Try Again

18 “When everything's wrong"


Notas iniciais
POV Gibbs P.s: o título do capítulo já diz tudo, quando tudo dá errado, nosso agente especial dá um jeito *-* OBS: capítulo editado em 24/07/2020!

“I'll be by your side, when all hope has died

I will still be around, oh and I, I'm still on your side

When everything's wrong, I will still be around”

By Your Side — Lifehouse

Mais de cinco horas de voo, o atraso em alugar um veículo e Vance me barrando no hospital eram suficientes para que eu ficasse com raiva, muita raiva. Sorte de DiNozzo que quando desconfiou que algo estava errado ligou para mim e minha própria sorte quando entrei no laboratório e Abby estava apagando uma pesquisa a mando de Jenny, será que ninguém aprendeu nada da última vez?

As vezes eles são piores do que crianças.... Me pergunto como ainda conseguem ser bons agentes.

—A diretora está em cirurgia agente Gibbs, tenho dois agentes da especiais cuidando de sua segurança. Preciso que você me acompanhe. –Vance diz não escondendo sua clara satisfação ao me torturar.

Eu o encarei, estava muito tentado a não segui-lo, afinal de contas eu não estava aqui a trabalho, não que eu obedeça alguém lá também.

—As coisas serão bem mais fáceis assim. –Ele disse em tom de advertência e a contragosto eu o segui.

Um motorista nos levou a uma casa de barcos? Provavelmente a base das operações especiais. No entanto, eu fui colocado em uma sala de interrogatórios. Fala sério. Não existe mais cortesia entre colegas?

Sinceramente não posso culpar Jenny por viver irritada com esse pessoal de Los Angeles.

Meus lamúrios foram interrompidos por Callen entrando na sala de interrogatórios, acompanhado de um homem afro-americano. Ele então fez as apresentações:

—Sam Hanna, conheça Leroy Jethro Gibbs.

—Você é uma lenda cara. –Hanna disse e eu assenti, pelo menos alguém aqui tem um pouco de decência.

—Por que estou sendo interrogado? –Perguntei, afinal de contas eu já estava bem irritado com essa vingancinha do Vance.

A expressão de Callen mudou um pouco, antes dele dizer:

—Diretor adjunto Vance quer saber por que você chegou tão rápido em Los Angeles e a localização do velho que escapou.

—Velho? –Perguntei, afinal de contas eu achava que Jenny tenha se metido nessa sozinha.

—De alguma forma Hetty soube que a diretora estava com problemas, ela nos mandou junto com agentes David e DiNozzo para um restaurante no deserto, onde encontramos alguns corpos e a diretora sangrando e esse velho que seus agentes insistem que é um amigo, mas se recusaram a dar o nome. –Sam explicou.

—E por que você acha que saberia? –Perguntei, agora sabendo que eu definitivamente precisava encontrar Ziva e Tony.

—Você sempre sabe de tudo Gibbs. –Callen disse e eu reprimi a vontade sorrir.

—Nem sempre Callen. –Confessei, pois se soubesse, Jen nunca teria vindo a Los Angeles sem mim, se é que ela teria vindo.

Eles então saíram e me deixaram sozinho, então é claro que eu sai da pequena sala, nada contra, mas eu ainda prefiro a minha.

Sai e encontrei os dois homens e uma pequena mulher encarando uma tela, onde uma imagem grande de Jenny comprando café fora do NCIS estava posicionada acima de uma imagem menor, onde um homem e uma mulher estavam falando:

—Essas foram as imagens encontradas no celular de um dos mortos.

E assim se passou mais algumas imagens na tela, primeiro uma de Jasper na escola, depois Jéssica saindo do parque de mãos dadas com Charlotte.

—Quem são os outros além da diretora? –Sam perguntou.

—O reconhecimento facial não conseguiu identificar as crianças, mas a jovem foi identificada como Charlotte Shepard, irmã caçula dela. –O homem de óculos respondeu.

Em seguida fotos das crianças entrando em casa acompanhados da babá e então eu me surpreendi com uma de sábado de manhã comigo saindo da casa de Jen, com as crianças a frente e ela ao meu lado, em seguida uma minha e dela conversando enquanto as crianças estão dentro do carro e a última uma foto de Jenny sozinha.

