True Love

2 Parte 2 - Damon


Notas iniciais
Gente, eu sei que prometi postar a segunda parte da short antes do natal, mas acontece que foi meio difícil de escrever com toda essa correria de final de ano, mas, antes tarde do que nunca não é mesmo? Espero que gostem do final e nos vemos lá embaixo...

Acabei de enviar a mensagem para o meu irmão avisando ao meu irmão que iria me atrasar um pouco para o jantar. Pela hora, minha mãe já deve ter chegado na casa dele e não quero dar motivos para ela ficar preocupada ou até mesmo irritada. O problema é que eu ainda tenho que resolver esses problemas sobre a minha volta para casa aqui no aeroporto.

– Sinto muito, senhor Salvatore – a mulher da companhia aérea tinha ido verificar alguma coisa lá dentro e tinha acabado de voltar – Mas o senhor não vai conseguir uma passagem de volta para hoje a noite.

– Por favor, verifique de novo – pedi – Eu preciso muito pegar esse avião hoje a noite.

– A único voo que tem com destino a Seatle que sai hoje a noite já está lotado – explicou – Posso colocá-lo na lista de espera, mas não garanto que tenha uma vaga, é praticamente impossível.

– Já que não tem jeito mesmo – revirei os olhos – Então me coloque no primeiro voo que tiver amanhã de manhã.

– Imediatamente, senhor Salvatore – começou a digitar no computador a sua frente – O senhor prefere: corredor ou janela?

– Tanto faz... — dei de ombros – Só preciso estar nesse avião.

Por sorte, não demorou muito para ele imprimir a passagem e me entregar. O avião só sairia perto do meio dia, o que significa que só vou estar em Seatle a noite, não era o ideal, mas já era alguma coisa.

Durante os últimos sete anos eu encarei o dia de ação de graça como um feriado, ficando em casa vendo televisão e comendo qualquer coisa que tinha na televisão; primeiramente a faculdade e depois o trabalho me impediram de ir até Savannah para ver a minha família. Mas esse é o primeiro ano que não teremos o meu pai, então eu e Stefan trocamos e-mails e achamos que era melhor passarmos esse dia todos juntos.

Então aqui estou eu, prestes a encarar meu irmão e minha cunhada pela primeira vez depois de tanto tempo. Sinceramente, não sei como serão as coisas, mas agora não tem mais como voltar atrás.

***

Minha cabeça não parava de latejar e nada do que eu fizesse iria resolver o meu problema. Sabia que a minha dor de cabeça tinha nome e sobrenome, Elena Gilbert; era incrível como uma pequena conversa pode ter mudado a minha vida e o nosso relacionamento para sempre.

Damon? — ouvi a voz do meu irmão vinda da sala, pela hora ele deve ter acabado de chegar da aula – Você está em casa?

Não tinha jeito, então eu decidi me levantar para encontrá-lo.

Você não parece muito bem, cara – Stefan disse enquanto me olhava de cima a baixo – O que foi que aconteceu?

E quem foi que te disse que aconteceu alguma coisa comigo? — cruzei os braços e o encarei.

Eu te conheço melhor do que você imagina, Damon, sei quando tem alguma coisa errada – explicou – Você tem estado calado o final de semana inteiro, poderia observar que você não foi a aula hoje, mas você faz isso sempre, então...

Tudo bem, Stefan, já vi que não tem como eu esconder nada de você – deu um longo suspiro e passei a mão pelo cabelo, uma hora outra eu teria que me abrir com alguém sobre esse assunto, ninguém melhor do que o meu irmão para isso.

E eu imagino que a sua conversa com a Elena na sexta-feira tenha alguma coisa a ver com isso, não é mesmo? — aquela não era exatamente uma pergunta...

Você acha que eu posso ser um bom pai? — decidi perguntar, por fim.

Levando em consideração que você ajudou a cuidar de mim quando éramos pequenos, acho que sim – afirmou – Você vai ser um ótimo pai, um dia.

E era isso que eu temia. Obviamente eu pensava em ser pai um dia, mas esse dia, certamente, não era agora. Não existe a menor condição de eu conseguir sustentar uma criança nesse momento.

Mas porque você está me perguntando isso....- parou um pouco para pensar, provavelmente juntando os pontos e chegando a conclusão do que eu deveria estar falando – Ah...!

Elena me contou quando eu fui encontrá-la na frente da escola de balet da irmã dela – disse, calmamente – Depois disso nós tivemos uma briga.

Deixa eu imagina, você pediu para ela tirar o bebê, não foi? — aquela também não tinha sido uma pergunta, mesmo assim, balancei a cabeça afirmativamente.

Não que eu quisesse de verdade que Elena abortasse, aquele era o meu filho e secretamente eu já o amo. Mas eu meio que estava sem opção no momento e não consegui pensar em uma solução melhor.

Damon... — meu irmão balançou a cabeça negativamente, totalmente decepcionado.

