True Love

38 Coração Partido


POV Elena

Empurro-o para dentro do quarto escuro, acendo a luz rapidamente, bato a porta e logo junto nossos lábios. Suas mãos estão bem ágeis percorrendo por todo o meu corpo, que logo vão até o zíper do meu vestido e o desce. Quando o ar acaba sua boca vai até o meu pescoço e dá pequenas mordidas.

–Passar quase um mês sem sexo, me deixou louca – digo entre gemidos e revirando os olhos.

Ele tira sua boca do meu pescoço e olha para mim.

–Imagine para mim, esse maldito tratamento me deixou descontrolado – e logo sela nossos lábios com um beijo ardente, cheio de mordidas e com muitas mãos bobas. Prendo minhas pernas em sua cintura e ele anda pelo quarto, me pressiona na parede com tanta força, que escuto o barulho de um quadro cair no chão, dou um sorriso no meio do beijo e então levo minha boca até sua orelha e dou leves mordidas. Ele leva suas mãos até as mangas do vestido e as puxa para baixo, e conforme vai puxando vai dando beijos nas partes nuas, até deixar o vestido preso em meu quadril, ele fica observando meus seios cobertos pelo sutiã vermelho, ele morde o lábio inferior e beija minha boca. Caminha até a cama e me joga nela, sobe em cima de mim e retira o vestido por completo, o joga em algum canto do quarto e leva sua língua a minha barriga, todos os meus pelos se arrepiam. Ele vai subindo sua língua lentamente pela minha barriga, arqueio o meu corpo e dou um alto gemido, ele chega aos meu seios e solta o fecho do meu sutiã, que é na frente, então posiciona sua língua em meu seio e começa a chupa-lo lentamente. Começo a me mexer na cama, estou delirando de prazer, então posiciono minhas mãos em seu ombro e o aperto. Ele tira sua boca do meu seio, olha para mim maliciosamente e segura meus dois pulsos e os pressiona contra a cama. Ele está querendo me fazer sofrer, vejo isso em seus olhos verdes. Então volta a chupar meu seio, contraio, arqueio e me mexo para todos os lados possíveis, vou explodir de tanto prazer que esse homem está me dando, dou altos gemidos, imagino que todos na casa estão ouvindo, mas não ligo. Ele afasta sua boca do meu seio e aproxima sua boca da minha, dá um pequeno beijo em meu queixo, me fazendo desejar beija-lo, depois ele beija meu pescoço, ele está fazendo esse joguinho comigo, estou gostando, mas ao mesmo tempo odiando-o por me deixar assim. Ele dá um beijo bem no canto da minha boca, que aproveito e consigo beija-lo, ele solta meus pulsos e leva suas mãos até minha cintura, e eu levo as minhas até suas costas, que estão cobertas pela maldita camisa social, apoio minhas mãos em seu peitoral e o faço levantar, para eu ter acesso à abotoadura da camisa, abro-a toda de uma vez e ele a tira rapidamente, ele volta a me beijar, então rolo na cama, ficando em cima dele. Passo minhas unhas pelo seu peitoral, ora arranho-o, ora acaricio-o, ele morde seu lábio. Então levo minhas mãos até a abotoadura da sua calça e abro-a, levo minha boca até o zíper, mordo-o e puxo-o para baixo, vejo que seu corpo ficou tenso com o que faço, puxo a calça e a jogo no chão. Vejo o volume na cueca box, que me faz ficar mais excitada ainda, retiro a cueca e vejo seu membro totalmente ereto. Ele me segura pela cintura e me joga ao seu lado e sobe em cima de mim, retira a minha calcinha rapidamente e penetra seu membro dentro de mim. Mordo meu lábio inferior e jogo minha cabeça para trás, sinto suas mãos encontrar as minhas e entrelaçamos elas. Não sei como consigo ama-lo tanto como o amo, acho que não sei o quanto o amo, eu sou completamente louca e fascinada por esse homem, não consigo viver longe dele, não dá para saber como ele pegou meu coração por inteiro, ninguém nunca conseguiu fazer isso.

