Três Mestres para uma escrava

20 A terceira sessão na Sala Precisa – Parte II


Notas iniciais
Essa era para ser a última parte da sessão entre Sirius e Hermione, mas o desenvolvimento da história voltou a me surpreender, indo um pouco além do que eu esperava. O término da sessão se dará no próximo domingo então. Boa leitura.

Em sua mente, Hermione tentava processar o significado de tudo o que acontecera na última meia-hora, desde que Blaise e Luna chegaram. Não era algo que ela estava esperando, embora suas leituras sobre o BDSM indicavam que algo assim poderia mesmo acontecer. A idéia de um Mestre, compartilhando com outro Mestre, o corpo de sua escrava, era algo perfeitamente aceitável nesse estilo de vida. Ela já ouvira isso da própria Luna. É claro que tudo sempre está na dependência do tipo de acordo que envolve a relação entre um Mestre e sua escrava. Blaise e Luna pareciam tranqüilos em relação a isso, mas Hermione sabia muito bem que não conseguiria lidar com essa situação de forma tão natural. Será que ela teria de dizer a palavra de segurança, caso Sirius decidisse oferecê-la a Blaise? Essa questão a preocupava muito, embora nenhum dos dois, pelo menos naquele momento, estivesse preocupado com ela.

De sua posição, ajoelhada no meio da sala, Hermione apenas observava, enquanto sua amiga era brutalmente espancada pelos dois Mestres. Tanto Sirius quanto Blaise, estavam ocupados aplicando o que podia ser chamado de uma sessão de disciplina em Luna. Os gritos dela eram dados sem qualquer reserva, vocalizados por todo o ambiente. Ela estava amarrada, seus braços acima de sua cabeça, elevados pelas algemas de suspensão. Os longos cabelos loiros estavam presos num coque, permitindo que suas costas ficassem totalmente à vista, bem como as muitas marcas presentes nela. Hermione olhava fascinada para todas as marcas no corpo de sua antiga colega de escola, cobrindo as costas, o traseiro, na parte da frente e de trás das pernas, em seu ventre, nos quadris, colo e seios.

O que mais chamava a atenção de Hermione, no entanto, não eram as marcas físicas da surra que Luna estava levando. O rosto de sua amiga estava banhado em lágrimas, mas ela tinha uma expressão de radiante felicidade. Os seus gritos de dor não deixavam a menor duvida sobre a força dos golpes que estava levando, mas isso não a impedia de sorrir extasiada, de pedir, implorar na verdade, para apanhar mais. Isso era enfatizado pelo fato de seu Mestre exigir que ela contasse cada golpe que levava, agradecendo cada vez que isso acontecia. Sirius, por sua vez, batia nela com o mesmo chicote com que havia batido em Hermione, pelo menos era o que ela deduzia. As marcas dos golpes dele espalhados por toda parte da frente do corpo de Luna. As costas e o traseiro dela eram atingidos por um cinto de couro, utilizado por Blaise. Ambos os Mestres revezando os golpes nela, jamais batendo ao mesmo tempo.

Eles pararam de bater em Luna, demonstrando uma sintonia impressionante, a mesma que tiveram durante o espancamento. Sirius apenas observou enquanto Blaise liberava os pulsos de sua escrava, amparando-a de forma a impedir que caísse no chão. Isso se devia ao seu estado de fragilidade, depois da surra a que tinha sido submetida. Ele a fez deslizar lentamente, até ficar de joelhos diante dele. Hermione pôde perceber o olhar de pura devoção dela para o seu implacável Mestre. “Será que é desse jeito que eu olhava para eles nas sessões”, Hermione pensou em seus adestradores, ao mesmo tempo em que admirava o bonito quadro contrastante à sua frente, onde Luna Lovegood permanecia ajoelhada, sob o frio olhar de seu Mestre.

Blaise Zabini era um homem alto, a discreta elegância de sua vestimenta contrastando com a predileção da maioria dos bruxos por roupas com cores extravagantes. A pele bem negra, o físico avantajado, o corte de cabelo bem rente, os modos frios, com um quê aparente de orgulhosa maldade, em nada parecia combinar com a frágil delicadeza, além do ar ingênuo e etéreo de sua escrava. Luna Lovegood, do seu lado, tinha uma pele branca como leite, o que só enfatizava ainda mais as marcas de espancamento pelo seu corpo. Os longos cabelos loiros, os olhos azuis, somado aos seus modos dóceis e genuinamente ingênuos, lhe davam uma aparência angelical.

