Trust Me

27 Pra Sempre - part. 2


– Vamos Emi? — Toyo pediu minha mão.

– Sim, vamos.

– Bom meninos aqui vamos nós.

Dois carros esperavam-nos e logo algumas pessoas vieram nos ajudar a pegar as malas e caixas com nossos pertences. Minha mãe disse que logo mandaria meus móveis e os de Toyo para lá, mas que ainda precisava manter tudo escondido para que nada saísse suspeito do Japão para que não alertasse a polícia e nem que algum dedo-duro contasse nada.

Fomos até a propriedade da minha mãe, que ficava um pouco longe da baía onde descemos, apreciando a paisagem bela e as pessoas de Taiwan que me pareciam muito agradáveis e boas. Nós todos estávamos em um carro preto, grande alto, enquanto as coisas iam em outro bem atrás da gente.

Quando chegamos a casa estava em tacta, não parecia velha nem acabada., pelo contrário era bem bonita. A cor dela estava em um tom claro de verde com branco forte e a cerca pintada, ficamos animados e quando descemos aspirei o ar que sentia e me deliciei com o aroma das flores e o cheiro de interior que eu adorava.

– É aqui, gostaram? — minha mãe virou para nós.

– Sim. — respondemos juntos sem tirar o olho da casa.

– Que bom meninos.

– Sim mãe. — tempo. — Obrigada, obrigada, obrigada. — corri até ela e Kazuo e os abracei com força e amor do fundo do coração.

– De nada meu bem.

– De nada minha filha.

– Obrigada mesmo senhora Yumi e Kazuo, seremos muito felizes aqui. — Toyo veio até nós e abraçou os dois também.

– Assim seja Toyo. Vamos entrar? — minha mãe abriu um sorriso enorme.

– Vamos. — dei a mão a Toyo e ela a Kazuo.

Entramos na frente e me surpreendi quando vi a casa dentro. Ela tinha um sofá aparentemente novo, moveis e televisão na sala. Fui até a cozinha e vi que também tinha, no banheiro igual então voltei e olhei com cara que que não estava entendendo nada e minha mãe me explicou que já tinha isso ali porque um caseiro cuidava da casa e agora mudou com a família.

– Ah ta.

– E o quarto?

– Os quartos.

– Os?

– Sim, tem três lá em cima. Todos com suíte e banheiro, mas um virou closet.

– Maneiro mãe, obrigada.

Conhecemos a casa toda até a parte de fora e depois fomos passear pela cidade. Passeamos por tudo e vimos diversas paisagens, desde interior do interior até shoppings gigantes e com diversas pessoas dentro. Me senti em casa e Toyo me disse que estava muito feliz com a nossa primeira conquista e realização.

Quando voltamos nossas malas e caixas já estavam vazias, porque alguns empregados de Kazuo que foram em outro barco arrumaram tudo para nós. Até Aki veio nos recepcionar ao chegar em casa. Ficamos muito felizes subimos para o andar de cima vermos como tinha ficado nosso novo quarto.

– Nossa, que lindo. — exclamei.

– Demais. — Toyo concordou.

– Incrível.

Nosso quarto estava todo arrumado com as roupas no armário, a cama feita e nosso sapatos na sapateira no closet. Minhas joias e bijuterias estavam em uma linda vitrine giratória que eu ganhei de Kazuo e todos outros objetos pessoais em seus devidos lugares. Desci as escadas e vi minha mãe e o namorado sentados no sofá conversando calmamente.

– Mãe?

– Emi, temos que ir.

–Já?

– Sim minha filha, amanhã trabalho.

– Fique hoje mãe, vão amanhã. Vamos ver minha escola e tudo mais.

– Já fizemos isso.

– Como?

– Kazou já providenciou.

– Ah, obrigada.

– De nada.

– Iremos ficar essa noite, mas partiremos amanhã tudo bem?

– Claro.

Ficamos na casa no andar de baixo jogando baralho e depois assistimos a filmes até mamãe e Kazou subirem para dormir e eu e Toyo ficarmos lá em baixo juntos nos beijando e curtindo nosso novo lar.

– Gostou amor?

– Sim Toyo, amei.

– Mas...

– Mas não sei ficar sem minha mãe ainda.

– Ela vai estar para sempre aqui. — ele apontou para meu peito em direção ao coração.

– Eu sei, mas não é a mesma coisa.