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Pego meu prato com ovos e bacon, minha xícara com café e sento no sofá da sala. Ligo a TV e coloco no canal onde passa o jornal local.

–Estou aqui na frente da delegacia onde o senhor Richard Donovan, será preso por assassinato – diz a repórter na TV.

Levanto-me do sofá e fico paralisada olhando para a TV. Será que ele está sendo preso pelo assassinato da mãe do Stefan? Mas como conseguiram provas? Ou quem denunciou?

–As informações que eu consegui foi que, ele assassinou uma antiga empregada dele, chamada Lily Salvatore, aconteceu há uns três anos atrás e somente agora que a polícia recebeu uma denuncia com provas do que ocorreu... – no canto da tela da TV aparece Richard com a cabeça baixa, passando entre as câmeras, com dois policiais ao seu lado – por que o senhor fez aquilo a aquela mulher? – pergunta a repórter, porém ele ignora e entra na delegacia.

Um sorriso imenso abre em meu rosto, saio correndo até o quarto de Stefan, abro a porta, mas ele não está. Corro até o jardim, e o vejo deitado em um banco.

–Stefan – digo me aproximando – você não vai acreditar no que eu acabei de ver – estou tão animada e com um sorriso vitorioso.

Ele senta e me olha atentamente.

–O que aconteceu? Você está muito feliz – diz ele.

–Eu acabei de ver na TV que o Richard está sendo preso, pelo assassinato da sua mãe.

Ele fica pálido e imóvel.

–Ele pagará por toda a dor e sofrimento que causou a sua família – digo sorrindo.

Ele parece não acreditar no que estou falando, está imóvel, sem expressão.

–Meu amor – seguro sua mão – sua mãe conseguiu a justiça que merecia.

Ele olha em meus olhos e abre um sorriso.

–Sim, ela conseguiu – diz.

Concordo com a cabeça.

Ele se levanta e me abraça, fazendo meus pés saírem do chão.

–Não acredito que isso está acontecendo – diz rindo de felicidade e me apertando cada vez mais.

–Você vai me matar – digo.

Ele ri e me põe no chão.

–Desculpa, estou muito feliz – diz com um sorriso maravilhoso no rosto.

–Senhorita Elena, tem uma visita para a senhorita – diz Katie.

–Estou indo – digo a ela e olho para Stefan – já volto.

Ele concorda com a cabeça e senta no banco, com um sorriso que não some por um minuto de seu rosto. Entro em casa e vou até a sala, quando a adentro, vejo um homem de costas, olhando o lado de fora pela janela. E só pelas suas costas, eu o reconheci.

–Matt? – digo.

Ele se vira em minha direção e se aproxima de mim.

–Você está melhor? Desculpa eu não ter te visitado, é que...

–Estou melhor – digo dando um sorriso – obrigada por se preocupar.

Ele dá um sorriso e concorda com a cabeça.

–Você viu o noticiário? – pergunta.

–Sim, estou muito feliz com a noticia... Mas imagino que você não.

Ele dá um pequeno sorriso.

–Está enganada.

–O que? – não estou entendendo.

–Eu que o denunciei.

Fico parada, olhando para ele, sem dizer nada. Como assim? Ele denunciou o próprio pai? O pai que ele acobertou toda essa tragédia por todos esses anos? Não estou entendendo!

–Como? – pergunto.

–Eu disse para você em uma mensagem que eu iria recuperar sua confiança, e foi o que eu fiz. Eu investiguei aquele lugar onde ele a torturou, procurei umas caixas velhas que tinha no porão de casa, e achei um celular, o celular da amiga da Lily, ela filmou tudo, e antes que pudesse levar a policia, meu pai a matou, ele apagou o vídeo e guardou aquele celular, porém tenho meus contatos, que conseguiram restaurar o vídeo e então mostrei para a polícia, e finalmente aquele desgraçado estará pagando por...

