True love memories
13 Friends do not kiss. Couples yes!
Emma
Mas qual o meu problema afinal!? Não consigo me decidir, me estruturar, me organizar. Não perto de Regina e seus lábios tão sedutores... na verdade tudo nela era terrivelmente sedutor pra mim. Chegava a ser doloroso o meu desejo de beija-la até morrer, de arrancar suas roupas e passar minha boca por cada parte daquele corpo maravilhoso. Ouvi-la gemer, suspirar, ofegar com minhas mãos a tocando. Eu queria possuí-la mais que tudo o que já desejei na vida.
Se isso for só uma atração.. que atração do CARAMBA é essa! Nada poderia sair melhor que isso.
Eu simplesmente tinha cansado de esperar. Sempre que chegava o momento em que íamos nos beijar algo acontecia e isso me deixava furiosa e frustrada. Comecei a pensar muito quando o silêncio veio, pensar que eu deveria evita-la, já que ela não parecia ter gostado de eu tê-la esquentado durante seu intenso frio.
Provavelmente ela nem sentia nada como eu e minha mente estava imaginando loucuras. Apenas ficamos andando sem dar um pio. Eu precisava ir na frente e não olhar para ela, mas foi só começar a chover e seu rosto aparecer diante do meu e eu não resisti. Mas o que essa mulher tem que me deixa desse jeito?
God, ela tinha tudo de bom.
E.. céus..
QUE BEIJO!
Confesso que eu já havia imaginado um milhão de vezes como era experimentar aqueles lábios chamativos, mas foi muito mais delicioso do que eu imaginei. Segurei seu corpo como se minha vida dependesse disso. Rocei minha boca na sua com força e desespero. Eu necessitava sentir aquilo mais que qualquer coisa e foi simplesmente...incrível!
Quando sua língua pediu passagem entre meus lábios foi o recado que eu precisava para aprofundar e colar mais ainda meu corpo no seu. Me senti ardendo de dentro pra fora num puro fogo. A beijei sem parar, não ligando pelo fato de meus pulmões não suportarem minha falta de ar. Eu estava perdida nos seus lábios macios e quentes..extraordinários.
— Então.. vocês podem ficar aqui essa noite. — Me despertei quando o bom senhor gentil dizia a nós acompanhado de sua esposa.
— Vou fazer uma sopa bem gostosa para nossas convidadas. — A velhinha carismática sorriu para mim e Regina enquanto sentávamos em alguns bancos dentro da cabana de madeira. Depois se afastou.
— É muita gentileza de vocês, mas estamos de passagem, não queremos importunar. — Regina se adiantou a falar.
— Não vão incomodar coisa alguma. Olhe pra vocês, estão encharcadas! Precisam descansar, por que não ficam aqui essa noite? — Olhei pela pequena janela e a noite havia caído. Antenor era o nome do homem velho que nos acolheu na floresta até sua humilde casa.
— Acho uma boa ideia. — Comentei recebendo o olhar surpreso de Regina. — Obrigada pela hospitalidade Antenor. — Abri um sorri para ele.
— Bom, sempre costumamos ajudar pessoas que passam de viagem por aqui. — Ele se levantou. — Infelizmente temos apenas um quarto de hóspedes. Vocês se importam?
— Claro que não Senhor. — A morena ao meu lado respondeu o acompanhando. Fiz o mesmo e por tudo ser muito pequeno ali, logo avistei o pequeno quarto com uma cama de casal posta e alguns armários embutidos. Era tudo muito simples mas parecia aconchegante.
— Podem ficar a vontade. Eu aviso quando o jantar estiver pronto. Tem algumas roupas nos armários se quiserem trocar. — Agradecemos, então ele fechou a pequena porta deixando apenas eu e Regina naquele quartinho.
— Sorte nossa achar pessoas tão gentis. — Ela comentou tirando seu colete ensopado revelando apenas a blusa. Desviei o olhar rapidamente e tentei me distrair olhando os armários com algumas roupas postas ali.
