Quinn

O barulho de conversas no andar de baixo da minha casa me despertou, mas não serviu para me acordar e mesmo depois de dormir uma noite inteira, eu ainda estava exausta e provavelmente os acontecimentos da noite passada fossem os culpados por isso. Girei o corpo para ver que horas eram e ainda não tinha passado das 11, mas decidi levantar e aproveitar meu ultimo dia em Lima antes de voltar para a faculdade.

"Tia Kim, acorda." Ken entrou no meu quarto falando e se jogou em cima da minha cama.

"Já estou acordada." Eu levantei e ele me puxou para fora, descemos as escadas e dei de cara com Sam e Shelby sentados na sala conversando com minha mãe.

"Bom dia." Falei meio desnorteada. Sam acenou para mim com a mão machucada e o gesso branco na mão dele fez eu sentir vontade de me afundar na cama.

"Beth não parou de falar sobre a avó e o Ken, não sossegou até eu aceitar em traze-la aqui. Desculpe não avisar." Shelby falou e eu dei de ombros sorrindo.

"O que você quer comer querida?" Minha mãe perguntou enquanto se levantava do sofá e veio até a escada onde eu ainda estava parada como uma idiota.

"Bacon. Eu preciso de bacon." Ela soriu e foi para a cozinha e eu finalmente sai de onde estava e fui sentar ao lado de Sam.

Passamos o café da manhã conversando e Shelby me contou mais sobre a mudança para NY e também falou um pouco mais sobre Beth e depois de um tempo ela decidiu ir ver como a pequena estava indo com Ken e minha irmã.

"O que você veio fazer aqui Sully?"

"Vim ver como você esta, eu conheço você Fabray e sei que você deve estar se culpando por isso." Ele apontou para o braço machucado e eu assenti, ele me abraçou e disse que estava tudo bem.

"A noite de ontem foi uma confusão." Eu falei e ele assentiu rindo. "Mas eu estou acostumada sabe, as coisas meio que funcionam assim para a gente."

"É, e eu estou feliz por você e Rachel terem finalmente se acertado sabe..." O celular dele tocou o interrompendo e ele atendeu com um semblante meio confuso. No meio da ligação eu vi a cor fugir do rosto do meu amigo e quando a ligação acabou ele estava com o olhar fixo em um ponto qualquer.

"Sam, o que aconteceu?" Perguntei e ele só olhou para mim com o olhar perdido.

"Marie acabou de morrer." Ele começou a chorar depois disso e eu o abracei com força. "Estão levando o corpo para o cemitério." Ele falou ainda chorando e eu assenti.

"Ok, eu vou trocar de roupa e nós vamos para lá." Levantei e corri para o meu quarto, fui até o armário e peguei uma calça e um suéter preto e troquei rapidamente.

"Rach, preciso de você. Coloque uma roupa preta que eu estou passando na sua casa, te explico quando chegar." -Q

Quando desci as escadas novamente minha mãe estava abraçando Sam e ele ainda estava chorando, eu peguei o braço dele e sai de casa depois de dar um beijo na minha mãe e em Beth e avisar que voltaria mais tarde. O caminho até a casa dos Berry foi silencioso, Sam conseguiu parar de chorar mas o olhar dele ainda estava perdido e eu sabia que ele precisava de tempo e silêncio.

"Quinn, eu não posso ir em um enterro com essa roupa." Eu olhei para ver o que ele estava usando, uma camisa polo azul e calça jeans.

"Nós podemos passar na sua casa e buscar roupas para você."

"Não, eu não quero voltar lá."

"Sam, aquela é a sua casa e você vai ter que voltar lá uma hora ou outra."

"Eu não quero ir lá Quinn." Ele falou em um tom de voz duro e eu assenti. Quando estacionei na frente da casa dos Berry, Rachel já estava sentada na varando me esperando com um vestido preto e um casaco na mão. Sai do carro e ela sorriu para mim, mas seu sorriso morreu quando ela viu Sam sentado no banco do carona com cara de choro.

"Quinnie, o que aconteceu?" Ela perguntou quando estava perto de mim e eu dei um selinho nela.

