True Love Sweenet
1 Minha pequena Lovett
Estava frio em Londres, era tarde e Nellie, conhecida ali como Senhorita Lovett, já entrara em casa depois de um longo dia de trabalho. Não gostava muito do que fazia, tortas não era sua especialidade, achava chato, não tinha paciência e sempre acabava queimando. Era muito desatenta, ainda mais agora que Sweeney morava em seu estabelecimento.
Sweeney era muito misterioso, por quem Nellie já fora perdidamente apaixonada, não era mais, ‘’ graças a Deus ‘’, pensava. O homem estava ali por justiça á sua esposa que havia desaparecido de forma estranha, precisava de ajuda pra isso, e a única pessoa que lhe vinha em mente era sua querida Senhorita Lovett. Ela aceitou a proposta, mas não com muito gosto.
Já fazia mais de um mês que estava morando ali, Nellie o ignorava sempre que podia, eram patadas atrás de patadas, foi uma mulher que nunca teve sorte no amor e ficava muito fria quando a assunto era esse, porem Sweeney estava disposto a quebrar essa geleira.
Onze horas da noite, era o que o relógio marcava, Nellie, com sede, foi até a cozinha pra beber um copo de água, desceu as escadas como uma pluma para não fazer barulho, abriu a porta do armário que ficava suspenso em cima da geladeira, pegou um copo, foi até a torneira e se serviu, satisfeita agora voltava para o quarto fazendo um enorme esforço para silenciar, detestava pensar na hipótese de acorda Sweeney, já que nem mesmo se falavam muito, sabendo que o que ela estava fazendo por ele era um favor. Chegou no primeiro degrau e sentiu uma mão lhe agarrar o punho, levou um susto e deixou escapar um gritinho:
— Aaah! Ah !!
— Calma Senhorita Lovett, sou eu
— Sim estou vendo! Precisava me assustar desse jeito?? Seu... seu...
Nellie tentou se desprender das mãos de Sweeney, mas ele a segurava mais forte ainda. Não conseguia terminar a frase, seus olhos penetravam nos dele, então os fechou, balançou a cabeça e continuou:
— Não é viável que o senhor fique perambulando pela casa essas horas da noite, se souberem que reside aqui virão me fazer uma série de perguntas que obviamente eu não terei paciência de responder.
— A Senhorita pode fechar essa boca e me escutar um minuto
— QUE GROSSERIA, QUEM O SENHOR PENSA QUE É? EU NÃO TENHO A OBRIGAÇÃO DE FICAR OUVIN..
Sweeney colocou sua mão na boca de Nellie fazendo sua voz silenciar.
— Fica quieta, ou a senhorita quer que a vizinhança inteira escute você gritando feito uma louca?!
Nellie, ainda com a boca tampada pelas mãos de Sweeney, tentava falar e só saia resmungos.
— Se você prometer ficar quieta e ouvir tudo o que tenho a falar, eu lhe solto.
Fez que sim com a cabeça, e ele realmente a soltou, ela ficou de boca fechada, mas olhando furiosamente para ele, que logo começou a falar:
— Pois bem Senhorita Lovett, primeiramente queria lhe dizer que estou cansado dessa sua grosseria, são patadas atrás de patadas...
— Mas.. — Nellie fez menção de falar, mas foi interrompida por Sweeney, que colocou o dedo indicado em seus lábios.
— Eu falo agora, lembra do combinado? Pois é! Como ia dizendo, estou cansado, de ser ignorado como se eu fosse um outro alguém qualquer, um de seus clientes chatos que a senhorita atende por obrigação, você não é assim Nellie, lembra de quando eu lhe chamava de Nellie ? Quando éramos tão amigos, e não havia formalidades entre nós? Eu lembro tão bem, sinto tantas saudades.
Nellie estava surpresa por saber que ainda existia um coração quente naquele homem, e continuo atenta ao que ele dizia:
— Nellie, tanto tempo passou, e preciso lhe confessar que, eu não voltei aqui pela minha esposa, até porque nos estávamos nos separando, eu não a amava mais como antes, eu sempre amei outra mulher a quem eu nunca tive coragem de me declarar. Eu tinha medo, medo de acabar com a amizade que eu tanto prezava, mas ela foi embora, ela me deixou.
Nellie olhava com eternidade pra Sweeney, havia lágrimas em seus olhos, ela não sabia o que fazer, então como de imediato, abraçou-o, forte e apertado, e foi correspondida. Ela tão pequena em seus braços, se sentia protegida. Sempre o amou apesar de ter negando isso nos últimos anos, apenas não queria sofrer, como sempre acontecia. Então se desprendeu de seus braços.
— Eu.. eu não sei se devo realmente acreditar no que diz, como posso saber que não é uma armadilha? Uma pegadinha ?
Sweeney segurou suas mãos e a puxou para perto dele, seus rostos estavam tão perto que seus lábios quase se tocavam, ela podia sentir sua respiração.
— Não tenha medo minha pequena Lovett, de hoje em diante eu estarei aqui para protege-la — Colocou suas mãos na nuca de Nellie, e repousou a cabeça dela em seu peito — Eu te amo.
Nellie levantou a cabeça, olhou em seus olhos, e em seguida o beijou, puramente e verdadeiramente. Eles realmente se amavam.
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