True Love
21 Preparativos
Notas iniciais
Depois de um longo dia de exames, estou agora sentando na minha cama relaxando. Elena acabou de voltar da faculdade, pois foi explicar o porquê de ela ficar um mês sem ir, afinal chegamos ontem a noite, então não deu tempo para ela ir. Sobre isto, isso me iludiu e me deixou tão feliz que eu me acho um completo idiota. Ela largou a faculdade por mim, só por que sou seu melhor amigo? Não sei o porquê, mas não acredito nisso, afinal temos uma química muito grande, tantas vezes ficamos um olhando para o lábio do outro, porém nunca fazemos nada, eu por ter medo dela ficar com raiva de mim, e ela provavelmente porque namora. Mas ambos sabemos o que sentimos quando estamos bem próximos um do outro.
–Você vai ficar bem? – pergunta ela sentada na cama.
–Vou – digo.
–É que eu passei todo esse tempo dormindo com você, e agora te deixar dormir sozinho... Me deixa meio tensa, tenho medo de acontecer alguma coisa.
–Então deite comigo – digo deixando um espaço para ela deitar.
Eu quero muito dormir com ela de novo, sentindo seu perfume e sentindo o calor do seu corpo. Sim eu a provoco, e sei que ela odeia isso, mas eu gosto e sempre irei fazer isso, eu a quero para mim.
–Hã – vejo que ela fica meio nervosa – tá – diz finalmente.
Dou um sorriso malicioso.
–Ei, tira esse sorrisinho – diz ela apontando para a minha boca – é só hoje, eu juro.
–Que sorriso? – digo me fingindo de desentendido.
–Esse malicioso.
Rio.
–Tá, juro que me comporto – levanto as mãos.
Ela me encara, então se vira e desliga a luz. Não consigo enxergar nada, até que sinto um movimento na cama, então começo a enxerga-la se deitando, ela se aconchega e fica me olhando, faço o mesmo, ela fecha os olhos, porém continuo a olha-la. Como pode ser tão linda? Estou completamente apaixonado por essa mulher, ela me deixa louco e sem consciência. Ela abre os olhos, então me olha profundamente e põe uma mão em meu rosto. Diga-me que não estou sonhando, eu só preciso de um beijo dela, somente um beijo. Ela aproxima mais ainda seu rosto do meu, fazendo nossos narizes se encostarem, então para ali, olhando para minha boca. Não perderei essa chance! Dou um leve movimento para a minha boca encontrar a dela.
–Não posso – ela afasta seu rosto – eu estou com o Matt, não dá.
E mais uma vez fui feito de idiota. Não sei por quanto tempo eu vou conseguir ser paciente com tudo isso! Eu não sei o que ela sente por mim, mas se ela sente algo, ela precisa me demonstrar com algo mais, não somente com quase beijos e olhares, porque isso está me destruindo aos poucos.
Ela vira para o outro lado da cama. Demoro um pouco para cair no sono, pois fiquei somente pensando no que tinha acabado de acontecer.
1 mês depois
Vejo Elena correr pela a casa apressada e estressada. Fico quieto tomando café e observando-a.
–Elena, calma, vai dar tudo certo – diz ela falando sozinha.
–Você está bem? – pergunto.
–Ah droga! Quase me esqueci! – ela vem até mim – pegue – ela estica o braço com um envelope.
Pego.
–O que é isso?
–Convite para a minha festa de aniversário.
–O que? Você está me convidando?
Ela estranha minha pergunta.
–Pensou que eu não iria?
–Sim, afinal vai ter só gente rica e de alta...
–Não! Stefan, pelo o amor de Deus, sem condições! Não me importa de qual classe social você é, você é meu amigo e faz parte da minha vida.
Sorrio.
–Durante a festa vai tocar musicas, então se você puder trazer alguém para dançar com você, seria bom.
–Tá.
–Você tem par?
–Não, mas vou arranjar um.
–Ok – ela dá um beijo em minha bochecha e sai apressada.
Rebekah. Ainda converso com ela, ela é bonita e gostosa, e ainda dá para tirar uma casquinha, afinal sinto falta das nossas noites na viagem que fiz com Elena, então irei convida-la.