Ela era um tipo incomum de anjo, entretanto, pois havia também a sua frívola sexualidade, que longe de ser vulgar, nela ganhava um ar de divertida inconseqüência. Eram duas pessoas, que num olhar superficial, em nada pareciam combinar, mas vendo-os juntos, o olhar enlevado dela para ele, a visível expressão de orgulho dele em relação a ela, tudo isso mostrava o quanto ambos estavam muito conectados. É claro que além do olhar também havia os gestos. Ela o contemplava, enlevada, em completa submissão, enquanto este desfazia, com insuspeita delicadeza, o coque de sua escrava, liberando seus longos cachos loiros. Blaise passou a acariciar-lhe ternamente o rosto e os cabelos. De seu rosto surge um sorriso, mudando completamente a frieza de suas feições, como se um lado seu, até então desconhecido, que só Luna era capaz de trazer à tona, emergisse.

– Você se saiu muito bem; minha doce maluquinha – Blaise acariciava o rosto banhado em lágrimas de Luna ao dizer isso.

– Obrigada, Mestre – Luna disse a ele, a voz embargada pelo choro e pela dor, sorrindo extasiada para o seu Mestre, para um dos homens que acabara de espancá-la brutalmente, mas perante quem estava ajoelhada em absoluta submissão.

Mestre. Era a primeira vez que Hermione tinha ouvido uma escrava utilizando essa palavra para se dirigir a quem ela pertencia. Era a palavra com que teria de se dirigir a alguém um dia. O direito de usá-la só era permitido a quem oferecia o colar de submissão àquele que se tornaria o seu futuro Mestre. Hermione viu no sorriso de Luna, toda a felicidade dela em pertencer ao homem para quem se ajoelhara. Uma felicidade enfatizada ainda mais quando ela se prostrou aos pés de Blaise, beijando-lhe devotadamente os caros sapatos que usava. Ele ficou parado alguns instantes, admirando a demonstração de devoção de sua escrava, até decidir erguê-la de volta, segurando-lhe o queixo delicadamente.

– Não é só a mim que você deve agradecer, Luna – Blaise disse a ela – você também deve agradecimentos a Mestre Sirius. Seja uma boa escrava e faça isso – Luna imediatamente se volta para Sirius.

– Obrigada, Mestre Sirius – tal como havia feito antes com Blaise, ela também se colocada prostrada diante de Sirius, beijando devotadamente suas botas de couro de dragão diante de Hermione.

Enquanto Luna permanecia em seu estado de devoção, Sirius trocava um olhar significativo com Blaise. Hermione sente que esse entrosamento entre os dois indica que ambos já estiveram em situações assim antes. Após essa troca de olhar, Sirius agarra os cabelos de Luna e a coloca de joelhos. Está muito claro o que irá acontecer. O membro de Sirius é colocado para fora e Luna logo o envolve em sua boca. Uma parte de Hermione, aquela pequena parte ainda presa ao velho orgulho, sente-se feliz por ver que Luna não consegue engolir mais do que a metade do pênis de Sirius. Ela o chupa com vontade, mas em nenhum momento tenta levá-lo inteiro em sua boca. Sirius puxa seu cabelo e força o seu membro para fora da boca dela. Luna é colocada de quatro, ficando de frente para Hermione. Ele penetra sua boceta sem maiores cuidados, fazendo-a gritar. Dor e prazer tornam-se uma coisa só quando Sirius força Luna a levantar a cabeça, puxando seus cabelos.

O olhar de Luna não deixa qualquer dúvida em Hermione. A escrava de Blaise está naquele estado da completa liberdade na submissão, pois mesmo de frente para ela, Luna não a vê. Ela grita e sorri ao mesmo tempo, lágrimas de dor deslizam pelo seu rosto, mas a expressão nele é de êxtase e prazer, enquanto é fodida por Sirius, até este chegar ao orgasmo, ainda dentro dela. Luna ficou caída no chão depois que Sirius saiu de dentro dela. Enquanto ele cuidava de sua higiene pós-sexo, ela permaneceu ali, de frente para Hermione, mas ainda como se não a estivesse vendo. Ela tinha um olhar perdido, enquanto emitia sons praticamente inaudíveis. Sirius chegou perto de Hermione com uma bacia d’água e uma toalha. Ficou muito claro o que ele queria e Hermione aceitou a ordem silenciosa com mais facilidade do que imaginaria, começando a fazer a higiene pós-sexo de Luna. Após terminar o seu trabalho, ela viu Blaise colocar a coleira com a corrente em sua escrava, se dirigindo para Sirius, que tomou a iniciativa de falar.

– Obrigado por ter vindo Blaise – Sirius apertou-lhe a mão – sua ajuda foi fundamental nesse ensinamento para Hermione.

