Trust

2 Zumbis é uma coisa para se temer


Notas iniciais
Oi meu povo lindo... Então, esse é o último capítulo da fic, espero que gostem.

Só estávamos Oliver e eu no porão, o silencio é insuportável.

–Você deveria dormir. –Digo sem tirar meu olhar da tela.

– Eu estou bem.

–Não me preocupo com o seu bem estar. –Claro que era uma mentira absurda. – Mas se o que você está pensando for verdade, você vai precisar estar bem para enfrenta-lo. Vai descansar quando eu tiver notícias sobre a conta eu te chamo.

–Me desculpa. –Ouço sua voz mais perto agora.

–Por que? Por jogar a sua dor em cima de mim? –Eu o acuso. Viro minha cadeira e o vejo sentado em sua cama, seu olhar não é mais aquele de pouco tempo atrás, não é mais duro e controlado, é frágil e desesperado, isso faz meu coração doer.

Eu me levanto e vou até ele, fico em pé a sua frente. Ele me agarra a cintura e se prende ali, sua cabeça está em minha barriga, ele chora, eu passo a mãos em seus cabelos curtos. Eu sei que essa aproximação só vai me fazer sangrar um pouco mais amanhã, mas eu não posso ficar longe quando eu sei que ele está sofrendo.

–Você não precisa usar máscaras para mim Oliver. –Digo baixinho. –Você não precisa esconder o que sente para mim.

–Eu te amo. –Isso estava doendo, eu sabia que depois disso vinha sempre um ‘mas’. –E é por isso que eu não posso ficar com você, hoje foi mais uma prova disso.

–Eu não quero mais discutir com você sobre isso hoje. Mas não acho que você me ame. – E pela primeira vez eu tenho clareza em meus pensamentos. Oliver levanta o olhar para mim, vejo medo, receio, acusação, dor. –Se você me amasse confiaria em mim.

–Eu confio em você. – Ele não entende. –Eu confio a minha vida a você.

Eu acaricio o seu rosto, dói dizer o que estou dizendo, sentir o que eu estou sentindo.

–Você não cofia a minha própria vida a mim. Como você pode amar sem confiança? Eu confio em suas decisões por mais que me doam, por mais que me firam, eu confio em seu julgamento. Mas você não confia em mim nem para deixar eu te amar e receber esse amor que você diz sentir por mim.

Um bipe vem dos meus computadores e ele nos tira do momento. Eu volto as pesquisas e tenho os resultados.

–O dinheiro das contas foi retirado, Oliver não tem nada nas contas do exterior, aqui de dentro foi tudo embargado, mas lá fora sumiu tudo. Como isso é possível?

–Ele está vivo. –Oliver se levanta.

–E como isso é possível? Você acha que ele veio aqui e fez isso com a Sarah? Ele nem a conhecia!

–Eu não sei se ele não a conhecia, eles estiveram na Liga dos Assassinos, ou talvez ele tenha feito isso só para me atingir?

Oliver pega o seu casaco, e sai em direção a escada.

–A onde você vai?

–Vou confirmar se ele está ou não morto.

– Eu vou com você.

–Não Felicity, você fica aqui, é mais seguro. – Ele é quase grosso.

Eu sorrio um sorriso sem vida, e aquilo o abala.

–Você não confia em mim nem para ir em um cemitério. –Minha voz é triste.

–Como você sabe a onde vou? –Ele se espanta.

–Se você quer confirmar se uma pessoa está mesmo morta você precisa vê-lo no caixão.

–Só não fique longe de mim.

–É melhor passarmos em uma loja vinte quatro horas.

–Para que? –Me pergunta confuso.

–Você pretende desenterrar um caixão com as mãos?

Estávamos parados em um lugar isolado do cemitério, o local em si era pacifico calmo, a única coisa ruim nesse lugar era o nome na lapide a minha frente. Eu segurava a lanterna enquanto Oliver cavava, em minha defesa eu tentei revezar com ele, mas ele não quis.

–Eu não entendo o porquê que as pessoas têm tanto medo de cemitério? Aquele que estão mortos não nos fazem mal, é dos vivos que devemos ter medo.

Oliver abre o caixão.

–E quanto aquele que morreram mas não quiseram ficar morto?

–Ok, de zumbis é para ter medo. –Só de pensar em enfrentar tudo de novo, meu estomago revira, mal tínhamos sobrevivido da primeira vez. –Quando alguém diz descase em paz, é a dica para permanecer morto.

–Acho que ninguém disse descanse em paz para Malcon Merlin.

Eu dirijo por uma Starling silenciosa, com Oliver ao meu lado, seu silencio é ainda maior que o da cidade.

–Chegamos. — Digo quando para o meu carro na frente do clube.

Oliver se vira para mim.

–Felicity eu confio em você, eu só tenho medo de te perder. –Oliver quase sufoca com as palavras.

–Você não pode perder o que nunca foi seu. –Seu olhar é alarmado, mas pela primeira vez em muito tempo, eu estou calma. – Oliver, você nunca ne deixou ser sua, não tem como você perder o que nunca foi seu. Mas eu não posso te esperar para sempre Oliver.

Oliver sai do carro atordoado, e eu sigo em direção a minha casa, ao poucos eu sinto minha visão embaçar, só quando um rastro quente cai pela minha face eu percebo que estou chorando e esse é um caminho sem volta. Meu choro se intensifica e eu não sei como cheguei em casa, mas eu cheguei, nem me dei o trabalho de ir para o quarto, me joguei no sofá e abracei a almofada, meu rosto enterrado ali, sentindo as lagrimas encharcando o tecido.

Não sei por quanto tempo fiquei chorando, até que senti algo se mover perto de mim, eu gelo de medo, a pessoa se abaixa e senta à frente do sofá, no chão com as costas encostada no acento, eu sinto o seu perfume, não sei o porquê ele está aqui, mas não preciso da visão para saber que é ele. Levanto o meu rosto e ele está ali.

–Eu preciso de você para enfrentar o que está por vir.

–Oliver, eu não vou abandonar o meu trabalho, se foi para isso que veio, você além de tudo me ofende.

–Eu sei que você não vai abandonar, mas não foi por isso que eu vim, eu preciso de você ao meu lado para enfrentar o que está por vir. –Ele repete. –Não só com Merlin, eu preciso de você para enfrentar tudo que está por vir, ao meu lado, comigo.

–O que você está dizendo Oliver?

–Eu não posso prometer não ficar paranoico com a sua segurança, mas te prometo uma compensação. –Eu não entendo a onde ele quer chegar. –Eu te prometo eu, te dou o que sou, meio estragado e com defeito, mas é tudo o que tenho, é tudo o que sou, e sou seu. Felicity eu não posso te perder. –Sua voz era uma suplica. –Sem você eu não consigo. -E de novo Oliver chora a minha frente. Me levanto sento ao seu lado no chão, Oliver deixa sua cabeça cair em minhas pernas, e eu acaricio o seu cabelo. –Preciso de você para me dar forças. Seja minha Felicity?

–Você vai me deixar te amar Oliver? –Oliver levanta cabeça e me beija com paixão. Era a confirmação que eu precisava. –Vamos descobrir quem fez isso com Sarah. Vamos descobrir a verdade sobre Merlin.

–Juntos.

–Juntos.

Notas finais
Então meu povo, o que vocês acharam? Não é exatamente um fim definitivo, eu deixei em aberto muita coisa, pq acho que isso só a serie pode mesmo responder. Mas quanto a parte romântica espero que vocês tenham gostado. Bjs
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!