Trust me, I'm Sherlocked

1 Capítulo 1 - Doctor Who?


Notas iniciais
Dean, Sam, Castiel, Sherlock, John, Rose and Doctor are here to save the day :D

Eu estava sentado em minha poltrona analisando o jornal de hoje, não havia nenhum assassinato ultimamente e o clima da casa estava começando a ficar entediante. Eu conseguia ouvir uma melodia familiar, o som vinha da sala e eu já sabia quem era. Interrompi minha leitura e dirigi-me ao local, quando espiei pela porta, vi uma cena diária, mas ao mesmo tempo encantadora: Sherlock tocava seu violino de forma delicada de frente à janela, onde gotas de chuva escorriam pelo vidro sem hesitar.

Passei um tempo ali só para observá-lo, era incrível o modo como ele estava calmo. Acho que me acostumei ao seu jeito neurótico quando quer descobrir a chave para um caso. Eu queria saber no que ele estava pensando, sei que é estranho eu não saber já que vivo com ele, mas a verdade é que ninguém sabe o que se passa por aquela mente sobre humana. Desvendar casos era fácil, desvendá-lo era a parte difícil.

- Ainda está acordado, John? — o ouvi dizer, tirando-me de meus devaneios, não tinha percebido que havia parado de tocar. Olhei para o meu relógio de pulso e percebi que os ponteiros marcavam duas e meia da manhã.

- Perdi a hora, devo estar sem sono... – só então percebi que minhas pálpebras pesavam e minha mente estava a ponto de apagar, o sono estava me invadindo de modo indesejável.

- Acho melhor ir para a cama.

- Quem é você? Minha mãe? – soltei uma risada sem humor e ele permaneceu sem expressão alguma. – Eu estou bem.

- Suas olheiras dizem ao contrário, assim como suas pernas, estão se arrastando como se implorassem por sua cama. – eu havia esquecido que meu companheiro de quarto era o gênio da dedução. – Vá dormir.

Meu corpo fez um tremendo esforço para dar um passo, como eu não havia notado que estava tão cansado? Porém antes, virei-me de volta para ele, que começara a tocar seu violino novamente.

- Não vai dormir?

- Eu não consigo dormir, não temos nenhum caso há dias, quase uma semana. Estou prestes a enlouquecer.

- Não seja dramático, Sherlock...

- Não estou sendo dramático, estou sendo realista. Estamos em Londres, pleno século XXI e não temos nenhum assassino em série para nos preocuparmos? Oh, céus, onde iremos parar? – eu também divido o apartamento com o Rei do Drama, caso não tenham notado.

- Sherlock, pare de falar besteira e vá descansar.

- Descanso é para os fracos.

- Você age como se fosse superior.

- Apenas de maior inteligência.

- Que seja...

Voltei a fazer meu lento caminho até a cama, minha visão já estava ficando turva. Joguei meu corpo por cima dos lençóis e não me importei em pôr um pijama. Eu precisava dormir, Sherlock sempre me mantinha acordado durante infinitas noites, esta era minha oportunidade de descansar. Fechei meus olhos e deixei os sonhos me invadirem, só porque não sabia o que eles estavam prestes a fazer com a minha mente.

Barulhos irritantes ecoavam por minha cabeça, minha vista estava embaçada, não conseguia ver o local no qual me encontrava. Eu estava sonhando, com certeza. Quando minha visão estava começando a normalizar, avistei uma silhueta humana na minha frente, o fundo estava dividido em diversas cores.

- Consegue me ouvir? – era um homem, sua voz soava apressada. – Não temos muito tempo.

Foi então que pude ver tudo com clareza: o cenário era repleto por uma tecnologia estranha, diversos botões e alavancas de diferentes cores, me recordava a um laboratório. Um painel de controle comprido na horizontal era de onde vinha o som.

- Está acordado?

O homem insistia em tentar algum meio de se comunicar comigo. Ele tinha cabelos castanhos e armados com uma franja jogada para o lado, seus olhos eram claros, mas não sabia se eram azuis ou verdes. Usava um paletó marrom com uma blusa social, acompanhado por uma gravata borboleta e suspensórios, um tanto quanto excêntrico. Havia uma mulher perto dos painéis, era loira, mas não conseguia enxergar os detalhes de seus olhos, parecia um pouco tímida diante de minha presença, se é que estava presente.

- Q-Quem é você? – gaguejei a primeira palavra, como se estivesse com um pouco de dificuldade para falar.

