Notas iniciais
Eu tentei postar esse capítulo no domingo mais cedo mas acontece que fui pega por uma mini festa surpresa de aniversário... sim meu aniversário foi ontem e eu estou postando esse episódio na madrugada kkkkkk Queria ter tido tempo para terminar o especial da outra fanfic mas só consegui terminar então é provável que amanhã ou terça tenha o tão esperado especial!!! Espero que gostem desse capítulo! !! Boa leitura ♡♡

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Pesadelos, pesadelos e mais pesadelos o que mais eu poderia ter, o pior é que nenhum deles eu acordei, apenas continuou passando pela minha mente e o sol passava pela varanda que eu deixei aberta me fazendo ter uma leve dor de cabeça com a claridade, ainda tentando me acostumar com o sol no meu rosto eu começo a sentir algo se mexendo do meu lado e quando olho vejo kyoko movendo o rosto contra o travesseiro, parecia tão calma que deu até medo de acordar ela, seu rosto parecia mais corado como se tivesse ficado no sol por um dia inteiro, toquei em sua bochecha com as costas dos dedos e senti sua pele morna, não estava mais fria e sim morna em uma temperatura normal como a minha, retiro minha mão dali e vejo ela torcer o nariz, sorrio com o jeito dela e saiu da cama com cuidado precisava tomar banho e cuidar de algumas coisas do comércio que fiz na cidade, ando até a varando e chamo um dos lobos que ainda estava lá.

— Alguma notícia da cidade? — perguntei.

— Ainda não chefe, parece que ainda vai demorar a chegar alguma resposta de lá — disse e olhou por sobre meu ombro logo entrei na sua frente — você se deitou com ela?

— Isso não te diz respeito — disse logo tirando o sorriso da cara dele — em vez de você supor alguma coisa que aconteceu aqui porque não trata de saber mais sobre o comércio da cidade?

— Desculpe chefe — disse abaixando a cabeça.

— Vá logo ! — disse ríspido.

Ele saiu de lá sem dizer nada e voltei para dentro do quarto vendo Kyoko ainda dormindo, pego algumas roupas do armário e tomo um banho, depois vou direto para o "escritório" que na verdade parecia mais um lugar de guerra com facas e papéis espalhados para todo lado com uma mesa no meio ver aquilo me deu um cansaço sem igual.

— Kuon?

Olhei para o lado vendo kyoko sair do quarto bocejando e esfregando o olho, me perguntava porque toda vez que a via fazer algo tão normal se tornava de alguma forma fofa e me dava vontade de abraçar ela.

— Já acordou? — perguntei me aproximando dela — porque não vai tomar um banho e trocar de roupa enquanto eu pego algo para a gente tomar café?

— Tudo bem — disse sorrindo — ainda tem maçã?

— sim, vou deixar umas para você comer — disse e ela assentiu voltando ao quarto.

Deixei o "escritório" de lado e desci para a cozinha fazendo um café, acho que a única coisa que eu sabia fazer direito era isso, não demorou muito e Kyoko desceu vestindo o mesmo estilo de roupa que estava antes mas de cores diferentes, acho que devia pedir mais roupas para ela pelo menos algo mais confortável do que um short curto e uma regata que mal ficava no lugar, ela veio até o balcão e se sentou logo comendo uma maçã que havia deixado ali.

— Você quer ir cumprir com o combinado agora? — perguntei e ela me olhou sorrindo.

— Sério? — perguntou — pensei que íamos só de tarde...

— Sim, eu tinha coisas para fazer agora mas só de ver o tanto de coisa que tinha eu desisti — disse tomando o café — podemos ir agora já que está cedo e não deve ter muita gente lá em baixo...

— Tudo bem, vamos — disse pegando outra maçã além da que estava comendo e saindo na minha frente — isso vai ser legal, estou ansiosa.

— Vai com calma — disse rindo a vendo pular — vem por aqui tem uma escada.

Eu andei na frente dela e puxei a pequena porta no chão revelando uma escada que subia em espiral até a casa, fui descendo na frente a ajudando a se segurar porque parece meio difícil comer e descer uma escada ao mesmo tempo, em momento algum vi ela olhar para o mercado logo a frente onde havia algumas pessoas somente olhava para baixo ansiando chegar ao chão rápido e quando desci o último degrau me virei vendo ela colocar o primeiro pé no chão sorrindo.

— É macio — disse rindo enquanto mexia os pés descalços na grama — e faz cócegas...

