True Love

54 Você tem a mim


Notas iniciais
Oi meus amores! Tenho uma triste notícia, provavelmente esse é o penúltimo capítulo dessa fanfic, sim ela está chegando ao fim e estou bem triste por ter que finaliza-la, mas tudo tem que ter um fim né? Bom aproveitem esse capítulo, boa leitura!

—Eu ainda não acredito nas coisas que eu fiz ontem – digo apoiando minha cabeça no vidro do carro.

—Eu sabia que você estava mal, mas não imaginava que estava tanto – diz Caroline no banco do motorista.

Olho para ela.

—Pelo menos eu me diverti – digo.

Ela me olha.

—Se divertiu mesmo? – pergunta.

—Sim, durante as ultimas duas semanas, não tinha me divertido tanto quanto ontem, mesmo que eu tenha transado sem camisinha – dou um tapa na minha testa – por que eu fiz isso?

—Transar com um cara gostoso?

—Não, transar sem camisinha... Eu posso ter grandes problemas.

—Eu sei, mas não vamos pensar nisso, vamos pensar que você se divertiu, afinal você já fez vários exames, vai dar tudo certo.

—É... E que transei, e eu não transava fazia meses.

—O último foi o Stefan né?

—Sim – suspiro – o que importa é que foi muito bom, e que eu me desprendi do Stefan finalmente, não me importo mais com ele, ou com o que acontece na vida dele.

—É isso que eu gosto de ouvir – diz Caroline sorrindo.

—Me sinto livre e feliz novamente – digo sorrindo – e com uma dor de cabeça...

—Bom chegamos, toma um café, ou um chá e vai para a cama.

—Pode deixar, a única coisa em que eu penso é a minha cama, e naquele cara gostoso.

Ela ri.

—Tchau – dou um beijo na bochecha dela.

—Tchau.

Saio do carro e entro em casa. Passei a noite na casa da Caroline, eu estava muito bêbada, se eu viesse para a minha casa, eu iria acordar todo mundo, ou ia cair da escada. E hoje mais cedo fomos ao ginecologista fazer uns exames, afinal eu transei com um cara sem camisinha ontem.

Vejo Jeremy em frente da porta da sala de estar.

—Onde você esteve? – pergunta sério.

—Ah você não sabe... – digo me aproximando dele – passei a noite em uma balada com a Bonnie e a Caroline, bebi muito e... – percebo que tem alguém na sala, olho para o sofá e vejo Hanna com os olhos cheios de olheiras e com lágrimas escorrendo pelo rosto – Hanna? – me aproximo dela, sento ao seu lado do sofá – o que houve?

Ela me olha, respira fundo e seca as lágrimas.

—Você ainda não sabe né? – pergunta.

—Não sei sobre o que?

—Ontem, Stefan e Damon foram passar o dia juntos, Damon queria ver os amigos e a família, então foram para a comunidade – ela abaixa a cabeça e tenta controlar o choro.

Estou preocupada, aconteceu alguma coisa com o Damon e o Stefan. Não aguento mais nada, eu estava tão feliz, depois de tanto tempo e agora tudo será estragado? De novo?

—Ficaram o dia todo lá, e de noite Stefan foi trazer Damon para casa, e ai... Ai o... – ela cai no choro.

—O que? O que aconteceu? – pergunto massageando as costas ela.

—Damon levou um tiro – diz Jeremy.

Olho para ele e o vejo em pé no canto da sala, com os braços cruzados e abalado com tudo isso.

—Tiro?

—Ele levou um tiro no peito e morreu na hora – diz ele.

Sinto meus olhos encherem de lágrimas, meu coração aperta e fica difícil de respirar. Cubro minha boca com as minhas mãos e abaixo a cabeça, começo a chorar. Não, mais outra perda não, não aguento mais isso, não pode ser! Ele era somente uma criança, com muitos anos de vida pela frente, não pode ser verdade.

Levanto-me do sofá rapidamente.

—Cadê o Stefan? Ele deve estar devastado! Ele precisa de mim, ele pode fazer alguma besteira, ele precisa de mim – digo correndo até o quarto dele, porém Jeremy me segura.

—Ele não está aqui.

Olho para Jeremy.

—Como não está? Eu preciso acha-lo, ele precisa de mim, ele deve estar muito mal, perdeu o irmão e... Ele precisa de mim, Jeremy – digo com lágrimas escorrendo pelo meu rosto, Jeremy me segura pelos dois braços.