Stef, eu não posso ter um bebê agora, não nessa condições – verbalizei tudo que eu estava pensando – Você conhece os nossos pais e sabe que ele iriam cortar o dinheiro que me mandam e não tem a menor condição de conseguir um emprego sem ter terminado a faculdade sem nem ao menos saber em que vou me formar.

Foi então que algo passou pela minha cabeça. Algo que resolveria todos os problemas, de uma vez por todas.

Mas você não teria esse problema... — completei.

O que quer dizer com isso? — elevou o tom de voz, provavelmente já sabia o que eu iria falar.

Você sempre foi o garoto de ouro da mamãe e do pai – lembrei – Se você aparecer em casa com a notícia de que engravidou a sua namorada, eles não vão cortar o seu dinheiro. Pelo contrário, são até capazes de ajudar.

A reação dele foi começar a rir descontroladamente.

Você só pode estar ficando maluco, Damon – revirou os olhos – Está mesmo sugerindo que eu assuma o seu bebê?

Quero que você se case com a Elena e assuma a paternidade dessa criança – completei – Assim os dois não vão ficar desamparados.

E você acha mesmo que a Elena vai aceitar isso, sem mais nem menos? — continuou – Acha que ela não vai se opor em se casar com o irmão do namorado e que ele seja o pai do bebê dela?

Elena está com raiva de mim por tudo que eu falei, mas não vai querer ser mãe solteira – garanti – Os pais dela são muito conservadores e nunca a perdoariam por fazer isso. Além disso, você é alguém que ela teria o maior prazer em apresentar para eles, coisa que nunca teve coragem de fazer comigo.

Stefan estava encarando os próprios pés nesse momento. Sabia várias coisas deveriam estar passando pela sua cabeça.

Eu sei o que você sente por ela, Stefan... — decidi falar, por fim.

Eu e meu irmão conhecemos Elena no mesmo dia, enquanto ela estava visitando o campus juntamente com a melhor amiga e nós dois a achamos a mulher mais fascinante do mundo. Sabia que ele era muito tímido, então não perdi tempo em chamá-la para sair; apesar de dizer que está feliz, sei vem sofrendo calado esses quatro meses nos vendo juntos.

Isso não muda nada – deu de ombros – Ela não sente a mesma coisa por mim e sim por você.

Tente conquistá-la – sugeri – Vocês vão estar casados, é só uma questão de jeito e ela vai estar caidinha por você.

E você está mesmo disposto a abrir mão da sua namorada e do bebê vocês e me deixar ocupado o espaço em que você deveria estar na vida deles? — eu entendo a duvida dele, eu nunca fui o tipo de pessoa que poderia ser capaz de um ato tão altruísta desses.

Esse é o melhor para todos, então eu estou disposto a isso – afirmei – E mais, assim que vocês conversarem e ela disser sim, vou embora de Los Angeles, peço transferência para uma outra universidade qualquer e deixo os dois em paz para serem felizes.

Eu devo mesmo estar muito apaixonado pela Elena para estar disposto a fazer uma coisa dessas...

Olha, Damon, eu preciso pensar nisso – respondeu, por fim – Isso é uma coisa que vai mudar toda a minha vida e a da Elena também e não posso simplesmente dizer sim na mesma hora.

Tudo bem, eu entendo – dei um longo suspiro antes de concordar – Mas tenta pensar rápido e me diz assim que tiver uma resposta.

Pode deixar eu vou fazer isso – garantiu – Agora, se me der licença – apontou para os livros e cadernos que estavam em cima da mesa.

Então ele passou por mim em direção ao seu quarto e me deixou sozinho na sala. Não sei quanto tempo vai levar, mas essa será a maior espera da minha vida.

***

O táxi seguiu o endereço que eu passei para ele, foi um longo caminho do aeroporto até lá, mas logo o carro estava parando em frente a uma casa. Ela não ficava muito longe do nosso antigo apartamento e não deveria levar muito tempo para chegar ao campus da UCLA; além disso, parecia ser uma bairro tranquilo e bom lugar para e criar uma criança.

Paguei a corrida e sai do veículo. Fui até a porta e toquei a campainha, então eu fiquei esperando até que alguém viesse atender.

– Eu atendo... — ouvi uma voz infantil seguido do barulho de chave.

Eu só a tinha visto uma vez, em uma foto que minha mãe mostrou, ela devia ter poucas horas de nascida e estava dormindo tranquilamente nos braços do Stefan. Desde então eu fiquei pensando em como estaria essa garotinha hoje em dia, que está parada bem na minha frente.

– Você deve ser a famosa Zoe, não é mesmo? — perguntei de uma maneira carinhosa.

Ela era bem parecida com Elena: os cabelos castanhos, os mesmos olhos cor de avelã e até mesmo o formato do rosto. Era simplesmente perfeita.

– E quem é você? — estava me olhando curiosa.

– Sou o Damon, irmão mais velho do seu pai – provavelmente devem ter comentando com ela sobre mim ou, pelo menos, que eu viria hoje – E, se quer saber, eu estou muito feliz por, finalmente, conhecer você – estendi a mão na sua direção.

– Zoe, aonde você está? — uma voz mais do que conhecida interrompeu a nossa conversa.