"Será que você consegue uma camisa preta para ele?" Perguntei e ela assentiu meio confusa antes de entrar em casa.

Fui até o carro e Sam estava olhando para o celular, quando parei ao seu lado ele me olhou confuso e bloqueou o celular.

"O que estamos fazendo aqui?"

"Conseguindo uma camisa para você e eu pedi a Rachel para ir comigo, eu não expliquei nada a ela na verdade, só pedi para ela botar uma roupa preta e me esperar."

Eu esperei que ele ficasse bravo por eu ter chamado uma pessoa estranha para o funeral de Marie mas a reação dele foi diferente, ele sorriu pela primeira vez desde que tinha recebido a noticia e me olhou.

"Você pode chamar o resto do pessoal? Kurt, Mercedes, Blaine, Tina, Artie, Mike, Puck, Finn, Britt e Santana. Ela era uma senhora solitária que perdeu tudo, inclusive o filho e eu não quero que o funeral dela seja assim. Ninguém merece um funeral vazio." Eu assenti e peguei meu celular e enviei uma mensagem a todos que ele tinha pedido avisando a hora e o lugar e dizendo que precisávamos deles.

"Aqui Quinn." Rachel apareceu atrás de mim e estendendo uma camisa social preta, eu peguei e a entreguei para Sam que só a colocou por cima da própria roupa e saiu do carro e entrou na parte de trás.

Rachel e eu entramos no carro e seguimos para o cemitério, quando chegamos lá Sam foi encontrar Joanne e os filhos dela enquanto eu fiquei para explicar os nossos amigos porque estávamos ali.

"Quinn, porque estamos aqui?" Rachel perguntou depois de uns minutos de silêncio.

"A dona da casa onde Sam mora era uma senhora cega que perdeu tudo quando o filho morreu no ano passado, ele era muito apegado a ela e eu a conheci a dois dias atrás, ela era incrível Rach e quando eu contei sobre a nossa história, ela ficou super animada e só faltou me bater por ter te deixado sozinha na sua casa naquele dia. Eu sabia que ela não estava bem e o Sam também e mesmo ela sendo uma idosa, é ruim ver uma pessoa tão gentil indo embora assim, sem se despedir." Deixei escapar algumas lágrimas e Rachel passou o dedo pelo meu rosto secando-as.

"Eu nunca perdi ninguém para a morte então não sei como é, mas eu realmente sinto muito por você estar sofrendo, e sinto muito pela perda do Sam."

"Obrigada Rach." Ela sorriu para mim e me puxou para um abraço, ficamos assim por mais um tempo até que fomos interrompidas por Santana.

"Então Q, viemos aqui para nos despedir da sua heterossexualidade?" Levantei a cabeça para ela e Rachel fez um sinal negativo, todos tinham chegado juntos e estavam nos olhando. Rachel explicou o que tinha acontecido e Santana se desculpou por sua falta de tato, Brittany chorou porque ela era a única do grupo que conhecia a Marie e o resto de nossos amigos só ficaram lá parados nos olhando.

"A cerimônia vai começar." Sam chegou perto de nós e falou e todos seguimos ele. Mercedes, Puck e Blaine se aproximaram dele para apresentar suas condolências e quando chegamos na capela nos sentamos na parte de trás e ficamos acompanhando a fala do padre.

Tinham 10 pessoas na igreja. Joanne, um rapaz moreno e forte acompanhado de uma mulher negra e uma menininha, e um outro rapaz também moreno e todos choravam. Aqueles eram provavelmente o que restou da família de Marie, atrás deles estavam os que eram provavelmente médicos dela e logo depois um grupo de idosos que eram provavelmente os amigos.

O padre falou sobre as dificuldades que Marie passou após o acidente que tirou a visão dela e como ela não perdeu sua leveza e bom humor, mesmo depois de tudo. Falou do único filho dela, Joseph e como ela segurou a barra deles dois depois que o marido dela e pai do rapaz morreu em uma guerra. Ele rezou para que a alma de Marie encontrasse a paz que ela merecia e abriu um espaço para as pessoas falarem palavras em homenagem a ela. O primeiro a falar foi o rapaz forte que foi até a frente da igreja com a menininha em seu colo e falou sobre a infância dele com a avó sempre presente, depois foi a vez de Joanne que contou que Marie esteve presente quando ela achou o amor da vida dela e quando ela perdeu o amor da vida dela e como era difícil se despedir de Marie.

