True love memories
15 In love? Oh..no way!
Notas iniciais
— Hey linda.. — Sentei ao seu lado. Ela estava pensativa olhando um ponto qualquer. Toquei sua mão delicadamente, o que fez ela despertar e me olhar de prontidão. — O que está pensando? — Senti um formigamento quando entrelaçou seus dedos nos meus.
— Em tudo o que aconteceu hoje mais cedo. — A noite havia caído e decidimos acampar. Marian já parecia estar no terceiro sono um pouco distante. Infelizmente ela pediu pra continuar nos acompanhando e como dizer não né? Bem que eu quis mas Regina me repreendeu. Já estava acostumando a fazer isso comigo mas bem que eu gosto.
Seu olhar travou no meu enquanto passei os dedos entre sua nuca e o polegar repousando sobre a bochecha. A morena deitou a cabeça em direção ao carinho sem desviar dos meus olhos. Eu simplesmente não estava acreditando na loucura que eu estava fazendo, mas pra mim ela é irresistível e ponto final.
— Eu nem imagino o quanto você deve ter sofrido depois de tudo. — Regina suspirou se aconchegando mais perto do meu corpo.
— Ela provocou tudo isso, sabe. Snow White. — Engoli em seco.
— A garota do quadro?
— Sim, minha enteada. Eu sei que ela é só uma criança mas.. senti tanto ódio, eu poderia mata-la com as próprias mãos. — Um breve silêncio se fez mas não deixei de continuar me perdendo no castanho. — Quando eu soube que ela tinha contado sobre Daniel a Cora. Percebi que nada disso teria acontecido se ela tivesse guardado a língua dentro da boca. Depois disso minha mãe me fez casar com Leopold.. e agora eu preciso conviver com as pessoas que arruinaram a minha vida. — Me senti mal por ela. Não imaginava tanto sofrimento e tudo o que ela havia passado antes de se tornar o que era.
— Mas e sua mãe?
— Cora teve o que merecia. — Percebi que ela se fechou quando toquei no assunto. — O senhor das trevas me ajudou. Mas aquilo foi a última vez que usei magia para o mal. Eu não quero ser igual a minha mãe Emma.. eu só a mandei pra longe porque eu queria ter paz mesmo nessa vida difícil. — Seus olhos marejaram.
— Regina você é.. a pessoa mais boa e doce que eu já conheci. Você não é como sua mãe! — Fiz ela me fitar erguendo seu queixo com o dedo. Seus lábios tão próximo dos meus. Era tão difícil imaginar eu e Regina juntas daquela maneira, porém agora parece perfeito.
Suas mãos percorreram a minha cintura e me puxaram para mais perto, de modo que não houvesse espaço entre nossos corpos. Suspirei com o coração nos ouvidos. Inclinei meu rosto e a beijei com carinho. Apreciar aquele momento e cada segundo dele era o mais importante pra mim. Sua língua quente e macia pediu acesso, esse que permiti sem hesitar pegando cada lado do seu rosto com as mãos. O beijo se tornou outro, mais lento e profundo.
— Seus lábios são tão macios. — Regina sussurrou sem fôlego entre o toque. — Quero prova-los pra sempre. — Sorri de leve. Quem diria que Regina Mills estaria dizendo isso pra mim.
— Acabou de ler meus pensamentos. — Não ousei parar de amassar minha boca na sua descendo uma mão para sua cintura e escorregando mais abaixo.
— Ah é? Posso tentar ler outros se quiser. — Ela foi pra cima de mim me fazendo deitar debaixo do seu corpo. Gemi baixo com aquele contato e me senti completamente excitada.
— Eu acho melhor não. — Sorri com malícia puxando-a para outro beijo molhado. — Vamos acordar a chata da desconhecida. — Fiz uma careta. Regina soltou uma risadinha. Inverti as posições distribuindo beijinhos entre seu pescoço lentamente.
Ouvi-la ofegar e gemer daquele jeito estava me deixando louca.
— O que eu quero fazer com você chega a ser insano. — Sussurrei no seu ouvido apertando minhas mãos na sua bunda fazendo ela erguer o quadril.
— Nossa, Swan..
Ouvimos Marian se mexer e retrucar alguma coisa enquanto dormia. Suspirei pesado revirando os olhos. Regina sorria da minha reação.
— Mas que droga essa mulher. — Falei baixo pra não acorda-la.
— Por mais que eu queira, precisamos ir com calma Emma. — Deitei ao seu lado mas sem desgrudar do seu corpo.
— Você tá certa. — Foi tanto tempo de espera que eu não me controlo. Ela passou a mão nos meus cabelos observando meu rosto. — Vou me controlar se você prometer fazer o mesmo. — O som da sua risada penetrou nos meus ouvidos me trazendo uma sensação maravilhosa.
— Eu vou tentar.. mas não prometo nada. — Meu sorriso se abria a cada dois segundos, será que isso é normal?
— E eu pensando que íamos ser apenas amigas, Regina Mills.
— Pra ser sincera eu nunca quis ser apenas isso.
— Eu também não.. e confesso que te abraçar nua foi a pior tentação que eu já passei. — Regina arqueou as sobrancelhas, divertida.