— Gostou? — perguntei e ela assentiu sorridente — tenho que comprar algo para você usar nos pés não dá para você ficar andando descalça...

— Não precisa se incomodar — disse agachando e tocando na grama.

— Não é incomodo... Bem... Quer andar um pouco? — perguntei e ela se levantou olhando para mim

— Podemos ir ali? — perguntou apontando para trás de mim e quando me virei vi um arbusto com flores e mais árvores.

— Bom pensei que podíamos andar pelo mercado já que não tem muitas pessoas — disse e ela olhou para o mercado logo a frente.

— Não sei... — disse de cabeça baixa — não quero que ninguém se zangue com você ou comigo por eu ter ido lá, perto das pessoas.

— Você está comigo não tem problema e se alguém perguntar é só dizer que você é de outra alcatéia — disse dando de ombros.

— Tem certeza? — perguntou

— Vamos ! — disse a pegando pela mão e caminhando com ela.

Minha casa não era perto do mercado mas como ficava em frente e o espaço que tinha ali era enorme tinha uma certa distância das outras casas e do mercado, kyoko andava um pouco atrás de mim acho que envergonhada ou com medo de andar por ali, podia ver que ela olhava com curiosidade para as barracas e as pessoas, parando no meio do mercado ela apenas olhava ao redor.

— O que eles vendem aqui? — perguntou

— Qualquer coisa, comida, roupas, coisas desnecessários mas que alguém sempre acaba comprando — disse rindo e ela sorriu — vamos ali aproveitar para comprar alguma coisa para seus pés.

Eu a puxei pela mão indo até umas das barracas, Kyoko olhava para os pares de chinelos e sapatos de diversas cores com um olhar de criança vendo brinquedos, eu olhava ao redor vendo as poucas pessoas que tinham ali até me deparar com dois caras olhando para nós ou melhor para Kyoko, os dois apontavam para baixo e eu segui seu olhar me derrapando com a tatuagem de coxa dela, imediatamente passei para seu lado direito a abraçando por sobre o ombro, na tribo os únicos que tem no costume de tatuar o corpo são os homens, não que seja proibido mulheres fazerem mas é mais comum ser uma tatuagem pequena e em um lugar escondido não como o da Kyoko, que era totalmente o contrário, chamava a atenção o tamanho e ainda por cima sendo a imagem de um lobo, coisa bastante representativa na tribo.

— Já escolheu um ? — perguntei sorrindo

— São muito bonitos não sei qual escolher... — disse e a vendedora sorriu para nós.

— Vocês são tão lindos juntos — disse segurando nossa mãos — com certeza serão felizes — disse com um enorme sorriso.

— Não senhora, nós não....

— Porque não leva esse, rosa combina com você já que tem a pele clara — disse entregando o chinelo — você não é daqui, não é? Você tem uma aparência diferente...

— Ela veio de uma tribo do sul onde o clima é mais frio e quase não tem sol — disse nervoso.

— Aah sim, muito linda mesmo! — disse sorrindo.

— Obrigada! — disse um pouco vermelha.

Respirei fundo um pouco aliviado por ela ser uma híbrida e poder ter certas reações sem causar uma desconfiança, depois de pagar o sapato eu a levei de volta para casa, passando pelos dois caras ainda pude ouvir certos comentários que me fizeram soltar um rosnado fazendo os mesmos desviar o olhar.

— Está tudo bem ? — perguntou colocando sua mão na minha que ainda estava em seu ombro.

— Sim... — disse me afastando um pouco — desculpe eu te machuquei?

— Não estou bem... — disse subindo as escadas.

Enquanto ela subia vi em seu ombro a vermelhidão desaparecer mas uma pequena marca continuava ali, olhei para minha mão e vi a mesma marca como se fosse uma continuação, se Kyoko regenera qualquer machucado então porque aquela marca não desaparece?

— Não vai subir? — perguntou parada em alguns degraus acima.

— Ham... Preciso ir em um lugar, entre e descanse um pouco, não saia! — disse me afastando da escada

— Tudo bem…

Sai correndo para os meios da montanha, não sabia qual o motivo para uma velha querer morar em uma caverna no meio de duas montanhas, mas já estava tendo dificuldades para entrar ali e assim que consegui a vi sentada em frente ao riacho lendo alguns livros.

— Você parece bem cansado… — disse sem olhar para mim.

— Isso porque tive que escalar um monte de pedras pra chegar aqui — disse me sentando no chão.

— Por que fez isso se é muito mais fácil ir pela ponte entre as árvores​? — disse apontando para um caminho com a ponte.