O surpreendo com um abraço.

–Não acredito que fez isso – digo com lágrimas em meus olhos.

–Eu fiz o certo – diz com orgulho.

O abraço mais forte.

–Você vai me sufocar – diz ele rindo.

Rio e me afasto.

–Matt, ele é seu pai, como conseguiu?

–Ver a cara de decepção e vergonha no rosto da mulher que você ama, e sabendo que ela está certa, me ajudou muito.

Fico calada.

–Não me faça comentar algo sobre isso...

–Elena, eu sei que seguiu em frente, e não fiz isso para tê-la de volta, só quero que me aceite como amigo, tendo isso é muito para mim.

–Sim, sim – digo sorrindo e abraço-o de novo – esse é o Matt que eu sempre conheci.

–Desculpe, por deixa-lo ir embora.

–Tudo bem.

–Espero não estar atrapalhando alguma coisa – escuto uma voz masculina.

Afasto-me de Matt e vejo Stefan na porta, com os braços cruzados e com a cara fechada.

–Não vem começar a fazer showzinho, tem como explicar tudo isso – digo.

–Tá, vai em frente – diz friamente.

–Foi o Matt que denunciou o Richard, ele achou provas e levou a policia – digo.

–O que? Só pode estar brincando – diz ele.

–Sei que me odeia, mas isso foi o certo a se fazer – diz Matt.

Stefan fica imóvel, ele não sabe o que dizer, só está pasmo por Matt ter feito isso, ter conseguido justiça pela sua mãe.

Ele suspira.

–Eu ainda te odeio, mas... Obrigado, a única coisa que eu mais quis na vida era ver esse desgraçado atrás das grades e... Você conseguiu isso, então obrigado – sei o quão foi difícil para ele falar isso.

Matt dá um sorriso.

–Obrigada – digo a Matt – muito obrigada – abraço-o e dou um beijo em seu rosto – sei que foi difícil colocar seu pai na cadeia.

–Sim, foi... Mas ele estará pagando pelo que fez.

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Estou sentada com Stefan no sofá, estou aconchegada em seu colo, enquanto ele faz cafuné em minha cabeça.

–Eu estava pensando... – diz ele.

–Ai Deus, lá vem coisa.

Ele me encara.

–Como assim? – pergunta.

Dou uma risada.

–Nada, continue.

Ele revira os olhos.

–Então, sobre o Matt colocar o pai dele na cadeia, será que ele não fez isso para conseguir algo com você? – pergunta.

–Acho que não, acredito que ele tenha percebido que o que o pai dele fez foi uma crueldade.

–Mas ele percebeu isso quando você terminou com ele, e não queria nem olhar na cara dele.

Solto um suspiro.

–Se ele estiver pensando que eu terei algo com ele, por ele ter feito isso, ele está muito enganado, porque por quem eu estou apaixonada é por você.

Ele dá um sorriso.

–Continue com esse pensamento – diz ele.

Sorrio e ele me dá um selinho.

–Eu preciso ir, marquei de ter um dia de mulher com a Car, e se eu me atrasar, ela me mata – digo.

–Quer que eu te leve?

–Não precisa, ela vai passar aqui para me buscar – olho meu relógio de pulso – droga, ela vai passar agora, tenho que ir – dou um selinho nele e me levanto.

Ponho meu sapato e caminho até uma poltrona, e pego minha bolsa que está em cima dela.

–E não se esqueça do nosso jantar às 20h00, ok? – pergunto.

–Sim senhora – diz.

Dou um sorriso e saio.