Foi então que ela apareceu. Fazia quase sete anos desde a último vez que eu vi Elena Gilbert e posso dizer que ela estava totalmente diferente, mais madura e até mesmo mais bonita, acho que a maternidade faz isso com as mulheres.

– Zoe, eu disse para você não sair da cozinha – começou a alertá-la, parecia que ainda não tinha notado a minha presença.

– É que eu ouvi a campainha, mãe – explicou – Então eu vi atender a porta.

– Outra coisa que eu te falei para não fazer – lembrou – Você não sabe quem está do outro lado da porta, pode ser alguém mal intencionado, pronto para te sequestrar.

– Mas não era ninguém pronto para me sequestrar – ela revirou os olhos, pelo menos uma coisa que tinha herdado de mim – É o tio Damon e ele é bem legal.

Foi só então que ela olhou para frente e me encarou pela primeira vez.

– Damon... — sua voz saiu como um sussurrou, ficou alguns segundo apenas me encarando antes de se ajoelhar em frente a Zoe – Princesinha, vai lá chamar o seu pai.

– Tudo bem! — ela concordou antes de correr para dentro da casa.

Elena se levantou e voltou a me olhar e passou a enrolar a ponta dos cabelos nervosamente.

– Ela é uma graça – decidi quebrar o silêncio.

– Sim, ela é mesmo – concordou – E também é esperta e muito inteligente para a idade, claro que nada disso é graças a você.

Antes que eu pudesse argumentar aquela frase, meu irmão apareceu na porta com Zoe no colo. Assim que me viu abriu um enorme sorriso.

– Damon! — veio me abraçar – É muito bom ver você novamente, não sabe o quanto eu estou feliz por você estar aqui.

Eu também não via Stefan desde que tinha ido embora de Los Angeles. Nos falamos sempre por telefone ou trocávamos e-mails, mas nunca surgia a oportunidade de nos vermos pessoalmente.

– Acredite, cara, eu também estou mais do que feliz em te ver – garanti.

– Acho que vou voltar para a cozinha – Elena avisou – Eu, sua mãe e Caroline estamos terminando os últimos detalhes do nosso jantar.

– Certo... — deu um selinho nela, foi impossível não passar o chão nesse momento – Vai lá então.

– Você vem comigo, Zoe? — quis saber.

– Não – negou com a cabeça – Quero ficar aqui junto com o papai e com o tio Damon.

Claro que ouvi-la me chamar de “tio Damon” era doloroso demais, mas fui eu que procurei isso, então não tinha o menor direito de reclamar.

– O seu pai e o tio Damon tem muita coisa para conversar – explicou – Se você ficar aqui vai atrapalhar os dois.

– Eu não me importo que ela fique aqui – avisei – Vai ser maravilhoso ter a Zoe conosco.

Ela não ficou muito satisfeita com isso e soltou um longo e pesado suspiro.

– O Damon tem razão, Lena, pode deixar a Zoe conosco – foi a vez do meu irmão falar – Vou cuidar muito bem da nossa baixinha.

– Tudo bem... — ela acabou aceitando — E Zoe, não dê trabalho para o seu pai, está bem?

– Pode deixar, mãe – garantiu.

Apesar de ainda estar um pouco relutante, Elena foi para dentro da casa, provavelmente em direção a cozinha.

O que acha de entrarmos? — meu irmão sugeriu – Imagino que você não queira ficar aqui fora para sempre, não é mesmo?

– Pode ter certeza de que eu não quero mesmo – concordei.

Assim que passei pela porta, senti um par de braços me abraçando com toda a força que quase quebrou todos os ossos do meu corpo. Nem precisa ver para saber que e tratava da minha mãe.

– E aqui está o meu bebê mais velho – disse quando se afastou e colocou as duas mãos uma de cada lado do meu rosto – Pensei que você não fosse mais vir e que iria inventar uma desculpa qualquer.

– Pois estava enganada, mãe – disse, sorrindo – Eu estou bem aqui, como tinha prometido.

– É tão engraçado você chamar a vovó de mãe – Zoe, que nesse momento estava no colo de Stefan, comentou – Porque ela também é mãe do meu pai.

– Sim, eu sei disso – afirmei – Por isso mesmo que nós dois somos irmãos, temos a mesma mãe e tínhamos o mesmo pai.

– Papai, por que eu também não tenho um irmãozinho? — ela decidiu perguntar, totalmente indignada.

– Talvez um dia, Zoe... — meu irmão avisou – Mas você sabe que nasceu meio que por acidente e eu e sua mãe não estamos planejando ter outro bebê no momento.

Fiquei encarando o chão nesse momento, tive medo que qualquer olhar da minha parte pudesse denunciar o que estava passando pela minha cabeça.

– Espero que vocês não demorem muito para isso – minha mãe entrou na conversa – Quero muito ver o meu segundo neto nascer e os primeiros anos da vida dele.

– E você verá, mãe – Stef garantiu, colocando a mão nas costas dela – Você ainda vai viver muitos e muitos anos, não é mesmo, Damon?

