True Love
4 Ída á cafeteria !
Notas iniciais
Suspirei pesadamente, e pus o telefone em seu devido lugar. Fui ao meu quarto me trocar, pois ainda estava de camisola. Coloquei uma roupa qualquer e prendi meu cabelo. Fui para a cozinha em seguida, não iria tomar café, então optei por já preparar o almoço, afinal, daqui a pouco estaria com fome, e se eu não cozinhasse, Francesca morreria de fome também.
Iria fazer um macarrão, eu não sei cozinhar muitas coisas, mas consigo sobreviver. Coloquei a água no fogo e fui preparando o resto das coisas. O cheirinho estava uma delicia.
De repente me lembrei de uma coisa... Leon. Sorri ao lembrar-me de nossa conversa. Nunca tive uma noite como aquela, foi muito divertida. Acho que nunca vou me esquecer daquele momento, foi perfeito...
Fui interrompida desse pensamento com o som da campainha. Amaldiçoei mentalmente a pessoa. Toda vez que eu estava fazendo algo, alguém sempre me interrompia, eu tinha um ódio disso. Caminhei até a porta, e saí para o quintal, dando de cara com o Diego. Ex. namorado da Francesca. Fui até o portão e o abri.
_O que deseja? – perguntei um pouco receosa, afinal os dois tinham terminado á pouco tempo, por um motivo nenhum pouco legal, que foi por que a Francesca se achava a tal, e adorava ver os meninos babando por ela, e Diego ficava com ciúmes e teve um dia que ele explodiu e deu nisso. Resuminho básico!
_Francesca... – disse suspirando pesadamente e um tom incrivelmente calmo. O olhei por uns segundos, o mesmo parecia triste, não iria perguntar por que. Ele não merecia isso, mas eu tentava avisar a peça que era a senhorita Francesca Reis.
_Creio que é melhor voltar outro dia. Francesca está horrivelmente depressiva e passando mal pra caramba, por ter enchido a cara ontem á noite, que tenho certeza, que foi pelo fim do relacionamento de vocês. Está trancafiada no quarto, e não quer falar com ninguém, e acredito que muito menos você. – falei séria.
_Infelizmente, eu sinto que a amo. – falou em um tom triste.
_Sinto pena de você... – suspirei. – Não era para ter se metido com ela. Apesar de tudo, ela também gostava muito de você, senão não teria bebido tanto ontem, pelo fim do relacionamento de vocês. – falei. – Não se entregue ao amor que você supostamente sente por ela. Esquece a Francesca. Garanto que quando anoitecer, ela vai arranjar outro, outro e outro... – continuei e ele me olhou assustado, mas Diego sabia que era verdade. – Sabemos que é a pura realidade.
_Eu sei... – suspirou. – Obrigado ela conversa... – forçou um sorriso.
_Não diga obrigado. Não fiz nada que te ajudasse, e sim piorei sua alto-estima. Peço-lhe desculpas, mas é verdade tudo isso Diego. Se cuide. – falei e logo fechei o portão, lhe dando as costas com um aperto no coração, pois ele realmente estava triste, e eu odiava ver isso nos outros, me sentia deprimida também.
Adentrei em casa, e encontrei Francesca sentada no sofá. Com um potinho de lenço ao lado, e os olhos totalmente inchados, soluçava pouco também. Observei aquela cena por uns instantes, ela havia chorado pra valer, pois seu rosto não tinha uma das melhores expressões. Aproximei-me dela e logo me sentei ao seu lado.
_O que foi dessa vez? – disse suspirando e logo encostei minhas costas no sofá macio.
_Ele – respondeu num tom frio, o que me causou certo espanto, pois sua voz parecia tremendamente assustadora, parecia que estava louca por alguma vingança. – O odeio – continuou na mesma frieza de antes. – Se eu pudesse matá-lo, eu... – a interrompi.
_Pare de ser dramática! – disse irritada. – Nunca deseje a morte á alguém, isso pode se virar contra você. Tem consciência disso? Acredito que não, se não se calaria pela tremenda besteira que acabou de falar. – Falei tentando normalizar o meu estado.
_Se você tivesse vivido com ele, como eu vivi, durante seis meses, sentiria esse mesmo desejo que estou sentindo juntamente ao meu ódio de vê-lo vivo. – falou parando com os soluços, e em um tom ameaçante.
_Você o ama – afirmei e a mesma se levantou prontamente do sofá. E me olhou com um olhar de reprovação. Levantou seu rosto em sinal de superioridade. Seus olhos me olhavam com um desprezo ridículo.