— Muita sorte mesmo. — Me virei e logo ela se cobriu envergonhada.
— Emma! Continue virada! — Disse de prontidão ficando vermelha, o que eu achava a coisa mais fofa.
— Okay.. mas não há nada que eu não tenha visto aí. — Sorri de canto voltando a me virar.
— Aquela foi uma situação diferente.
— Não sei porque tem vergonha.. sendo que você tem um corpo tão lindo. — Soltei sem querer me reprimindo em seguida por ter dito aquilo.
— Eu não sei.. simplesmente tenho vergonha está bem? — Abri mais o sorriso querendo me virar e abraça-la pela cintura... só querendo mesmo. — Já que você está em frente ao armário poderia me alcançar as roupas?
— Claro. — Peguei e alcancei a ela sem virar meu rosto.
— Pronto, você pode virar. — Me virei e vi que as roupas caíram bem no seu corpo. Um vestido simples mas delicado realçando suas curvas.
— Nada mal. — Comecei a tirar minhas roupas mas notei que ela não tinha virado como eu. Seu olhar percorria pelo meu corpo lentamente e notei intensidade nele ao se obscurecer. — Regina meus olhos estão aqui em cima. — Brinquei me divertindo ao vê-la ficar sem jeito e um pouco nervosa.
— Quer saber eu não desculpo você.. — Estreitei as sobrancelhas colocando a roupa seca. Uma calça um pouco larga e uma blusa do mesmo jeito. Passei a mão pelo meu cabelo molhado.
— De que?
— Você ter me beijado. Eu não.. — Ela suspirou. Parecia controlar a voz. — não desculpo. — Resolvi me aproximar e fiquei a centímetros do seu rosto, o que a deixou um pouco ofegante. E assim a mim também.
— E por que não? — Sua boca se abriu mas nada saiu dela. — Deve ser por não ter gostado.. assim como o fato de eu ter te aquecido quando precisou. — Comentei com amargura. Se ela concordasse aquilo iria me magoar profundamente.
— Não, porque eu... eu estava implorando internamente para que você o fizesse. — O ar me faltou naquele momento e minhas pernas estavam dormentes. — E se é o que quer ouvir então sim Swan.. eu gostei do beijo. Mais que isso.. — Ficamos nos encarando enquanto a fala desapareceu de mim. — Mas é como você disse. Atrações bobas acontecem o tempo todo. Vamos apenas esquecer isso! — Meus olhos piscaram várias vezes de repente.
— O jantar esta na mesa. — Ouvimos Antenor na porta e logo eu a abri e fomos comer a sopa de sua esposa.
Estava uma delícia, já que eu estava com fome assim como Regina pelo que pareceu. Pois nunca a vi comer tão rápido. Dizemos ao casal que estávamos fazendo uma viagem até outro reino para explorar. E logo o homem de idade elogiava sua esposa fazendo um carinho na sua mão.
Disse que moravam naquela cabana desde jovens, construíram com o suor do rosto e desde então moram ali. Compram tudo o que precisam na aldeia mais próxima. Aquela vida parecia boa, ainda mais com o amor que os dois demonstravam um pelo outro.. pareciam tão felizes.
De repente ele deu um beijo carinhoso nela e os dois trocaram um sorriso apaixonado.
— Agora é a vez de vocês. — Quase me engasguei com sopa tossindo rapidamente tentando me recuperar. Eu tinha entendido direito?
— Desculpe? — Regina indagou sem entender.
— Vocês estão juntas certo?
— Só recebemos casais na nossa cabana.. é quase uma tradição. — Sua esposa comentou um pouco severa. Engoli em seco e fitei a morena ao meu lado que não soube como reagir.
— Ham.. é.. bom...
— Somos sim, é claro. — Abri um sorriso amarelo abraçando os ombros de Regina.
— Eu sabia! Você viu só como elas se olhavam Antenor?
