Notas iniciais
Oii pessoas lindas! Estou tão feliz em saber que estão gostando e agradeço por favoritarem, comentarem e tudo mais. ;) Se desejarem ouvir uma musiquinha pra aumentar o clima, indico: Still falling for you da Ellie Goulding. Acessem o link abaixo: https://youtu.be/pvP_OwVSFpk?list=PL_Q15fKxrBb4Y9yc4KsLmGKdDys4VwuXm

— Me responda! — Como se fosse um banho de água fria da realidade eu me acordei. Apertei os olhos e os abri logo depois.

— O que..? — Sussurrei voltando a olhar seus olhos agora revelando um expressão irritada.

— Você ao menos está me ouvindo Swan? — Esbravejou num sorriso ironico.

Claro que eu não havia a beijado. Quer dizer, como eu poderia ter a coragem? Não poderia arriscar ela me empurrar e nunca mais querer olhar na minha cara. Não era o que eu queria. E o mais importante.. se eu tivesse feito, estragaria tudo. Mas o desejo era tão estrondoso que me fez imaginar o que eu queria ter feito. Mas que droga! É óbvio que isso não passa de uma atração boba Emma.. sempre foi assim!

— Claro que não... você só se importa consigo mesma! — Continuou falando. Pior que isso. Continuou mexendo aquela boca convidativa que me deixava hipnotizada. Regina parecia uma droga. Se eu experimentasse eu poderia morrer de overdose, pois não ia parar de usa-la. Sempre fora uma tortura. Quando ela se aproximava sentia meu corpo arder, coração acelerar, pernas dormentes e por aí vai. Isso foi desde a primeira vez que a vi, esse era o problema. (Há quase três anos). Por que isso? Por que? Não faz sentido.

— Tá certo.. — Me ouvi falar e ela se calou. — eu só me importo comigo mesma. Adeus Regina. Volte para o seu caçador idiota! — Simplesmente me virei e continuei criando forças para prosseguir com os passos. Ainda bem que já estava com a minha bolsa no braço. O melhor jeito era parar e me afastar. Sempre que puder me afastar. Não posso confundir coincidência com destino. Se era inevitável esbarrar com ela eu sempre recuaria.

— Você é tão ingrata! Depois de tudo o que eu fiz pra te ajudar, não aceita descansar por uma noite!?

— Não com ele. — Não ousei parar os pés.

— Qual o seu problema com Robin?

— Não confio nele!

— Eu vim com você pra ajudar e agora você foge.

— Não pedi sua ajuda! — De repente vejo que ela correu até mim. Me avançou pulando entre minhas costas e acabei caindo no chão com ela por cima. Me virei e seus braços me prenderam no chão com força. Ela tinha ódio no olhar, irritação. Inverti as posições a prendendo com o dobro da força, ofegante. A adrenalina se aflorando pelas minhas veias.

— Ou, ou, ou.. — Senti dois braços me afastem pela cintura. Empurrei o homem vendo que era Hood. — mas o que houve aqui? — Regina se levantou meio descabelada respirando fundo. — Tentem se acalmar, certo?

— Robin! — Um homem se aproxima em passos apressados. — Dylan e os outros apareceram, precisam de cuidados!

— Já estou indo. — Disse e o sujeito se retirou.

— Melhor ir resolver seus assuntos, Hood. — Comentei irritada. Ele fitou Regina.

— Você vai ficar bem? — Perguntou a ela. Mas é claro que ela vai ficar bem comigo! Quem diabos ele pensa que é?

— Tudo bem, pode ir. — Respondeu a morena limpando sua roupa com as mãos. Ele assentiu se afastando para dentro do acampamento.

— Você vem pra cima de mim, e ele pergunta se você vai ficar bem? — Repousei as mãos na cintura. Seu olhar foi revoltante. Respirei fundo organizando os pensamentos. — Chega, eu não quero mais brigar.

— Ótimo. — Foi tudo o que saiu da sua boca.

— Você quer ficar... — "com ele". — fica. Eu preciso continuar. Achar o que preciso pra me mandar daqui logo!