– Com toda a certeza – garanti, concordando com a cabeça.

– Bom, vou voltar para a cozinha e ajudar a Elena e a Caroline para terminamos logo esse jantar – avisou – Tenho certeza de que vocês estão com fome.

Então ela seguiu para o outro cômodo e nós nos sentamos no enorme sofá branco que tinha ali na sala.

– E então, Damon, vai me contar porque você demorou para chegar aqui? — meu irmão quis saber – Você disse que tinha algumas coisas para resolver. Será que posso saber o que é?

– Sim, você pode saber – afirmei – Estava resolvendo sobre a minha passagem de volta para Seatle, infelizmente não consegui uma vaga para o voo de hoje, mas consegui para o primeiro de amanhã.

– E por que você quer ir embora com tanta pressa assim? — perguntou novamente – Poderia ficar mais um pouco, quem sabe assim conseguíamos colocar o papo em dia.

– Infelizmente eu não posso – expliquei – Estou indo para o Japão em dois dias, vou participar de um congresso muito importante em Tóquio.

– Entendo... — pareceu levemente decepcionado, mas acabou aceitando, afinal, era um assunto de trabalho.

– Tio Damon, você trabalha em que? — a pergunta de Zoe me pegou totalmente de surpresa, mas mesmo assim eu me virei na sua direção.

– Eu trabalho como correto de imóveis – respondi – Tenho uma imobiliária em Seatle e ajudo as pessoas a encontrarem casas para poderem morar.

Assim que fui embora de Los Angeles há sete anos eu percebi que tinha que tomar um jeito na minha vida, não poderia ficar na faculdade e vivendo do dinheiro dos meus pais para sempre. E foi o que eu fiz: me transferi para a Universidade em Seatle, me formei em Administração um ano depois e não demorou muito para eu fazer uma prova para correto imobiliário e comecei a trabalhar no ramo; hoje posso dizer que sou muito bem sucedido profissionalmente.

– Parece ser um trabalho bem legal – continuou – A minha mãe ainda está fazendo faculdade e meu pai é advogado.

– Eu sei disso... — sabia que o sonho de Elena era estudar história e trabalhar com pesquisa sobre pequenas cidades nos Estados Unidos, espero que ela esteja conseguindo realizar isso; quando ao meu irmão, sabia com o que ele queria trabalhar desde que éramos pequenos – E quanto a você, Zoe? O que quer ser quando crescer?

– Ainda não sei... — deu de ombros – Mas eu tenho bastante tempo para pensar nisso, eu só tenho seis anos.

– E eu tenho certeza de que será bem sucedida no que escolher – deu um beijo na bochecha dela – Damon, eu tive uma ideia. Já que você vai embora amanhã de manhã, por que não dorme aqui em casa hoje?

– Eu dormir aqui? — fiquei espantado com a sugestão dele – Tem certeza de que é uma boa ideia?

– Claro que é uma boa ideia – concordou – Afinal, assim você não precisa se preocupar em procurar hotel e amanhã é só acordar e ir para o aeroporto.

– Só não quero dar trabalho para vocês – avisei – E tem certeza de que a Elena não vai se importar em me ter aqui?

– Tenho certeza de que ela não se importa – garantiu – Temos um quarto de hospedes que acabamos de reformar, você vai ser o primeiro a usar.

Sabia que não tinha como argumentar com o meu irmão mais novo e ele ia acabar me convencendo mais cedo mais tarde, então decidi concordar. Essa noite com certeza seria longo e espero que dê tudo certo.

***

Depois de oito anos morando em Los Angeles já tinha me acostumado com a rotina da cidade e agora tenho que fazer a mesma coisa em Seatle, embora precise admitir que estou gostando muito de morar aqui, sem contar que as aulas até que são bem legais.

Estava fazendo um lindo de sol, mas tudo que eu conseguia pensar era em ficar em casa. Hoje seria o casamento do meu irmão e da Elena e por mais que eu tenha feito isso acontecer, mesmo assim tenho motivos para ficar chateado.

Meu celular começou a tocar e eu fui obrigado a me afastar da janela para poder pegar o aparelho em cima da mesa. Antedi sem nem mesmo olhar no identificador de chamadas o número.

Alô! — disse assim que coloquei o telefone no ouvido – Damon Salvatore falando.

– Filho, sou eu... – ouvi a voz da minha mãe do outro lado da linha – Só estou te ligando para lembrar que hoje é o casamento do seu irmão.

Eu sei disso, mãe – soltei um longo suspiro e revirei os olhos – Acontece que eu estou em Seatle vai ser impossível chegar ai a tempo para a cerimônia.

– É mesmo uma pena...– lamentou, tinha certeza de que ela estava balançando a cabeça negativamente em sinal de reprovação – Tenho certeza de que seu irmão ficaria muito feliz em ter você ao lado dele nesse momento tão importante.

Meus pais tinham feito questão de me mandar várias e-mails e mensagens avisando a respeito do casamento desde que Stefan e Elena tinham marcado a data. Obviamente eu nunca tive a intenção de ir e tenho certeza de que meu irmão sabia muito bem o porquê.