— Por não disse que tinha uma ponte? — perguntei indignado — não dá pra ver aquela ponte da vila.

— Por isso mesmo, não quero que qualquer um venha na minha casa — disse rindo — aliás o que faz aqui?

— Tenho uma coisa pra perguntar...

— Então pergunte! — disse fechando o livro e olhando pra mim.

— Tem a possibilidade da kyoko perder o poder de regeneração? — perguntei

— Porque pergunta isso? — perguntou deixando o livro de lado.

— Eu vi uma marca no ombro dela que não estava lá antes e não regenerou como se fosse uma queimadura ou cicatriz — disse e ela se levantou da cadeira passando a mão no rosto — e essa mesma marca continua no meu braço...

— Você tocou nela? — perguntou segurando meu braço vendo a marca que estava desaparecendo.

— Como? — perguntei estranhando.

— Você tocou nela de uma forma possessiva ou algum sentimento forte? — perguntei de novo me olhando nos olhos.

— O que ? Não, porque eu faria isso? Quer dizer, eu … — disse meio nervoso.

— Kuon me diga o que aconteceu!? — disse num tom sério.

— Tinham uns caras olhando para ela ou melhor para a tatuagem dela e eu segurei ela com um pouco de força mas ela nem reclamou — disse nervoso.

— Você é maluco? — gritou comigo — o que você estava pensando quando tocou nela daquele jeito?

— Não fiz por querer, mas não estou entendendo porque aquela marca começou a aparecer — gritei ainda mais nervoso.

— Por sorte a marca não foi completa, se isso tivesse acontecido não sei o que poderia acontecer… — disse voltando a se sentar.

— Afinal o que é essa marca que apareceu ? — perguntei vendo ela separar uns livros.

— Essa marca que você viu se chama Chikaku — disse captando minha total atenção — quer dizer que ela tem uma boa impressão sua e consegue perceber que suas intenções com elas são boas mas…

— Mas o que ? — perguntei voltando a ficar preocupado.

— Mas dependendo do sentimento que vocês dois têm um pelo outro é que torna a marca tão significativa — disse entregando algumas folhas com desenhos — amizade, alegria, empatia, amor… — disse apontando para cada desenho — essas serão marcas como se fosse uma tatuagem bonita, mas medo e raiva serão totalmente direcionadas à pessoa que causou mal a ela, terão cicatrizes enormes no corpo, não tem uma explicação correta de como essas cicatrizes aparecem no corpo da pessoa em si e digo com toda a certeza que será igual ou maior que o sofrimento dela.

— Porque você não me disse isso antes ? — perguntei ainda tentando guardar na cabeça esse — Imagina se isso tivesse acontecido com o meu pai quando estávamos naquele quarto quando tirou a bala da perna dela??

— Eu sabia de nada até aquele momento esqueceu ? — perguntou pegando os livros e me entregando — de qualquer forma forma fique longe dela, se essa marca tivesse sido completada vocês teriam uma ligação que qualquer coisa que tivesse se passando com você ela iria sentir que algo aconteceu e vice versa — disse voltando a se sentar — apesar de ela ser uma boa pessoa não quero ela seja presa a você...

— Você pode ser minha avó mas mesmo assim é irritante essas brincadeiras — disse indignado

— Quem disse que eu estou brincando? — perguntou me encarando — não sabemos até aonde essa história de vampiros vai e se você disse que ela teve essa marca também, então quer dizer que ela também tem um sentimento por você não importa qual seja — disse voltando a pegar seus livros — sei que você é possessivo com algumas coisas principalmente com as mulheres que você anda mas fique longe dela se o início dessa marca aconteceu é melhor ter cuidado com o que você faz perto dela.

Ela tem razão, não sei até onde essa história de vampiro vai então é melhor ter cuidado pois dependendo do sentimento que essa marca é criada pode ter conexão diferente, não magoar ela de algum jeito e acabar com dor e cicatrizes por todo meu corpo, com toda a certeza a criatura de aparência inocente é muito perigosa.

— Não se preocupe tanto, quanto menos pensar nisso melhor — disse e apontou para os livros em minhas mãos — leve isso pra ela…

— Está bem, vou indo então — disse saindo dali.

Dessa vez fui pela ponte entre as árvores e esse lugar era tão escondido entre as folhas que fiquei imaginando como ela passava por aqui todo o dia com esse monte de galhos no caminho.

Assim que cheguei em casa e abro a porta eu me deparo com Maria sentada no chão explicando alguma para kyoko, pelo jeito da conversa aquilo não ia dar muito certo.