—Por que o Gibbs está nas fotos? –Sam perguntou.

Eu vi Hetty o olhar, mas foi Callen que respondeu:

—Shepard e Gibbs foram casados por alguns anos.

—Isso explica muita coisa. –Sam murmurou.

Eu ainda não podia acreditar, eles estavam perto o tempo todo, como baixei a guarda a ponto de não perceber que estávamos sendo observados? Foi então que prestei atenção no que falavam.

—Além da identificação positiva da irmã da diretora Shepard e do agente Gibbs, o reconhecimento facial ainda não encontrou correspondência para as crianças, entretanto, a mulher que estava com eles é Maria Martinez, ela...

Me vi obrigado a interrompê-los, antes que gastassem tempo com investigações desnecessárias.

—Ela é confiável, cuida deles há quase dois anos eu mesmo chequei ela. –Eu disse e de repente todos me encaravam em um silencio mortal.

—Agente Hanna e Callen, vão ao aeroporto quero a fita dos últimos? –Hetty começou e me olhou.

Percebi que era minha deixa:

—As últimas fotos são de sábado de manhã.

Os agentes fizeram o que ela pediu e em seguida ela desligou a televisão.

—Belas crianças agente Gibbs. –Henrrieta Lange disse.

—Puxaram a mãe. –Eu disse e ela sorriu.

—Suponho que eles estão em perigo. –Deduzi o óbvio.

—Provavelmente. –Ela respondeu.

—Preciso voltar a Washington. –Eu comuniquei a ela, afinal de contas se havia alguém indo atrás dos meus filhos eu iria ter que dar um jeito na situação.

—Vance acompanhou os corpos para Washington com os agentes David e DiNozzo, certamente ele não espera que você saia daqui. –Ela disse,

Instantaneamente eu a encarei, afinal de contas ela não acha que eu vá ficar aqui não é? E espero que ela nem seja louca o suficiente para me impedir.

—No entanto, ele se esquece de suas habilidades de agente, creio que hum, vejamos, ficamos distraídos nos comunicando com os agentes na base, você acabou saindo e nem notamos.

Depois disso, a segui até um carro onde ela pediu ao motorista para nos levar até o hospital. No caminho ela começou:

—O secretário da marinha está preocupado com Shepard. Você sabe depois da bagunça em Washigton há alguns meses...

Eu sabia o que isso significava, o emprego de Jenny estaria correndo perigo, não que no momento eu me preocupasse com isso, já que o que me importava era sua segurança e a das crianças.

Quando paramos em frente ao hospital ela acrescentou:

—Acredito que você saiba como evitar as câmeras de segurança, ela está no quarto 518 com meus agentes, você tem meia hora, depois pegue um taxi e vá ao aeroporto, tem um jato partindo em uma hora para Washington. –Henrietta disse como se estivesse dando instruções para uma missão.

Em resposta eu assenti e apressadamente sai, mas não antes de murmurar um:

—Obrigado.

Após evitar as câmeras, fui ao quarto em que Jenny estava. Quando cheguei a porta do quarto dela, um homem loiro com um estilo surfista estava guardando a porta, desde quando Hetty contrata surfistas?

Sem dizer nada ele apenas deu espaço para que eu entrasse, lá dentro estava uma mulher morena, na casa dos trinta anos, ela estava olhando a janela quando notou minha presença, na verdade eu já havia visto os dois antes em minha tentativa frustrada de ver Jenny.

—Agente Gibbs. –Ela disse e ofereceu a mão para um aperto.

—Kensi Blye. –Ela disse e completou –Vou esperar lá fora.

Antes que ela pudesse sair eu perguntei:

—Qual a situação dela?

—Ela perdeu muito sangue, sorte que Hetty havia mandado um helicóptero. Os médicos disseram que embora eles perderam ela uma vez na mesa, a cirurgia foi bem sucedida.

Eu assenti e ela saiu.

Sentei na cadeira que havia ao lado da cama dela e finalmente pude observa-la. Ela parecia tão frágil deitada na cama de hospital.

