True Love

12 Missão de resgate parte dois


Notas iniciais
Finalmente a cena mais CLACE de todas https://youtu.be/hwkQCxRdVeA-Jean abre um portal de volta para o seu século. https://youtu.be/cHbfKcnShwM-Jean trás as lembranças de Alec de volta.

P.O.V. Aro.

Uma híbrida viajante no tempo. Então, a porta foi arrombada.

—Cam? Jace! Precisavam mesmo arrombar a porta?

—Se eu não arrombasse que graça teria?

—Como vamos voltar?

Então, ela fez uma cara de interrogação.

—Vocês tão vendo aquilo? Eu acho que é uma runa.

—Uma runa?

Ela tirou um palito da sua bolsa. E desenhou uma forma luminosa no ar, então ela a empurrou e um vendaval se iniciou na sala.

Então, um garoto apareceu. Ele simplesmente apareceu e era todo coberto por marcas.

—Boo!

—Vamos logo Jace o portal vai fechar!

Ela agarrou no pulso do garoto que agarrou na mão do outro e eles passaram por aquele portal que mais parecia uma tormenta dentro da sala.

P.O.V. Jace.

Finalmente estamos de volta ao século vinte e um.

—Nós estamos de volta finalmente.

—Você foi lá pra me salvar?

—Fui.

—Eu me lembro.

—Que bom.

—Não, você não entendeu. Eu me lembro.

—De que?

—De tudo. Desde o dia em que a Clary descobriu que era uma Shadowhunter até... o dia em que ela morreu.

—Eu sinto muito.

—Não foi sua culpa. Foi da Lilith. Ela é um demônio Jace, uma maluca.

Ela me deu um beijo.

—É bom ter você de volta.

—Eu não sou mais a Clary. Eu sou a Jean agora, mas eu tenho uma parte dela dentro de mim.

A mãe dela veio correndo.

—Jean! Minha querida filha.

Ela sussurrou um obrigado.

—Eu te amo mamãe, mas eu tenho que voltar para o reino Seelie. Nós demos a nossa palavra. Lembra?

—Sim. Eu me lembro.

Depois de um ano longe, ela finalmente voltou.

P.O.V. Jean.

Finalmente, vou poder ouvir música animada e eletrônica. Estou meio que de saco cheio de ouvir música de arpa.

E eu perdi muitas novidades.

—Então, o que eu perdi?

—Nós vamos casar!

—Ai Meu Deus! Parabéns tia Caroline.

—E eu vou ser daminha.

—Uau! Você tá gigante princesa.

Eu disse pegando a minha priminha no colo.

—E mais pesada.

—Aprendeu muita coisa com as fadas?

—Aprendi.

Hope já estava com sete anos.

—Eu te amo lobinha.

—Também te amo Jean.

P.O.V. Aro.

Agora que os meus gêmeos me abandonaram eu estou á mercê dos meus inimigos. O rumor de sua partida se espalha como fogo em palha seca.

P.O.V. Alec.

É estranho não ter alguém para me dizer o que fazer. E é bastante confuso. Mas, bom.

—Você vai precisar de roupas novas e um terno para o casamento.

—Casamento?

—Meus tios vão se casar. E toda a família vai na cerimônia.

—Então sou parte da sua família?

—Você é um de nós agora. É membro da família e nós protegemos a nossa família sempre e para sempre. Então, como vai a adaptação?

—Adaptação?

—A dieta nova.

—É estranho. Eu estou vivo, mas nunca estou completamente satisfeito.

—Então tá né.

—Você não tem esse problema. Bebe o sangue na geladeira.

—Você pode beber também. Não é como se o meu avô fosse implicar.

—Mas, se eu beber vou ter que usar lente de contato.

—Não necessariamente. Estou trabalhando num feitiço novo, um feitiço que se funcionar vai resolver esse problema estético.

—É estranho saber que bruxas existem de verdade.

Ela riu. Mas, então ficou séria.

—Eu não consigo nem imaginar o que vocês sentiram. Não entra na minha cabeça tamanha violência. Queimar uma pessoa viva?