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Estava a alguns minutos tentando fazer aquilo dar certo mas nada de conseguir virar lobo, encontrei a Maria na sempre dá porta esperando alguém aparecer e quando ela viu a marca de lobo na minha perna fez milhares de perguntas e começou a insistir em me ensinar.

— Vamos você consegue, só imaginar você virando um lobo é fácil — disse se aproximando de minha e colocando a pata na minha mão.

— Não sei acho que …

Maria deu um grito alto me assustando e eu acabei me jogando para trás entrando debaixo da mesa com o susto, quando abri os olhos para ver o que tinha acontecido vi Kuon passando a mão na maria e com alguns livros no braço, ele me olhava estranho mas suspirei aliviada por ser ele e não algo assustador.

— Você está bem ? — perguntou

— Sim… — disse e me sai debaixo da mesa.

— Você conseguiu… — disse Maria

— Mas eu ainda me sinto a mesma coisa — disse passando a mão na cabeça sentindo algo diferente — o que é isso?

— São orelhas — disse pulando em cima de mim.

— O que ?

Me levantei e passei a mão novamente na cabeça até sentir algo peludo, corri para o espelho mais próximo e vi apenas as orelhas, aquela foi a imagem mais estranha que eu já vi não que eu tenha visto muita coisa mas eu estava me sentindo estranha.

— Como eu tiro isso?? — perguntei mas eles ficaram me olhando.

— Eu não sei bem como explicar — disse Maria.

— Como não? Você me falou como transformar mas agora não sabe como tirar isso ? — perguntei desesperada — Kuon me ajuda?

— Fica calma — disse vindo até mim — é difícil explicar mesmo porque pra nós é meio que no automático, a gente pensa em virar um lobo e vira mas ensinar é difícil…

— Então eu vou ficar assim pra sempre ?

— Não eu acho… senta se acalma — disse e fez menção de tocar em mim mas recuou.

Achei aquilo estranho, ele nunca mostrou vergonha ao tocar em mim desde que eu cheguei aqui e até a alguns minutos atrás tinha pegado na minha mão para andar pelo mercado.

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Ver ela daquele jeito era fofo e engraçado ao mesmo tempo, suas orelhas se mexiam toda hora e sua expressão toda hora mudasse de pânico para feliz de um jeito estranho.

— Porque você foi ouvir uma lobinha que nem consegue controlar a voz direito? — perguntei rindo.

— Eu ainda estou aqui e eu só queria ajudar — disse Mari subindo no sofá.

— Seu avô não estava ensinando você a caçar? Já passa das dez ! — disse e ela saiu correndo

Kyoko estava com o rosto entre as mãos como se tentasse inutilmente se concentrar para fazer as orelhas voltarem ao normal, tirei suas mãos de seu rosto e a fiz olhar para mim.

— Ei… fica calma que vai voltar ao normal — disse passando no seu cabelo e sua orelha — seu pelo é acinzentado…

— É algo ruim — disse tentando esconder as orelhas com vergonha.

— Não é que geralmente só lobos da tribo do sul tem pelos ainda acinzentados quando jovens e quando se tornam adultos ficam com a pelagem branca — disse colocando os livros na mesinha de centro — esses são os livros que a anciã prometeu falando tudo o que sabemos até então sobre os kyuden e também alguns de jardinagem — disse ela ela olhou para os livros — não se preocupe muito com as orelha que assim que você se acostumar mais vai conseguir fazer voltar ao normal…

— Tudo bem…

— Algum problema?

Segui seu olhar para a janela e avistei meu pai nos observando em uma das árvores, fiz um sinal para ele entrar e segundos depois ja atravessava a porta com um olhar estranhamente normal.

— O que você quer ?

— Preciso dos documentos que você ficou de entregar hoje...

— Vou pegar e já volto

Olhei para Kyoko uma última vez, ela olhava para um dos livros e suas orelhas estavam alertas para qualquer movimento estranho como se estivesse pronta para ser correndo, os deixei na sala indo para o meu escritório, o meu pai não faria nada de errado com mesmo ela mesmo que estivesse desconfiado dela ainda.

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Assim que Kuon saiu da sala senti uma tensão vindo da garota, depois de a ver conversando sozinha com a Maria minhas suspeitas sobre ela diminuíram, enquanto tentava entender como mudar de forma com escrito tentar lá as vi realmente confusa e até brincava e conversava com Maria, então me convenci de que ela realmente não iria fazer nada, não teria como ela fazer aquilo com os olhos e mentir sobre a sua visão, tentava se distrair com o livro que estava em sua mão mas olhando para as suas orelhas podia dizer que prestava atenção em cada movimento que eu poderia fazer.