–Por que você me deixa assim? – pergunta, mesmo sabendo que não vai ter resposta – mesmo em coma continua lindo e sexy. Sabia que você pode estragar minha vida né? Meus pais iriam me odiar – ri – mas para a minha sorte tenho um namorado que pode segurar meus sentimentos – continua acariciar seu rosto – porque se não fosse ele, eu já estaria loucamente apaixonada por você.
Ela fica um tempo quieta.
–Com certeza você não vai se lembrar disso, então por isso eu farei – sinto sua mão sobre o meu rosto e ela começa acariciar. Então pressiona seus lábios sobre os meus e sinto como uma corrente elétrica percorrendo minhas veias, então meu coração acelera, com aquele simples toque – então você sentiu isso né?
Mais uma memória do meu coma. Ela me beijou. Meu coração está acelerado e um sorriso bobo está no meu rosto, sou um idiota quando se trata dela, fico totalmente vulnerável e bobo. A pedra no nosso caminho é o Matt, e se eu continuar insistindo, ela vai se render, não vou desistir do amor dela, não depois disso, eu vou tê-la para mim, algum dia eu terei.
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POV Elena
Estou dentro do meu quarto, ensaiando a dança para a minha festa. Sim o Matt deveria estar aqui, mas como sempre ou está atrasado, ou não vem. Isso já está me deixando completamente impaciente! Desde que ele foi promovido na empresa do pai dele, isso tomou o tempo dele todo, eu só consigo vê-lo uma vez por semana, e olha que tem vezes que eu nem consigo! Mando mensagens em um dia, só depois de dois ou três ele consegue me responder, ligações eu nem tento mais, ele NUNCA atende, isso está me tirando do sério. Ele sabe o quanto essa festa é importante para mim, e por causa de uma porcaria de emprego, que o pai dele deu, ele me ignora completamente.
–Oi – escuto a voz de Stefan na porta.
Paro de dançar sozinha e olho para ele.
–Oi – digo.
–O que está fazendo? – pergunta.
–Treinando para a dança da minha festa.
–Treinar? – diz entrando no quarto.
–É que eu vou dançar na festa.
–Não precisa de um par?
–Preciso, eu chamei o Matt, só que ele não veio, de novo – digo exausta e sem paciência.
–Quer que eu dance?
Um sorriso se abre em meu rosto. Como ele consegue se importar tanto comigo? E se preocupar tanto assim? Nem o Matt me trata desse jeito, afinal nunca me tratou. Stefan é um cara incrível, isso cada vez mais me deixa louca por ele.
–Claro – digo.
Ele fecha a porta do quarto e se aproxima de mim.
–Vai dançar só você e o Matt?
–Sim, eu reservei uma dança para nós dois.
–Ah... Eu não tenho a mínima ideia de como começar – diz ele meio perdido.
–Você põe sua mão – estico minha mão para tocar na sua, mas ele já coloca sua mão em meu quadril, fazendo meu corpo todo estremecer com um simples toque. Respiro fundo – e segura minha mão – estico meu outro braço, então ele entrelaça nossos dedos, olho pra a nossa mão e depois para ele. Seu olhar é tão sedutor e tão profundo, que eu fico envergonhada por ele me olhar daquele jeito.
Começamos a rodopiar pelo o meu quarto, vou ensinando os passos e rapidamente ele os entende. Durante a longa dança não tiramos o olho um do outro, sempre nos olhando profundamente e com muito desejo de ter o outro, mas ás vezes riamos, porque ele pisava no meu pé. No final, ele me pega no colo e gira devagar, e nossos corpos vão se juntando de acordo com o giro, até nossas testas grudarem. Então ele me põe no chão, pressiona sua mão nas minhas costas e vai me inclinando lentamente para trás e depois sobe, e ficamos nos olhando. A dança acaba.
–É isso – digo.
–É muito bonita – diz.
–Sim – digo e me afasto dele.
–Se quiser eu posso vir mais vezes, afinal está cada vez mais perto da festa.
–Tudo bem, eu quero, afinal é meio difícil do Matt vir né.
Ele dá um sorriso acolhedor.
–Com quem você irá?
–Vou com a Rebekah.
–O que?
–A Rebekah, lembra?
–Lembro, mas não entendi o por que.
