrei o batom, amarrotei o vestido e pra completar, os malditos brincos fugiram de mim. Eu não sirvo pra isso, eu não sei ser uma lady. Edward vai se envergonhar de mim.
Sussurrei, já sentindo o peito apertar.
– Ei ,ei. Pode ir parando com isso. Você só está nervosa. Alice não veio te ajudar?
Neguei. Rose resmungou um xingamento.
– Então respire fundo. Vamos dar um jeito nisso.
Rose se levantou, foi até o meu banheiro pegou um “chumaço” de algodão, limpou meu batom e, pois- se a me maquiar outra vez.
– Bom. Muito bom. Agora vamos ao vestido. Qual você vai usar?
Apontei para o modelo verde escuro dependurado no closet.
– Hum, vamos dar um jeito nisso.
E com muita classe, ela o sacudiu umas três vezes.
– Agora sim está okay. Vista- se e aproveitando já calce os sapatos.
Fiz o que ela pediu.
– Agora só faltam os brincos. Onde você os viu pela última vez?
– Não faço a mínima ideia.
Neguei já enfiando o pé no sapato.
– Au!!
Gemi alto.
– O que foi?
Abaixei-me, peguei o sapato e o virei na mão.
Os malditos brincos.
– Achou!
Exclamou, uma satisfeita irmã mais velha. Ignorei a cara de safada dela e coloquei os brincos. Dei uma leva avaliada no espelho.
Eu estava bem.
Tinha certeza que nada comparado a ela e a Alice, mas eu estava bem.
– Rose, obrigada. Eu não sou boa nessas coisas. E não sei o que teria acontecido se você não tivesse chegado. Obrigada.
– Ora, Bells. Você é boa em tudo que faz. Não se preocupe com isso. Você teria se virado.
Minha irmã se aproximou e me abraçou nos levando para fora.
– Agora vamos. Você está atrasada.
Dirigimos-nos a porta, no entanto o toque de meu celular me fez parar. Eu conhecia aquela música.
Pensei, pensei e pensei... Jake estava cobrindo meus plantões. E se fosse algo com meus pacientes? Minhas crianças...
– Irmã, eu preciso atender. Vá descendo e diga que ouve um imprevisto. Eu já me junto a vocês.
– Tudo bem, Bella. Só, não demore.
Dei as costas a ela e fui ao encontro do aparelho.
– Alô.
– Bells? Está tudo bem aí? É o Jake.
A voz dele parecia cansada e infeliz.
– Oi Jake. Eu sei que é você. Está tudo bem? Você parece cansado.
– Ah Bells! Como é bom ouvir sua voz. Estou com saudades e cansado é só isso. Volte para cá. Deixe esse idiota do seu “contrato” aí. E venha para mim. Eu estou precisando de você.
Sentei-me na cama, fechei os olhos e esfreguei a fronte. O mal precisava começar a ser cortado.
– Pare de falar assim, Jake. Edward não é só um contrato. E você sabe que não vou e não posso voltar agora.
– Bells... Por favor. Não cometa uma loucura.
A angustia na voz dele doía em mim. A dor de não poder ajuda- lo me corroia.
– Não, Jake. Não me venha com um “Bells” agora. Eu não estou cometendo uma loucura. Todavia, eu não falar sobre isso agora. Por que você não descansa um pouco? Você parece exausto. Segunda feira eu estarei de volta, aí então nós sentaremos e teremos uma conversa definitiva.
– Você está diferente Bella? O que aquele “engomadinho” fez com você? Está se deixando influenciar agora? Esperteza nunca foi seu forte, não é garota?
Sem perceber, uma lágrima escorreu de meu rosto. Jacob sabia ser cruel quando queria.
– Okay, Jacob. Eu preciso desligar. Falamos-nos na segunda.
– Bella? Não! Bells, me desculpe? Eu...
Desliguei o telefone e saí do quarto. Já no topo da escada eu ainda ouvia o aparelho clamar para que eu o atendesse outra vez.
Porém, não o fiz.
Edward
– Bella está demorando. Você tem certeza que ela está bem, Rose?
– Tenho pai. Nós já estávamos descendo quando ela recebeu uma ligação do hospital. Deve ser algo urgente. Todo mundo lá, sabe que o senhor odeia quando a incomodam nos dias de folga.
Olhei mais uma vez pra cima. Nada de Bella.
– Por que não vamos para a mesa? Bella sabe o caminho.
