True Love
4 Planos
Notas iniciais
Pego o copo e subo as escadas, paro em frente da porta do quarto dela. Bato na porta, espero alguns minutos e ela aparece.
–O que quer? Veio pedir desculpas? – pergunta nervosa.
–Na verdade não... – mostro o copo – eu trouxe o seu copo – digo com um sorriso irônico.
Ela pega o copo bruscamente e bate a porta na minha cara.
–Depois eu que sou o mal educado! – grito.
Volto para o meu quarto. Deito na cama e fico olhando para o teto.
Depois de ter assaltado muitas casas e ganhado dinheiro bem mais fácil, aqui estou eu, trabalhando de graça para as pessoas que eu mais odeio! Sei que estou fazendo isso pelo o meu irmão, para eu não ser preso e ele ficar sem mim, mas não posso passar o resto da minha vida na casa dessa gente.
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Acordo com batidas na minha porta, olho o relógio que está em uma pequena cômoda ao lado da minha cama, são 20h30min, quem estaria me chamando uma hora dessas?
Abro a porta e vejo Elena, ela faz uma cara de surpresa e tampa os olhos rapidamente.
–Agora você passou dos limites! – diz ela.
Olho para mim e vejo que estou só de cueca.
–Ah desculpa – pego uma toalha que está em cima de uma cadeira e enrolo na minha cintura – pode olhar.
Ela tira a mão.
–Voce tem que saber que não está sozinho nessa casa, e que não pode atender sua porta seminu!
Dou um sorriso irônico.
–Sei que gostou do que viu.
Ela me encara e fica com o rosto vermelho.
–Se vista eu vou sair – diz sem graça.
–Sair?
–Sim, então se apresse – ela vai para a sala.
Coloco o smoking o mais rápido possível.
–Ajuda? – vou para a sala com a gravata na mão.
Ela se aproxima e coloca a gravata. Ela está mais linda do que o normal e o cheiro do seu perfume me faz querer ficar perto dela. Ela se afasta.
–Pronto vamos?
Concordo com a cabeça, abro a porta para ela, ela entra e depois entro no carro.
–Estou vendo que aprendeu direitinho – diz ela.
–É melhor eu me comportar, né? – começo a dirigir.
Fico observando-a pelo o retrovisor interno do carro. Ela fica mexendo no celular e sorrindo, mas ás vezes olha para mim.
–É aqui – diz, eu encosto o carro em frente á um prédio enorme.
–Quer que eu espere? – pergunto.
–Não, pode ir – ela sai do carro.
O que ela veio fazer aqui? Fico observando-a entrando na portaria do prédio, um cara loiro aparece ela o abraça e o beija? Ela namora?
Esse cara estava no dia do assalto, ao lado dela... Quem é ele?
Os dois dão as mãos, saem do prédio e entram em um carro.
Começo a dirigir e volto para a mansão.
Deito na cama e cochilo um pouco.
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Acordo e resolvo ligar para a minha casa.
–Alo? – escuto a voz do meu pai.
–Pai – digo.
–Stefan? Meu Deus, você está bem meu filho? – escuto uma felicidade na voz dele.
Sorrio.
–Estou sim, e como estão as coisas?
–Bem ruins. Desde que você foi embora tive que diminuir meu horário no emprego, então estou ganhando bem menos, alguém precisa ficar com o seu irmão né?
–Está brincando? Pai como vão se sustentar?!
–Não sei filho... Vou tentar.
–Preciso voltar para casa.
–Não! Filho fique ai até os dias que ele pedirem...
–Não posso deixar vocês sem nada, sendo que aqui eu tenho tudo!
–Não seja exagerado, Stefan! Vamos nos virar.
Suspiro.
–Pai, vocês precisam de mim.
–Para o que? Roubar dinheiro dos outros e pagar seus traficantes?
–Sério que vai me dar lição de moral?
–Quem é papai? – escuto a voz de Damon.
–Me deixe falar com ele – peço.
–Stef? – escuto sua voz. A única voz que faz meu dia melhorar e me faz sorrir.
–E ai moleque?
–Moleque não! Sou um homem!
Rio.
–Claro que é... Está cuidando do papai?
–Tentando né.
Sorrio.
–Estou com saudade.
–Eu também... Quando você volta?
–Eu não sei... Mas tentarei ver vocês o mais rápido possível.
