Três Príncipes, Três Princesas

14 A primeira discussão a gente nunca esquece


Notas iniciais
Postando rapidinho, porque Semana da Criança é dureza pra quem é comerciante. Um beijo a todos e obrigada pelo carinho de quem sempre comenta. Eu amo interagir com vocês.

Edward

Eu olhava para Bella, no entanto minha visão estava turva e a raiva cegava qualquer coisa que quisesse transparecer de minha futura esposa.

Eu estava fora de controle.

Chegar a Forkian e não ser recebido por ela tinha sido frustrante, decepcionante e completamente o contrário do que eu imaginava. E só pra aumentar minha frustração Alice, Rose e Charlie fizeram questão de deixar bem claro que eu merecia aquele castigo.

– Onde está minha namorada, Charlie?

Perguntei ansioso, assim que “botamos os pés” no palácio.

– Bom dia pra você também, Edward. E já que você é “tão educado” e perguntou, minha esposa e eu estamos muito bem, graças a Deus. Nossa semana também foi boa, tirando que fomos acordados de madrugada um dia desses. Mas tudo bem, esse “sem o que fazer” ainda receberá o troco. Se é que ele já não está recebendo. Ah! E já que você também perguntou pela “minha filha”, pois bem, Bella há essa hora está na Universidade ou no Hospital, porque você sabe, não é? Eu nunca a encobriria se ela estive te evitando ou fazendo algo de errado.

Fechei os olhos ignorando as risadas de Emmett e Alice. Eu não acreditava que Bella não estava em casa.

– Sabe, Edward, vou te explicar uma coisa a respeito de minha irmã: Bells não esquece. Ela pode até se calar e fingir que está tudo bem, quando é contrariada ou magoada. Contudo, não se engane, ela dará um jeito de mostrar a seu “agressor” exatamente a dor que ele a causou. Por isso cunhadinho, seja bem- vindo a realidade de Isabella Swan.

– Ah Alice! Não seja má. Não conte a melhor parte. Deixe que ele descubra sozinho do que nossa irmãzinha é capaz. Além do mais, Bella só está descontando e você sabe que merece. Não é? Minha irmã não merecia a humilhação que passou.

É foi incontrolável segurar a “onda de arrependimento” que se abateu sobre mim. Eu “aposto” que estava sentido as mesmas dores e mágoas que havia infringido a minha princesa. A única diferença, é que dias atrás nós ainda não havíamos provado a doce companhia um do outro.

Por isso fui arrogante, pedi, na verdade, exigi que meu sogro me dispusesse alguém que me levasse ao encontro dela.

No entanto, nada me preparou para a cena que me esperava.

Foi mais arrebatador e doloroso vê- la nos braços do Black. Ela parecia tão feliz, enquanto eu estava devastado. E isso só me fez enlouquecer e quase “perder a cabeça”.

Ameacei, xinguei, esbravejei e só não “parti a cara do Cão em duas”, porque não queria que minha namorada visse o pior de mim. Por isso, me controlei, contudo exigi que ele se afastasse dela ou eu faria pior.

E depois, tentando ao máximo respirar devagar e me controlar, fui ao encontro de Isabella. “Explodir minha raiva” nela, não era o melhor a fazer, entretanto se eu não o fizesse, ela nunca entenderia a importância que já tem em minha vida.

Por isso, sem dar mais atenção, aos resmungos do Black, abri a porta traseira do carro e me sentei ao lado da mulher que estava, sem dúvida, tirando o meu juízo.

– Agora a conversa é conosco, senhorita Swan.

Bella

Fechei meus olhos e fiz uma oração, causar um “pandemônio” não era minha intenção. Eu só queria ter os dois em minha vida, de uma maneira bem distinta, é claro, mas mesmo assim, os dois.

No entanto, nada pra Isabella Swan é fácil, eu era “um poço” de constante azar. Edward tinha que chegar na mesma hora em que Jacob me desconcentrava de meu ataque de raiva.

Oh Deus! “O homem de Forkian” parecia “uma fera” e acredito que ninguém escaparia de sua fúria naquele momento.

– Vamos, Isabella. Estou esperando. Eu mereço uma bela de uma explicação.

