True Love
34 Sou um idiota
Notas iniciais
Estou sentado no jardim, olhando para o nada e pensando em tudo o que aconteceu ontem. Estou tão magoado e com raiva, que nem sei distinguir o que realmente estou sentindo, mas uma coisa é certa: estou muito decepcionado com ela. Porém desde o começo sempre imaginei que nunca conseguiria uma mulher dessas, e de repente eu a tenho? Só podia ter algo errado!
–Oi – escuto sua voz que me faz sair de meus pensamentos, olho para cima e a vejo em pé em minha frente.
Fico calado e olho para outro lugar.
–Sério que você ainda está considerando tudo o que houve ontem?
–Não, eu simplesmente esqueci aquela mensagem do seu ex e vou te beijar agora – digo ironicamente.
–É difícil de entender que eu não o amo? Que ele continua a correr atrás de mim, mesmo eu sendo clara diante dos meus sentimentos?! – ela grita nervosa.
Levanto-me e fico de frente a ela.
–Ele não correria atrás de você mesmo sabendo que está namorando.
–Mas ele está!
Reviro os olhos e bufo.
–Elena, inventa outra desculpa.
Ela fica quieta me olhando, vejo seus olhos encherem de lágrimas e depois de alguns segundos encarando-me, ela explode.
–Quer saber, foda-se! Pega a porcaria do meu celular e olhe todas as conversas, e veja se estou mentindo! – ela me entrega o celular violentamente – mas não ligo, porque se eu quero estar com alguém, eu preciso que essa pessoa confie em mim e acredite em mim quando eu jurar algo a ela, e que não desconfie de mim! – ela me dá as costas e sai pisando fortemente no chão.
Observo-a se distanciando e depois olho para o celular em minhas mãos. Desbloqueio-o e clico em “mensagens”, aproximo meu dedo da conversa entre ela e Matt, porém fico com ele parado. E se ela estiver certa? Como ela poderia namorar com alguém que não confia nela? Mesmo ela fazendo grandes declarações e jurando? Afinal eu não vi nenhuma mensagem dela para ele, e sim somente aquela mensagem dele. Talvez ele ainda tenha esperanças em tê-la de volta e continua a insistir. E ela tenha mesmo trocado ele por mim, ela pode me amar mesmo... SOU UM IDIOTA!
Solto o celular, deixando-o cair no chão, saio correndo para dentro de casa, olho pelo andar de baixo e ela não está. Deve estar em seu quarto. Corro pela escada e paro em frente da porta fechada, ponho minha mão na maçaneta e a giro, abro a porta lentamente e olho pela pequena fresta, ela está de costas olhando para a janela, totalmente imóvel. Abro a porta vagarosamente, sem fazer o mínimo de barulho, entro no quarto e a fecho. Ela não percebeu que estou aqui e continua imóvel de frente para a janela. Aproximo-me silenciosamente, passo meu braço em volta de sua barriga, ela se assusta, mas fica calada, somente ouço sua respiração ofegante. Junto seu corpo ao meu, e com a outra mão deslizo-a pelo seu ombro.
–O que está fazendo aqui? – pergunta ela calmamente, mas ao mesmo tempo friamente.
–Vim te pedir desculpas, por eu ter sido o pior namorado do mundo – sussurro em sua orelha.
–Só por que viu as mensagens acredita em mim? – ela pergunta indignada.
A minha mão que estava em seu ombro, vai descendo pelo seu braço.
–Não precisei ver, percebi que estava sendo um idiota, estava com medo de te perder e fui um babaca.
–E se eu não acreditar em você?
–Quero que saiba que você foi a única mulher que me deixou completamente apaixonado, e que por você ser tão linda e delicada, e por eu ser totalmente o contrário pensei que seria fácil de te perder para um playboy – minha mão encontra a dela e com as pontas dos meus dedos, acaricio sua mão – afinal olha para você e depois olhe para mim, nunca que alguém como eu conseguiria uma mulher igual a você, mas eu consegui e fiquei inseguro – desço minha mão pelo se vestido, e logo sinto sua pele em meus dedos, aperto sua coxa e ouço um pequeno gemido – porque eu te amo tanto e não consigo me ver sem você – ela põe sua mão sobre a minha que está sobre sua coxa, e a entrelaça com a minha – me desculpe por ser um idiota.
