True Love

44 Somos uma família


Notas iniciais
Oi meus amores! Infelizmente essa semana eu voltei para a escola, e isso quer dizer que: sem mais paz! E sim, vai ocorrer atrasos nos capítulos, não porque eu queira, mas porque não tenho tempo, então espero que entendam. Boa leitura!

Ontem eu soube uma das melhores noticias da minha vida inteira, vou ser pai. E não de qualquer mulher, e sim da mulher que eu amo. Imagino que deve estar sendo difícil para ela, afinal pensa que eu a trai. Preciso contar a verdade a ela, não posso deixa-la sofrendo por essa mentira, ela precisa de mim agora mais do que nunca, mesmo que eu tenha que acabar com o meu plano de protegê-la. E terei que acabar com outro plano, não vou poder matar aquele cara, Elena vai ter um filho meu, não posso simplesmente ser um assassino para o meu filho, não quero que ele cresça sabendo que seu pai é um assassino, infelizmente vou ter que manter a minha divida com os traficantes.

Caminho pelo andar de baixo e não a encontro, vejo Katie aspirando o pó da sala.

—Katie – digo.

Ela olha para mim.

—Você sabe onde está a Elena?

—Acho que está no quarto dela.

—Ah, obrigado – ela acena com a cabeça e volta ao seu trabalho.

Saio da sala e paro em frente à escada, há quanto tempo não vou lá? Subo os degraus, paro em frente da porta fechada e bato nela.

—Está aberta! – escuto sua voz doce de dentro do quarto.

Abro a porta e a vejo, sentada na cama estudando os livros da faculdade, ela levanta os olhos e me olha. Percebo que não esperava que fosse eu na porta.

—Eu preciso falar com você – digo.

—Agora não é uma hora muito boa – diz mostrando os livros e cadernos espalhados pela cama.

—É algo muito importante – caminho até a cama.

—Tenho certeza que dá para esperar.

—Mas...

—Stefan, eu estou tentando estudar, que é algo que não venho conseguido fazer a dias! – diz com o tom alterado e volta a olhar para os livros.

Respiro fundo tentando me acalmar, mas não adianta.

—Aposto que se fosse o seu amiguinho rico, não iria ignora-lo – digo e ela me olha.

—Como é?

—Vai-me dizer que é mentira? Afinal vocês estavam bem próximos naquele dia.

—Stefan, saia, por favor – diz tentando conter o tom de voz.

—Agora é isso? Sou como um simples empregado?

—Sim, você é! – diz gritando.

—E depois que essa criança nascer, quem você vai apresentar como pai? Eu ou o playboy? – ela fica me encarando, não acreditando no que estou falando – talvez minta para ela, porque seria uma vergonha que o pai dela fosse um drogado e pobre – ela afasta os livros com um movimento, alguns caem no chão, e então se levanta.

—Não diga isso! – diz próxima a mim.

—Ou, talvez você nem saiba quem é o pai, afinal você vem transando com muita gente.

Ela dá um tapa na minha cara.

—Sai daqui, agora! – grita com os olhos cheios de raiva – vá embora!

Fico parado olhando-a, vendo seus olhos aos poucos se encherem de lágrimas.

—Vai embora, Stefan! – grita me empurrando sem olhar na minha cara – vai embora!

Ela começa a dar socos em meu peitoral, seguro seus pulsos levemente, ela me olha, solto seus pulsos e me afasto saindo do quarto.

Sim, eu explodi dentro daquele quarto. Estou com ciúmes dela com aquele cara, e com raiva dela me tratar feito um lixo. Não aguento mais isso, eu tentei contar a verdade, mas ela não deixou.

POV Elena

Afundo na cama e choro até me engasgar com as minhas próprias lágrimas. Como ele pôde ter falado aquilo para mim? Aquelas palavras me machucaram, era como se ele me chamasse de uma vadia qualquer, sendo que na verdade eu não transei com o Elijah, e nem pensei em fazer isso. Ele foi frio e duro comigo, sendo que estou carregando um filho dele, isso nunca vai dar certo.

—Lena? – escuto a voz de Jeremy.

Levanto meu rosto dos meus braços e olho para Jeremy, que quando me vê, se apressa para sentar ao meu lado e me olha preocupado.

—O que está acontecendo?

Aconchego-me em seus braços e volto a chorar. Agora estou mais sensível do que antes, qualquer coisa me faz chorar, principalmente aquelas palavras do Stefan. Conto tudo a Jeremy, desde que descobri a gravidez até essa conversa com o pai do meu filho. Ele me apoiou o máximo que conseguiu e tentou me acalmar, o que eu seria sem meu irmão?

—Você precisa contar pro pai e pra mãe – diz passando seus dedos pelo meu cabelo, enquanto estou deitada em seu colo.

—Eu sei... Só preciso de tempo para pensar e coragem.

—Vai dar tudo certo, só não esconda algo tão grande deles por muito tempo.

—Tudo bem, prometo que irei contar.