_Não ouse a falar do que não sabe – Francesca disse um tanto calma. – Eu não o amo. Nunca amei. Foi uma simples diversão. Diversão ridícula e ordinária. Minha vida ao lado dele foi totalmente falsa. – continuou.
_Não estou afim de discussões, principalmente se forem com você. – falei levantando-me também. – Vou sair. – falei passando as mãos em meus cabelos, na tentativa de me acalmar um pouco com aquela situação.
_Para onde? – perguntou um tanto curiosa.
_Não te diz respeito, então não interessa – falei com um sorriso irônico nos lábios e a vi ficar vermelha, provavelmente furiosa. – Não tenho hora para voltar. Apenas digo que volto hoje. Não me ligue ou mande torpedos. Não irei te atender, muito menos te responder. – continuei ríspida.
Saí do local e mal olhei no rosto da garota que tanto me atormentava. Fui ao meu quarto apenas para calçar um sapato confortável, afinal não precisaria me enfeitar tanto... Na verdade eu nem pretendia sair. Só queria me livrar da Francesca. Ela me enchia de irritação. Odiava discutir com ela, era uma das piores pessoas que eu já na terra.
Olhei-me no espelho, logo que calcei meus sapatos. Estava bem. Sorri ao ver minha imagem. Saiba que eu me admiro muito. Não que eu me ache superior. É que sei lá... Sinto-me bem me vendo bem. É tão bom...
Peguei minha bolsa e fui em direção á porta. Passando pela sala e percebi o olhar penetrante de Francesca sobre mim. Estava pouco me importando com ela. Peguei minhas chaves e passei pela porta... Logo já estando na rua.
Caminhei sem rumo, não teria destino, não queria ter saído de minha casa, mas Francesca conseguia me deixar extremamente louca. Senti um odor, bom, eu diria. Era um cheirinho de café. Segui aquele cheiro, estava vindo do lugar mais obvio do mundo, a cafeteria de Angeles, um doce de mulher.
Adentrei no local disposta á tomar uma xícara de café acompanhando com algumas guloseimas. A cafeteria estava bem calma hoje, diferentemente dos outros dias, que era extremamente lotada.
Sentei-me em uma das mesinhas, e logo comecei a ler o cardápio do lugar. Era pequeno, mas lhe garanto que muito chique. Logo um rapaz, um lindo rapaz eu diria, era o garçom, veio me atender, chamava-se Marco, um amor de pessoa, era um cara muito inteligente, e tratava as pessoas com muita gentileza.
_Boa Tarde senhorita Castilho. – disse com um sorriso simpático no rosto, olhando-me com certa ternura. – Como vai indo? – educadíssimo também.
_Melhor do que nunca, e você? – perguntei sorrindo também, afinal as coisas boas tinham que ser retribuídas.
_Vou muito bem, senhorita. – Marco falou doce como sempre. – O que vai querer hoje? – perguntou-me com um caderninho na mão, e logo sacando uma caneta.
_Bom, apenas um cafezinho, com uns biscoitos, ou seja, a mesma coisa de sempre. – falei e o vi anotando. – Apenas isso. – falei.
_Ok, já lhe trago o pedido. – disse sorrindo novamente e logo se retirando do lugar. Sorri e lhe dei uma piscadinha, o mesmo sorriu envergonhado.
Ele saiu constrangido, e eu ri baixo com isso. Comecei a observar o movimento da rua, através do vidro, adorava sentar naquele lugar, ali eu podia ver tudo que estava acontecendo do lado de fora da cafeteria. Totalmente distraída com os movimentos dos carros passavam velozmente na pista.
Senti algo tocar meu ombro, que por sinal, estava descoberto. Aquele toque me assustou um pouco, não fazia á mínima ideia do que ou quem estava fazendo aquilo. Logo que senti, me obriguei a olhar e ver quem era, e deparei-me com uma pessoa, muito bela, eu diria.
_Hã...? Oi? – falei não entendendo o motivo daquele homem tão belo, ter me tocado daquele jeito, com tanto carinho. – Te... Conheço...? – perguntei calma sorrindo para não parecer confusa.
_Não se lembra de mim, Violeta? – perguntou-me com um sorriso muito simpático nos lábios vermelhos, tão lindos.
_Como sabe o meu nome...? – perguntei um pouco assustada, não reconhecia aquele cara de lugar algum.
_Ok, ok – falou rindo. – Sou Leon, se lembra? – perguntou e eu arregalei os olhos. Como? Não era possível! Ele era muito mais lindo pessoalmente do que naquela boate toda escura...
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