Sua pele estava tão pálida quanto os lençóis, nem mesmo seu cabelo estava em seu tom vermelho usual, observei o curativo em seu ombro esquerdo, me lembrei então de Callen dizer que ela havia sido baleada primeiro no ombro e depois no abdômen. Sem notar, entrelacei minha mão a dela;

—Por que você sempre tem que cuidar de tudo sozinha Jen? –Questionei o que me incomodava.

—Você deveria ter me contado, eu teria te ajudado. O que eu faria se Tony e Ziva não tivessem notado que algo estava errado? Se eu mesmo não pressionasse Abby a me contar sobre a pesquisa? Eu já perdi pessoas que eu amo antes Jenny, eu não posso perder você. –Eu dizia mesmo sabendo que ela não poderia me responder, até mesmo porque se ela pudesse, ela já teria me mandando para o inferno com minhas preocupações.

Continuei segurando sua mão, mas ela não mostrou sinal de estar ouvindo. Ela continuava em seu sono, ela não parecia estar sofrendo, no entanto isso não tornava essa uma visão mais fácil de encarar, me peguei desejando que ela dissesse algo, qualquer misero xingamento servia a essa altura.

—Vou descobrir quem veio atrás de você. Vou garantir pessoalmente que você e as crianças fiquem seguros. –Eu disse, fazendo uma promessa à diretora.

Percebi então que era melhor eu ir, sendo assim me levantei e dei um beijo em sua testa.

—Fique bem Shepard. É uma ordem. –Eu disse no mesmo tom em que usava quando ela era minha novata.

Saí então do hospital e peguei um taxi com destino ao aeroporto, chegando lá fui para a área privada e procurei o tal avião que Hetty tinha me falado, um senhor de cabelos grisalhos estava esperando, ao me ver ele disse:

—Você deve ser o amigo de Hetty.

Assenti em resposta e ele olhou o relógio.

—No tempo certo. –Ele disse e dentro de dez minutos já havíamos pegado voo.

Durante meu voo repasso meu plano, a caminho do aeroporto eu havia ligado para Melvin e dado instruções especificas para ele e apenas ele ir buscar as crianças, sorte que logo que eles foram matriculados Jenny e eu deixamos autorização para que toda a minha equipe e Melvin pudessem pegá-los, não que meu time soubesse deles, mas caso algo desse errado, eles dariam um jeito, chega a ser até mesmo engraçado porquê as crianças nunca conheceram o famigerado “time Gibbs”, exceto Jessica há algumas semanas.

A está altura Melvin já deveria estar sabendo o que aconteceu com Jen, por isso pedi a ele que levasse ambas as crianças para o NCIS em segurança e fizesse o possível e impossível para que eles não ficassem sabendo nada a respeito de Jenny, afinal de contas não há porquê apavorar meus filhos e ai de quem ousar fazer isso.

Logicamente eu iria ter que ir ao NCIS verificar as crianças, Abby com certeza terá dezenas de perguntas, mas com um pouco de sorte Melvin pode ter achado um lugar em que minha equipe não irá vê-los e talvez ainda como bônus eu possa descobrir mais pistas a respeito do culpado da situação de Jenny. Só espero que DiNozzo guie bem uma investigação clandestina.

Quando finalmente chegamos ao solo de Washington o amigável amigo de Hetty me disse:

—Tenho que retornar para Los Angeles as onze, se você precisar de uma carona.

Eu assenti e agradeci o homem.

Peguei minha mochila e logo tratei de arranjar um taxi para me levar ao arsenal da Marinha.

A primeira coisa que faço quando chego é ligar para Melvin, que diz estar na sala de conferencias com as crianças. Quando chego lá, há homens guardando a porta como de costume, mas eles não me impedem de entrar.

—Papai. –Jesse é a primeira a notar minha presença, sorrio para ela que vem em minha direção me dar um abraço, acabo pegando ela.

Já em meu colo ela pergunta me encarando fixamente:

—Mamãe está bem?

—Ela está querida. –Eu digo e é inevitável que eu não lance um breve olhar questionador para Melvin, que rapidamente faz que não com a cabeça ou seja, as crianças não fazem a mínima ideia do que aconteceu com Jenny, apenas sabem que tem algo de errado. Talvez se deva ao fato de eu os ter deixado com Charlotte antes de ir para Los Angeles.