É só uma cerimônia no civil, não vai ter nada de especial – lembrei – Tenho certeza de que ninguém vai se importar por eu não estar lá.

– Mesmo assim é um dia importante para o Stefan – continuou – Tenho certeza de que ele faria isso por você.

Sim, eu sei que ele faria – afirmei – Acontece que eu preciso estudar para uma prova muito importante que eu vou fazer na semana que vem e preciso muito estudar.

– Você está em casa para estudar, isso é novidade – riu – Pelo jeito está começando a tomar jeito desde que foi para Seatle e isso é mesmo muito bom.

Isso era verdade, estava começando a me dedicar aos estudos como não tinha feito durante esses oito anos. Acho que no fundo ainda tenho esperanças de que a Elena ainda possa me perdoar e voltar comigo um dia, embora isso pareça cada vez mais impossível.

Pode deixar que eu vou ligar para ele depois – garanti – Além disso, prometo que vou fazer uma visita para eles antes que o bebê nasça – essa parte era mentira, mas tinha esperanças de que ela parasse de me fazer pedidos se eu prometesse isso.

– Sabe essa garota, Elena, parece ser mesmo uma boa pessoa – continuou, totalmente casual – Você conheceu quando estava aqui em Los Angeles, não é mesmo?

Sim, eu a conhecia – respondi – E ela parece mesmo ser uma boa pessoal.

– Acho que vou gostar de tê-la como nora – afirmou – Foi meio inesperada receber a notícia de que seu irmão iria ser pai, mas eu e seu pai estamos bem animados com a chegada desse bebê e parece que vai ser mesmo uma coisa boa.

Não pude deixar de pensar se eu tivesse contado a verdade de que na realidade o bebê que Elena está esperando é meu e não do Stefan. Será que eles teriam a mesma reação positiva? Iriam me apoiar moral e financeiramente como estão fazendo com ele? Ou será que apenas me criticariam como imaginei que seria desde o inicio?

Espero mesmo que eles dois, ou melhor, eles três, sejam muito felizes – completei – Mas agora eu preciso mesmo desligar para começar a estudar, nos falamos em uma outra oportunidade, mãe.

Assim que desliguei, eu coloquei o celular no mesmo lugar de antes e fui para a mesa aonde estavam os meus livros e cadernos. Me jogar de cabeça nos estudos além de ser importante para a faculdade também seria a minha maneira de esquecer o que estava acontecendo a milhares de quilômetros de distância de mim, mas que eu não conseguia deixar de pensar,

***

– Papai, você contar uma história para eu dormir? — Zoe pediu, puxando a barra da camisa do meu irmão. Já estava de noite e minha mãe e Caroline já tinham ido embora logo depois de nosso jantar.

Ele deu uma rápida olhada na minha direção, parecia não querer me deixar ali sozinho. Mas eu apenas balancei a cabeça afirmativamente, dizendo que ele poderia prosseguir com a sua rotina sem se preocupar comigo.

– Mas tem que ser uma história rápida, princesinha – pediu – Afinal o seu tio está aqui e eu não posso deixá-lo muito tempo sozinho.

– Stef, eu já disse que não tem problema – garanti – Só quero autorização para usar o fogão e preparar um leite quente para mim.

Desde pequenos, nós dois tínhamos o costume de tomar uma caneca de leite quente antes de dormir e até hoje eu continuo a ter esse costume.

– Claro que você pode usar o fogão – avisou – Aliais, se puder prepara um para mim, tanto tempo que eu não tomo leite quente.

– Pode deixar – garanti.

– Vamos, papai... — Zoe o chamou, mais uma vez.

– Bom, Damon, eu preciso colocar essa mocinha na cama – avisou enquanto a pegava no colo – Mas eu não demoro.

Assim que os dois saíram do cômodo eu fui até o fogão e coloquei água para esquentar. Quando pronto eu depositei o conteúdo em duas canecas e deixei uma em cima da pia a espera de Stefan.

Eu me sentei em uma cadeira de costas para a porta da cozinha e comecei a beber o meu leite lentamente. Estava distraído quando ouvi passos se aproximando e me virei achando que era meu irmão, mas, na verdade, era Elena.

– Estava te procurando e o Stefan falou que você estava na cozinha – comentou – O quarto de hóspedes já está pronto, quando quiser, já pode ir dormir. Soube que você vai acordar bem cedo amanhã, então é bom não ir deitar muito tarde.

– Tem razão, obrigado – agradeci com um fraco sorriso – Aliais, obrigado também por me deixar ficar aqui hoje.

– Não precisa me agradecer – deu de ombros – Não importa qualquer tipo de mágoa do passado, você é irmão do meu marido e precisamos conviver.

É claro que sabia que Elena guardava mágoa de mim por tudo que aconteceu e não posso culpá-la por isso. Mas ouvi-la falar disso abertamente era extremamente doloroso.

– Eu te vi olhando para mim hoje durante o jantar – decidi mudar levemente de assunto.