— Você bem que usou a desculpa do frio pra se aproveitar! — Fechei os olhos com aquele cafuné no meu cabelo.
— Não eu juro!... bom, não completamente. — Sorri abrindo os olhos.
— Eu sabia. — Nos beijamos mais uma vez e ficamos assim por um bom tempo. Eu poderia ficar horas, dias, semanas apenas naquele contato delicioso. — Dá próxima vez não vai precisar se controlar, sabe por que?
— Por que? — Indaguei entre o beijo.
— Porque também não vou cumprir a promessa. — Abri meu maior sorriso e nossos olhos se encontraram novamente.
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Assim que amanheceu, levantamos e continuamos a andar. Passamos por um campo aberto onde havia algumas flores pra todos os lados parecido com o que eu e Regina estivemos.
Regina começou a correr entre ele levantando as mãos e sorrindo. Deixei a mochila no chão ao lado de Marian que fez uma careta ao ver que tinha que nos esperar. Comecei a correr atrás dela que percebeu e começou a fugir de mim dando uma risada.
Corri até ela e abracei sua cintura por trás a levantando de leve, o que a fez soltar um gritinho e tentar se soltar. Deixei ela ir, sem parar de sorrir e observei aquela morena mais alegre que uma criança que acabara de ganhar o doce favorito. Ela tinha o coração tão puro e cheio de amor. Ver Regina Mills daquela forma me trouxe uma felicidade inexplicável. O momento nem precisava de palavras, fiquei perdida e hipnotizada com sua beleza e infantilidade no meio daquele gramado.
Logo vi que ela vinha na minha direção depois de dar a volta no campo. Pulou pra cima de mim enquanto nossas risadas se misturavam. Peguei suas pernas ao redor da minha cintura e acabei tropeçando então caímos no chão rapidamente.
Ela estava ofegante agarrada a mim ainda sorrindo. TÃO linda, com seus cabelos bagunçados.
Merda.
Não, não posso estar me apaixonando. Não e não, nem pense nisso Swan!
— O que foi? — Perguntou fitando meus olhos com um brilho intenso. Deitou ao meu lado diminuindo o sorriso.
— Nada.. só não para de sorrir. É a coisa mais linda que eu já vi na minha vida. — De novo o sorriso apareceu me causando arrepios.
Me sentei olhando ao redor e avistei uma única rosa vermelha um pouco distante. Levantei e a peguei. Voltei e puxei a morena pela mão para ficar em pé escondendo a rosa atrás das costas.
Sua testa enrugou e eu sorri. Estendi a rosa um pouco sem jeito. — Que linda. — Regina a cheirou e me puxou para um beijo lento. Retribui abrancando sua cintura sentindo seus dedos passeando pelo meu pescoço. — Obrigada.
— Ela não chega nem perto de toda a sua beleza. — Sussurrei sem fôlego ao fim do beijo.
— Você não para de me surpreender Swan. — Me deu um beijo delicado por fim entre um sorriso meu.
Caminhamos de volta as árvores e continuamos o caminho. Marian parecia estar curiosa, provavelmente sobre mim e Regina mas permanecia quieta. Passamos pelo riacho onde eu resolvi assumir o que sentia por Regina e confesso que não deixei tempo para pensar, apenas aceitei o que não poderia mais negar.
Bebemos água e comemos algumas frutas, e logo mais caminhada. Tudo o que eu queria era que aquela mulher sumisse pra mim aproveitar o máximo com a MINHA morena! Enfim posso dizer isso!!
Depois de um tempo ela se despediu e disse que continuaria sozinha por outro caminho dali. Assim que ela agradeceu a ajuda e continuou seu caminho puxei Regina pela cintura e colei meus lábios nos seus.
— Enfim sozinhas. — Comentei entrelaçando meus dedos nos seus.
— Vamos descansar um pouco. — Deitamos na grama e olhamos o céu azul clarinho. Ao sentir seu corpo ao meu lado e nossas mãos juntas eu fechei os olhos. Finalmente estava me sentindo completa. Finalmente estava sentindo paz e felicidade.
— Eu estou tão feliz. Sabe.. fazia tanto tempo que eu não me sentia assim.
— Eu também. Aqui com você... sinto como se eu pudesse fazer qualquer coisa, desde que você esteja comigo. — Virei meu rosto e olhei dentro dos seus olhos. — Eu sei.. isso pareceu estranho.
— Não. É isso mesmo.
— Mas isso é loucura não é?
— Bom, não é apenas uma atração idiota. Não pra mim.
— Nem pra mim. — Senti meu coração acelerar. Fiquei só olhando seus olhos e com isso seu rosto e cada detalhe dele.
Era como uma conversa interna entre olhares profundos e repletos de significados.
— Preto.
— O que?
— Minha cor favorita. — Abri um sorriso com isso.
— Disso eu já sabia.
— Como?
— É segredo.
— Sabe também que eu adoro seu sorriso? Seus olhos diminuem quando você o abre completamente. Tão lindo. — Declarou me deixando sem ar.
— Seria estranho se eu dissesse que quero te beijar a todo instante? — Fiz uma careta vendo ela discordar.
— Parece perfeito pra mim.
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