– O prazer foi meu Sirius – ele olha para Hermione pela primeira vez desde que chegou – ela já escolheu quem será o seu futuro Mestre?

– Creio que ainda não – Sirius pega no queixo de Hermione antes de concluir – mas seja quem vier a ser o escolhido, garanto a você que será um sujeito de muita sorte.

Hermione lhe deu um sorriso discreto ao ouvir isso. Blaise fez um movimento com a corrente, e Luna, como alguém já acostumada a fazer isso muitas vezes antes, se colocou imediatamente de quatro, e seguiu com seu Mestre através do mesmo quadro por onde vieram. Em nenhum momento, inclusive quando Hermione estava fazendo a sua higiene pós-sexo, ela deu qualquer sinal de que a conhecia. Era uma escrava de fato que estava ali, não a sua amiga desde o tempo de estudante em Hogwarts. Quando os dois desapareceram no quadro, Sirius pegou a cadeira onde esteve sentado e a colocou de frente para Hermione. Esta soube de imediato que algo importante seria dito.

– Seja sincera, Hermione – disse Sirius – o que você tem a dizer sobre tudo o que acabou de acontecer?

– Eu... eu não sei direito, Senhor – Hermione evitava olhar direto para Sirius ao responder.

– Você certamente tem algumas questões que quer esclarecer comigo, não tem? – Sirius levantou a cabeça dela, vendo em seus olhos que havia duvidas que pediam um esclarecimento – eu sei que você quer falar, não precisa ter medo.

– O senhor e o Zabini...

– Senhor Zabini – disse Sirius – você é uma submissa em treinamento, na sua atual posição, este é o modo apropriado de se dirigir a um Mestre.

– O Senhor e o... Senhor Zabini, pareciam bem entrosados – ela disse – os senhores já compartilharam escravas juntos?

– Sim, Hermione. Essa não é a primeira vez que estivemos numa situação como essa – ele se inclina para chegar mais perto dela – também não é a primeira vez que ele compartilha o corpo de Luna comigo, se quer saber.

– O Senhor... passou pela sua cabeça me... me compartilhar com o Senhor Zabini, do mesmo jeito que ele compartilhou Luna com o Senhor?

– Blaise e Luna têm um relacionamento, Hermione. Blaise é o Mestre e Luna é sua escrava. Ambos tem um contrato estabelecendo todas as disposições, deveres e direitos da relação deles. Luna ofereceu a ele a sua submissão – Sirius segurava o queixo de Hermione enquanto falava – você não me ofereceu a sua submissão, portanto, você não é minha escrava. Eu nunca poderia oferecê-la a alguém, porque você não me pertence.

– Mas ele ofereceu Luna a você – Hermione sentiu-se tola assim que terminou de falar, pois era óbvia a diferença entre Blaise e Luna, em relação ao que havia entre ela e Sirius.

– Ela é a escrava dele, pertence a ele, tudo isso por um ato de vontade dela – disse Sirius – o contrato estabelecido entre os dois dá a ele o direito de compartilhar o corpo dela com outros Mestres, se assim o desejar.

– O senhor quer dizer que isso pode acontecer comigo quando eu oferecer a minha submissão ao meu futuro Mestre?

– O que acontecerá a você depois disso, é algo que só você poderá determinar, quando fizer seu contrato com o Mestre que vier a escolher, Hermione – Sirius se recostou na cadeira, ele e Hermione ainda mantendo contato visual – é por isso que você deve refletir muito bem na hora em que fizer a sua escolha. Se o compartilhamento do seu corpo com outros Mestres, ou outra questão qualquer, tipo o sexo anal, forem limites intransponíveis para você, então a escolha de seu futuro Mestre deve estar condicionada a esta situação.

– E tudo deverá estar constando no contrato de submissão!

– Sem duvida, Hermione. Não há lugar para ambigüidades num contrato de submissão. As condições têm de estar claramente estabelecidas para ambos os contratantes. É dessa forma que se evitam problemas mais adiante.

– A Luna agiu como se não me conhecesse – afirmou Hermione.

– Ela não estava aqui como sua amiga, mas como a escrava de Blaise Zabini – respondeu Sirius – uma escrava de verdade não toma qualquer atitude sem a anuência de seu Mestre. Se ela agiu como se não a conhecesse foi porque o seu Mestre determinou que ela agisse assim.

– Quer dizer que a vinda deles também foi parte do meu adestramento?

– Tudo o que aconteceu nessas sessões fez parte do seu adestramento, Hermione – Sirius acaricia o seu rosto ao dizer isso – o nosso objetivo é conduzir você até estar pronta para ser uma escrava capaz de encher qualquer Mestre de orgulho – ele volta a sorrir para ela, daquele jeito cafajeste que Hermione adora – e eu tenho certeza de que você está cada vez mais perto disso.