"Eu gostaria de falar alguma coisa." Sam falou ao meu lado enquanto o neto mais novo de Marie estava na frente da igreja falando alguma coisa sobre ter uma avó diferente de todos. "Mas eu não conseguiria, você poderia fazer isso por mim?" Ele me pediu e eu o encarei assustada. Rachel apertou minha mão me incentivando a ir e eu assenti para ele.

Quando o neto mais novo de Marie terminou de falar, eu me encaminhei para a frente da igreja e pedi para que a família me deixasse falar algumas palavras, Joanne me reconheceu e assentiu em consentimento.

"Boa tarde a todos, eu sou Quinn Fabray e eu infelizmente não tenho tantas boas lembranças sobre a Marie para compartilhar, na verdade eu a conheci dois dias atrás porque o meu amigo alugou um quarto na casa dela e ele gostaria muito de falar alguma coisa, mas ele está muito emocionado nesse momento então eu vou fazer isso por ele. Em primeiro lugar, eu sei que Marie está olhando para nós agora e eu gostaria de agradece-lá por dar um lugar para o meu melhor amigo ficar, mesmo ele pagando pelo quarto, não é qualquer um que abre a porta de sua casa para um completo estranho, e menos pessoas ainda acolhem esse estranho como a um filho, obrigada Marie Collins por ter feito meu amigo se sentir em casa mesmo estando tão longe da dele. Em segundo lugar, eu gostaria de falar um pouco da Marie que eu conheci a dois dias atrás, quando a vi pela primeira vez eu achei que ela fosse uma doce senhora de 80 anos, mas depois de conversar com ela eu vi que ela não era só isso. Sim, ela era uma doce senhora, mas ela tinha uma alma jovem e quando eu contei a história da minha vida para ela, ela não me virou a cara ou me julgou, ela riu dos meus problemas e me deu conselhos que minha mãe não me daria. Eu vi Marie falando sobre amor, família e sexo e eu fiquei encantada com o amor que ela falava do filho Joseph, dos netos e do marido, me encantou o carinho que ela carrega pelas pessoas e como ela conseguia ver as coisas, de uma maneira ou de outra. Em apenas uma conversa ela fez eu me sentir mais leve comigo mesma e me mostrou que eu deveria seguir em frente com esperança sempre, quando eu a conheci eu ainda não tinha conseguido o que eu mais queria conseguir na vida, mas agora eu consegui e eu sinto que Marie está me olhando de algum lugar e está orgulhosa pela minha atitude. Então agora, eu quero agradece-la por minha parte, obrigada Marie por ter me feito acreditar novamente na família e no amor, e me mostrar que mesmo quando as coisas parecerem difíceis, elas não são impossíveis e nós sempre podemos vencer. Espero que você encontre a paz que merece e passe a eternidade ao lado do amor de sua vida, porque a morte não é o fim, a morte é só mais uma etapa onde você tem que abandonar alguns para encontrar outros. Descanse em paz Marie Collins, a doce senhora de 80 anos com alma jovem e coração gigante."

Eu terminei meu discurso com algumas lágrimas nos olhos, meus amigos estavam me aplaudindo e todos na igreja me olhavam com os olhos marejados, Sam veio até mim e me deu um abraço e logo depois foi a vez de Rachel que estava chorando como se tivesse conhecido Marie.

"Obrigada por isso Quinn." Me virei para encontrar o neto mais novo de Marie com cara de choro e sorrindo para mim. Ele era moreno e alto mas não tão forte como o irmão, usava um óculos reto o cabelo estava arrepiado com um gel.

"De nada, eu realmente me senti conectada com sua avó em apenas uma tarde com ela."

"A vovó causava esse efeito nas pessoas." Ele falou ainda sorrindo e Rachel estava olhando para ele de forma estranha. "E me parece que você causa o efeito de choro nas pessoas." Ele falou tentando soar divertido, mas eu não consegui achar muita graça.