Ela não puxou assunto comigo em momento algum desde o nosso encontro na porta e passou toda a refeição conversando com a Caroline. Mas isso não significa que eu não a tenha pego olhando na minha direção em vários momentos e desviando quando percebia que eu estava vendo.

– Não vou mentir eu estava mesmo olhando para você – respondeu – Pode parecer besteira ou até mesmo infantilidade, mas eu queria te certeza de que você estava realmente na minha frente e não era nenhum truque que a minha cabeça estava fazendo comigo.

Ela voltou a me olhar, provavelmente esperando que eu dissesse alguma coisa, mas eu simplesmente esperei que continuasse.

– Durante sete anos eu imaginei que o dia em que te visse novamente seria o pior da minha vida, mas não senti isso quando soube que você estaria aqui hoje – deu um fraco sorriso – Para ser sincera, pensei que você nem fosse vir, exatamente como tem feito todo esse tempo.

– Tem uma razão para eu não ter aparecido nos últimos sete anos, foi para dar privacidade para vocês dois – expliquei a mesma coisa que já tinha dito ao meu irmão inúmeras vezes – Vocês estava felizes e começando uma vida juntos, não era justo impor a minha presença dessa maneira.

– Bom, Damon, se você não tivesse fugido das suas obrigações, não precisaria ter feito isso, não é mesmo? — e então se virou para poder sair da cozinha.

– Espera, Lena – quase como um reflexo eu me levantei e a segurei pelo pulso, a impedindo de continuar a andar – Não faz isso, eu posso te explicar tudo.

– Você quer me explicar o que, Damon? — revirou os olhos – Que você ficou com medo de ser pai e de ter que ser responsável por você e por uma outra pessoa? Tenho uma novidade, no momento em que eu peguei o resultado do exame e vi que estava grávida, eu também fiquei totalmente apavorada, mas teve algo que fez com que eu não desmoronasse: você – pude ver as lágrimas começando a ser formar no canto dos seus olhos – Eu só tinha 18 anos, tínhamos começado a namorar há pouco tempo e eu nem ao menos tinha contado sobre você aos meus pais, mas eu estava grávida do cara que eu mais amava no mundo e isso era o suficiente, em poucos segundos eu já tinha nos imaginado, nós três como uma linda família.

– Mas eu destruí isso para você logo em seguida – completei.

– Esse foi, de longe, o pior momento da minha vida, saber que você não queria assumir a mim e ao bebê, saber que todos os milhares de planos que tínhamos feito em quatro meses de namoro tinham desmoronado em poucos segundos – deu um longo suspiro antes de prosseguir – A nossa sorte foi que o Stefan apareceu, ele foi tão fofo me propondo casamento e dizendo que ia assumir o meu bebê; no inicio eu não queria aceitar, mas eu não tinha muita escolha e essa foi a melhor escolha que eu poderia ter feito.

– Pois saiba que ele só te pediu em casamento por que eu pedi isso para ele – eu já tinha dito varias vezes que Elena nunca iria saber a respeito disso, mas acabei gritando a verdade totalmente sem pensar.

– Você pediu para ele se casar comigo e assumir a Zoe? — ela ficou totalmente chocada – Isso não é verdade..., você só está dizendo isso para eu deixar de sentir raiva de você. Não pode ser verdade...

– Pois é a verdade – agora que eu já tinha começado, eu ia contar o resto da história – Depois da nossa conversa, eu não conseguia parar de pensar em você e no bebê, queria fazer a coisa certa por vocês dois, mas não podia. Então pedi para o Stefan fazer isso por mim.

Foi só nesse momento que eu soltei o pulso dela, então Elena se afastou de mim, mas não saiu do local. Ela apenas ficou andando em círculos e passando a mão pelo cabelo.

– Isso é mentira... — murmurou – Continuou não acreditando em você.

– Você pode perguntar para o Stefan, se não acredita em mim – a desafiei – Embora eu preferisse que não fizesse isso, não sei qual seria a reação do meu irmão se souber que você descobriu sobre isso.

Foi então que ela colocou a mão no rosto e começou a chorar. Tudo que consegui fazer foi me aproximar, totalmente preocupado.

– Lena, não faz isso – pedi, enquanto a fazia olhar para mim – Acredite, eu podia não estar aqui, mas não houve um dia em que eu tenha deixado de pensar em você e na Zoe.

– Isso não é justo – começou a limpar o rosto – Estou tão confusa agora...

– Tudo bem, é normal está confusa – a tranquilizei – Se quiser conversar, eu estou aqui para isso.

– Durante sete anos eu tive motivos mais do que suficientes para te odiar e agora você vem me dizendo que fez uma dessas... — continuou – De qualquer maneira, tendo feito isso a seu pedido ou não, Stefan foi quem sempre esteve presente. Ficou toda a gravidez ao meu lado, esteve ao meu lado na hora do parto e até mesmo levantava da madrugada quando a Zoe chorava, mesmo sabendo que ele teria aula bem cedo no dia seguinte.

– Stefan para a Zoe um pai que eu não pude ser – afirmei – Sei muito bem disso e sou mais do que grato ao meu irmão por isso.