–Porque eu quero.
–Stefan, não quero aquela vadia na minha festa.
–Não a chame assim!
–É o que ela é.
Ele bufa.
–Para que tanto ódio? Ela nunca te fez nada!
–Ah não? Por causa dela eu quase fui estuprada!
–Não foi culpa dela.
–Se ela não tivesse se atirado em cima de você, você não teria ido atrás dela.
–Então a culpa é minha.
–Não. É dela!
Ele respira fundo.
–Eu preciso ir, prometi a sua mãe de leva-la ao médico, não quero me atrasar – ele me dá as costas, abre a porta e olha para mim – se ela não pode ir a sua festa, quer dizer que eu também não – ele fecha a porta.
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Aqui estou eu, caminhando até a loja para ver o meu vestido. Entro.
–Olá – diz a mulher atrás do balcão.
–Oi, eu mandei fazer um vestido, eu queria ver se ele está pronto – digo.
–Seu nome, por favor.
–Elena Gilbert.
Ela olha no computador.
–Está sim, vai leva-lo?
–Sim.
Ela entra em uma porta, depois de alguns minutos volta.
–Desculpe, senhorita, mas está em nossa outra loja infelizmente ocorreu um erro no sistema, e foi mandado para a outra loja e não para aqui, se quiser posso pedir que entregue em sua casa.
Suspiro.
–Tá, pode ser.
Ela pergunta meu endereço, dou todos os dados que precisa.
–Amanhã será entregue sem falta.
–Tudo bem, obrigada.
–De nada, e nos desculpe pelo o transtorno.
–Imagina – pego minha bolsa e saio da loja.
Estou bem tensa quanto ao vestido, é a parte mais importante da festa e se não for entregue? Meu Deus, isso não pode acontecer. Sinto uma mão segurar meu braço e me puxar rapidamente para um beco ao meu lado, sem ao menos eu ter tempo para gritar ou fugir.
Olho para a pessoa e vejo Katherine.
–O que quer? – pergunto nervosa.
–Vim dar uma lição em você, que é algo que eu deveria ter feito há tempos.
–Ah sério? Katherine, tenha mais classe, por favor.
–Ah cala sua boca vagabunda! Só porque é riquinha e tem uma carinha bonitinha, acha que pode roubar o homem de...
–Espera ai! Roubar homem?
–Vai se fingir de desentendida?
–Não estou fingindo nada! – o que ela quer dizer com tudo isso? Não roubei homem de ninguém.
–Stefan, idiota!
–O que?!
Ela bufa.
–Não estou com paciência para conversinhas, o papo vai ser reto. Você vive dando em cima dele, ele mal fala comigo e sempre que vou atrás dele, ele está com você ao lado dele, não sei que tipo de feitiço que você faz, mas ele está caidinho por você e não gosto disso! Então vou dar uma lição em você para ver se aprende.
–Mas o que?!
Ela faz um sinal e aparecem dois homens atrás dela.
–Sério isso? Vai ser tão covarde, que vai mandar capangas para fazer seu trabalho sujo?
–Não estou a fim de quebrar minhas unhas – diz com uma voz irônica – podem começar – ela dá a ordem.
Os dois homens começam a se aproximar de mim, e eu vou me afastando, até sentir minhas costas bater na parede. Merda.
–Parou com a palhaçada! – escuto essa voz, que me faz me acalmar e soltar suspiro de alivio. Olho para o lado e vejo Stefan nervoso.
–Stefan? – pergunta Katherine.
–Se você os mandar encostarem um dedo na Elena, eu juro que eu acabo com você – diz ele.
Ela ri.
–Você não teria coragem.
–Ah não? Quer testar? – ele provoca – acha que eu me importo com você? – ele debocha – coitada.
Saio correndo e me jogo em seus braços, ele me envolve com toda segurança e carinho.
–Calma, já passou – diz ele sussurrando para mim enquanto acaricia minha cabeça.
–Não acredito que gosta dessa vadia – diz Katherine inconformada.
–E se eu gostar? Algum problema? Pelo menos ela não é uma vagabunda fria que nem você – me solto de seu abraço e fico ao seu lado.
–Ah é mesmo? Então por que nós tivemos aquelas noites quentes, sendo que eu sou uma vagabunda fria?