P.O.V. Jace.

Ela me deu um beijo. É bom tê-la de volta.

Eu estava tão feliz, mas então eu a vi conversando com aquele vampiro italiano. Aquele desgraçado!

Mas, se nem mesmo a morte a impediu de voltar. Não vai ser um vampiro qualquer que vai ficar no meu caminho.

P.O.V. Alec.

Acho que nunca ninguém tinha mostrado real preocupação comigo.

—Eu não me lembro mais de nada daquilo.

—Eu imagino o desespero da sua mãe. Ela deve ter surtado.

—A minha mãe?

—É. Quer dizer, se ela tiver sido nem que seja um pouco igual a minha, ela deve ter lutado com unhas e dentes pra defender vocês. Você e a sua irmã são mutantes, sabia?

—Sabia. Levou um tempo para eu descobrir o que era mutante ou quem era o Mendel e o que ele tinha a ver com ervilhas.

Ela riu.

—Posso fazer você lembrar da sua mãe se quiser.

—Pode?

—Posso.

—Eu quero me lembrar da minha mãe.

—Fique parado.

Ela aproximou as mãos de mim, colocando-as uma de cada lado da minha cabeça. Então... começou.

—O que é isso?

—Estamos na sua mente. Nas partes mais profundas da sua memória.

Estava sol, havia um varal onde estavam pendurados vários lençóis e uma borboleta passou voando por nós.

Eu vi uma garotinha de olhos verdes, a borboleta pousou nos dedos dela e ela a colocou numa gaiola quadrada feita de madeira e gravetos.

—Quem é a menina?

—Eu acho que é a Jane.

Eu vi o Mestre Aro. Se aproximando sorrateiramente.

Então, um menino veio correndo e tomou a gaiola das mãos da garota. Eu podia ouvir a risada deles.

—E suponho que aquele seja eu.

—É.

Nós corríamos um atrás do outro, por entre aqueles lençóis e então... uma mulher que pendurava mais lençóis no varal. Ela tinha olhos azuis e cabelos negros ondulados. Usava um vestido marrom.

Eu puxei o vestido dela e ela olhou feio pra mim. Então, ela viu o Mestre Aro. E veio, se colocando entre ele e nós.

—Perdoe a intrusão senhora, mas eles são seus filhos?

—Sim. Eles são.

—Por acaso, são gêmeos?

—Sim.

Aro se animou.

—Eu jamais encontrei gêmeos em nenhuma das minhas viagens. A senhora pode achar estranho, mas poderia apresentá-los a mim?

—Eu creio que não há mal nisso. Esse é Alec e esta é Jane.

Ela deixou que nos aproximássemos. Eu peguei a mão dele.

—É um prazer conhecê-los. Meu nome é Aro.

Então, foi a vez de Jane.

—Eu acho que ela gosta de você.

Jane estava banguela.

—Fascinante. Tanto.. potencial.

Ele havia lido os nossos pensamentos, mas nós não sabíamos. Quando ele sumiu, nossa mãe ficou confusa.

Então, a lembrança avançou. Não éramos mais crianças. Éramos adolescentes. Estávamos correndo por uma campina.

—Eu ganhei de novo!

Disse Jane. E eu respondi:

—Você roubou!

—Ah, você estava perto Alec. Quase ganhou.

Disse ela me dando um empurrãozinho. Atravessamos uma ponte de pedra e fomos parar num vilarejo onde todos os habitantes olhavam feio para nós. Um deles cuspiu. Jane e eu demos as mãos.

—Você quer voltar?

—Não.

Nós seguimos o Alec e a Jane da lembrança e eles foram para a floresta.

—Veja que belas flores! A mamãe vai amar estas.

Disse Jane colhendo as florzinhas.

—Vá na frente Alec.

—Eu vou dizer a ela que está a caminho.

Então, ficou apenas a minha irmã. Ela caminhava na beira de um riacho, pegando as flores quando foi emboscada, cercada por três garotos.

—Vejam! Um dos bruxos da cidade.