– Mas sabe, essa sua atitude de pedir para a outra pessoa ficar ao lado do sua namorada e da sua filha por que você não podia, pode até ser confusa, mas também é altruísta – falou – E esse foi o Damon pelo qual eu me apaixonei assim que conheci.

Foi impossível não abrir um sorriso nesse momento; comecei a passar a mão pelo rosto de Elena, que fechou os olhos quase que imediatamente; esse era o sinal que eu precisava para encurtar o espaço entre nós e beijá-la. Ela começou a mover os lábios contra os meus lentamente, correspondendo ao meu contato, também colocou os braços atrás do meu pescoço e bagunçou meu cabelo com as pontas dos dedos. Sabia que meu irmão podia aparecer há qualquer momento, mesmo assim não conseguia me afastar.

– Espera... — foi ela quem interrompeu o nosso beijo e me afastou – Eu não posso fazer isso...

– Por que não? — sei que aquela era um pergunta idiota, mas não pude deixar de fazê-lo – Pensei que estivesse gostando.

– Olha, Damon, eu admito, por mais que te odiasse, acho nunca deixei de te amar, ainda mais agora sabendo a sua versão da história – estava encarando o chão nesse momento – Mas Stefan é meu marido e não posso fazer uma coisa dessas com ele.

– Stef sabe da nossa ligação – lembrei – Sei que ele não se importaria em te dar o divórcio para que possamos viver isso.

Sei que isso pode parecer egoísmo da minha parte, mas saber que Elena nunca deixou de me amar é maravilhoso e não posso pensar em outra coisa que não seja tê-la para mim novamente.

– Você pede para o seu irmão se casar comigo e depois simplesmente pede para ele se divorciar de mim porque você está de volta – virou-se para mim com um olhar totalmente indignado – Não é assim que as coisas funcionam.

– Tudo bem, talvez isso seja algo radical demais – admiti – Mas nós três podemos sentar e conversar, tenho certeza de que chegaremos a uma acordo que será vantajoso tanto para nós quanto para a Zoe.

– Acho que você não está entendendo, eu não quero me separar do Stefan – decidiu dizer por fim – Eu posso ainda te amar, mas todo esse tempo com o Stefan eu aprendi a gostar e ter um carinho muito grande por ele e não poderia largá-lo assim, seria decepcionante para nós dois.

Aquilo foi como um balde de água fria na minha cabeça. Eu tinha jogado a mulher que eu amo nos braços de meu irmão e a troco de nada.

– Além disso... — levou uma das mãos a barriga – Eu estou grávida.

E esse fi o segundo balde na minha cabeça. É claro que eu não imaginava que Elena tivesse se mantido fiel a mim todo esse tempo, ela e Stefan são casados legalmente e nenhum dos dois é de ferro, mas saber que tem um bebê a caminho é sinal de que o casamento está indo bem até demais.

– Uau! — foi tudo que eu conseguir falar – Meus parabéns então.

– Estava desconfiando disso há algumas semanas, mas só tive a confirmação ontem – continuou – Ninguém mais sabe além de você e da minha obstetra, pretendo contar para o Stefan hoje, então amanhã conversamos com a Zoe e depois abrimos a notícia para os outros.

– Tenho certeza de que ele vai ficar radiante com a notícia – meu tom de voz era totalmente desanimador nesse momento,

Elena se aproximou de mim e começou a fazer carinho na minha orelha, gesto que costumava muito fazer quando namorávamos.

– Por favor, não fique chateado e também não volte a se afastar – pediu – Seu irmão fica muito feliz quando você está por perto, sem contar que seria legal você acompanhar o crescimento do seu sobrinho.

– Fica tranquila que eu vou fazer isso – afirmei – Não pretendo mais me afastar de vocês.

Ela deu um beijo no meu rosto e saiu da cozinha. Assim que eu fiquei sozinho novamente, não sabia mais no que pensar.

***

E lá estava eu, em frente ao meu antigo prédio. Morei aqui por oito anos, desde que entrei a UCLA e meus pais decidiram que era melhor eu ir para um apartamento meu em vez de ficar no alojamento estudantil; meu irmão veio para cá quando também foi para a faculdade e agora ele está morando junto com a esposa.

Fiquei sentado em banco de madeira e fingi estar lendo um jornal e rezando par que o porteiro não me reconhecesse. Fiquei um tempo esperando até ver Stefan e Elena saindo de dentro do edifício, ele a ajudou a colocar o carrinho cor-de-rosa no chão para que pudesse continuar a empurrá-lo.

Eles começaram a andar lentamente, o que me permitiu segui-los, o destino dos dois era uma pracinha que não ficava muito longe dali. Foram para a frente do parquinho infantil aonde várias crianças estavam brincando e se divertindo muito.

Os dois passaram um bom tempo conversando animadamente e algumas vezes meu irmão segurava a mão dela e dava beijinhos nas pontas dos seus dedos.

Depois de uma meia hora Stef deu uma olhada no relógio de pulso. Pegou a “filha” no colo e a beijou na testa antes de dar um selinho em Elena e se levantar, provavelmente estava atrasado para a aula na faculdade ou para o estágio.