– Não há o que explicar, Edward. Jacob e eu somos amigos. Só isso, amigos.

Minha fala pareceu o enraivecer ainda mais.

– Ora, princesa! Não faça isso. “Não brinque com fogo”. Você pode fazer melhor. Eu estou esperando uma explicação plausível.

– Ah Edward! O que você quer que eu diga? Que eu lamento muito? Tá bom! Eu lamento muito se frustrei sua chegada, você também frustrou a minha outro dia. Agora pare de ataques e vamos para casa. Sam, por favor, coloque esse carro em movimento.

Sam e Zafrina, meios a contra gosto fizeram o que pedi. Meus seguranças me conheciam e sabiam quando eu estava falando sério.

– Que raiva, Bella! Eu mereço mais do que “meia dúzia de palavras”. Você não me ligou, não atendeu a minhas ligações, não estava me esperando e ainda por cima me afronta dessa maneira.

– Afronta? Que afronta? Ah! Pelo amor de Deus, Edward. Não seja dramático e exagerado.

– Dramático? Dramaticidade é o que você fez na semana passada. Aquilo sim foi um exagero.

Senti o “fogo” tomar conta de minha face, eu sabia que estava muito vermelha e com uma raiva perigosa.

– Agora olha o que você fez? Que droga, Isabella! Além de ter me deixado esperando. Ainda precisa ficar se esfregando com esse cara pelas minhas costas. Isso não é postura de uma princesa. Isso é coisa de uma, de uma...

Levantei meu nariz, fechei a cara e respondi como ele merecia.

– Auto lá, seu príncipe. Meça suas palavras, para que não se arrependa depois. Eu não estava me esfregando com ninguém. Jake e eu somos bons amigos. E eu não faço questão nenhuma de esconder isso. Não fiz nada de errado e tenho minha consciência tranquila. E quanto às ligações e te esperar em casa? Você mereceu. Ou já se esqueceu da semana passada?

– Vingança, princesa? Não foi você que disse que me perdoava?

Perguntou usando um tom sínico. Coisa que eu repudiava com todas as minhas forças.

– “Perdoar não é esquecer, Edward”. “Toda ação cabe uma reação” aprenda isso.

– Então será assim que começaremos uma vida juntos? Você sempre descontará quando eu cometer uma burrice. Nem posso imaginar o que fará quando descobrir que ameacei seu “amiguinho- cachorro”.

Aquele tom era “minha morte”.

– Jake é meu amigo, Edward. Não o ameace!

– Eu exijo que você se afaste dele. Eu exijo que deixe bem claro para ele a quem você pertence

– Pois, vai perder seu tempo falando. Eu não obedecerei. Jake é como irmão pra mim. E ele sabe que pertenço inteiramente a minha profissão, meu povo e meus pais.

– Ele não vê você assim, porra! Será que você é “tão lenta” que não percebe?

Edward esmurrou o banco do carro.

Assustados, Sam pisou no bruscamente no freio e imediatamente, Zafrina olhou para trás.

– Princesa, eu sugiro que vocês se acalmem. Perder o controle não os levará a nada e só...

– Ora! Quem você pensa que é pra sugerir alguma coisa? Cale- se e faça o que é pago para fazer. Nos leve imediatamente para o castelo.

Ele estava destratando e dando ordens a meus seguranças e amigos? Ah! Mas, isso eu não aceitaria mesmo.

– Não fale assim com eles, seu principezinho mimado. Sam e Zafrina me conhecem muito mais que você e eu os respeito. Se você não sabe tratar seus colaboradores, é problema seu, mas não venha “cantar de galo” com os meus.

Assim que terminei de dizer aquelas palavras pude perceber uma pontada de culpa tomar a face de Edward. Ele havia percebido o que havia feito.

– Princesa, eu...

Todavia, palavras ferem demais.

Sem esperar e querer ouvir uma explicação, voltei meus olhos para a paisagem do lado de fora.

– Sam, por favor, nos leve para casa. O meu assunto com o senhor Cullen já acabou. Não precisa se preocupar não haverá mais discussão.