"É inconsciente." Eu dei de ombros e ele abriu um sorriso torto para mim. Rachel estava atrás de mim e colocou a mão na minha cintura de maneira protetora.

"Minha avó a fez acreditar no amor novamente? O que ela fez, te deu um par de bom conselhos ou o número de um belo rapaz?" Rachel apertou a minha cintura e eu olhei incrédula para aquele idiota.

"Eu não sei seu nome ainda." Eu falei e ele aumentou o sorriso e deu um tapa de leve na própria testa.

"Me desculpe, eu sou o Frank." Ele estendeu a mão e eu a apertei de volta. "É um prazer conhece-la Quinn."

"É uma pena que eu não possa dizer o mesmo Frank, uma pessoa que flerta durante o funeral da avó não pode valer alguma coisa." O sorriso dele vacilou na hora e ele me encarou confuso. "E a propósito, essa é Rachel Berry." Puxei Rachel para o meu lado e apontei para ela. "Minha namorada." Frank arregalou os olhos com as duas palavras e Rachel me olhou orgulhosa, aproveitamos a confusão na cabeça daquele imbecil e saímos de perto dele.

"Espero que ele não tenha incomodado vocês." O irmão mais velho de Frank veio falar conosco. Ele era mais baixo que o irmão, mas era mais forte o cabelo era batido na cabeça estilo exército.

"Ele incomodou, mas eu sei como me livrar dessas situações." Eu sorri para o homem e ele retribuiu.

"Eu sou Frederick, é um prazer conhece-la senhorita Fabray." Ele estendeu a mão sorrindo.

"Ja gostei mais de você Frederick." Eu falei rindo e apertei a mão dele. "E essa é minha namorada, senhorita Rachel Berry." Apontei para Rachel e ela sorriu para o homem a nossa frente que estendeu a mão para ela e a apertou também.

"Seu discurso foi emocionante senhorita Fabray, obrigada pelas belas palavras. Tenho certeza que a vovó teria ficado radiante." Ele sorriu e eu não pude evitar sorrir com ele, diferente do irmão, ele era um cara legal e sua energia meio que te contagiava. "Agora se me dão licença, eu preciso levar minha família para casa." Ele se despediu de nós duas e foi em direção a mulher e a menininha que eu tinha visto com ele mais cedo.

"Marie não deve te tido muito contato com o neto mais novo, talvez por isso ele seja um idiota enquanto o mais velho é um cavalheiro." Rachel falou e eu tive que concordar com ela.

"Na verdade, Marie teve contato com os dois, mas o Frank é o preferido da mãe e ela sempre estragou ele." Sam apareceu atrás de nós falando e eu franzi a testa. "Ela sempre falava sobre a família, apesar de gostar da nora ela vivia dizendo que a mulher tinha mimado muito o neto mais novo e ela sabia que Joanne só ficou cuidando dela depois da morte do Joseph para poder ficar com o dinheiro que Marie tinha."

"Por isso você não gostava dela?"

"Sim, eu não achava legal a ideia dela só estar ali por dinheiro. Ela não ligava para Marie, ela só estava ali garantindo uma parte do seu futuro. E o filho mimado vai garantir a outra."

"Marie tinha um testamento?" Nós já estávamos saindo da igreja e nossos amigos nos esperavam no lado de fora.

"Sim, ela tinha. Deve ser lido ainda essa semana."

"Belo discurso Quinn." Artie falou assim que chegamos perto deles e eu sorri em agradecimento.

"Fico triste por não ter voltado mais lá, eu realmente gostava da Marie." Brittany falou com um tom de voz triste e desanimado e Santana a puxou para um abraço.

"Você pode rezar para ela sempre Britt. Quinn estava certa, ela está olhando por todos vocês lá em cima."

"Que tal comermos alguma coisa? Ou talvez fazer uma homenagem a ela no nosso estilo?" Blaine deu a ideia, Finn e Puck assentiram e o resto do grupo olhou para mim e Sam.

"Por mim pode ser." Sam deu de ombros e então todos os olhos se viraram para mim. Eu tinha combinado de passar o dia com Rachel então olhei para ela e dei de cara com ela mordendo o lábio e olhando meio confusa para mim.