–Sério? – ele fica feliz.
–Eu prometo... Preciso desligar, se cuida e cuida do papai.
–Tá, vou cuidar dele, mas ele anda meio teimoso.
–Ele sempre é.
–Boa noite Stef, eu te amo.
–Também te amo – desligo.
Caminho até o meu quarto e vejo Jeremy, irmão da Elena.
–Preciso falar com você – diz ele se aproximando.
–Comigo? – pergunto.
–Tem alguém aqui além de você? — ele me prende na parede enforcando meu pescoço.
–O que está fazendo? – digo quase sem ar.
–Ouvi muitas vezes você e a minha irmã gritando e brigando, seja lá o que vocês estavam fazendo quero que fique longe dela, entendeu? – vejo raiva em seus olhos.
Dou uma joelhada na barriga dele, o fazendo cair no chão de dor.
Ele me olha com mais raiva ainda.
–O que pensa que está fazendo?! – grita.
–Tive que me defender né? Afinal você estava me deixando sem ar!
–Seu desgraçado! – ele se levanta e tenta dar um soco em mim, mas seguro seu punho, ele tenta com o outro e eu seguro.
–Por que está fazendo isso?!
–Quero que você aprenda que não se mexe com a irmã dos outros! – ele grita tentando se soltar.
–Não fiz nada com ela.
–Pena que não acredito em você – ele dá uma rasteira em mim, caio de costas no chão. Meu corpo estremece e sinto uma dor forte.
Ele sobe em cima de mim e dá um soco. Ele se prepara para dar outro soco, eu empurro-o ele cai no chão, me levanto.
–Voce está louco? Posso te machucar! – grito.
–Me machucar? Está achando que é quem? – ele se aproxima e dou um soco nele, ele cai no chão e começa a gemer de dor.
–Eu avisei.
–Que merda que está acontecendo aqui?! – grita Elena entrando em casa.
–Ele começou a me bater – digo.
Ela se aproxima e se ajoelha para ver o irmão.
–Seu nariz está sagrando – diz ela, olha para mim – o que fez com ele? Será que não percebe que você é mais forte?
–Ele começou a me enforcar, então tive que me defender.
–Por que fez isso? – ela pergunta a ele.
–Para te defender.
–Defender?
–É, eu escutei vocês brigando varias vezes, então tentei assusta-lo para ele parar de te perturbar.
–Voce é um idiota, sabe que ele é um assaltante, ou seja, sabe bater em alguém!
–Não pensei nisso – diz ele.
Ela tenta levantar ele e o senta na cadeira. Pega papel e dá a ele.
Se aproxima de mim.
–Desculpa, por ele fazer isso...
–Tudo bem, já lutei com caras mais durões que ele.
Ela ri.
–Seu queixo está arranhado e saindo sangue.
–Ah, não é nada.
Ela pega gelo e põe em cima.
–Isso não vai deixar inchar e vai fazer parar o sangue – diz ela segurando o gelo no meu queixo.
Sorrio.
–É sempre bom ter uma médica – digo.
Ela sorri.
Ficamos nos olhando.
–Acho que posso cuidar disso – digo parando com o clima que estava rolando.
–Ah claro – ela solta o gelo e eu o seguro.
Ela caminha até o irmão para ver se ele está bem.
–Vem vamos subir – ela o segura e caminha com ele.
–Quer ajuda? – pergunto.
–Não, pode deixar – eles sobem.
POV Elena
Acordo meio exausta, afinal ontem eu tive que cuidar do meu irmão. Levanto-me da minha cama e tomo um banho, vou até o quarto do Stefan. Bato na porta.
Ele aparece só com uma calça.
–Será que eu tenho que falar de novo? – pergunto.
Ele revira os olhos e coloca uma camiseta.
Admito que adoro ver o abdômen dele, mas ele trabalha para mim e tenho um namorado.
–Vai sair? – pergunta.
–Não, eu vim para conversar com você.
Ele abre espaço para eu entrar.
–Não aqui, lá fora – digo, ele me segue até o jardim.
Paro e me viro em sua direção.
–Quero que saiba que eu quero muito ser sua amiga, te ajudar no que precisa – seguro sua mão – quero te ajudar em tudo... Mas primeiramente peço que voe confie em mim para me contar tudo...
Ele solta sua mão da minha.
–Pra que está fazendo isso? – pergunta impaciente.
