Após pular no lago gélido, ele sentiu como se o frio penetrasse sua carne e esmagasse seus ossos, ele nadava muito rápido e se distanciava com fulgor, ao chegar onde se encontrava a bola de Marisa, James olhou-a para calcular a distancia e também pois queria sorrir para ela mostrando-a que não havia motivos para que ela ficasse triste, quando virou-se ele notou um sorriso assombroso, um olhar maligno, o ar ficou pesado de repente e ele sentiu um frio na espinha mesmo estando se contorcendo devido ao frio excessivo que a água lhe propiciava, mau deu tempo que ele voltasse a olhar para onde a bola se encontrava e quando retomou os olhos sobre a menina Marisa ela já não estava mais lá, o arrepio que percorria sua espinha se tornou mais intenso enquanto seu coração disparava, ele não sabia o que estava havendo e isso o assustava, mesmo ele achando que era apenas mais uma peça que sua mente fértil estaria lhe pregando, mau pode raciocinar direito quando sentiu uma coisa lhe raspando a sola dos pés, quase que seu coração saltou de seu peito, e quando tornou a acontecer seu coração sabendo que não havia por onde fugir tentou abandona-lo pela boca, tentativa que também foi frustrada. a terceira vez que ele sentiu algo escorregar na sola dos pés, ele se desesperou e então percebeu que algo agarrou seu tornozelo e que por mais que se debatesse não haveria como escapar, estava impotente, isso o assombrava mais o que mais o estava assustando era ver seu corpo ir afundando contra sua vontade, mesmo ele se debatendo, nada podia mudar, isso o apavorava, quando cada centímetro do seu corpo encontrava-se submerso ele viu novamente a menina Marisa, muito sombria e assustadora, ele não sabia o que fazer alem de prender o folego e se sentir arrependido de ter tentado ajuda-lá, e a cada momento que ele pensava se se sentia arrependido ou não ele percebia que sua respiração ia começando a se esgotar, mesmo ele sendo um excelente nadador do tipo que consegue prender a respiração por longos minutos, mas estes minutos estavam correndo e debaixo d'água pareciam voar, em desespero completo ele não sabia o que fazer pois não conseguia se soltar daquela menina demoníaca nem muito menos nadar com ela junta, ele só conseguia pensar e pensar mas era sempre vão pois não tinha solução e ele começava a se desprender de sua vida e a simplesmente aceitar, mas sempre se perguntando porque diabos resolveu ir pegar a bola de uma garota chamada Marisa no meio de um lago gelado, é ele ria mentalmente mesmo naquela situação, ele já não sentia mais seu corpo e parecia que sua alma o estava abandonando, ele sentia uma dormência e sentia como se estivesse começando a flutuar, devia ser o a falta de oxigênio, circulando em seu cérebro, ele escutou uma voz calorosa sussurrando em seu ouvido:

– É o fim meu filho, é o fim. você vai morrer agora mesmo, mas não importa o que importa é o que virá depois, você terá duas decisões a tomar, mas não agora, isso vai passar, tudo isso vai passar, e você terá mais um dia.

Quinta feira 12 de Maio de 2011, meio dia e cinquenta e James acorda encharcado em volta do lago que ele a pouco quase se afogara, ele acordara confuso e seu instinto fez com que a primeira coisa que olhasse fosse seu relógio constatando assim a mesma hora em que pulara no lago 12:50, ele não sabia o que fazer estava exausto, dolorido, cansado frustrado e com medo e a única coisa que se repetia em sua cabeça era aquela voz suave. ele caminhava e agora a hora e os minutos passavam normal e ele sempre olhando pro relógio, meio dia e cinquenta e um, e cinquenta e dois, e três, quatro e assim por diante. mas a voz agora o seguia e sussurrava no seu ouvido mais do que a ultima frase.

–Você está perdido, você é meu, Esqueça sua misera vida, você é um inútil, fraco.

Ele tentava em vão tapar os ouvidos para afugentar aquela voz suave, mas suicida.

mas adiante do lago ele viu uma área imunda, suja detritos por todos os lados, ferrugem e havia um grupo naquele local de capuzes pretos com roupas compridas, negras que reluziam, símbolos arredondados no capuz um em cada, vermelhos cor de sangue, em volta mais ou menos na altura do pescoço tinha desenhos bordados de uma cobra enrolada em uma estaca que estava enfincada em seu meio e de um lado uma cabeça e a cauda outra cabeça ambas tentando se comer no topo da estaca. nas mangas bordas douradas cor de ouro e cordões com perolas que reluziam mais que a própria luz, eles tinham uma espécie de cântico sussurrado. algo inebriante, mas sombrio seus ouvidos começaram a sangras e em poucos estantes eles estavam repetindo em coro "você é nosso, você é do mestre". em seguida quando James ia se virar de costas e ir embora sentiu algo afiado e muito gelado no seu pescoço, uma adaga, e o homem por trás dele disse:

–Quieto, sem escândalos, sem exaltação sem dor, pelo menos por enquanto. ele sorriu de uma forma peculiar.

James seguiu os passos do homem que o assentou junto dos homens que estavam a fazer aquele coro de cabeça baixa de forma que o capuz cobrisse seus rostos, eram seis no total. ele mal sabia que eles o revelariam muitas coisas naquela noite pois, que incrivelmente ele não perceberá chegar.