Truly, Madly, Deeply

5 Capítulo 4 - O novo Cullen


Notas iniciais
Olá! Como estão? Espero que bem para ler mais este capítulo rsrs...

Emmett

— Voltamos logo. — Esme falou e então ela e Rosalie foram para a cidade com Carlisle.

Senti falta dela. Mal a conhecia, mas já sabia que ela era uma pessoa especial. Aquele rosto de boneca era muito mais forte do que podia imaginar.

Tive medo que Rosalie pudesse se afastar de mim depois que me contou sua história. Talvez me achasse invasivo demais. Porém quando ela começou a chorar e quando me deixou ficar tão perto, perdi o medo.

Em compensação, passei a noite tentando não imaginar aqueles homens nojentos a machucando. Eu queria que eles estivessem vivos apenas para matá-los de novo, fazê-los sofrer. Eu sabia que era um sentimento ruim, mas eles o que eles tinham feito nunca seria perdoado. Nem com a morte.

— Eu a ajudei. — Edward disse, quebrando o silêncio na sala.

— O quê?

— Ajudei a Rosalie a matá-los. Na verdade, eu e Carlisle.

— Ah... Achei que Carlisle não gostava disso.

— E ele não gosta. Mas ele entendeu a situação. Talvez também por causa de Esme.

— O que tem ela? — arqueei uma sobrancelha.

— Ela já foi casada. — arregalei os olhos. — só que o marido dela... Não sabia respeitar seu espaço... Se é que me entende.

— Entendo. — assenti um pouco surpreso ainda. — nunca poderia imaginar que Rosalie e Esme teriam passado por essas coisas.

— Você passou a noite inteira pensando na Rose. — ele riu olhando para baixo.

— Não passei não. — menti.

— Ora Emmett, leio mentes. – não pude esconder meu espanto e meu constrangimento. — desculpe ter invadido sua privacidade assim, mas queria saber se você era perigoso.

— Então... Sabe que eu fiquei pensando nela?

— Sei. Mas não vou contar à ninguém. Sabe, o Carlisle queria que eu e Rosalie formássemos um casal. — seria estranho imaginar Rosalie e Edward juntos. — nunca deu certo. Acho que ela merece alguém bom, de verdade.

— Eu apenas fiquei impressionado em saber a história dela. — rebati na defensiva.

— Acredito. — não era possível saber se ele estava sendo verdadeiro ou irônico. Uma mistura dos dois, quem sabe.

Passei o resto do tempo tomando cuidado com meus pensamentos com Edward por perto. Ele não faria isso sempre, mas era bom prevenir. Não queria compartilhar certas coisas.

Conversei com Edward por um tempo. Até caçoei de algumas coisas. Carlisle deixara Rosalie e Esme ao meio dia. As duas chegaram com tantas sacolas que até o próprio Carlisle teve que descer do carro e ajuda-las.

Aquilo tudo com certeza não eram roupas masculinas. Talvez tivesse algum vestido por ali. Rosalie estava animada, querendo que eu experimentasse as roupas para ver se tinha ficado bom.

Peguei todas as sacolas sem muita dificuldade, talvez por que eu ainda era um recém-criado. Rosalie me seguiu, na esperança de ver se tinha acertado nas escolhas. Coloquei as sacolas sobre a cama que eu havia acabado de descobrir não ter função nenhuma. Na verdade teria, apenas para Carlisle e Esme.

— Acho que vai gostar. — disse ela, abrindo uma das sacolas. — vamos comprar mais depois, e logo poderá nos acompanhar.

— Mas não posso ser visto.

— É, mas vamos precisar ir para a cidade, para você ter contato com os humanos. Vai ajudar a se controlar perto deles. — ela sorria e parecia não estar preocupada com nada. Nem mesmo por estar sozinha comigo no quarto. — veste esse. — ela me deu a sacola e fui para o banheiro.

A roupa era exatamente do meu tamanho. Não sei como Rosalie e Esme tinham essa noção de tamanho, mas elas tinham. Saí do banheiro, me analisando ainda.

— Emmett! — ela sorriu mais. — ficou perfeito em você! — sorri. Rosalie se aproximou de mim e tocou meu ombro, alisando o tecido. — fiquei com medo de errar o tamanho.

— Você acertou em tudo Rose. — ela riu de leve. — essas roupas devem ter sido caras...

— Se lembre de uma coisa: para o Carlisle nada é caro. Ele sempre faz questão de que a família tenha o melhor.

— Mas vocês mal me conhecem. — fiquei sério.

— Mas vamos conhecer! — ela sorriu claramente nervosa. — você com certeza vale o esforço.