Como é que é? Eles transaram? Não, ele nunca faria isso!
–O que? – pergunto a ele.
Ele me olha meio perdido.
–Você não contou a ela – diz ela rindo.
–Cala a boca, Katherine – ele grita olhando para ela.
–Conte a ela, Stefan, conte cada detalhe – ela está com um grande sorriso.
–O que aconteceu? – pergunto.
–Nada.
–Nada? Então foi tudo nada? – pergunta ela com um tom sínico.
–Stefan! – grito.
–Me lembro até agora, como você me pegou e apertou minhas coxas, me jogou no sofá e arrancou minha roupa com tanta rapidez...
–Cala a porra da boca! – grita ele nervoso.
Não, não. Estou com nojo dele, ele não pode ter feito isso.
–Depois teve a segunda vez, que...
–Segunda vez?! – grito.
–Só não correu mais vezes, porque ele levou aquela surra e ficou em coma. Mas sinceramente, acho que o sexo é a coisa que ele faz de melhor, ele faz qualquer mulher delirar e ficar louca, ele faz coisas inacreditáveis. Stefan é muito bom na cama.
–Não vou ficar mais um minuto aqui – pego minha bolsa que caiu no chão e saio daquele lugar.
–Elena, espera! – grita ele.
Saio em passos longos e rápidos, não quero olhar para ele ou falar com ele. Sinto sua mão forte em meu pulso, me viro para ele.
–O que foi?! Vá fazer sua maior especialidade com ela! Afinal é isso que sempre quis não é?!
–Por que está tão brava?! Não significou nada!
–Por que me pergunta isso?! Por que não me contou?! E mesmo que não tenha significado nada, parece que foi muito bom, afinal você repetiu a dose, né?
Ele abaixa a cabeça e bufa. Depois olha para mim.
–Tá, foi bom sim, quer saber? Foi ótimo! Isso era o que eu queria desde que eu me apaixonei por ela, mas sabe o que aconteceu? Nada! Porque eu não senti nada, não significou nada!
–Sabe o que me deixa mais nervosa? É que eu levei um tapa daquela puta e ainda tive que aturar os xingamentos dela, por sua causa! – digo gesticulando com as mãos — Porque eu pensei “ele não vai querer a mulher que o machucou tanto aqui, enquanto ele está em coma”, então eu a tirei daquele lugar, recebi muitos insultos, mas eu fiz isso por você. E o que eu descubro? É que você transou com ela!
–Desculpa, tá? Mas eu estava mal e...
–Estava mal? Ah Stefan! Tudo bem que a vida é sua e você faz o que quiser com ela, mas eu acho que eu merecia saber disso, você tinha que me contar isso!
Ele respira fundo e explode.
–Ah então você queria a verdade? Então eu acho que eu mereço também!
–Do que está falando?!
–Eu me lembrei de algumas coisas que aconteceram, enquanto eu estava em coma, lembrei-me de algumas confissões suas – merda, não, ele não pode lembrar – você falando que meu olhar te deixa maluca, e que sentia falta do meu sorriso sexy, e que se não estivesse com o Matt, estaria completamente apaixonada por mim. Ah e tem o melhor! Você me beijou.
Fecho os olhos e abaixo a cabeça.
–Eu me lembro do que eu senti, foi como uma corrente...
–Uma corrente elétrica percorrendo pelo o seu corpo? – digo levantando a cabeça – eu senti isso.
Ele fica calado me olhando.
–Por quê? Por que você tem que fazer tudo mais difícil? Brincando com os meus sentimentos e fazendo o que quiser com eles? Eu vejo como você reage a um simples toque meu e eu vejo você encarando minha boca, e quantas vezes nós quase nos beijamos? Mas você tem que cortar o clima! Olha, se você sente algo por mim, me mostre isso com algo mais, ou se não, pare com todas essas coisas, porque isso machuca as pessoas.
–Stefan...
–E sabe o que eu percebi? Você age como a Katherine – ele desvia de mim e vai embora.
Lágrimas descem pelo o meu rosto instantaneamente. Me comparar a Katherine? Ele está tão machucado assim? Suspiro. Sinto-me tão mal por ter feito ele se sentir assim, eu não queria.

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