POV Stefan

Estou caminhando pelo centro da cidade, vou passar o dia com o Damon, e estou a fim de comprar algo para ele, mas não sei o que. Já faz alguns minutos, que percebo que tem um homem me seguindo, talvez seja algo da minha cabeça, porém é bom ter certeza. Começo a andar mais rápido, e percebo que ele faz o mesmo. Droga! Vou caminhando cada vez mais rápido pela multidão, e ele continua atrás de mim, vejo um beco logo à frente, então caminho até ele, e vejo uma caçamba de lixo, me escondo atrás dela. Vejo a sombra do homem se aproximando, e quando está próximo o suficiente, surpreendo-o com um soco, que o faz andar para trás, dou outro soco e ele continua em pé, provavelmente é alguém bem treinado, ele me acerta com um soco, mas dou um mais forte que o faz cair de joelhos no chão, dou uma joelhada em sua barriga e ele geme de dor, o seguro pelo cabelo e levanto sua cabeça, fazendo-o me olhar.

–Quem te mandou? – pergunto.

Ele dá uma risada e dá para ver o sangue em sua boca.

–Para de rir! Quem te mandou?!

–Você vai saber logo, logo – diz rindo.

Não entendo sua resposta, e logo sinto uma pancada na cabeça, que me faz apagar no chão.

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Abro meus olhos lentamente, e sinto uma forte dor na cabeça, não consigo enxergar nada, tudo está preto, me sinto sufocado, estou com um pano cobrindo o rosto. Alguém puxa esse pano e consigo enxergar, olho em minha volta, estou em um galpão vazio, com alguns homens em minha volta e logo a minha frente o braço direito do traficante da comunidade. Mas que grande merda!

–Oi Stefan, faz um tempinho que não nos vemos né? – pergunta.

Fico calado, olhando para ele.

–Parece que você não entendeu o recado não é? Eu soube que os meus homens o deixou em coma – ele ri – isso foi muito interessante, mas mesmo assim você não pagou nada do que deve, o que tenho que fazer para te estimular? – ele começa a andar de um lado para o outro – será que tenho que matar a sua linda namorada?

–Não encosta nela! – grito, tento em soltar, porém estou preso na cadeira.

–Olha – diz surpreso – acho que isso ajudaria bastante! Bem que seria interessante mata-la... Mas antes, claro, iria aproveitar um pouco com ela, afinal ela é muito gostosa.

–Eu vou te matar, seu desgraçado! Você está ferrado! – grito cuspindo as palavras.

–Eu poderia filmar tudo, você veria sua linda boneca transando comigo, seria muito bom ver sua cara e depois só veria seu corpo morto no chão – diz com um sorriso diabólico.

–Eu juro que se você encostar um dedo nela...

–Ou, eu posso matar o pequeno Damon, por que não?

–Deixe ele fora disso! É só uma criança!

–Imagina, uma criança que perdeu a mãe, que eu descobri que o Richard Donovan a matou, será que aquela vadia não queria mais transar com ele?

–Seu filho da puta! Você não fala da minha mãe!

–Acredito que ela vagabunda mereceu o que aconteceu com ela.

–Vai por inferno, seu desgraçado! Eu vou acabar com você.

–Calem a boca dele, por favor.

Um de seus capangas dá um soco em meu rosto.

–Obrigado – diz com um sorriso sínico – continuando... Perdeu a mãe vadia e depois perdeu o pai, e ainda tem um irmão lixo como você, o melhor seria mata-lo mesmo.

Estou olhando-o com todo o ódio que tenho.

–Bom, meu chefe já perdeu a paciência, ele quer esse dinheiro logo...

–Eu não tenho!

–Isso não é problema meu! Só quero o dinheiro, e é melhor consegui-lo logo – ele solta um longo suspiro – é isso senhor Salvatore – diz com deboche – nos vemos logo, logo.

Levo outra pancada na cabeça e desmaio.

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Acordo no mesmo beco que eu fui levado, levanto-me rapidamente, pego um ônibus e vou até a casa da minha tia. Toco a campainha.

–Oi querido, não sabia que viria... – diz minha tia na porta.

