True Love
27 Ameaça
Notas iniciais
Ele fica parado, olhando em meus olhos e com uma expressão de que não está acreditando. Vejo seus olhos brilharem de felicidade e sua respiração está apressada. De repente um sorriso se abre em seu rosto. Então ele se aproxima rapidamente sem eu sequer perceber, ele põe sua mão em meu rosto e pressiona seu lábio contra os meus rapidamente. Nos beijamos o mais rápido possível, como se um precisasse do outro, um beijo selvagem, mas ao mesmo tempo apaixonado. Eu precisava disso, eu precisava tê-lo para mim. Quando o maldito oxigênio acaba, somos obrigados a distanciar nossa boca. Nossas testas ficam grudadas e um olhando para o outro. Ele acaricia meu rosto.
–Me diga, que aquilo que você me disse foi verdade – diz ele ofegante.
–A maior verdade que eu pude ter dito.
Ele dá aquele seu sorriso que me faz perder a consciência e puxo sua boca para a minha novamente. Até que perdemos o ar e nos afastamos.
–Por isso eu preciso fazer aquilo, porque eu me importo com você – digo deslizando meus dedos pelo seu cabelo.
–Não posso deixar.
Fico quieta olhando-o.
–Não é sua decisão – dou um beijo em sua bochecha e me levanto da cama, vou em direção da porta, ele me segura pelo braço. Olho para trás.
–Não quero que se meta nisso, pode ocorrer alguma coisa muito ruim com você. A empregada que contou para nós tudo, morreu por ter feito isso e o que irá acontecer com você? – ele diz preocupado.
–Eu vou ficar bem, eu prometo – me solto dele e saio do quarto, vou em direção da porta principal.
–Elena, por favor, não! – escuto Stefan vindo atrás de mim.
Passo ao lado da sala e vejo Richard, pai de Matt, e meu pai conversando na sala. Os dois olham para mim. Fico um minuto encarando aquele homem que eu tanto considerava, e agora não passa de um criminoso para mim.
–Elena... – Stefan segura meu braço e ia dizer alguma coisa, porém ele olha para sala e vê Richard.
Em meu braço senti suas mãos suarem, olho para ele e vejo raiva em seus olhos, mas ainda sim lágrimas neles. Pelo visto ele não o tinha visto desde que sua mãe faleceu.
–Stefan – o chamo, mas ele continua a olhar para Richard – Stefan – coloco minha mão em seu rosto e ele olha para mim – está tudo bem?
Ele concorda com a cabeça.
–Só quero que não vá – diz.
Suspiro.
–Desculpe – me solto e saio de casa.
POV Stefan
Ela se solta e sai pela porta. Não posso fazer mais nada, ela está decidida, não importa o que eu peça, ela não vai me escutar. Talvez não aconteça nada a ela, afinal ela é como filha para aquele desgraçado. Olho para o lado e vejo que ele está se aproximando de mim, dou um passo para trás quando ele se aproxima.
–Quer alguma coisa? – pergunto.
Ver esse homem depois de todos esses anos, a única coisa que eu penso é em mata-lo! Sempre roubei pessoas ricas por causa dele, matei aquele homem naquele dia por causa dele, eu machuquei pessoas que não tinham nada a ver com toda essa história, sendo que eu deveria machucar ele.
–Vem cá – ele me segura pelo braço.
–Me solta – digo nervoso e me solto de sua mão.
Ele me olha nervoso.
–Tá, esquece, vamos direto ao assunto.
–Que assunto?
–Vi que Elena saiu meio nervosa e me olhou de um jeito bem esquisito, posso saber para onde ela estava indo? Ou por que está agindo desse jeito comigo?
–Eu sei lá – minto.
Ele respira fundo.
–Ela estava indo para a delegacia não era?
Fico calado, encarando-o.
–Eu já sei de tudo, Matt me contou que ela sabe.
Bufo.
–Tinha que ser o playboyzinho! Eu realmente pensei que ele amava a Elena.
–Ele a ama, por isso me contou, ele estava implorando para eu não fazer nada contra ela.
–Por quê? Você a machucaria?
–Para eu não ser preso, sou capaz de tudo.
–Mas ela quase uma filha para você! Ela é a filha do seu amigo!
–Ás vezes acontecem acidentes.
–Você é um monstro!
–Eu? – ele ri – você não pode falar nada, porque não passa de um viciado!
Aperto meu punho para socar a cara dele, mas penso que só posso piorar as coisas.
–Enfim, eu só quero que saiba de uma coisa, se Elena me denunciar, ela vai morrer, então se eu fosse você eu iria atrás dela – diz com um sorriso diabólico.
Instantaneamente o empurro para me dar passagem e saio correndo. Atravesso a porta de entrada e não a vejo mais, pego seu carro e dirijo em alta velocidade. Passo faróis vermelhos e quase bato o carro, mas não me importo, a vida dela está em risco e sei que aquele homem é capaz de fazer qualquer coisa, não vou perder mais uma pessoa na minha vida, não depois de ela me falar que me ama. Estaciono o carro em frente a delegacia e a vejo subindo as escadas, que dão direto com a porta de entrada, saio do carro e corro.