—Ótimo – ele sorri – vou ser mesmo tio? Nem acredito.

Sorrio ao ver o brilho no olhar dele.

—Pois é, tio Jeremy.

—Imagina uma Eleninha correndo por todos os lados?

Rio.

—Seria a melhor criança do mundo.

—Seria, porque o tio que iria cuidar e ensinar ela.

—Ah para de se gabar, eu que cuidei de você.

—Para de exagerar...

—Sou cinco anos mais velha, então já troquei sim suas fraldas.

Ele ri.

—Saudades daquela época da gente correndo pelo jardim, fazendo bagunça e brincando juntos – diz ele.

—Sim – digo dando um sorriso – agora vou ser mãe e você vai fazer 19 anos.

—Que coisa não?

Rimos juntos.

—Nossa... Vai fazer um ano que fomos assaltados – diz surpreso.

Já vai fazer um ano que eu estou enrolada com o Stefan? Como pode ter passado tão rápido? Tudo que passamos vem em minha cabeça como flashback, todos os momentos ruins e bons, todas as vezes que me senti feliz e segura por estar em seus braços, todos os sorrisos que ele me fez dar, todos os beijos e abraços que pareciam a melhor sensação do mundo... Eu o amei tanto, e só agora percebi que esse Stefan nunca existiu, era somente fingimento.

—Lena? Você está bem? – pergunta Jeremy.

Ele me tira de meus pensamentos, percebo que estou chorando.

—Estou, é só que... Tudo me veio à cabeça de novo.

—O assalto? Ou o seu namoro com o Stefan?

Fico calada e só solto um suspiro.

—Eu sei que você deve pensar que ele é o único amor da sua vida, mas saiba que não é, você ainda irá encontrar.

—Espero que esteja certo.

—E estou, eu prometo que irá encontrar alguém que a mereça.

Sorrio.

—E temos que arrumar as coisas para a Ação de Graças – diz animado.

—O que? Mas já?

—Sim, é nessa quinta-feira.

—Meu Deus, eu me perdi totalmente – como pude esquecer o meu feriado favorito?

—Não tem como te culpar, você descobriu que está grávida do seu ex que te traiu, não é algo fácil.

—Você falando assim chega a doer mais.

—Desculpa – diz acariciando meu rosto.

—Tudo bem, é a verdade – solto um longo suspiro – quer saber? Chega dessa maldita fossa – sento na cama e seco minhas lágrimas – a Ação de Graças é um dos meus feriados preferidos, então não vou desperdiça-lo, e também vamos planejar algo para o seu aniversário – digo sorrindo.

—Lena, é daqui a dois meses.

—Menos de dois meses – digo corrigindo-o – vai querer festa?

Ele sorri.

—Ainda bem que você voltou, aquela Elena chorona é uma chata.

Rio.

—Não vou querer festa, quero passar a noite bebendo, dançando e me divertindo com os meus amigos.

—Ok – digo – vou procurar a melhor balada, deixa comigo.

—Sempre querendo cuidar dos dias festivos.

—Óbvio!

—Então o que acha de descer e começar os preparativos para o feriado?

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Um dia antes da Ação de Graças, resolvo contar a verdade aos meus pais. Não vou conseguir passar o feriado com eles escondendo esse segredo, óbvio que posso estragar tudo, mas já escondi por muito tempo, eles precisam saber.

Estamos todos sentados na sala, eu, Jeremy, meu pai e minha mãe. Preferi não chamar o Stefan, pode trazer mais confusão ainda, sem contar que estamos brigados. Eu, Jeremy e meu pai estamos sentados no sofá maior, já minha mãe em uma poltrona próxima da gente. Meu corpo está congelado, minhas mãos suando e estou tremendo, Jeremy segura a minha mão, olho para ele e ele dá um sorriso. Respiro fundo.

—Então? O que tem de tão importante para nos contar? – pergunta meu pai ao meu lado.

Todos ficam calados, esperando eu falar.

—É que aconteceu algo comigo há algum tempo – digo olhando para o chão — e eu preciso contar a vocês – olho para eles e vejo que estão atentos ao que vou falar – eu... É que eu... – suspiro – estou grávida – vejo os olhos espantados dos meus pais, eles estão completamente chocados.

—Como isso aconteceu? – pergunta meu pai.

—Pai, você sabe muito bem o que aconteceu – digo.

—Como você deixou isso acontecer? Meu Deus, um filho? – diz totalmente assustado.

—Nem eu sei – digo.

—É do Stefan? – pergunta ele.

—Sim.

—E vocês terminaram né?

—Sim – digo suspirando.

—Meu Deus Elena, o que você tinha na cabeça?

—Eu sei, desculpa pai, eu não queria isso agora, nunca quis, não era para... – digo atropelando uma palavra atrás da outra e sentindo a minha garganta arder, por eu estar segurando o choro.