Ela vira-se em minha direção, põe suas mãos em meu rosto.
–Está desculpado – puxa minha cabeça em direção a sua e me beija.
Minhas mãos vão diretamente para sua bunda, enquanto as dela vão para meu pescoço. Andamos pelo quarto até nos aproximarmos da cama, afasto-me dela e a empurro na cama, ela dá um sorriso para mim que me faz quere-la mais ainda. Ajoelho-me na cama e caminho até ela, subo em cima dela desabotoo seu vestido lentamente, já que a abotoadura é na parte da frente, fica muito melhor. Retiro-o de seu corpo e observo essa lingerie preta em seu maravilhoso corpo, ela prende suas pernas em meu quadril e me puxa contra si, me beija selvagemente, então rola na cama, ficando por cima. Ela retira minha camisa e beija meu abdômen lentamente, fazendo-me soltar alguns gemidos e vai subindo até chegar ao meu pescoço, onde dá uma mordida que me faz arquear o corpo. Rapidamente retiro minha calça e logo ela tira minha cueca, ela passa a mão pelo meu membro totalmente excitado, fazendo-me fechar os olhos e contrair todo meu corpo. Depois ela volta a beijar minha boca, então ponho minhas mãos na abotoadura de seu sutiã e o tiro. Impaciente ela retira depressa sua calcinha e penetro. Foi uma das melhores transas da minha vida, essa mulher me enlouquece e me satisfaz com qualquer coisa que ela faz, eu sou fascinado pelo seu corpo, não sei como consigo ama-la tanto assim.
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POV. Elena
–Você nunca mais me falou da dívida com os traficantes – digo. Eu e Stefan estamos sentados no sofá há algumas horas conversando.
–Estou conseguindo pagar, aos poucos, mas estou conseguindo – diz meio inseguro.
–Por que sinto que não está me contanto toda a verdade?
–Mas estou! Juro, o salário que está me pagando é tudo para eles, quero me livrar dessa maldita dívida!
Fico olhando para ele, tentando decifrar se ele está mentindo ou falando a verdade.
–Hum... Espero que seja isso mesmo.
Ele me encara.
–É sim, eu não mentiria pra você.
–Tudo bem – digo convencida da história dele.
Ele solta um suspiro.
–Eu estou querendo ir à comunidade, visitar minha família e amigos, você quer ir?
–Claro! – digo animada – sempre quis conhecer direito lá, afinal as vezes que eu fui lá, não foi por boa causa.
–Sim... Podíamos ir hoje mais tarde.
–Ok, vou subir então.
–Também vou.
Subimos as escadas, eu em frente e Stefan logo atrás de mim. Começo a caminhar pelo corredor, então sinto sua mão em minha cintura, que logo me prensa na parede, ficamos com os rostos grudados um no outro.
–O que pensa que está fazendo? – pergunto olhando para seu lábio.
–Me divertindo um pouco – ele me beija, coloca suas mãos em minha costa e vai andando por ela rapidamente, prendo minha perna direita em sua cintura e logo ele pressiona uma mão nela e a aperta. O oxigênio acaba, então ele direciona sua boca até meu pescoço e dá várias mordidas que me faz fechar os olhos, e morder meu lábio inferior.

Abro meus olhos e vejo Jeremy um pouco distante de nós, olhando meio envergonhado.
–Merda – digo.
Stefan afasta seus lábios do meu pescoço.
–Que foi? – ele pergunta.
Ponho minhas mãos em seus ombros e o afasto, ele acha estranho, porém vê Jeremy.
–Droga – diz ele.
–Eu posso explicar...
–Lena relaxa! Eu sei o que estava acontecendo, não sou criança, só acho que é melhor vocês fazerem isso em outro lugar.
–Hã... – meu rosto está queimando de vergonha, não sei o que dizer – vou arrumar minha mala – dou um sorrisinho e abro a porta do meu quarto.
–Eu... Eu vou ajuda-la – diz Stefan e logo entra atrás de mim.
Fecho a porta.
–Que vergonha! – digo.
Ele começa a rir.
–Foi engraçado.
Encaro-o.
–Não foi! Foi constrangedor! – solto um suspiro – Bom, vou arrumar minhas coisas.
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