Ele passou bem perto de mim e precisei me esconder atrás das árvores, mas, por sorte, não fui descoberto.

E lá estavam o amor da minha vida e nossa filha, tomando um sol da manhã e aproveitando o belo dia que fazia. Minha maior vontade era ir me juntar a elas, mas não podia fazer isso.

Sinto muito por tudo que eu fiz, meu amor – sussurrei, embora soubesse que daquela distância não dava para me ouvir – Mas eu fiz isso por nós dois e um dia você vai me agradecer.

***

– Finalmente a Zoe dormiu – Stefan apareceu na cozinha algum tempo depois – Normalmente ela não demora tanto assim, mas hoje estava muito faladeira.

– Ela é uma graça... — sorri.

– E isso tudo é culpa sua – continuou – Ela não parava de dizer o quanto estava feliz por ter conhecido o tio Damon e o quanto ele é legal.

Não disse nada, apenas fiquei encarando a minha caneca, que agora estava cheia até a metade. Estou mesmo muito feliz pela minha filha ter gostado de mim, isso era tudo o que eu sempre quis.

– Desculpa... — falou – Imagino o quanto deve ser doloroso vê-la dessa maneira e não poder contar a verdade.

– Está tudo bem, Stef – avisei – O importante é que ela tem você. Aliais, ela e a Elena têm.

– Hoje, na hora em que todos nós falamos pelo que somos gratos, eu esqueci de falar uma coisa – agora era ele quem não estava me encarando – Eu sou grato por você ter me dado a oportunidade de ter uma família maravilhosa. Elena e Zoe são as pessoas mais importantes da minha vida e não sei como as coisas seriam se não tivesse as duas comigo.

– Sou eu quem tenho que te agradecer, Stef – admiti – Você criou a minha filha e deu a ela e a Elena algo que eu não podia dar na época. Nem quero imaginar como as duas estariam se não fosse por você.

Foi nesse momento que eu percebi o quanto tinha sido egoísta por ter pedido para Lena pedir o divórcio para ficar comigo. Stefan a ama, tem feito tudo por ela nesses sete anos, sem contar que agora tem um outro bebê a caminho; não posso ser o responsável por acabar com isso, não posso estragar tudo pela segunda vez.

– Sabe, por um momento eu fiquei com medo desse jantar – deu um longo suspiro – Tive medo de que quando a Elena te visse fosse querer me largar para voltar com você.

– Ela nunca faria isso – garanti – A Elena te ama, pode acreditar em mim.

– Bom, ela pode até me amar, mas não esqueceu de você – deu de ombros – Já a ouvi chamando o seu nome dormindo, mais de uma vez.

– Mas não fui eu quem ficou do lado dela no momento em que mais precisou – lembrei – Você é o marido e o pai da filha dela e isso sempre será mais forte do que tudo.

– Espero que você esteja certo... — revirou os olhos.

– Acredite em mim, eu estou – ainda hoje ele receberia a notícia de que seria pai novamente e todas as dúvidas iriam acabar – Pensei muito todos esses anos e até mesmo hoje a noite. O melhor para a Elena e para a Zoe é ficar com você e eu amo as duas o suficiente para perceber isso.

– Também amo muito as duas – afirmou – E vou fazer de tudo para honrar essa confiança que você depositou em mim – deu um fraco sorriso.

Então continuamos a conversar mais um pouco antes de irmos nos deitar.

Não sei como será o meu futuro, talvez um dia eu conheça alguém legal para me casar e começar a formar a minha própria família, dessa vez da maneira certa; ou eu posso ser um solteirão convicto que visita o irmão e brinca com os sobrinhos no feriado. Uma coisa eu tenho 100% de certa, nunca vou esquecer Elena Gilbert, meu verdadeiro amor.

Fim

Notas finais
Por favor, não me matem, essa era a minha intenção, mostrar que os dois ainda se amavam, mas que não podiam ficar juntos. O que acharam da versão do Damon para os fatos? Mesmo ele não estando presente ele pensou na Elena e na Zoe todo o tempo e ainda garantiu que as duas ficariam bem... *** Bom, como hoje é o último dia do ano, aqui vão os meus planos de fanfics para 2015. - Vou continuar com "Original Sin" (que está em uma pequena pausa de fim de ano, mas que volta na quinta da semana que vem) - Uma nova fic Steroline (para quem gosta do casal) que vai chamar "Nove Meses" e que pretendo postar ainda em Janeiro (não sei exatamente quando, mas provavelmente ela vai ficar as terças) - Além disso, tenho dois projeto de one: uma Delena chamada "Chasing a Dream" (quem acompanha as minhas fics sabe que eu planejo ela há um tempo, mas agora ela sai, é sério) e uma Steroline chamada "Uma vez em Londres" e tem como pano de fundo o dia dos namorados; portanto eu pretendo postar as duas em fevereiro. *** Bom, é isso Antes de ir quero desejar um feliz 2015 para todos!!! E comentem e digam o que acharam.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!