—Você precisa se acalmar.

—Não, Stefan precisa de mim, ele precisa de mim, ele está devastado e... Ele precisa de mim – caio no choro e Jeremy me abraça.

—Calma – diz ele acariciando minha cabeça – sei que ele está bem, não se preocupe com ele agora.

Choro desesperadamente em seu peito me engasgo com as minhas próprias lágrimas, como Damon pode ter morrido? Como nunca mais verei aqueles olhinhos azuis?

—Ele era só uma criança – digo entre as lágrimas.

—Eu sei, ele não merecia isso.

Fico algum tempo abraçada com Jeremy, tentando processar tudo o que está acontecendo. Afasto-me de Jeremy e seco minhas lágrimas. Volto para a sala e vejo Hanna no mesmo lugar, com os olhos vermelhos de tanto chorar.

—Onde está o Stefan? – pergunto.

—Eu não sei, por isso que eu vim até aqui, pensei que você soubesse.

—Meu Deus... Ele deve estar devastado.

—Ele levou o irmão até o hospital, mas quando declaram a morte dele, Stefan saiu de lá e ninguém mais o viu.

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—Tem certeza que não o viu?— pergunto ao telefone.

—Não, já faz mais de uma semana e ninguém o vê... Elena, estou preocupado — diz Klaus.

—Eu sei... Eu não consigo dormir direito, ele pode estar em qualquer lugar... E você sabe como ele é, Damon era a única âncora dele, agora que ele o perdeu, não tem o porquê continuar sendo o mocinho.

—Ele ainda tem você.

Respiro fundo. Abaixo a cabeça e sinto uma lágrima descer. Ouvir isso apertou meu coração, mesmo que eu queira que isso seja verdade, sei que não é, ele teve a chance de me ter de volta, mas não quis, então não tenho a mesma importância que eu costumava ter.

—Não, ele não me ama mais como antes, a única coisa que ele tinha era o Damon, e ele o perdeu.

—Você sabe que... Que ele pode estar morto né?

—Não! Não! Não fale isso, ele não pode estar morto.

—Elena...

—Não! Ele deve estar em algum lugar bebendo e chorando, não pode estar morto... Não posso perdê-lo.

—Tentarei ter esse otimismo, mas as minhas esperanças vão acabando a cada dia que passa.

—Não podemos perdê-las, não vou me cansar até acha-lo.

—Eu também não, mas não quero encontrar só o corpo dele.

—Não vamos! Ele está vivo, eu acredito nisso.

Klaus suspira.

—Vou continuar procurando, não posso perder tempo — diz exausto.

—Tudo bem, boa sorte, qualquer coisa me liga.

—Pode deixar — ele desliga.

Jogo o celular na cama e abaixo a cabeça.

—Droga, Stefan! Onde você está? Por favor, apareça, você não pode me deixar, eu não vou suportar – digo chorando.

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Estou dirigindo meu carro até a comunidade, eu não aguento mais, faz mais de uma semana que Stefan desapareceu, ninguém o viu em lugar algum, ele não atende ao telefone, estou cada vez mais preocupada, não sei mais o que fazer.

—Stefan, sou eu, pela milésima vez, não sei quantas mensagens eu já deixei, mas não me importo, deixarei quantas forem possíveis. Eu entendo, você está sofrendo, Damon era tudo o que você tinha e agora você perdeu... Mas entenda que ainda tem pessoas que se importam com você e que estão preocupadas... Eu sou uma dessas pessoas, estou desesperada Stefan, por favor, me liga, ou volte para casa, eu não aguento mais isso... Por favor, me liga.

Suspiro e seco as lágrimas do meu rosto. Eu vou para aquela comunidade, e só saio de lá com o Stefan no meu carro, eu vou acha-lo, não importa como.

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Já se passaram três dias que estou aqui na comunidade e nada. Estou ficando na casa do Klaus, todo dia saímos de manhã e voltamos bem tarde, mas não encontramos o Stefan, minhas esperanças estão acabando, eu não sei mais o que fazer, ou aonde ir.