–Vocês estão em perigo – digo entrando.

–Como? – pergunta vindo atrás de mim.

–Stefan! – diz Damon ao me ver e me abraça.

Sinto seu abraço, e percebo mais ainda, que não posso perdê-lo, é o meu irmão, se eu o perder, não terei forças para continuar.

Afasto-me do abraço.

–Precisamos comprar equipamentos de segurança e instala-los hoje – digo.

–Stefan, o que está acontecendo? – pergunta ela confusa.

–Tia, só me escuta e faça o que eu peço, por favor – ela concorda com a cabeça – você tem algum dinheiro?

–Tenho algumas economias guardadas.

–Ótimo, vamos usa-las para comprar os equipamentos.

Ela concorda com a cabeça, pega o dinheiro e saímos para comprar. Ela ficava me perguntando o que está acontecendo, eu contei o mínimo que eu pude, não falei nada de drogas, enrolei como o possível e ainda bem que ela me escutou. Voltamos para casa, instalei todas as câmeras e travas, e resolvi dormir hoje aqui, preciso estar atento, não sei o que esses caras são capazes. Não me preocupo com Elena, porque em sua casa tem segurança para todos os lados, principalmente depois que eu assaltei lá, então a minha única preocupação é meu irmão.

POV Elena

Assopro a vela que está no cento da mesa, onde tem comida esfriando. Solto um longo suspiro. Estava tão ansiosa para esse jantar com o Stefan, e ele não aparece, eu cozinhei tudo e arrumei a mesa da melhor forma possível, esperei por mais de uma hora e ele não apareceu. Levanto-me da cadeira e sinto uma tontura, me apoio na mesa e coloco uma mão em minha cabeça, tudo está girando, fecho os olhos e respiro fundo. Tudo volta ao normal. Tiro todos os talheres e pratos da mesa, pego a comida e as guardo na geladeira, provavelmente os empregados comerão. Subo para o meu quarto, tomo um banho e deito em minha cama.

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Estou na sala com vários cadernos e livros em cima de mim, medicina não é fácil! Escuto a porta da frente bater, olho para o corredor e vejo Stefan passar andando rapidamente.

–Stefan! – chamo-o, mas só escuto a porta do seu quarto fechar.

Mas o que está acontecendo? Levanto-me do sofá e caminho até o quarto, abro a porta, ele olha para mim em pé no quarto. Vejo que está com a bochecha roxa, um corte no lábio, os pulsos roxos e alguns pingos de sangue na camisa branca.

–O que aconteceu com você? – pergunto preocupada me aproximando dele.

Ele dá um passo para trás, paro de andar e olho para ele confusa.

–Nada – diz.

Fico calada olhando-o.

–Como assim nada? Você viu o seu estado? Você está cheio de hematomas, e passou a noite inteira fora, tínhamos um jantar, você não lembra? – pergunto nervosa.

Ele suspira.

–Só quero tomar um banho – diz e vai até o guarda-roupa, abre-o e fica procurando uma roupa.

–Você vai me ignorar? Stefan, eu estou preocupada com você!

Ele continua a procurar a roupa calado.

–Ou você estava me traindo? – pergunto.

Ele me olha confuso.

–O que foi? Só pode ser! Você não me conta o que aconteceu!

Ele me ignora e pega a roupa, e vai para o banheiro.

O que eu fiz para ele?! Mas que droga! Odeio quando eu fico falando sozinha com alguém.