–Porque quero te ajudar.
–Já disse que não confio em você!
Suspiro.
–Stefan, depois de eu saber que você se droga...
–Vai tocar nesse assunto de novo? Sério? Elena já disse que a vida é minha e eu faço o que eu quiser com ela! Nem me conhece e já está se “preocupando” comigo, me diga a verdade, por que está fazendo isso?
–Eu já disse o porquê!
–Olha não vou gastar meu tempo com você – ele se vira, mas seguro sua mão.
–Stefan, por favor!
Ele se solta e sai andando.
Não vou desistir dele, ele precisa de ajuda e vou ajuda-lo!
Levanto-me e corro atrás dele, o puxo pelo o braço.
–Será que dá para nós conversarmos? – pergunto – você sempre foge de tudo!
–Não estou fugindo, é que eu não quero falar sobre isso! – ele tenta sair, mas aperto mais seu braço- Elena não me testa.
–Testar? Sério? Ou o que?
–Voce não vai querer saber – ele se solta e entra em seu quarto, entro atrás dele – sai daqui! Me deixa em paz! – grita de costas para mim.
–Não! Não vou deixar você se destruir! Voce é um drogado e não sabe oque está fazendo! – ele se vira para mim.
–Quem é você para me chamar de drogado, ou dizer que eu não sei o que estou fazendo? Por acaso me conhece?
–Não te conheço – ele vem se aproximando de mim e eu vou me afastando de costas – mas sei que precisa de ajuda.
Bato as costas no guarda-roupa, ele se aproxima e grita.
–Para de falar isso! – ele bate a mão na porta do guarda-roupa bem ao meu lado – não preciso de ajuda! Não quero ajuda!
Me assusto com o que ele fez, quero sair daqui, mas não vou desistir dele.
Ficamos nos encarando.
–Sai daqui – diz finalmente.
–Não – digo.
–Voce está me irritando.
–Não ligo.
Ele se afasta e faz gestos para tentar se acalmar.
–Assuma para você mesmo que sua vida está de ponta cabeça, se fizer isso posso te ajudar.
Ele se vira para mim.
–Não tem como me mudar! Eu sou que eu sou! Elena, para de tentar me mudar! Sou um monstro e vou ser sempre assim!
Me aproximo dele.
–Voce não é um monstro – coloco minhas mãos em seu rosto – todos podem falar que você é um monstro, mas eu não acho.
Ele fica me olhando, calado.
–Só você que diz isso – diz ele.
–Por que eu sempre vejo o lado bom das pessoas... E eu vi o seu.
–Não tenho um lado bom – ele retira minhas mãos do seu rosto – peço pela a ultima vez, me deixa em paz e para de tentar me mudar.
Afasto-me.
Parece que ele não liga, nunca me escuta! Perco a paciência com tudo isso. Sem contar que eu pensei que ele iria me machucar, naquela hora que ele bateu na porta do guarda-roupa, fiquei com muito medo dele.
–Voce quem sabe, eu tentei, faça a merda que você quiser! Eu não me importo! – grito e saio do quarto.
POV Stefan
Já faz uma semana desde a minha discussão com a Elena, não trocamos uma palavra, a não ser quando eu tenho que leva-la para algum lugar. Mas sempre estamos se encarando e olhando um para o outro.
Vejo Elena se aproximando. Estou no jardim, sentado em um banco, pensando.
–Seu pai está no telefone – diz ela.
–Meu pai?
–Sim – ela me dá o telefone e sai.
Suspiro.
Fico olhando ela se afastar, vendo cada curva do seu corpo... Não, Stefan, não!
–Pai? – falo.
–Não sabia que eu tinha um filho – escuto a voz de Tyler.
–Tyler? Por que está me ligando? – pergunto.
–Porque eu soube o que aconteceu com você e eu tive uma ótima ideia.
–Espera, como conseguiu o telefone daqui?
–Consegui pegar com o seu pai.
–Ele te deu o telefone? Ele odeia você!
–Aquele nosso jeito de conseguir as coisas.
Rio.
–Roubando até telefones?
–Roubar é meu sobrenome... Mas voltando, eu tenho uma ideia de levantar uma grana muito alta e ao mesmo tempo tirar você dai.
–Como? – fico bem feliz com a notícia.
–Sequestrar a filhinha do Gilbert.
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