— Porque está com essas orelhas ? — perguntei vendo ela ter um leve susto com o romper do silêncio.

— Maria estava me ajudando com o poder de virar um lobo mas não deu muito certo — disse evitando olhar em minha direção.

— É normal — disse e ela levantou um pouco o olhar mas ainda evitando olhar em meus olhos — quando Kuan era pequeno ele ficou quase dois dias com uma das mãos sem voltar ao normal — disse e transformei minha mão — ficou tão desesperado para sua mão voltar ao normal mas era engraçado ver ele tentando comer com a outra mão — disse rindo — quando começou a transformação ele era meio desajeitado — disse e voltei minha mão ao normal

Ver kyoko sorrindo com o que eu disse me deu um sentimento novo sobre ela, era como se eu estivesse contando histórias para meu filho mesmo que eu sorriso ainda não tenha sido muito animado era reconfortante ver que de alguma forma eu a agradei com o que eu um disse.

— Queria pedir desculpas pela forma que te tratei e espero que entenda que eu só estava preocupado com a situação da aldeia com as possibilidades de alguém invadir...

— Está tudo bem — disse sorrindo e finalmente olhando em meu olhos — eu avisei que teriam vaporosos perto o suficiente para conseguirem ver a caverna de entrada — disse e seu olhar se voltou para os livros em cima da mesa — não sei exatamente quando isso vai ser mas espero que você considere o que eu disse sobre a minha visão...

Assim que eu lá lá terminou de falar kuon começou a descer as escadas e em nenhum momento tirou os olhos de mim provavelmente estava desço fiado de algo que é eu possa ter feito mas kyoko estava relaxada e pelo que percebi era o que mais o intrigava.

— Esses são os papéis que queria, os outros do comércio exterior vou entregar mais tarde antes de ir para o treino com o pessoal… — disse olhando entre mim e Kyoko.

— Está bem então — disse olhando para as folhas em minha mão — vou dar permissão para você andar livremente pela aldeia Kyoko — disse e a vi levantar o olhar novamente para mim — mas evite contar sobre você ser uma kyuden vampira...

— Porque essa gentileza repentina? — perguntou com a testa franzida.

— Não é como se vocês já não tivessem saído sem minha permissão não é? — perguntei colocando cruzando os braços e o encarando.

Sabia que uma hora ou outra ele iria ceder ceder a algum pedido dela já que estava muito protetor com tudo que a envolvia, a princípio eu iria brigar com ele mas como ele foi cuidadoso e vendo como ela se portava receosa na frente das poucas pessoas que estavam ali não disse nada de imediato, depois meus pensamentos mudaram completamente com a vendo se divertir com Maria, não seria de todo mau a ter na nossa aldeia como mais uma da nossa família.

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Fiquei calada desviando o olhar dos dois, não queria ficar no meio de uma possível briga entre os dois, sabia me defender caso eles fizessem isso na minha frente, nao gostava de brigas e caso isso acontecesse não saberia o que fazer.

— Se acabamos por aqui eu devo ir então — disse voltando seu olhar para mim — chame julie depois ela adoraria te mostrar a aldeia!


Assenti sem nem pensar e depois que ele saiu da casa Kuan me olhou com se perguntasse o que nos havíamos conversamos e sem nem saber o que pensava eu apenas dei de ombros e sorri vendo seu olhar ainda sério, me sentia mais aliviada por ter um pouco de sua confiança, não seria legal continuar vendo kuu e kun brigarem assim porque ele não confiava em mim o bastante, podia sentir que tudo estava começando a mudar e que não seria mais uma simples vampira que foi “capturada por lobos sendo mantida isolada dos outros e sim que estava ali para ajudar a manter a salvo milhares de pessoas de uma aldeia, eles me mantinham segura e podia ajudar a os proteger de possíveis ataques, tambem poderia aprimorar seus poderes e ajudar em mais algumas coisas, finalmente sentia que servia para algum propósito e que poderia ajudar as pessoas .

Notas finais
Esse foi o capitulo e é espero que tenham gostado!! Comentem e me deixem saber está bem ? Sobre o especial vou postar ele amanhã ou terça tentei adiantar esses dois para postar no dia do meu aniversário mas não deu certo kkkkkk fiquem de olho nas atualizações !!!! Até o próximo capítulo !! ♡♡♡