–Elena! – grito.
Ela para e olha para trás. Fico olhando-a, tentando recuperar todo o meu folego. Elena desce os degraus que nos distanciam e me olha confusa.
–O que houve? Está assustado e suando – diz ela me analisando preocupada.
–Não vou deixar entrar ai.
Ela respira fundo.
–Já disse que não vai me impedir.
–Eu vou, sabe por quê? Porque eu acabo de receber uma ameaça, de que se você for falar com a policia, você estará morta!
–Richard te falou isso?
–Sim, ele vai te matar Elena, não posso deixar isso acontecer.
–Desculpe, mas não me importo se ele vai me ferir, eu preciso fazer a justiça para sua mãe – ela me dá as costas e então seguro seu braço, ela volta a me olhar.
–Ah é isso? Não se importa com a sua vida? Mas eu me importo! – grito – eu não vou deixar você entrar ai e se matar! Eu não vou deixar! Porque meu pai e minha mãe eu os deixei morrerem, eu perdi duas pessoas que eu amo e não vou deixar mais uma pessoa que eu ame morra! Sabe por quê? Porque eu te amo tanto que eu iria me destruir se eu te perdesse, eu não suportaria a dor de não ter você comigo, eu não suportaria não ver mais o seu sorriso! Então se você quiser entrar ai dentro vai ter que matar primeiro, porque eu não deixarei – digo nervoso.
Ela fica calada, me olhando e com os olhos cheios de lágrimas.
–Eu... – vejo que ela está tentando controlar seu choro – você não vai perder.
–Como sabe? Aquele cara é um assassino, tem dinheiro e muito poder, ele pode sim te machucar e não vou deixar que isso aconteça por causa da sua teimosia! Eu quero que você dê meia volta e volte para casa, e simplesmente tente esquecer tudo isso.
Ela põe sua mão em meu rosto e acaricia.
–Tudo bem – diz – não irei fazer nada.
Um pequeno sorriso abre em meu rosto e instantaneamente a abraço. Fecho meus olhos e me deixo sentir o seu cheiro e seu toque.
–Não sabia que estava tão preocupado com isso – diz em meu ouvido.
–Eu te amo, Elena, não posso te perder.
Ela se afasta e me olha nos olhos.
–Não quero que sofra com a morte de mais ninguém – diz – eu só quero te ver feliz.
–Então só me beija – digo.
Ela aproxima seus lábios do meu e me dá um beijo doce e apaixonado.
POV Elena
Depois de todo o acontecimento de ontem, voltamos para casa e passamos o resto do dia juntos, que acabamos dormindo em meu quarto. Realmente eu não estava me importando se eu iria morrer, mas sim que aquilo faria bem para Stefan, porém depois de tudo aquilo que ele me disse, vi que não era e que se eu morresse isso destruiria mais a vida dele, e depois disso não teria ninguém para ajuda-lo superar.
Acordar envolvida pelos seus braços é a melhor coisa, e definitivamente eu não quero sair daqui. Vejo seus olhos abrirem com dificuldade, dou um sorriso e ele me olha, e instantaneamente um sorriso se abre em seu rosto.
–Já estava acordada? – pergunta.
–Pouco tempo – não o acordei ou me levantei, eu só queria ficar observando-o dormir.
Ele dá um selinho e começa a acariciar meu rosto.
–Tem que ir para faculdade né? – pergunta.
Reviro os olhos.
–Infelizmente – então abro um sorriso maior – mas a gente poderia passar o dia inteiro aqui.
Ele sorri.
–Isso é a coisa que eu mais quero, porém é a sua ultima semana de aula, então não pode faltar.
–É só um dia – faço uma cara triste.
Ele me dá um selinho demorado e depois olha em meus olhos, ainda com os nossos rostos bem próximos.
–Você precisa ir, senão como poderá salvar vidas no futuro?
–Tem outros médicos – digo com um sorriso.
–Não senhora, você vai levantar e vou te levar para faculdade – diz se afastando de mim e se levantando.
Dou um gemido.
–Como você é chato – digo emburrada.
Ele vai até a poltrona e pega sua camiseta, enquanto isso fico observando seu abdômen e peitoral.
–Ás vezes eu tenho que ser – ele dá de ombros e veste a camisa – vamos levanta.
Levanto-me lentamente e caminho até o banheiro do meu quarto, faço a minha higiene matinal e depois de pronta, descemos até a cozinha.
–Bom dia Katie – digo entrando na cozinha e logo atrás de mim vem Stefan.
–Bom dia senhorita, eu fiz café e tem waffles, a não ser que a senhorita queira outra coisa – diz ela.
–Não obrigada, isso tudo está perfeito, está dispensada – digo.
Ela dá um pequeno sorriso e sai da cozinha. Eu e Stefan pegamos o café e os waffles, e nos apoiamos no balcão da cozinha. Comemos tudo e partimos para faculdade.
Fale com o autor