— Assim como nós quando estávamos apaixonados. — O homem sorriu contente.
— Ah eu nem sei o que eu faria sem essa loira. — Regina comentou pegando minha mão e apertando de leve entrando no teatro. Me arrepiei, é claro.
— Isso é lindo. Agora provem esse amor num beijo apaixonado. — A senhora comentou com brilho no olhar.
— Bom, nós não precisamos provar não é amor? Já é evidente. — Meu nariz encostou no seu levemente. Senti seus suspiro e um sorriso brotou nos seus lábios. Tão linda..
— Sempre é bom demonstrar o que sentem uma pela outra.. vamos! — Antenor encorajou.
Regina me fitou e vi pelo seu olhar que ela estava apavorada. Tratei de me esforçar para relaxar e passei a mão na sua cintura lentamente. Ela arfou.. me enlouquecia quando fazia isso.
Sua mão tocou meu rosto fazendo um doce carinho que quase me fez fechar os olhos.
Então seus lábios se aproximaram dos meus num beijo lento e delicado. Meu coração acelerando exageradamente.
Eu estava descobrindo, conhecendo seu gosto com doçura e delicadeza dessa vez. Explorando cada mínimo detalhe de seu lábio inferior e em consequência disso o superior.
Macios e gostosos... deliciosos!
Naquele momento eu já estava fora de mim, na verdade quase em órbita. O beijo foi casto, porém envolvente, me deixando num completo estado de encanto.
Como eu previa os lábios de Regina eram apaixonantes. Ah mas que droga estou dizendo?
Abri meus olhos assim que o beijo terminou e encontrei os seus imediatamente. O castanho tão lindo e puro me fazia entrar num mundo onde apenas ele existia e assim a dona deles.
Acho que vou virar poeta quando voltar pra Storybrooke.
— É incrível o quanto é visível a paixão entre elas não é meu querido? — Regina desviou o olhar, confusa, e voltou a fitar o casal na nossa frente. Limpei a garganta e respirei fundo sorrindo meio torto para eles.
— Sim meu amor. Então.. como se conheceram?
— Bom.. — Comecei mas vi que não conseguia terminar.
— Eu estava vendendo algumas frutas pela aldeia e logo notei que Emma se aproximou jogando charme. Mas no fim ela só roubou uma maçã e saiu correndo. Ela é muito boa em fugir. — A olhei com reprovação mas ela me ignorou e continuou a sorrir. — Eu não gostei nada então eu corri atrás dela. Quando a encontrei ela se entregou e como recompensa pelo que fez me levou pra beber alguma coisa e foi então que tudo começou.
— Acho que posso entender o lado de Emma. mesmo ela fazendo errado o custo anda muito alto.
— Além do mais isso contribuiu pra unir vocês duas. — A senhora completou feliz.
— Com certeza estar entre os aldeões não é uma tarefa fácil. Agora quem é da realeza é muito mais privilegiado, não é amor? — Retruquei recebendo um chute na canela por baixo da mesa. Engoli a dor e forcei um sorriso.
— Felizmente deu tudo certo e agora somos tão apaixonadas. — Vi que a morena fez o mesmo que eu e logo bocejou disfarçadamente.
— Elas estão cansadas Antenor vamos deixa-las descansar.
— Amanhã podem seguir viagem renovadas, o que acham?
— Uma ótima ideia! — Me levantei após dizer. — Vem meu chuchu. — Peguei sua mão e fomos para o quartinho.
— Obrigada pelo jantar! — Ouvi Regina dizer antes de eu fechar a porta.
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— Foi a história mais besta que eu já ouvi. — Impliquei segurando o riso observando ela cruzar os braços.
— Pelo menos uma de nós teve a criatividade ao contar algo de última hora.
— Eu fui pega de surpresa, como eu ia saber que eles preferem os casais? Ou pior, que eles acharam que a gente era um!?
— E a ideia parece um absurdo pra você por que..? — Meus olhos cresceram levemente.