— Achei que estávamos juntas nessa. — Contornei meu olhar pelo seu rosto e desci para seu pescoço onde agora tinha a cicatriz do corte.

— Eu também. Mas talvez seja mais seguro você ficar.

— Eu sei o que é ou não seguro para mim Srta. Swan. — "Não sabe não". Ficar comigo de maneira alguma era seguro.

— Tchau Regina. — Fui me afastando, até que me virei corretamente e não olhei pra trás.


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Regina


Nunca senti algo assim. Uma vontade de estrangular e beijar alguém ao mesmo tempo. Especificamente uma loira impertinente. Teimosa, chata, implicante e orgulhosa! Não sei o que aconteceu, só que ela tinha me irritado demais e se aquele rosto não fosse tão lindo eu já teria esbofeteado. Não custaria ser educada e deixar o homem nos ajudar. Robin parecia ser um bom homem.

Assim que ela se afastou eu senti vontade de ir com ela, mas meu orgulho não deixou. Eu não iria ceder. Não entendo como ela estava se desculpando naquela armadilha olhando nos meus olhos e depois age dessa forma, como se estivesse... espera, será isso? Ela estava com ciume de mim e Robin? Por isso fez esse escândalo desnecessário? Não poderia ser.

Entrei de volta no acampamento e logo meus olhos se arregalaram. Os mesmo homens que haviam nos atacado estavam ali, feridos e Robin os ajudando. Pensei em voltar e alcançar Emma para escapar, mas ela já tinha se ido.

— É ela! — Um dos homens mais velhos se aproximou apontando para mim. O estado do seu rosto era desastroso. — Por causa dela que eu e meus homens estamos assim!

— Como esta dama poderia ter feito isso vocês três Dylan? — Robin perguntou fazendo alguns ali rirem do homem que se frustrou.

— Ela causou isso. — O grandão se aproximou de mim mas o caçador se colocou na minha frente em defesa.

— Essa moça esta comigo e é nossa convidada.

— Não pode deixar ela acampar aqui conosco depois do que fez!

— Tudo bem Robin, eu devia ir. — Tentei me afastar mas ele segurou meu braço de leve.

— Não, você pode ficar Regina.

Depois de uma longa discussão com seus homens, Robin me protegeu e eles cederam em desgosto. Disse a ele que ia voltar pra casa, porém o mesmo insistiu pra mim ficar e no outro dia ele me acompanhava de volta. Ele foi muito gentil e prestativo. Perguntou por Swan uma única vez e respondi que ela tinha ido embora. Conversamos um pouco pela fogueira. Robin contava da sua vida e das coisas que amava fazer desde pequeno. Seria tão bom se Emma fizesse o mesmo. Ela sempre tinha que ser daquele jeito tão fechado. Mas por que estou
pensando nela? Eu estava com Robin e ela tinha me abandonado.

A fogueira se expandiu e várias pessoas começaram a dançar enquanto um homem baixinho tocava uma flauta com animação. Nisso a noite já havia chegado. Eu estava nervosa de estar no mesmo lugar dos homens que queriam me usar e matar, porém Robin não parecia ter amizade com eles que apenas demonstravam pertencer ao acampamento. Notei que um dos homens mais machucados, conhecido como Dylan me encarava.

De repente Robin me puxou para dançar com um sorriso dócil nos lábios. Me afastei um pouco dizendo que não era boa com isso e ele assentiu um pouco decepcionado. A verdade era que eu não estava no clima para diversão. Algo me incomodava. Eu não me sentia a vontade ali com aquelas pessoas que eu mal conhecia.

Um tempo passou e logo todos estavam dormindo nas suas barracas, inclusive eu. Robin tinha feito uma especialmente pra mim, o que eu até gostei um pouco. Em seguida ele afirmou que não ia deixar Dylan e os outros tocarem em mim, explicou que eles eram os piores homens do acampamento, mas seguiam suas ordens.

Assenti e tentei dormir um pouco.

Acabei tendo um pesadelo com flashes fortes. Em vários deles estava Tinker Bell me guiando até meu amor verdadeiro, depois Emma discutindo comigo, e então o pirata e depois Robin. Muitos flashes agressivos fizeram eu abrir os olhos abruptamente e acordar sem fôlego. Me retirei da tenda e respirei fundo passando as mãos no rosto. O sol estava começando a nascer

— Acordada tão cedo querida? — Olhei ao meu lado onde Dylan se aproximava com uma faca na mão e um sorriso bárbaro nos lábios.