Disse um deles e o outro disse enquanto a cutucava um uma vara.

—Que pena que o seu irmão não está aqui. Estão sempre juntos.

—Talvez precise de alguém novo com quem brincar.

—É. Nós temos um jogo para você.

Jane se arrastava no chão e implorava.

—Não. Por favor.

—Você é que precisa parar! Não devia ter amaldiçoado nosso vilarejo!

—Não queremos o seu tipo vivendo aqui, mas pode morrer aqui!

Eles estavam atacando ela.

—Isso pode doer um pouco.

Começaram a bater nela. Com paus e pedras e chutes, mas então algo aconteceu com eles. O nariz de minha irmã começou a sangrar e ela ficou inconsciente.

Nossa mãe veio correndo gritando seu nome. Veio acudi-la.

Ela despertava vagarosamente.

—Alec disse que você estaria em casa em alguns minutos, mas você não apareceu.

—Eu deveria ter ficado com ele.

—Isso não é sua culpa. Nada disso é sua culpa ou de Alec. Eles culpam vocês por tudo.

—Onde estão os garotos?

Perguntou Jane.

—Eles devem de haver fugido.

—Eu não me lembro em que estava pensando.

—Eu sei que estava tentando controlar... a si mesma.

Nossa mãe sabia. Já tínhamos poderes quando humanos.

Ela abraçava Jane e chorava.

—Devemos voltar para casa. Há de escurecer logo.

Jane mostrou as flores amarelas que estavam espalhadas pelo chão.

—Eu as estava colhendo para a senhora.

—São lindas. Minha doce Jane.

Ela colocou a flor atrás da orelha de Jane. Então, o meu eu da lembrança vem correndo, gritando e sendo perseguido por aldeões.

—Mãe! Mãe!

Então, olhando mais atentamente notei que não estava sendo perseguido, mas segurado.

—Mãe! Minha mãe!

Ela ajudou Jane a se levantar. A multidão enfurecida.

Um homem gritou:

—Onde eles estão?!

—Quem?

Perguntou nossa mãe.

—Nossos filhos! Eles foram coletar madeira e nunca voltaram! Estavam com essa bruxa mais cedo!

Disse uma outra mãe. Nossa mãe nos colocou atrás de si e gritou de volta:

—Minha filha foi atacada pelos seus meninos hoje! Olhem para ela!

—Então, ela tinha um motivo para feri-los! E tenho certeza que aquele tomou parte também!

Berrou o aldeão apontando para mim.

—Eu tenho certeza de que os seus meninos só estão brincando no bosque.

Disse nossa mãe apavorada e chorosa.

—Nós procuramos por cada centímetro! Á pé e á cavalo! Nossos filhos sumiram. E aquela precisa responder por isso!

—Você pagará pela magia negra dos seus filhos!

Jane se levantou contra a mulher o que fez os aldeões se afastarem.

—Vocês é que são os bruxos!

—Jane.

—Peguem ela!

Ela estava certa. Jean estava certa. Nossa mãe lutou por nós com unhas e dentes até o fim.

E quando a transformação acabou nós massacramos os aldeões sem misericórdia.

—Temos que voltar.

Eu abri os meus olhos e ela ainda piscava.

—Está sangrando.

—Tudo bem. Já vai passar.

Ela secou o nariz.

—Desculpe.

—Está se desculpando por sangrar? Se ele não consegue lidar com um pouco de sangue, não devia ter vindo.

—Jace! Não seja rude.

Ela o beijou.

—Então, aceita ser o meu par no casamento dos meus tios?

—Aceito.

—Infelizmente, como eu vou ser madrinha, ser o meu par vai ser meio que um saco.

—Nada com você é um saco.

Jean abriu o sorriso mais lindo do mundo.

—Awn, você é um amor. E aposto que fica lindo de terno.

Então, ela saiu de perto. Deixando apenas eu e o Shadowhunter.

—Fica longe dela sanguessuga. Ela é minha.

—Você nunca vai compreendê-la como eu. Nunca vai entender suas necessidades.

—Veremos.