Vejo duas figuras no final de uma rua escura sem saída, caminho silenciosamente até as duas pessoas, percebo que uma está segurando um revolver e a outra está sendo refém. Começo a recuar, porém reconheço aquela figura, aquele cabelo, aqueles ombros... Stefan. Ando mais rápido e vejo Stefan apontando uma arma para um homem. Meus olhos se enchem de lágrimas ao vê-lo, ele está cheio de hematomas, cortes, cabelo bagunçado e os olhos vermelhos de tanto chorar.

—Stefan! – grito, ele me olha e fica surpreso por me ver.

Abro um sorriso.

—Eu sabia que estava vivo – digo.

—O que está fazendo aqui? Vai embora! – grita ele.

—Não! Eu vim te buscar, vou te levar para casa.

—Que casa?! Elena, saia daqui! Não quero que veja isso!

—Ver o que? Você fazendo um homem de refém?

Ele tira os olhos de mim e volta a olhar o homem.

—Me diz onde está o seu chefe! – grita Stefan.

—Eu não sei! – responde o homem – por favor, me deixe ir embora.

—Não! Me diz onde ele está! Ele matou uma criança de oito anos e você ainda o protege?!

Droga, ele está buscando vingança. Não, ele não pode continuar com isso.

—Stefan – digo.

—Elena, vai embora!

—Olha para mim... Stefan, olha para mim – ele me olha e vejo seus olhos cheios de lágrimas – eu sei que está com raiva e está triste, mas não precisa fazer isso, nada se resolve com violência.

—Ele matou meu irmão, Elena, ele matou o Damon! Uma criança inocente! Tudo para conseguir a porcaria do dinheiro dele!

—Eu sei... Mas se você matar esse homem na sua frente, você estará se pondo ao mesmo nível daquele homem, você não é um assassino.

—Se for para vingar a morte do meu irmão, eu serei um assassino.

—Não – me aproximo mais dele – eu te conheço, você não é um assassino... Você é Stefan Salvatore, o homem que sempre me protegeu, sempre me fez rir, me amou verdadeiramente, me fez uma das mulheres mais felizes desse mundo... Esse é o homem que eu conheço, esse é o homem que você é. Você foi um filho e um irmão maravilhoso, um namorado incrível, você não é um assassino.

—Elena... Você não entende!

—Não, eu não entendo, mas de uma coisa eu sei, você não quer fazer isso, sabe que isso não é o que seu irmão quer, ele nunca gostou desse seu lado, sempre gostou do Stefan que fazia de tudo por ele, o irmão que ele gostaria de se espelhar... Não esse homem frio. Damon nunca gostou disso e não irá querer que você mate por ele, você sabe disso.

Ele abaixa a cabeça e chora.

—Stefan... Larga essa arma.

Ele me olha e depois olha para o homem.

—Eu não posso...

—Você pode, Stefan não seja um assassino, não mate alguém pelo seu irmão, ele não quer isso... Eu não quero isso... – respiro fundo – se você ainda me ama, larga isso e volta para mim – estendo meu braço – você só precisa soltar essa arma, e vamos passar por isso juntos... Por favor, Stefan, solte isso.

Ele fica olhando para a minha mão e a arma.

—Stefan, eu te amo, mesmo depois de todo esse tempo, eu consigo ama-lo cada vez mais, você é o amor da minha vida, nunca amarei alguém como eu te amo, por favor, volte para mim – digo com lágrimas rolando pelo meu rosto.

Ele fica parado olhando para o chão por alguns instantes, e então abaixa o braço, coloca a arma no bolso da calça e anda até mim.

Abro os abraços e corro até ele, ele me aperta em seus braços. Sorrio e choro ao mesmo tempo. Como senti falta dele, do seu cheiro, da temperatura do seu corpo, dos macios fios de cabelo, dos fortes braços me envolvendo... Como eu senti falta do Stefan.

—Pronto, não precisa fazer mais nada, estou aqui, estarei ao seu lado – digo acariciando sua cabeça.

—Eu... Eu não sei como conseguir viver sem ele... Eu não tenho mais nada – diz entre o choro.

Afasto-me dele e pressiono minhas duas mãos em seu rosto, seco suas lágrimas.

—Você tem a mim, você sempre terá a mim – digo sorrindo.

Ele concorda com a cabeça, acaricio seu rosto e o abraço novamente, como se fosse nosso último abraço, o aperto cada vez mais, não quero me soltar nunca mais.

Notas finais
Comentem!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.