Notas iniciais
Oiê Gent *Tudo bem??? Este capítulo eu iria postar amanhã sabe... Mas como a "Manu" me deu uma linda e incrível recomendação, eu não podia deixar de agradecer né? Então, eu amei... Cada palavra rs' Fico feliz que realmente pense isso sobre a minha fic!!! Obrigadaa !! Thanks aos reviews + aos que favoritaram ! Boa Leitura!!

***

_Eu vi aqueles olhares – comentei assim que adentramos em casa.

_Hã? Do que você está falado? – se fez de inocente e eu ri.

_Ah, Francesca! Você e o Marco, cheios de mistérios no olhar... – rimos brevemente. – Achei engraçado.

_E foi mesmo. – concordou comigo. – Ele é muito atencioso.

_É... Minha colega de trabalho fala a mesma coisa. – argumentei e Francesca me olhou confusa. – É que eles estão de “rolo”, um negócio assim. – falei dando de ombros e Francesca ignorou também.

A gente se sentou no sofá, fizemos uma pipoca, e colocamos um filme romântico para assistir. Adorava fazer isso, ainda mais quando se tem uma colega, que no momento, estava parecendo uma grande amiga. Eu e Francesca estávamos tendo uma relação de paz nesses últimos dias, não estou reclamando, pelo contrário, acho ótimo poder conversar sem gritos com ela.

No meio do filme me deu uma crise, e eu comecei a chorar, sem soluços, mas chorei. Francesca acabou dando risada da minha cara, dizendo que eu era muito sentimental pra essas coisas de amor, e eu não discordei, afinal eu era. O telefone fixo tocou, e mesmo com preguiça, me levantei e fui atendê-lo.

_Alô? – perguntei tentando espantar a voz de choro. – Quem fala?

_Leon. – respondeu contente do outro lado da linha. – Por um acaso... Você está ou estava chorando? – ri, ele sabia reconhecer.

_Estava assistindo um filme, e me emocionei. – rimos. – Pareço uma idiota, eu sei.

_Não, não parece – falou num tom seguro. – Violeta, eu te liguei apenas para... Para saber se você está bem – disse.

_Não foi só por isso. – falei.

_Tá bom, na verdade eu estava querendo ouvir a sua voz, mas como eu acho isso meio besta de se falar, inventei uma desculpa, melhor? – ri.

_Ok. – falei. – Satisfeito agora que me ouviu? – perguntei.

_Um pouco. – falou. – Quando posso te ver?

_Quando você quiser...

_Tá bem então. – ele disse e parecia bem do outro lado da linha.

_Leon... – o chamei. – Eu preciso te perguntar algo importante.

_O que?

_Sabe sobre o “Eu te amo” que você disse ontem... Eu não sei se... – ele me interrompeu rapidamente.

_Não precisa dizer nada. – ele respondeu suavemente. – Eu sei que é muito cedo para você ter certeza do que sente por mim. – falou numa tranqüilidade extrema.

_Mas eu sinto que... Tipo... de alguma forma, eu tenho que te corresponder. – falei meio mal. – Eu sei que temos uma forte ligação e atração, mas...

_Mas você não sabe o que isso significa. – ele complementou com um suspiro frustrado. – Não faz mal.

_Faz sim, eu sinto, pela sua voz, que não te faz bem isso... Você tem certeza que pode, ou quer ser feliz comigo? – perguntei um pouco triste.

_Você quer ser feliz comigo? – perguntou-me.

_Eu perguntei primeiro. – respondi. – E quero a resposta.

_É claro que eu acho que a gente pode ser feliz junto – respondeu. – Violeta, eu já disse que eu te amo, e não me importa que você demore á me corresponder. – falou. – Está bem?

_Tá... – murmurei.

_Podemos ir á cafeteria da Angeles? O que acha? – perguntou trocando rapidamente o assunto.

_Pode ser – disse dando de ombros. – Posso levar a Francesca junto? – perguntei, pois queria ver a reação dela ao encontrar o Marco de novo. – A menos que você queira ficar só comigo.

_Claro, pode levar sim – ele respondeu rindo fraco. – Então podemos marcar isso para sábado que vem, pode ser?

_Ok – confirmei.

_Tchau, amor. – fiquei extasiada pelo apelido globalmente conhecido.

_Tchau Leon... – falei boba.

Desliguei o telefone. Percebi que eu estava sorrindo igualzinha á uma idiota. Voltei meu olhar á Francesca, que estava olhando fixamente para a televisão. Sentei-me ao lado dela e voltei minha atenção ao filme.

_Ouvi meu nome na conversa, do que estavam falando? – Francesca perguntou pegando mais pipoca e olhando para mim.

_É que nós vamos á cafeteria, e eu falei que ia te levar junto. – falei e ela arregalou os olhos surpresa.

_Olha colega, fico feliz pelo convite que eu não estava sabendo, mas eu não vou, não quero ficar de vela no meio do casal mais meloso que eu conheço. – falou.