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Acordo, olho meu relógio e vejo 03h27min da madrugada, percebo que Stefan não está deitado comigo, todos os dias ele dorme comigo e hoje nada. Depois que ele foi tomar banho, Jeremy pediu para Stefan leva-lo ao trabalho, já que minha mãe tinha pegado seu carro emprestado, e depois dele ter ido, não voltou mais, fiquei até tarde esperando-o, mas acabei adormecendo. Sei que está acontecendo algo com ele, deve estar com algum problema, mas não quer me envolver, porém não me importo, eu o amo e estou preocupada. Levanto-me da cama e caminho até o quarto de Stefan, abro a porta cautelosamente, vejo o quarto totalmente escuro, e quando minha visão se acostuma, o vejo dormindo em sua cama, fecho a porta, caminho até a cama, deito nela e passo meu braço sobre Stefan, aproximo mais meu corpo do dele, sinto o cheiro do seu perfume e o calor do seu corpo, como gosto de dormir com ele. Ele começa a se mexer, parece que eu o acordei, tiro meu braço de cima dele e ele senta na cama e acende o abajur que fica em cima da cômoda, logo ao lado da cama.

–O que está fazendo aqui? – pergunta com uma voz rouca de sono.

–Você não deitou comigo hoje, então eu vim para cá – digo ainda deitada.

Ele respira fundo.

–Se eu não fui dormir com você, quer dizer que eu não queria sua presença – diz impaciente.

Sento-me na cama. O que está acontecendo com ele para me tratar desse jeito?

–Como é? – pergunto.

–Quero ficar sozinho, não quero você perto de mim!

Fico calada olhando-o, tentando entender o que está acontecendo.

–Elena, eu quero terminar – diz finalmente.

–O que?! Por quê? – meu coração começa a acelerar. Ele não pode fazer isso comigo!

–Eu não sou homem de uma mulher só, nunca fui! Afinal você é a minha primeira namorada, mas acho que me enganei com os meus sentimentos, não sou capaz de amar uma mulher.

Meus olhos se enchem de lágrimas, continuo calada olhando para ele.

–Noite passada eu não vim para cá, porque eu estava na comunidade – meu coração está apertando cada vez mais – eu arranjei briga com um idiota, por isso que minha bochecha estava roxa, levei um soco... E depois eu encontrei a Katherine – lágrimas começam a rolar pelo meu rosto, já sei como essa história vai acabar – ela me levou para a casa dela, precisava de gelo, só que o clima começou a esquentar e nós transamos, o lábio cortado foi porque ela mordeu, e o pulso roxo – ele dá um sorriso malicioso – digamos que ela gosta de joguinhos na cama.

Dou um tapa em seu rosto, tem tantas lágrimas descendo pelo meu rosto, que eu começo a soluçar.

–Não acredito que você pôde ter feito isso! Não acredito! – grito chorando.

Ele abaixa a cabeça e depois me olha.

–Desde o começo eu tentei te mostrar que eu não era uma boa pessoa, mas você não acreditou – ele respira fundo – sinto muito, Elena.

Levanto-me da cama.

–Eu vou pedir pro Jeremy para trocarmos de motorista, eu não quero ter contato com você, não quero falar com você, não quero nem olhar na sua cara imunda! Você nunca mais se aproxime de mim! – digo gritando e saio em passos longos e pesados, quando me aproximo da escada, me apoio na parede e deixo o choro me consumir, não consigo processar tudo o que ele disse, tudo o que ele fez, suas palavras não saem da minha cabeça, meu coração está em pedaços, é como se Stefan o pegasse e pisasse em cima, está doendo tanto, não consigo suportar.

Notas finais
E ai?! Muitas informações em um capítulo né? Eu sei. Hot Stelena = amo/sou. Matt fazendo algo de bom na vida, ouvi um amém irmãos?! E a treta do Stefan com os traficantes, no que isso vai dar? Será que eles podem mesmo machucar Elena ou Damon? E essa briga Stelena? Gente isso parte meu coração, mas precisamos fazer né. Por que Stefan estava agindo e disse tudo aquilo a Elena? AMORESSSS, COMENTEM PELO AMOR! Que que custa gente? Dê a opinião de vocês, eu gosto de saber e dependendo eu posso melhorar a fic, então por favor, comentem gente linda. Enfimmm, espero vocês no próximo capítulo, beijos!