- Sou o Doctor. – ele expressava um sorriso, não sei se era por simpatia ou se era por orgulho.

- Doctor? – franzi o cenho. – Doctor quem?

- Apenas o Doctor. Você deve ser John Hamish Watson, estou enganado?

- Como sabe o meu nome? – meu coração acelerou. – Por favor, não me diga que é um metido a inteligente... Já me basta o Sherlock.

- Eu disse que eram amigos. – a garota loira se manifestou tirando a atenção dos painéis e voltando-se para mim. – Rose, Rose Tyler.

- Prazer em conhecê-los. – ou talvez não. – Onde estou?

- Na TARDIS. – Doctor ergueu os braços como se apresentasse um grande espetáculo.

- Onde?

- TARDIS. Time and Relative Dimension in Space. É a minha nave.

- Nave? Estamos no espaço?

- Não ainda, precisava falar com você antes de voltar lá para cima. – ele apontou para o teto, esse homem não podia estar falando sério.

- Que tipo de nave espacial é essa? – ainda estava indignado com a falta de respostas.

- Já te disse, esta é a minha TARDIS. Nave muito comum em Gallifrey. – sua expressão mudou de repente, como se lembranças indesejadas tivessem acabado de romper sua mente.

- O que é Gallifrey?

- Meu planeta, foi destruído há séculos...

- O que quer dizer com seu planeta?

- Não sou da Terra, John, sou de Gallifrey.

- Mas eu sou humana como você. – Rose se manifestou novamente, sua fala abrangia segurança para me confortar com o pensamento de que eu não estava sozinho.

- Vocês são loucos...

- Por favor, nos ouça. – a voz dela era tão delicada que poderia ouvi-la o dia todo.

- O que querem de mim?

- Queremos a sua ajuda. – sua frase saiu como uma súplica.

- Sua e de seu amigo Sherlock. – eles faziam questão de mencionar Sherlock, mas por quê?

- Isso é um sonho, não é real. Quando eu acordar, vocês vão sumir. – tentava convencê-los, mas eu precisava me convencer antes.

- Leve isto com você. – antes que eu pudesse impedir, ele estendeu para mim um objeto pequeno e comprido, me lembrava a uma caneta, mas aparentava ser mais complexa.

- O que é? – perguntei tomando o objeto em minhas mãos.

- Minha Chave de Fenda Sônica.

- Para o que serve?

- Diversas coisas, vai te ajudar.

Algo nos olhos dele me deu confiança, não podia recusar o presente. Tudo o que fiz foi guardar sua Chave de Fenda Sônica em meu bolso com todo o cuidado.

- Obrigado.

- Não tem de quê.

- Temos que levá-lo para casa! – Rose o alertou.

- Ah, sim. Foi bom te conhecer, John! Nos vemos em breve.

- Como assim em breve? – ele sorriu para mim.

- Paciência.

Eu ia retrucar com outra pergunta, mas me sentia cansado, repentinamente. Eu estava com sono e precisava dormir, meu corpo estava implorando para voltar para minha cama, tinha que ir para casa.

- Aguente firme, John! – a voz de Doctor não soava com a mesma clareza que antes.

Ouvi aquele barulho estranho novamente, indicava que a TARDIS estava no ar, certo? Decidido a deixar as loucuras por hoje, fechei meus olhos e caí no sono.

Acordei com um barulho alto e contínuo, mas desta vez era apenas o meu despertador. Olhei o redor, nenhum sinal da Rose e nem do Doctor. Nunca tive um sonho tão estranho, a pior parte é que tudo me parecia tão real. Toquei a minha testa e percebi que estava molhada de suor, adrenalina até nos sonhos.

Pude sentir uma corrente de ar fria passando por mim que arrepiou meus pelos, percebi que as cortinas se agitavam diante do vento e corri para fechar a janela. O estranho era que eu me lembrava, claramente, de tê-la fechado antes de dormir. Decidi esquecer, deveria ser apenas minha mente pregando-me peças.

Abri meu armário e procurei roupas limpas para usar hoje, optei por uma blusa xadrez branca com as linhas azuis e uma calça social cinza. Porém ao despir-me, ouvi um barulho agudo quando a calça do meu pijama atingiu o chão. Verifiquei os bolsos e percebi que um deles estava portando algo. Ao ver o objeto, meus olhos se arregalaram pelo susto: era a Chave de Fenda Sônica que Doctor havia me dado.

Notas finais
Gostaram? Não esqueçam de deixarem seus comentários e favoritarem a história para mais atualizações :D
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.