—Calma filha – diz segurando minha outra mão e acariciando-a, olho para o gesto e sinto minhas lágrimas sumirem, ele olha fixamente para os meus olhos — Olha querida, eu sempre quis ter um neto, mas com alguém que você estivesse casada e que você já tivesse terminado a faculdade.

—Eu sei, mas aconteceu e eu não sei o que fazer...

—Ei, relaxa – diz calmamente e respiro fungo — Ele já sabe?

—Sim, e disse que vai me ajudar e apoiar o máximo – digo.

Ele dá um pequeno sorriso.

—Mesmo que não seja a hora para isso, eu estou muito feliz, a única coisa que eu queria mais na vida era ser avô, e eu serei – abro um sorriso e ele me abraça, começo a chorar em seu ombro – querida, se acalme, estarei do seu lado prometo.

Estou chorando de emoção, meu pai foi tão compreensivo e carinhoso, não imaginava isso, e sim um sermão, e estou mais feliz por ele ter ficado feliz com essa noticia, mesmo que não fosse a hora ainda.

—Obrigada, pai, eu vou precisar de você mais do que nunca – digo em meio de choro.

Ele me afasta e seca minhas lágrimas.

—Eu te amo, meu amor, você pode precisar de mim o quanto quiser, eu estarei lá.

Sorrio.

Minha mãe, eu esqueci completamente dela, olho para ela na poltrona, ela está paralisada, olhando para o chão, sem dizer uma única palavra.

—Mãe? – digo.

Levanto-me e me ajoelho em sua frente, ela me olha completamente assustada e pasma, eu sabia que não seria fácil. Seguro sua mão.

—Um filho? Um bebê? – diz e começa a sentir falta de ar.

—Mãe! – digo.

Meu pai e Jeremy se aproximam.

—Miranda, o que foi? – pergunta meu pai preocupado.

—Afastem-se, ela está com falta de ar – digo e eles fazem o que peço – Katie! – grito.

Ela aparece rapidamente.

—Sim?

—Pegue um copo de água gelada, rápido!

—Sim, senhora – ela sai correndo.

—Mãe? – digo tentando acalma-la, mas ela continua a respirar ofegantemente – mãe me escuta! – aperto suas mãos, ela tenta encontrar meus olhos – se acalma, inspira e expira – ela continua com falta de ar – mãe olha para mim! – ponho minhas duas mãos em seu rosto e faço ela me olhar – se concentre em sua respiração e ouça minha voz. Inspira... Expira... Inspira... Expira... – aos poucos ela vai conseguindo respirar.

—Aqui – diz Jeremy com o copo, o pego e ajudo minha mãe beber.

Meu pai fica massageando as costas dela, enquanto ela bebe. Quando ela termina, dá um longo suspiro e fecha os olhos. Entrego o copo a Jeremy.

—Mãe? Você está bem? – pergunto.

Ela abre os olhos e me olha preocupada.

—Estou, eu só fiquei... Fiquei assustada com a notícia, eu não esperava isso.

Nem eu.

—Bom, eu não posso dizer que estou tão feliz com a notícia, porque queria que você estivesse casada, mas é um neto, não posso deixar de ama-lo, e nem largar a mãe dele, que vai precisar de mim – fico boquiaberta, não esperava nunca isso da minha mãe, será que ela ouviu que é do Stefan?

—Mas mãe...

—Querida, eu não gosto nem um pouco daquele homem, mas o que se trata agora é da minha filha e do meu neto, não vou abandona-la agora, eu já passei por isso duas vezes, e vou te ajudar a passar por esses longos nove meses, nunca deixaria você sozinha, sei o quão você sente a necessidade de alguém ao seu lado.

Abro um sorriso tão grande, que nem sei se é possível, e a abraço, ficamos alguns segundos e então nos afastamos. Confesso que não esperava isso dela, NUNCA eu esperaria isso, nem em outra vida, mas ela simplesmente me surpreendeu e só tenho a dizer que estou orgulhosa, ela superou seu preconceito idiota por mim.

—Obrigada a todos vocês, as únicas pessoas que eu precisava que me apoiasse era a minha família, e eu consegui isso – digo me levantando.

Jeremy me abraça.

—Somos uma família, é para isso que ela serve.

Notas finais
E ai?! STEFAN IA CONTAR A VERDADE BRASEEEEL! Mas deu merda... O que acharam da atitude da Elena? E do Stefan falando aquelas coisas a ela? E ESSE TAPA? VRAAAA! Leninha arrasou! Esse gif ainda pra completar... Jeremy sendo o M-E-L-H-O-R irmão do mundo, amo essa relação dos dois! E a reação dos pais da Elena? O povo aceitou de boas, como assim? Parece que os Gilbert não são tão ruins como pensávamos. Essa última fala: ai meus feelings. Enfimmm comentem, recomendem, favoritem, beijem, cheirem, façam tudo ae, bora ajudar a tia aqui, escrevo essa fic com todo amor e carinho, bora escrever as opiniões, não custa nada né non? BEIJOS DE LUZ PARA VOCÊS!