— Espere.. — Me afastei em passos lentos com o coração acelerado. Todos ainda dormiam e eu estava sozinha.

— Me fale onde está sua namoradinha ou eu mato você.

— Ela não é minha namorada. — Com o perigo tão perto foi tudo o que pensei em dizer. — E eu não sei onde ela está. — Reparei que atrás de mim outro homem se aproximava com outra faca.

— Não está em posição de mentir agora! É melhor obedecer. — Meu peito começou a subir e descer com força. Pensei em gritar mas antes que alguém possa vir eu poderia já estar morta.

— Ou talvez nos contentamos em matar você. Fazer a loira sofrer com isso.

— Por que acham que ela iria sofrer com a minha morte? — Perguntei nervosa.

— Ora, vamos.. te proteger era prioridade para ela.

— Só que ela não esta aqui agora! — Comecei a correr pra dentro da floresta sem parar. Eles começaram a me seguir rapidamente gritando em fúria. Corri em desespero pela vida, passando por centenas de árvores e arbustos.

Até que eu parei.

Me vi de frente há um abismo. Mal consegui enxergar o mar lá embaixo. Um pouco mais ao meu lado notei que tinha uma enorme cachoeira. As águas caíam para baixo com força.

— Ela veio por aqui! — Ouvi um dos homens berrar. Eles iam me alcançar e eu estava sem saída. O que eu poderia fazer?

Se me pegassem iam me matar provavelmente. Mas eu vou morrer de qualquer jeito. Esse era o fim. Se eu soubesse não teria feito nada do que fiz, não teria ajudado Swan. Em troca eu ganhei o abandono dela. Mesmo depois de tudo o que passei ainda continuava a ver o lado bom nas pessoas, mesmo que ele nunca tenha existido. Sou uma estúpida. E agora mereço isso, mereço terminar desse jeito.

Então sem pensar...

Eu pulei.

Assim que aconteceu eu não senti mais nada, a não ser meu corpo se aprofundar até o fundo naquelas águas frias e tenebrosas.

Eu não lutei, não me debati.

Só me deixei levar até o fundo e ali eu vi minha vida inteira passar diante dos meus olhos.

Com os olhos abertos eu podia ver apenas o azul intenso. Até Daniel aparecer e me olhar com amor.

Ele sorriu. Retribui na mesma intensidade. Pegou minha mão. Tudo ficou melhor e meu medo se perdeu. Se esse era o momento de reencontra-lo então eu estava feliz. Foi então que ele disse:

— Ame novamente.. — Seu olhar foi tão puro e confiante. Como se ele quisesse aquilo, para o meu bem.

Aquilo me fez descordar com a cabeça e o desespero tomar conta de mim. Comecei a me debater vendo que ele sumia aos poucos.

Senti duas mãos apertarem minha cintura e me puxar pra cima, o fundo foi ficando pequeno e minha visão escurecendo.

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— Regina!! — Toquei seu rosto com as mãos assim que a coloquei sobre o chão. Sua pele pálida acelerou meu coração mais do que já estava. Em desespero eu balancei seus ombros com os olhos arregalados. — Por favor acorda.. por favor! — Sussurrei sem forças. Não sei o que faria se ela.. se ela..

Posicionei minhas mãos no seu peito e fiz pressão repetidas vezes. Nenhuma reação. Senti meus olhos marejarem e meu corpo quase explodir pela adrenalina e medo. Muito medo!

Aproximei minha boca da sua pra fazer respiração boca a boca. — Não me deixa.. — Alternei entre a pressão e a respiração até que finalmente ela cuspiu de uma forma abrupta, tossindo freneticamente em seguida.

Finalmente eu respirei fundo e percebi que uma lágrima escapou dos meus olhos. Minhas mãos tremendo e meu coração martelando nos ouvidos. Quando dei por mim estava abraçando seu corpo contra o meu em desespero. — Ainda bem.. ainda bem!!