— Po-por que... nã-não responda a minha pergunta com outra pergunta Regina..
— Você fica adorável quando está nervosa. — Ela sorriu de canto mas logo arqueou uma sobrancelha.
— Não estou nervosa.. só que você desviou o assunto. Sorte que eles acreditaram na sua história.
— Parece que fazemos uma boa dupla então. Você faz a melhor parte do beijo e eu da história. — Então ela tinha gostado mesmo do beijo!?
— Pelo menos uma coisa que você goste em mim. — Revirei os olhos e atirei meu corpo na cama.
— O que quer dizer? — Senti seu corpo ao meu lado de barriga pra cima como eu.
— Eu sou uma péssima amiga, te abandonei, te magoei.. — Suspirei ao pensar nisso e logo um silêncio se fez. — quer dizer, não tem muito o que gostar em mim de qualquer forma.
— Emma você é incrível. Não diga bobagens! — Apoio minha cabeça na mão encostando o cotovelo na cama para vê-la melhor. — Realmente você é uma péssima amiga mas.. — Acabamos rindo juntas mas ela apenas fitava o teto. — Você é boa. Eu não te conheço muito bem mas.. vejo algo especial em você.
— Ainda temos mais um tempo pra nos conhecer. Claro, se você estiver afim..
— Eu estou! — Disse sem hesitar desviando os olhos para o meu rosto.
— Okay.. eu gosto de amarelo. — Comecei fazendo ela sorrir. — Minha cor favorita.. e a sua?
— Desde que eu te conheci.. acho que é verde. — Lançou um sorriso sedutor. Regina estava me cantando?? Tive que dar uma leve gargalhada. Senti minhas bochechas queimarem sem controlar. — E agora vermelho.
— Tá me deixando sem graça. — Escondi o rosto com a mão livre. — Ninguém me deixa sem graça! — Muito menos Regina.
— Eu acredito. Você é durona Swan.
— Estamos mesmo falando de mim? — Sorri em divertimento vendo sua careta. — O que? Acha que você é flor que se cheire?
— Acho mas eu não gosto quando as pessoas me magoam. Não consigo perdoa-las com facilidade. — De repente ela se fechou e voltou a olhar o teto. — Não é fácil pra mim.
— Eu sei disso. — Movi minha mão entre o colchão e senti um arrepio forte quando tocou a sua. — Regina não quero que pense que não vou errar de novo.. por que eu sei que vou mas eu prometo tentar ser uma amiga melhor pra você.. eu prometo. — Ela se virou e ficamos frente a frente com o rosto muito próximo um do outro.
— Tudo bem. Mas você sabe... amigas não se beijam Emma. — Meus olhos travaram nos seus.
— Eu já pedi pra esquecer aquilo. — Respirei fundo fitando completamente seus traços. — Eu não pensei, eu... não me controlei.
— Por que sou bonita demais? — Seus lábios se esticaram num sorriso.
— Não só por isso. Porque você é tão diferente da... — "Regina que eu conheci" — quer dizer... você é diferente. Linda como uma verdadeira rainha mas com alguns aspectos de princesa. Sedutora e tímida. Você insistiu em mim, em me ajudar. Foi tão maravilhosa.. — Naquele momento eu mal ouvia o que dizia, apenas me perdia na sua beleza. Sua boca se abriu pra falar mas logo se fechou e ela ofegou.
Percebi a linha extremamente perigosa que eu estava ultrapassando então voltei a mim mesma. — Então eu... agradeço por isso e espero que não queira mais pular em cima de mim pra brigar. — Soltei um sorriso nervoso ao ver ela me encarando daquele jeito profundo.
De repente seu corpo ficou por cima do meu e suas mãos seguraram meu rosto. Meu coração estava a mil e o ar já tinha se ido ligeiramente.
— Eu não vou mais fazer aquilo... não pra brigar. — Ouvir sua voz rouca tão perto do meu ouvido me fez virar os olhos e segurar um gemido.
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