– Eu sei, mas vai conseguir amor. Todos os dias ligue, mande carta, use aquelas suas redes sociais que eu não entendo.

– Você tem o dom de me fazer rir não?

– Sim. — ele me beijou.

– Vamos subir?

– Claro.

Toyo se levantou do sofá e me puxou pelo braço até bem perto dele. Me beijou com carinho e leveza, mas logo depois partiu para uma coisa mais intensa e prazerosa. Ele me pegou no colo e subiu as escadas até o andar de cima, entrou no quarto, me colocou na cama, se deitou ao meu lado e começou a acariciar meu couro cabeludo com bastante amor.

– Toyo.

– Oi.

– Você acha que podemos ser mesmo felizes aqui?

– Só saberemos se vivermos.

– É, mas...

– Mas nada, seremos felizes e sabe por quê?

– Hã?

– Porque eu tenho você e você me tem.

– Ah Toyo, eu te amo.

– Também amo, mas agora durma caso queria ver sua mãe pela última vez antes deles partirem.

– Verdade.

– Boa noite.

– Boa noite.

Dormimos logo depois e acordamos antes de todo mundo da casa, então decidimos descer e pedir um café especial aos empregados para minha mãe e Kazou em forma de agradecimento ao que estavam fazendo pela gente, e assim fizeram. Na mesa da tinha de tudo : pães, bolos, sucos, chás, geleias, panquecas, queijos e bolachas, então quando desceram levaram um susto conosco em pé ao lado dela sorrindo para eles.

– Meninos, meu Deus que mesa linda.

– É para vocês mãe.

– Ah obrigada meu bem.

– De nada, sentem e comam.

Sentamos todos, comemos e depois todos foram tomar banho e se trocar. Passeamos por perto da casa e logo fomos levar os dois até a baía para voltarem para casa, e assim poderem retornar suas vidas e tentar despistar a polícia sobre Toyo e sua fuga, mas na despedida chorei muito com a ida de minha mãe e não queria deixá-la ir.

– Fica mãe, por favor.

– Não posso filha, mas logo venho visitá-la. Final de semana venho ver vocês.

– Promete?

– Claro.

– Ok. — eu chorava nos braços dela e ela nos meu.

– Tchau, beijos.

– Tchau, beijos.

Minha mãe e Kazou partiram no mesmo barco, mas prometeram voltar no final de semana. Fiquei abraçada com Toyo até vê-los sumir no meio do mar e eu não poder fazer mais nada para alcançá-los. Ainda ficamos um tempo sentados na baía olhando e observando, mas depois decidimos voltar para casa e explorar mais e mais.

~Alguns anos depois~

Desde que mudamos para lá coisa mudaram. Minha vida mudou, me formei na escola e comecei minha faculdade, Toyo aprendeu a ler e escrever melhor, arrumamos nosso primeiro emprego, minha mãe se casou e engravidou de novo de uma menina que recebeu o nome de Nara, eu e Toyo nos casamos também e tivemos um casal de filhos, Toyo foi dado como morto no Japão e o caso dele encerrado, Kanji foi condenado a prisão perpétua, Aki arranjou uma namorada e filhotes lindo que vendemos e meus pais vieram morar com a gente.

Vivíamos na grande casa felizes e de bem com a vida, porque tínhamos tudo que conquistamos quando fomos a luta conseguir o que queríamos. Uma família linda, vida perfeita apesar dos altos e baixos e conseguimos quebrar a maldição de Toyo que retornou com a mesma idade que o conheci e não com mais e mais anos.

Nossos filhos não foram amaldiçoados e foram eles a quebra dela, porque quando os tive Toyo passou muito mal e foi internado e descobriram que ele estava se recuperando de um corte perto do coração, aquele que anos antes quase o matou, mas que iria ficar tudo bem.

Até hoje ainda vamos na mesma baía ver como está aquele mar lindo que a anos atrás era cristalino e perfeito, mas atualmente é difícil ver um lugar vazio com tantos barco que atracam nela, até porque virou um porto enorme e o principal de Taiwan.

– Toyo, eu te amo.

– Eu também te amo. — nossos filhos brincavam em um parque onde estávamos sentados observando-os. — Lembra daquela pergunta que me fez quando mudados para cá?

– Não, qual?

– Você acha que podemos ser mesmo felizes aqui?

– Ah sim, o que tem ela.

– Você acha que podemos ser mesmo felizes aqui?

– Sim, acho. — nos beijamos.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!