"Você quem sabe." Eu falei e ela me encarou.

"Não estou muito afim de cantar." Ela falou e todos os nossos amigos olharam para ela sem acreditar.

"Berry, vamos para o hospital agora." Santana falou sorrindo e Rachel retribuiu o sorriso.

"Falando em hospital, o que aconteceu com seu braço Sam?" Foi a vez de Tina perguntar e eu fiquei tensa. Sam, Puck e eu trocamos olharem e eu rezei para que nenhum dos dois falasse nada.

"Me machuquei ontem a noite na casa da Quinn, já tinha bebida vinho demais." Sam falou dando de ombros e eu sorri para ele em agradecimento. Mas é claro, que nada disso passou despercebido por Rachel e Santana, as duas me olharam com aquelas caras de desconfiadas e eu fiz de tudo para não trocar olhares com nenhuma das duas.

"Vamos indo? Eu to meio faminto aqui." Finn falou quebrando os olhares de Santana e Rachel em cima de mim e eu nunca fiquei tão agradecida a ele como naquele momento.

"Agora nos conte uma novidade Finnleia." Santana falou debochada como sempre e Finn mandou ela se fuder antes de ir para o carro com Puck, Sam, Mercedes, Kurt e Blaine atrás dele,

"Acho que vamos indo também." Mike falou e Artie e Tina concordaram com ele.

"Eu vou com eles Q." Sam falou e me deu um beijo na testa antes de ir embora.

"Santana, vocês vem comigo também?" Mike perguntou e ela para o meu eterno pesar disse que não.

"Nós pegamos uma carona com a Q." Os meninos foram embora e eu fui andando até meu carro com Rachel do meu lado e Santana atras de mim encarando minhas costas, eu podia sentir o olhar dela em cima de mim.

"O que aconteceu depois que fomos embora Fabray?" Santana perguntou assim que entramos no carro e eu contei tudo para elas. Tudo que Russel falou, quando ele tentou vir para cima de mim e quando Sam e Puck me defenderam. Santana vibrou quando eu contei sobre o soco que Puck deu no meu pai e depois xingou ele de um milhão de coisas por ter sido horrível comigo novamente. Rachel passou toda a historia calada, e quando eu deixei Santana e Brittany na casa da loira, ela virou para mim e ficou me encarando.

"O que foi Rach?"

"Porque você não me ligou para me contar sobre isso ontem a noite?"

"Eu não quis preocupar você, já tinha acontecido e não tinha nada que a gente pudesse fazer."

"Mas eu sou sua namorada Quinn, você precisa dividir essas coisas comigo." Ela estava chateada e com razão, eu também ficaria se a situação fosse contrária.

"Eu sei, me desculpe. Eu realmente só não queria preocupar você." Peguei a mão dela e ela sorriu para mim.

"Fico feliz por você não ter fugido, você enfrentou seu pai e me assumiu." Ela abriu um sorriso orgulhoso e eu não pude evitar sorrir também. Aquilo me impressionou, eu não achava que era capaz de enfrentar o Russel.

"Você é minha namorada, eu enfrente o que for preciso por você Rach."

"Ótimo, porque você vai ter que enfrentar uma conversa com os homens Berry." Olhei para ela esperando algum sinal de que era brincadeira, mas não encontrei nada. "Eu contei para eles ontem, e eles querem falar com você."

Ótimo, agora eu teria que enfrentar não só um Berry, mas dois. Leroy era a parte fácil da equação, mas Hiram era uma incógnita e eu não conseguia nem ao menos imaginar o que ele falaria para mim. Acho que nunca algo me apavorou tanto quanto não conseguir prever o que Hiram Berry falaria para mim, a nova namorada de sua estrelinha.

"Vai ficar tudo bem Quinn, eu estou com você." Rachel me deu um beijo na bochecha e eu segui dirigindo até a casa dela, quando estacionei o carro vi os dois sentados na varanda entretidos com um violão.

Bem, na pior das hipóteses aquele violão iria ser quebrado na minha cabeça. Vamos Quinn, você quer essa menina então saia desse carro e vá encarar o Hiram.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.