_Não somos melosos – falei séria e ela revirou os olhos. – E você não vai ficar de vela, eu prometo. Vamos apenas tomar um cafezinho.

_Sei... – murmurou. – Eu vou, mas se vocês ficarem se agarrando na minha frente, eu pego a minha bolsa e vou embora num instante. Escutou? — apenas assenti dando risada.

***

Era noite...

Uma noite fria...

Nunca vi fazer tanto frio assim. O dia estava agradável, não tinha o porquê de esfriar assim absolutamente do nada. Eu estava coberta por um monte de blusas e casacos, estava parecendo uma bola.

_Mais um pouco e você sairá rolando por essa casa – Francesca disse num tom debochado. Apenas ignorei o comentário, ela estava igualzinha á mim.

Escutei batidas na porta. Como estão batendo na minha porta se antes tem o portão?! Olhei para Francesca que tinha a cara confusa, assim como eu. Fui até á sala, ver quem era, e como conseguiu passar pelo portão.

Olhei pela janela, silenciosamente, pois eu não sabia exatamente quem era, e por precaução, é melhor não saberem que tem gente em casa né?

Assim que afastei levemente a cortina, olhei para fora e vi um cara, todo encapuzado de preto. Olhei para Francesca que tentava entender o que se passava. Ele não estava sozinho, e sim acompanhado por outros dois caras.

_Por um acaso, você trancou o portão? – perguntei irritada, mas extremamente brava, pois eles poderiam ser assaltantes ou algo do tipo. Francesca fez uma carinha, o que me fez perceber que não. Ela não havia trancado o portão.

Ela veio até a janela também, para dar uma olhada nos homens que estavam lá fora. Assim que ela os viu, se afastou rapidamente.

_Fica quieta – ela ordenou bem baixo. – É o Tomás.

_Tomás? – perguntei sem entender.

_É! – falou aflita. – Aquele ser fracassado que me dopou.

_Como? – perguntei medrosa. – É ele? – ela fez sinal de sim com a cabeça. – Francesca... O que vamos fazer?! – perguntei.

_Não sei... – murmurou. – Chamar a polícia?

_Polícia? – perguntei assustada.

_Sim, a polícia. Vai saber o que esse doido pode fazer com a gente. – falou pegando o telefone fixo. – Mas... E se eles invadirem a casa antes da polícia chegar? Pelo que eu vi, eles estão com pedaços de madeira nas mãos...

Meu coração saltou pela boca quando escutei mais batidas na porta e o nome da Francesca ser chamado. Olhei para ela que já estava pálida. Ele a queria não á mim. Novamente bateram na porta, se que com um pouco mais de força.

Não pensei duas vezes antes de pegar o celular e puxar a Francesca para o meu quarto. Ela estava tão assustada quanto eu. Nós nos trancamos lá dentro, pelo jeito estaríamos mais seguras lá dentro.

_Polícia? – perguntei nervosa.

_Sim... – ela disse baixo. – Mas ele pode fazer algo contra nós depois.

_O que a gente faz?! – perguntei.

Antes de ela responder ou qualquer coisa acontecer. Escutamos um estrondo, fazendo com que pulássemos, devido ao susto. E aí escutamos passos... Ó Céus! Vai seqüestrá-la?!

_O que você fez para ele? – perguntei séria, apenas escutando o movimento dos pés deles, movimentando-se na casa.

_Nada... – ela disse baixo. – Ele queria a penas me levar para a cama, nada de mais. Aí eu dei um fora nele, e acho que ele não gostou muito.

_Pense bem antes de querer seduzir os homens, Francesca – falei irritada. – Conheça-os primeiro, depois faça o que bem entender.

_Não venha com discussões num momento como esses, Castilho.

_Se você não tivesse feito merda, nem estaríamos nesse momento – reclamei também. – E agora, hã? O que a gente vai fazer? Eu não quero ficar aqui para ser estuprada, minha querida.

_Reza para sairmos bem disto aqui então – falou grossa.

Ficamos um tempo em silêncio. Logo paramos de ouvir passos, o que me deu um grande alívio. Fomos até a porta e tentamos ouvir mais alguma coisa, mas não escutamos nada.

Francesca cuidadosamente abriu a porta do quarto, sem fazer nenhum tipo de ruído. Eu estava atrás dela, apenas esperando que não houvesse mais ninguém dentro da minha casa.

_Acho que não tem mais ninguém por aqui. – Ela disse mais tranqüila.

Saí do quarto ainda silenciosamente. Realmente, a casa parecia vazia. Olhamos de um lado para o outro e não vimos ninguém. Suspirei aliviada, parecia que eu tinha tirado um peso das minhas costas.

_Vejamos... Parece que as princesas estão em casa. – uma voz masculina soou atrás de mim. – Estavam se escondendo, é isso? – minha respiração ficou pesada e super audível, minha mão tremia tanto, que parecia que eu estava com algum tipo de problema nos nervos.

Francesca permanecia imóvel, apenas olhando fixamente para mim, e para a pessoa que estava supostamente atrás de mim...

"Deus nos salve!"