– Nem em seus sonhos, Alice. Nós vamos esperar a sua irmã.
Olhei embasbacado para minha mãe.
– “Iupi”! Dona sogra Esme 1, Alice, norinha, “bode expiatório da vez” 0. Isso tá começando a ficar interessante.
– Emmett!
Exclamou meu pai. No entanto foi impossível não sorrir. Primeiro porque eu amava o senso de humor de meu irmão, segundo, porque mamãe tinha acabado de cortar Alice.
– Me perdoem pelo atraso. Mas o pessoal do hospital ligou e ...
Aproximei-me e toquei o rosto de minha princesa. Havia o rastro de uma lágrima ali.
Charlie resmungou para a minha proximidade. Ignorei-o.
– Não precisa se explicar. Nós entendemos. Agora, está tudo bem? Você parece chateada,
Bella acenou quietinha. Não estava tudo bem. E minhas dúvidas só se confirmaram quando Rose sussurrou para o pai e Alice.
– Era Jacob, ao telefone.
Possessivamente abracei minha princesa. O maldito “cão” a havia feito chorar.
– Bom, agora que estamos todos aqui e antes que passemos para a mesa do jantar. Eu presumo que meus filhos tenham algo a dizer.
Enquanto papai introduzia nossa fala puxei Bella para o sofá e a sentei ao meu lado, sem nunca perder o contado com alguma pare de seu corpo.
– Emmett...
Meu irmão mai velho, aproximou- se de Rósalie ajoelhou- se e entregou- lhe uma bonita caixa vermelha.
– Rósalie, presenteio- te hoje, com o símbolo do poderio de Forkian. Espero que a honre, como todas as antepassadas que a usaram.
Rósalie sorriu satisfeita e abriu a pomposa caixa. Apesar de um pouco exagerada à coroa de Renée, era belíssima. Aquilo seria pesado de usar com um véu no dia do casamento.
https://boullan.files.wordpress.com/2011/01/coroa5.jpg
– Obrigada, meu príncipe. Eu prometo ser fiel aos meus e aos seus antepassados.
Não havia amor na cerimônia. Tudo parecia muito ensaiado.
Então chegando a sua vez, Jaspe aproximou- se e ajoelhou- se perante Alice.
– Alice, eu te presenteio com o símbolo do poderio de Angeles. Espero que honre e que faça jus a todas as mulheres que a usaram.
– Eu também...
Murmurou baixinho minha mãe. Esme hoje, estava impossível.
Alice sorriu satisfeita e abriu a caixa negra que Jasper lhe oferecia.
A coroa de Esme parecia tão ou mais pomposa que a de Renée,
https://travelwhiz.files.wordpress.com/2012/06/queens-diamonds2.jpg
– Obrigada, meu príncipe. Eu prometo que serei fiel aos seus e aos meus antepassados.
Alice pegou a peça nas mãos, ela parecia deliciada com a sensação.
– Pura balela.
Contrapôs Marie.
– Mamãe!
– Tá, tá. Já me calei.
Ignorei todos os murmúrios.
Voltei meus olhos para Bella, peguei seu queixo, levantei seu rosto, ajoelhei- me a sua frente e entreguei- lhe a, agora, já conhecida caixa vinho.
– Minha linda princesa, eu te presenteio hoje, com o símbolo do poderio do amor. E espero que você e eu honremos cada gota de sentimento que ela representa. Com ela você conduzirá e reinará meu coração.
Bella pegou a caixa na mão e ofegou audivelmente ao ver seu conteúdo. Por todos os cantos da sala se ouviam sussurros surpresos.
Ela tocou a peça com dedos delicados, sorriu docemente e encarou a avó e John. Ousei olhar para minha mãe, uma lágrima escorria de seus lindos olhos verdes.
Era um agradecimento mudo.
– Meu belo príncipe...
Disse me chamando à atenção.
– Obrigada! Eu prometo que te ajudarei, todos os dias, para que honremos, lutemos e representemos, com toda a nossa força, esse sublime sentimento a qual essa coroa reina. Reine também em meu coração e em minha vida.
E sem mais conter e emoção e movido pela aura de amor, me aproximei e a beijei.
Ali, não era encenado. Nada era decorado ou automático. Éramos como John e Marie, dois civis que não se importavam com o dia de amanhã, porque a única coisa que os regia era a intensidade que sentiam e necessitavam um pelo outro.
Fale com o autor