— Preciso respirar.. — Ouvi sua fraca voz e me afastei um pouco sem jeito.

— Desculpa. — Respirei fundo de novo. Ufa, ela estava bem. Ela ta bem!

— Você esta bem?? — Regina se sentou e colocou a mão na cabeça soltando um gemido de dor.

— Acho que sim. O que aconteceu? — Seus lábios criaram cor de novo, assim como sua pele. Coloquei uma mecha molhada do meu cabelo atrás da orelha e a fitei.

— Vi você cair. Então nadei e tirei você da água. — Lembrei do sonho. Será que era disso que eu teria que salva-la? — Você quase se afogou! — Me levantei ajudando ela a se levantar também.

— Estou.. com frio. — Sua voz saiu tremula enquanto seus braços abraçaram seu corpo.

— A água estava congelada. Vem cá! — Peguei seu braço a afastando das águas. Tirei meus cobertores da mochila e fiz uma fogueira rapidamente. Procurei por um tronco oco para que ela pudesse sentar. Assim que achei coloquei perto da fogueira e me aproximei de Regina que tremia sem parar. Eu também estava com frio mas o que importava era só ela no momento.

A guiei até o tronco e ela se sentou ainda abraçando seu corpo. Coloquei dois cobertores por cima dela que agarrou contra si tentando se esquentar. Sentei ao seu lado ficando o mais perto possível do fogo. — Regina, o que aconteceu? — Perguntei preocupada olhando para os seus olhos que se concentravam na fogueira.

— Não está com frio?

— Eu to bem.. o importante é você ficar quentinha. — Ajustei o cobertores nas suas costas.

— Obrigada Swan. — Foi tudo o que disse. Vi que os cobertores não estavam adiantando muito pois ela ainda tremia de frio. Devia ser porque sua roupa estava ensopada. E pra ajudar o dia se fechou ficando nublado. Me afastei procurando galhos fortes e resistentes. Depois finquei um de cada lado da fogueira e outro por cima apoiado nos dois.

Regina me analisava com as sobrancelhas estreitas.

Me sentei ao seu lado. — Precisa tirar as roupas..

— O que?

— Sua roupa ta ensopada e os cobertores não estão adiantando. Pode sofrer de hipotermia se continuar assim.

— E como você não está como eu?

— Eu não fiquei um bom tempo na água e quase morri, Regina. Também não tive a queda que você teve.

— Não acha que vai ser pior se eu tirar? Vou ficar mais exposta. — Me levantei e comecei a tirar minhas roupas com ela me fitando boquiaberta.

— Precisa de calor humano.

— Você enlouqueceu? — Seus olhos se arregalaram e seu corpo travou.

— Não, mas vai piorar nesse estado. Agora preciso que tire suas roupas. — Deixei apenas a blusa por cima do meu corpo. Comecei a pendurar as roupas que já havia tirado, no galho que coloquei sobre a fogueira. — Desse jeito as roupas secam mais rápido.

— Foi inteligente. M-mas eu não vou... tirar minhas roupas. — Ela desviou o olhar. Mal sabia ela que eu estava o triplo de nervosa. Estar perto desse jeito com Regina me deixava apavorada. Mas se ela não melhorasse seria fatal. Não seria?

— Escuta.. — Me sentei ao seu lado e toquei seu queixo com os dedos virando seu rosto para perto do meu. — você ta começando a ficar pálida novo.. e isso não é um bom sinal. Eu só quero ajudar, você mal consegue falar sem tremer.

Ela ficou pensativa por um momento mas em seguida assentiu.

— Tudo bem.

— Deixa eu te ajudar. — Mirei meu olhar no seu e tirei seu colete devagar. Depois me agachei a sua frente e retirei suas calças com delicadeza. Não consegui evitar de observar suas pernas nuas... tão lindas e torneadas. Seus sapatos, e por fim a blusa. Porém algo me pegou de surpresa. MUITA SURPRESA. Regina estava nua. Literalmente... merda.

Merda. Merda. Merda

Não. Isso não.