– Obrigada, Senhor – Hermione sorri ao dizer, sentindo-se feliz consigo mesma – tudo o que eu quero é ser a melhor escrava que um Mestre possa querer. Eu só tenho medo de não ser capaz de atender as expectativas do Mestre que eu vier a escolher.

– Não é assim que se dão as coisas numa relação BDSM, Hermione – Sirius adotou uma expressão mais séria ao falar – não é o Mestre quem escolhe o seu escravo, mas é o escravo quem escolhe o seu Mestre. É o Mestre quem tem de atender as expectativas daquele que lhe deu a honra de oferecer a sua submissão. Tenha isso em mente na hora de fazer a sua escolha.

– Muito obrigada por me esclarecer isso, meu Senhor.

Hermione olhou para Sirius com grande admiração. Ela finalmente entendeu o significado do que acontecera nesta noite, o aprendizado que lhe fora passado por seu adestrador. Lembrando de Luna, ela se deu conta que a melhor forma de agradecer era abaixando-se até os pés do homem diante dela e beijá-los. Foi exatamente o que fez, pois queria demonstrar toda a sua gratidão e humildade. Ela sentiu-se muito bem com isso, saber que tinha deixado de lado qualquer sinal de orgulho, qualquer necessidade de auto-afirmação. Hermione percebeu que Sirius se levantou da cadeira, mas continuou beijando-lhe os pés, até que ele a levantou, segurando-a pelo queixo.

– Não haverá piadas para distraí-la dessa vez – ele disse isso com um sorriso.

Hermione entendeu de imediato o significado de suas palavras, tratando rapidamente de desabotoar a calça dele, tirando o pênis de Sirius para fora. Admirou um pouco o tamanho, para depois passar a língua por toda a sua extensão. A cabeça foi trabalhada com especial atenção, até ser engolida por sua boca. Hermione chupou-a com vontade, sem pressa, sentindo o gosto dele, ouvindo os sons de prazer que Sirius emitia. Ela tirou o pênis dele da boca por um instante, apenas para ganhar fôlego. Logo a seguir o engoliu de novo, agora o levando bem fundo na sua garganta, segurando a respiração. Já tinha ido bem além da metade quando sentiu que precisava respirar.

– Você é mesmo uma garotinha muito gulosa, Hermione – Sirius acariciava o seu rosto ao dizer isso, sorrindo para ela – mas vá com calma, não precisa ter pressa, nem exija demais de si mesma.

– Eu o quero todo, eu o quero todo dentro da minha boca, Senhor – ela disse com urgência na voz – eu quero, eu quero.

– Calma minha garotinha gulosa, calma. Leve-o devagar.

Hermione fez como ele disse. Começou lentamente engolindo a cabeça, chupando com calma. Depois levou metade do membro em sua boca, com igual lentidão, indo e voltando, indo e voltando. Trabalhou também com sua língua, lambendo-o cada centímetro, da raiz até a cabeça, deixando o membro dele bem úmido. Voltou a engoli-lo com vontade, mas dessa vez foi bem além da metade, o queria todo dentro de sua boca, queria fazer o que nenhuma outra lhe fizera antes. Ela sentiu o gemido dele bem forte, sabia que estava quase conseguindo, mas a sensação de falta de ar tornou-se forte demais para ela e teve de retirar sua boca a poucos centímetros de engolir todo o membro dele.

– Oh Merlin! – Sirius não consegue ficar em pé, seus joelhos se dobrando até ele ficar na mesma posição de Hermione – você foi incrível, minha garotinha gulosa.

– Eu não consegui levá-lo, eu o queria todo dentro da minha boca – a decepção era visível em sua voz.

– Esqueça isso, esqueça, você foi maravilhosa, Hermione – ele sorri e acaricia o rosto dela ao falar – se eu fosse seu Mestre estaria explodindo de orgulho de você.

– Obrigada... Meu Senhor – ela sorri para ele, feliz ao ver o orgulho escancarado nos seus olhos, isso até notar a expressão séria surgida em seu rosto.

– O que foi, Senhor?

– Vamos ver que outros limites você está disposta a ultrapassar, Hermione.

– O que quer dizer, Senhor? – Hermione sentiu-se temerosa, pois no fundo já sabia qual era a resposta.

– Eu creio que você sabe do que estou falando, Hermione – Sirius olhava para ela com uma expressão muito séria – chegou a hora de saber se o sexo anal é mesmo um limite intransponível para você.

Notas finais
Espero que tenham gostado deste novo capítulo e tenham vontade de voltar no próximo domingo para ver como tudo isso vai terminar.