Coloco Jesse no chão e já despreocupada ela volta para o desenho, bagunço o cabelo de Jasper e me sento com eles.

—Por que estamos no NCIS? –Jasper perguntou desconfiado.

—Mamãe está em uma viagem de emergência, eu também estava com ela e Melvin não sabia exatamente onde deixar vocês. –Eu disse tentando não o deixar preocupado, pensando bem até que saiu bem, para uma desculpa improvisada.

Isso pareceu convencê-los, entretanto, Jasper ainda possuía um olhar desconfiado no rosto.

—Quando vamos embora? –Jéssica perguntou.

—Logo, eu prometo. –Eu disse a eles.

—Você vai nos levar? –Jasper questionou.

—Tenho que terminar um trabalho e depois encontrar sua mãe, mas não se preocupem, vocês ficarão bem, Marvin os levará para casa para encontrarem tia Charlotte.

—Ok. –Jéssica disse e Jasper apenas assentiu.

Assim, me levantei de onde estava sentado e chamei os dois para perto de mim, me abaixei e abracei os dois.

—Amo vocês. –Eu disse, eles responderam simultaneamente e então eu tirei do bolso as duas barras de chocolate que havia pegado lá embaixo na máquina automática.

—Para passarem o tempo, mas não contem a mamãe. –Eu disse enquanto entregava a eles.

Ambos sorriram cumplices.

Quando sai de lá, chamei Melvin lá para fora e perguntei a ele:

—Como está Charlotte?

—A senhorita Shepard está escoltada com alguns seguranças no campus.

Eu assenti:

—Quando estiverem liberados, quero que os leve para casa e ligue para Charlotte, ela ficará com eles até a senhora Martinez chegar amanhã.

Melvin assentiu e eu então completei:

—Mesmo se liberado, quero a segurança daquela casa, como se a própria diretora estivesse lá. Entendido?

Melvin prontamente me garantiu que se certificaria disso pessoalmente.

—Melvin, preciso que me faça um favor, não tire os olhos deles por nada nesse mundo e não conte sobre a minha visita para o Vance. –Eu pedi ao agente e fiel motorista de Jenny, apesar de a essa altura eu esteja pensando no que Vance provavelmente está pensando em fazer com as crianças aqui.

Percebi então que se quisesse descobrir mais, precisaria ir lá para baixo. Sendo assim, fui para o laboratório de Abby, ver o que ela tinha.

Logo que ela me viu, ela me abraçou e começou a divagar sobre o quão pouco tempo temos com as pessoas, mas que Jenny certamente ficaria bem, ela então me mostrou os celulares dos corpos que agora estavam aos cuidados de Duck.

De acordo com Abby, três eram dos mercenários de Los Angeles e o outro era o russo que Jenny tinha perguntado mais cedo, ela disse que as fotos que estavam nele haviam sido apagadas por profissionais, me pergunto se isso é obra de Hetty, afinal as fotos que os agentes dela estavam mostrando na casa de barcos foram tiradas no celular de Viggo.

Peguei o celular dele sem que ela percebesse e fui lá para cima, voltei pelas escadas afinal não queria me encontrar com Vance por aí. Esperei que ele saísse de perto de minha equipe, para finalmente aparecer, dei um peteleco na cabeça de DiNozzo que respondeu:

—Eu mereci chefe.

E como mereceu, afinal de contas o que ele tem na cabeça de deixar a diretora do NCIS sozinha?

—O que temos McGee? –Perguntei logo, pois estava com pressa.

Tim então mostrou a fotografia de uma mulher loira, ela estava mais velha, mas sua conexão com o russo no necrotério e levando em conta que Jenny estava tentando limpar uma bagunça do passado, só poderia ser uma pessoa: Svetlana Chernitskaya.

Percebi que já sabia o que fazer, mas antes de sair eu os alertei:

—Não digam a Vance que estive aqui.

Não que provavelmente ele não vá descobrir, afinal é só perguntar as crianças, mas não custa tentar.

Peguei um taxi para minha casa, enquanto isso o celular que eu havia pegado tocou.

—Alô. –Eu disse.

—Quem é? –A voz com sotaque russo pesado perguntou.

