Trust

1 A unica certeza na vida, não é tão certa assim


Notas iniciais
Oi meu povo...
Eu estou de volta, quer dizer eu nem fui (rs)
Esse é uma ideia que surgiu a partir de uma conversa com SwettBegonia, de como queríamos que Oliver resolvesse as coisas. Ficou um pouco diferente, mas...
Espero que gostem.

Eu sabia dos riscos, eu não sou idiota, eu sabia dos riscos tanto quanto ele, provavelmente sabia até mais. Mas ele insistia em me afastar. Eu podia conviver com isso antes, antes era mais simples, eu pesava que era só uma paixonite aguda a princípio, e depois me conformei em viver uma paixão platônica. Agora eu não sabia o que fazer, por que eu sabia que ele gostava de mim, ele me amava, mas isso não o impedia de me afastar dele, ou melhor esse era o motivo em sua cabeça perturbada para me afastar, ele me amava e não queria me colocar em situação de perigo. Como se eu não enfrentasse perigo todos os dias. Fala sério eu morro em Starling City, para eu viver em uma situação de perigo maior eu teria que morar em Gothan.

Estava jogada na banheira, vendo os meus dedos enrugarem, ficar aqui com músicas incrivelmente depressiva me fazia ter esperança. Um conceito esquisito, mas eu pensava que se com a dor que eles, os compositores, sentiram conseguiram fazer coisas tão bonitas, talvez eu consiga arranjar forças só para continuar.

Então ao som de What it takes, Aerosmith, em um momento de choro, e propiciamente no refrão da música, meu celular toca, eu ignoro a chamada, eu não sei se conseguiria atender alguém em meio ao meu choro compulsivo, o celular para de tocar, só para voltar em seguida, e isso ocorre mais três vezes. Na quinta vez eu não posso mais ignorar.

-Alô? – Tento não demonstrar a dor que eu estava sentindo.

-Preciso de você no clube, agora. –Sua voz é séria.

-Oliver...

-Felicity apresse-se. –Ele desliga, mas eu senti ali alguma coisa que me deixou preocupada.

Saio da banheira, minha dor de rejeição teria que esperar.

POV Oliver

Eu ia atrás dela, eu deveria ter ido atrás dela, mas antes se quer de eu dar o primeiro passo meu celular toca.

-Alô.

-É o Barry, Barry Allen. Eu a acordei. Preciso de alguns conselhos.

-Já estou indo.

Eu tinha acabado de voltar para o porão estava me trocando eu iria até ela, quando novamente meu celular volta a tocar. Eu não queria atender, eu não queria nada que se coloca-se no caminho até Felicity, mas ao ver o visor sou impedido de ignorar.

-Laural?

-Oliver. –Ela chorava descontroladamente.

-Laurel, o que aconteceu? –Sou tomado pelo desespero.

-Sarah, Oliver é a Sarah.

POV Felicity

Antes mesmo de descer as escadas eu senti, era como se um frio me atingisse por dentro e me fizesse ficar parada, eu sabia que tinha algo muito errado ali. Me obriguei a continuar, meus ouvidos detectaram um choro feminino, isso não era um bom sinal, eu esperava muita, coisa mas nunca estaria preparada para ver o que vi.

Deitada, esticada a minha frente, o corpo sem vida da minha amiga. Aquilo não fazia sentido, não podia ser a Sarah, ela estava do outro lado do mundo, ela era forte, ela era durona, não tinha como isso ser verdade. Além disso, Nyssa nunca permitiria que alguma coisa de ruim acontecesse com Sarah, essa era uma das poucas certezas que eu tinha. Mas me enganei, e antes que eu pudesse cair senti duas mãos me se segurando.

-Felicity. – Eu ouvia a voz de Roy ao longe. –Felicity? –Ele consegue me despertar do transe. –Vem, você precisa sentar.

Percebo vagamente que Laurel está ali sentada em uma cadeira, com as mãos na face. O choro, aquele choro deveria ser o dela.

Roy me leva até minha cadeira e John me traz um copo de água.

Oliver estava ao fundo, eu bebo a água que John me dera e tenho coragem de levantar.

-Ele não falou nada, desde que te ligou. –Roy fala baixo ao meu ouvido.

Vou até onde Oliver esta, ele meche em uma flecha, essa era diferente das flechas do arqueiro, até eu poderia ver isso, mas não estava com cabeça para ver detalhes. Eu precisava saber se ele estava bem.

-Oliver. –Coloco minha mão em seu ombro.

-Preciso que você rastreie uma conta bancaria. –Ele dispara como se fosse um dia comum aqui em baixo. –Veja se houve alterações nos últimos três anos, e se ouve para onde o dinheiro foi enviado.

-Oliver?

Ele se vira e sua feição é imparcial, aquilo me choca, me dá medo.

-Você vai fazer o que eu mandei ou não? –Sua voz é baixa, mas eu sentia todo o comando nela, ele nunca tinha me tratado assim. Mais uma vez ele me assusta, eu tento me acalmar.

-Oliver isso não é hora, você precisa descansar, foi uma noite longa. Precisamos que você esteja bem amanhã.

-Amanhã? Não Felicity, eu não vou deixar isso para amanhã.

-Oliver você precisa lidar com isso, a sua dor também conta.

-Eu não tenho tempo para sentir dor, não tenho tempo para lutos.

-Oliver é a Sarah, a nossa Sarah.

-Todos esperam que eu os liderem, não tenho tempo para luto.

Dou dois passos para trás, aquilo era opressivo, ele tinha trancado os sentimentos tão fundo que seu rosto era o semblante da imparcialidade.

-Você vai fazer o que eu mandei?

-E se eu não o fizer? Você vai fazer o que comigo? – Minha voz é petulante.

Oliver se vira e pega a flecha que segurava. Eu então percebi o que era de diferente das de Oliver, eu percebi que já tinha visto flechas assim antes.

-Percebe? –Me pergunta.

-É impossível.

Vou até meus computadores e começo a rastrear, não precisava do número ou país, nem mesmo o nome do proprietário da conta.

-Oliver, vou levar o corpo de Sarah. –John diz em voz alta, eu me viro para ver o meu amigo. Até a pouco tempo estava feliz com a chegada da filha, e agora está nesse pesadelo. –Laurel, você precisa contar a seu pai.

A vejo concordar com a cabeça, e seguir John.

-Eu preciso contar a Sin, ela era amiga de Sarah. –Roy fica quieto. –Como dizer que a única pessoa que você tem não vai mais voltar? Como se diz isso a alguém? –Era evidente que ele não estava falando só de Sin e Sarah.

-Eu não sei como dizer isso. – Olho para Roy. – Mas ela não está sozinha, ela tem você como amigo. –Ele vai saindo devagar. –Roy. – Eu o chamo antes que ele atinja o segundo andar. –Você também não está.

Notas finais
Meu povo...
Ainda vai ter mais um captulo, mas me digam ai o que vcs acharam?
Bjs