Meu lábio inferior caiu enquanto meus olhos passeavam pelas curvas daquele corpo magnífico. Por isso ela estava tão envergonhada. Já eu usava lingerie, mas acho que naquele mundo não existia tal coisa. Senti algo entre minhas pernas pulsar com força. Contrai os lábios e suspirei tirando a minha blusa dessa vez. Voltei a encara-la.

— Swan, meus olhos estão aqui em cima. — Notei que seu rosto criava um tom muito mais vermelho, mas acho que não era pelo calor do fogo.

— Ce-certo.. hãm.. — Outro suspiro lento me veio. Peguei um dos cobertores e coloquei sobre o chão perto o bastante do fogo. — Vem cá. — Com calma eu puxei seu corpo para deitar com o meu e nos cobri com o outro cobertor.

Abracei seu corpo contra o meu até colar cada centímetro. Ela ainda tremia de frio, seu rosto afundava no meu pescoço. Retrai um gemido quando a senti arfar. Pra mim já não precisava mais de cobertor ou fogueira pois o meu corpo já estava em chamas. Abracei sua cintura e com a outra mão, desmanchei a trança do seu cabelo para secar melhor. Com isso acabei me afastando um pouco e mirei o olhar no topo da sua cabeça onde meus dedos ajeitavam seus fios soltos, não tive a coragem de fitar seus olhos que eu senti que me encaravam. — Você vai ficar bem.. — Sussurrei com carinho, voltando a agarra-la de novo.

Agora seu rosto está a centímetros do meu.

— Por que você é assim? — Perguntou curiosa me fitando dentro dos olhos.

— Assim como?

— Gentil.. mas depois estúpida. Você sente medo das pessoas se aproveitarem de você? Prefere as ferir do que ser ferida? — Engoli em seco. Em parte era.

— Mais ou menos isso. Só que eu nunca quis te ferir, precisei fazer o que fiz por que.. tinha que evitar você. — As duas imensidões castanhas resplandeciam brilho.

— Não está dando muito certo, não é? — Fiz uma careta. Ela sorriu de canto.

— No momento acho que não. — Seu perfume era tão inebriante. Quase revirei os olhos ao sentir. Cada parte do meu corpo implorava pra eu beijar seus lábios, seu rosto, seu pescoço.. queria aquece-la da melhor forma possível entre minha boca, minhas mãos. Oh Céus! Mas o medo a insegurança falava mais alto. — Eu não queria ter deixado você. Não continuei o caminho do mapa. — Meus olhos passearam por cada pequeno traço do seu lindo rosto. — Fiquei pensando se deveria voltar ou não.

— A noite toda? — Assenti um pouco nervosa, mas meu olhar era profundo sobre o seu. — Se tivesse voltado um pouco antes poderia ter evitado muita coisa.. — Falou triste.

— Como assim? Regina.. me diz o que aconteceu. — A essa altura ela já parava de tremer.

— Digo se prometer que não voltamos mais lá.. promete? — Travei o maxilar.

— Tá... eu prometo. — Conforme ela foi me explicando, meu sangue foi fervendo cada vez mais. Senti uma culpa enorme.

Eu a deixei pra trás, por isso aqueles homens apareceram logo em seguida. Deixei Robin se aproveitar enquanto ela estava sozinha naquele acampamento. Mas que droga, por que eu tenho que ser tão idiota?!

Assim que ela terminou, um silêncio enorme se fez. Senti meus olhos encherem de água só por raiva de mim mesma.

— Eu sinto muito. — Espalmei minha mão pelo seu rosto docemente.

— Não foi sua culpa.. eu decidi ficar..

— Por que eu fui uma cretina! Eu deveria ter ficado. Mas eu.. queria me afastar. E-e buscar logo o que vim procurar. — Me apressei em acrescentar. — Não vou deixar mais acontecer. Eu juro pra você. Vai ter que me aguentar! — Lancei um sorriso de canto. Um arrepio violento subiu pela minha espinha ao sentir sua mão subir por minhas costas até meus cabelos. Ela começou um cafuné que me fez ver estrelinhas.

— Eu aguento...

Notas finais
Quero deixar vocês desesperados(as)! Mentira não sou tão mal assim... talvez um pouquinho. kkkk ;* XOXO