—Você esteve me procurando. –Respondi.

—Onde você está? –Ela questionou.

—Em minha casa. –Foi a única coisa que falei antes de desligar.

Cheguei em casa e lá estava ela me esperando, sentada no sofá com uma arma apontada para mim.

—Você matou Anatole? – Svetlana perguntou, já sabendo muito bem a resposta.

Fiz que sim com a cabeça, então deixei que uma questão que me atormentava desde que vi a foto dela fosse expressa em voz alta:

—Uma mulher deveria matar você. O que aconteceu?

Ela riu, antes de me responder:

—Sua mulher não conseguiu.

Reprimi um suspiro, embora não quisesse admitir, aquela missão era difícil para Jen, ela nunca havia matado alguém antes, de certa forma isso era culpa minha. Eu deveria ter previsto isso, mas estava muito preocupado com “a cabeça no quarto”.

—Por que agora? –Questionei.

—Demorei todo esse tempo para achar vocês. –Ela disse e estava prestes a apertar o gatilho, mas antes ela completou –Não se preocupe, que logo seus filhos se juntarão a vocês.

E então eu ouvi um disparo, mas não havia pegado minha arma no coldre. No entanto, não era eu que estava no chão e sim ela, olhei para o corredor e lá estava Mike Franks em carne e osso. Como ele chegou até aqui, ainda é um mistério para mim.

—Me diga que você ia usar sua arma novato. –Ele disse se aproximando.

Eu não o respondi, pois ainda encarava o corpo no chão, pensando muito bem que poderia ter sido eu.

—Como você vai explicar esse corpo? –Meu antigo chefe me perguntou.

Ponderei, até que tive uma ideia, louca por sinal.

Estávamos a dez metros de distância, quando ouvimos o barulho da explosão.

—Você acabou de pôr fogo em sua casa novato. Você realmente ama aquela ruiva. –Mike disse enquanto olhava as chamas consumirem a minha casa.

— Eu não coloquei fogo Mike, houve problema com gás durante um roubo. –Expliquei com um sorriso de canto.

—Você é mais louco do que a diretora, pobres crianças. –Ele disse enquanto me encarava.

Em resposta me limitei a dar de ombros.

—Bom, pelo menos não foi a casa da madame. –Ele disse por fim.

Definitivamente ele estava certo, até porquê se eu fizesse isso, eu não precisava nunca mais aparecer na frente dela ou a próxima coisa que estaria sendo explodida seria eu.

Enquanto caminhávamos para longe da minha casa, eu pedi a Mike uma carona para o aeroporto, afinal já que os problemas aqui estavam resolvidos, eu precisaria estar lá quando Jenny acordasse e bem longe de Leon quando ele descobrir o corpo em minha casa.

—Como você saiu de Los Angeles? –Perguntei e ele não deu muita atenção.

—Uma amiga. –Ele disse normalmente.

—Como eles conseguiram chegar a tempo de salvar Jenny? –Perguntei, não que eu fosse mal-agradecido, eu só precisava de uma explicação.

—Digamos que eu sabia que a coisa ia ficar feia e eu não podia deixar você perdê-la, então quando sai para buscar água, liguei para uma amiga que me devia um favor. Avisei que alguém estava prestes a matar a diretora do NCIS, então quando cheguei e matei o ultimo cara me certifiquei que os outros estivessem bem mortos e garanti que a sua garota não perdesse muito sangue. –Mike explicou enquanto me dirigia.

Bem se alguém poderia fazer tudo isso e depois sair como um fantasma certamente seria Mike Franks.

Quando chegamos ao aeroporto ele estacionou, rapidamente eu desci, mas não antes dele dizer:

—Sinto muito por não ter conseguido que ela saísse sem ferimentos novato, espero que ela melhore logo.

Eu assenti.

—Ah e mande lembranças a Henrietta. –Ele falou enquanto eu fechava a porta.

Enquanto eu me afastava do carro, apenas um pensamento me vinha a mente: desde quando Mike Franks conhece Henrietta Lange?

Notas finais
Porque para mim, não importa o que, ele estaria sempre ao lado dela ♥ E por isso eu odeio o fato dele ñ ter conseguido salvar ela T-T