— Espero que sim. — coloquei minha mão sob a sua ainda em meu ombro.

Ela poderia ter corado, o que seria uma visão muito agradável...

— Então, como foi no novo quarto? — ela tirou a mão do meu ombro.

Aquele gesto não me deixou magoado, mas de certa forma, foi ruim quando ela havia feito a mesma coisa na colina. Eu queria me aproximar, queria conhecer Rosalie e todos os outros também. Mas com ela era diferente. Eu sabia sua história e me sentia honrado por ela ter confiado em mim tão rapidamente para se abrir daquela forma. Mas Rosalie se afastava quando eu avançava e isso me preocupava.

— Foi bem. — falei por fim.

— Quer provar as outras roupas?

— Mais tarde. — andei em direção a janela. — quero ficar um pouco sozinho.

Ela assentiu e saiu do quarto, fechando a porta delicadamente. Senti a mudança quando pedi para ficar sozinho e tive medo de ter sido grosseiro. Mas aquele pequeno gesto de Rosalie realmente tinha me perturbado.

Me escorei na janela e fiquei olhando para a paisagem que cercava nossa casa. Fiquei pensando na noite passada quando havia passeado com Rosalie. Caminhar com ela tão perto de mim, com nossos braços entrelaçados me deu uma sensação de conforto.

(...)

— Emmett! — Rosalie gritou no corredor. Cheguei na porta imediatamente.

— O que aconteceu? — indaguei preocupado. Rose estava encostada na parede.

— Olha! — ela apontou para o chão. Uma barata estava rodando ali. — mata, mata, por favor! — ela segurou meu braço.

— Fica calma. — falei divertido.

A barata pulou do chão e Rosalie gemeu. Fui até o monstro e o matei. Então comecei a rir.

— O que foi? — ela uniu as sobrancelhas.

— A loura tem medo de barata!

— Não é medo. É nojo. — ela cruzou os braços emburrada.

— Não precisa mentir. — Edward disse no andar de baixo.

— Parem vocês dois! — ela começou a descer e desci atrás dela.

— Quando eu iria me imaginar matando uma barata por causa de uma loura medrosa? — Edward riu.

— Só porque eu não gosto desse bicho eu sou medrosa?

— Você não só não gosta como abomina. — Edward caçoou rindo. Rose e eu nos sentamos no sofá.

— Vocês são chatos. — ela fez bico revirando os olhos.

— E você é medrosa. — sussurrei sorrindo malicioso.

— Vocês não vão parar não é? — ela perguntou entredentes, se levantando e saindo em direção aos fundos.

Fiquei confuso. Era apenas uma brincadeira, afinal. Ela sabia disso. Pensei em ir até ela e pedir desculpas, mas Edward interrompeu:

— Espere. Não precisa ir agora.

— Mas... Mal conheço ela e já a irritei...

— Não irritou. — ele sorriu. — espere.

Desisti. Ele a conhecia mais do que eu. Ele podia ler a mente dela, podia saber tudo o que ela pensava, diferente de mim. Esperei. Pensei várias vezes em ir logo me desculpar e acabar com isso, mas Edward me lançava um olhar quase mortal e eu era obrigado a esperar mais.

— Como foi transformado? — perguntei der repente, entediado.

— Carlisle me encontrou no hospital morrendo de gripe espanhola. Minha mãe estava comigo, mas o caso dela era ainda mais grave... — ele suspirou olhando para longe. — e então ela morreu. Carlisle tentou salvá-la, mas tudo o que pode fazer por ela foi me transformar. — meus pensamentos ficaram confusos. — ela pediu para que Carlisle o fizesse, ela sabia o que ele era. — Edward completou.

— Como?

— Até hoje não sabemos. Mas ela não queria que eu morresse.

— E você gosta de viver assim?

— Não sei Emmett. Já culpei muito o Carlisle, mas hoje sei que ele apenas honrou o pedido de uma mãe. Mas eu realmente não sei se ser imortal vale a pena. Não temos alma, somos considerados monstros.

— Eu vou ficar assim também? A Rosalie também não parece muito satisfeita com essa vida. Nenhum vampiro é feliz?

— A Esme e o Carlisle são felizes. Por que tem um ao outro. Acho que assim um vampiro pode ser feliz.

— Que ótimo. — joguei a cabeça para trás, apoiando-a no sofá. — se for para esperar mulher... — Edward riu. Mas um riso de quem sabia mais do que eu.

Notas finais
E então? Não se preocupem se acham que as coisas estão rápidas demais, garanto que teremos muita coisa pela frente!