Sam e Zafrina não falaram mais nada depois daquilo e eu, em solidariedade também não.

E que a dor na consciência de Edward o matasse.

...

E depois de meia hora de uma viagem em completo silêncio e desconforto...

– Chegamos, princesa.

Sem esperar Sam abrir a porta, desci e fui sozinha e muito contrariada para a porta de entrada.

– Bella? Por favor, espere, vamos conversar? Nós não podemos ficar assim.

Apertei o passo, ele vinha correndo a meu encontro. Ignorei e entrei. Ele não merecia mais de mim. Não depois de tudo.

E se eu já não estivesse enrolada o bastante, para completar minha falta de sorte, todos já nos esperavam na sala.

– Bells! Que bom que chegou! Nós só estamos esperando vocês.

– Oh! Desculpem-me pelo atraso, eu só preciso de dois minutos e já estarei pronta.

Abracei carinhosamente minhas irmãs.

– Sua ingrata. Eu senti saudades. Você não me atendeu. Me abandonou.

Ouvi Edward murmurar baixinho “bem vinda ao clube”.

– Eu também, Lice. Não precisa fazer biquinho. Eu já estou aqui. E serei toda sua esse final de semana.

– Está aqui, no entanto a cabeça está mil, não é, Irmã? O que houve? O que, ou melhor, quem te “tirou do sério”?

Os olhos de Rose, automaticamente, se voltaram raivosos para Edward. Elas me conheciam bem, até demais.

– Não é nada, Irmã, não se preocupe. É só a mesma vida corrida, de sempre, que me deixa muito cansada.

Afastei-me do olhar inquisidor delas antes que aquilo ficasse pior e fui até meus cunhados na tentativa de mudar de assunto.

– Emmett, Jasper, então vocês ainda estão vivos? Que bom! Isso quer dizer que as coisas estão melhores do que imaginei.

– Você nem faz ideia, cunhadinha. Rose tem me saído bem melhor do que eu sonhei.

– Alice sentiu sua falta todos os dias, Bella. Acho que teremos que marcar um encontro pro meio da semana, pelo bem da sanidade mental de minha namorada e de meu irmão.

Sorri para Jasper. Por Alice sim, por Edward não. Ele não merecia.

– Veremos como melhorar nossa comunicação, Jaspe. Veremos...

Deixei aquela confirmação em aberto, se Edward e eu já estávamos com problemas nos vendo apenas nos finais de semana, imagina se aumentássemos os dias de visita.

Afastei-me deles e me dirigi ao casal real de Angelus.

– Majestade! É um prazer recebe- lo em nossa casa.

– Sua ausência me faz duvidar disso, querida. Eu espero que sua explicação seja melhor que a de Edward na semana passada.

O meu álibi era melhor, muito melhor.

– Carlisle! Não implique com a garota. Bella tem uma vida atribulada e cheia de responsabilidades que não a liberam somente porque os sogros resolveram, de última hora, que adiantariam a viagem.

– Obrigada, minha rainha. É bom saber que a senhora me entende.

Curvei-me para Esme, mas meus olhos estavam cravados em Edward. Eu queria que ele entendesse a mensagem ali.

– É muito bom ter a senhora aqui também. Eu senti saudades.

A rainha me abraçou carinhosamente e beijou de leve minha face.

– Espero que meu filho tenha lhe mostrado com gestos e palavras, o quanto sentiu sua falta.

Voltei meu olhar frio e raivoso para um Edward apreensivo e quieto.

– É ele mostrou mesmo.

Usei o mesmo tom que ele tinha usado anteriormente.

– Querida, eu lamento atrapalhar, mas deixe a conversa para depois. Sua Vó não perdoará nosso atraso. Ela nos espera para o almoço. E nem você será capaz de acalma-la se perdermos a hora.

– Tá certo, papai. Eu prometo que estarei de volta rapidamente.

“Acenei para todos e nenhum especificamente” e me afastei a caminho de meu quarto. Eu não sabia o que esperar dessa viagem e única certeza que tinha era que Edward e eu teríamos que “acertar os pontos” ou essa relação nunca daria certo.

Notas finais
Comentem, por favor. Até semana que vem.