True Love

20 "Não sei se quero me apaixonar de novo"


Notas iniciais
Oi Gent !! Bom queria agradecer aos seus lindos comentários que deixaram no capítulo anterior, fico muito agradecida com isto !! Bom, aqui vai mais um capítulo! Boa Leitura!!

Abri meus olhos um pouco sonolenta, meu corpo estava cansado, e eu precisava dormir mais, nem que seja por meio minuto. Percebi que eu ainda estava deitada no peito de Leon. Sorri ao me lembrar de ontem à noite.

Levantei um pouco minha cabeça, encontrando Leon, com os olhos fechados, mas ele não estava dormindo, ou melhor, parecia que ele não estava, pois fazia alguns carinhos em minhas costas nuas.

_Bom dia – murmure lhe dando um leve selinho.

_Bom dia – disse abrindo os olhos lentamente e esboçando um pequeno sorriso, logo acariciando meus cabelos. – Dormiu bem? – perguntou e eu apenas assenti. – Você... Gostou de ontem?

_Não – murmurei. – Simplesmente... Amei. – disse.

_Eu... Eu não te... Machuquei? – perguntou com uma expressão preocupada. Suspirei vendo o quanto ele era atencioso. Apenas balancei a cabeça negativamente sorrindo. – Me desculpe.

_Pelo que Leon? – perguntei confusa.

_Por isso – disse afastando levemente os meus cabelos do meu ombro. Vi uma vermelhidão, nada de mais. – E por todas as outras que deixei. – suspirou escondendo novamente a pequena marca com os meus cabelos.

_Não foi nada de mais. – falei acariciando seu rosto. – Eu sei que você estava se esforçando ao máximo para fazer as coisas acontecerem magicamente. – disse. – E essas marquinhas significam que nos amamos por inteiro, sem exceções.

_Você é maravilhosa. – León disse e eu ri.

_Bem que eu queria ficar aqui, para sempre com você, mas eu acho que precisamos levantar. – falei sorrindo. – Sem contar que preciso ter noticias de Francesca. – falei me lembrando e novamente me preocupando com a situação da minha colega.

_Fica só mais cinco minutinhos – insistiu fazendo manha, segurando minha cintura firmemente. Neguei e ele fez uma carinha triste, fazendo com o que eu caísse na risada. – Você é insensível.

_Claro que não. – falei. – Sou a pessoa mais sensível deste planeta – brinquei e ele riu.

Peguei o lençol, enrolando-o em meu corpo, e logo me levantei da cama, e Leon fez o mesmo. Virei para falar com ele, encontrando-o apenas com sua roupa íntima. Meu olhar se direcionou ao seu corpo.

_Acho melhor você se vestir – murmurei virando de costas desviando meu olhar do mesmo, e não demonstrando a minha vergonha ao vê-lo daquele jeito

Escutei León rir e depois dizendo que iria tomar um banho, apenas assenti e escutei a porta batendo, indicando que ele havia saído. Um sorriso brotou de meus lábios, nunca me imaginaria numa situação como essa...

Fui até o meu espelho, vendo o quanto eu parecia feliz. Peguei o meu roupão, pois eu seria a próxima a tomar um banho. Depois de um determinado tempo, Leon voltou lindo e cheiroso, e assim eu corri até o banheiro.

¨¨

Saí do banheiro, já vestida, com um vestido simples. Voltei para o meu quarto e fui para o meu espelho, pentear os meus cabelos. Senti duas mãos em minha cintura e logo um corpo atrás do meu, e assim a imagem refletida no espelho, de León. Sorri.

_Está linda – disse dando um levíssimo beijo no meu pescoço.

Virei para responder, mas fui interrompida com uma voz feminina, um pouco fraca, mas conhecível aos meus ouvidos. Olhei para porta encontrando Francesca apoiada na mesma e o Marco ao lado dela, um pouco sem graça.

_E só eu ficar mal por um dia, que a senhorita já arruma outro companheiro Violetta? – disse divertida me fazendo corar rapidamente e León deu risada.

_Francesca – murmurei indo até a mesma.

Ela sorriu e eu abracei a mesma apertadamente, como nunca fiz. Ela retribuiu. Por mais que existissem nossas diferenças eu nunca imaginaria que algo ruim acontecesse à Francesca.

_Como você está? E o bebê? – perguntei afoita e ela riu. – E porque o Marco veio com você até em casa? – perguntei por que aquilo era meio estranho. Ela foi até o hospital com o Diego e voltou com o Marco?

_Calma, respira – riu. – Eu estou bem, e o bebê... – ela suspirou me deixando preocupada e com poucas esperanças. – O bebê sofreu um pouco... Digo, com o sangramento, eu tive uma pequena hemorragia, e isso o afetou um pouco, mas segundo os médicos... – suspirou novamente esboçando um leve sorriso. – Ele está bem, assim como eu.

_Ai que ótima notícia! – exclamei sorridente. – Mas por que o Marco está aqui? Você não foi com o Diego? – falei curiosa.

_Sim, mas eu tive uma pequena... Discussão com ele – falou séria. – E digamos que ele me estressou, muito. Então o mandei embora, ele quis ficar, mas eu e o doutor insistimos para ele ir, porque o mesmo estava me deixando irritada.

_Tá, mas ainda não entendi o motivo do Marco ter vindo até aqui. – disse.

_O Marco estava pelo hospital, e assim que ele me viu, veio falar comigo, então eu expliquei tudo que estava acontecendo, e depois ele insistiu em me levar até em casa, temendo que eu passasse mal no meio do caminho. – explicou com um sorrisinho voltado para o Marco.

_E eu estava certo, porque você teve uma tontura enquanto andava – Marco disse com um sorriso no rosto. – Nada grave, mas se ninguém estivesse com você, certamente poderia ocorrer algo pior.

_Obrigada – Francesca agradeceu sorrindo gentilmente para ele. – Mas e você, Violetta – disse voltando sua atenção para mim. – Acredito que a noite tenha sido excelente, não é mesmo? Tanto para você quanto para o León. – Arregalei meus olhos não acreditando que ela estava dizendo aquilo, senti uma queimação em minhas bochechas, e logo ouvi risadinhas da mesma. – Quero que me conte depois – sussurrou fazendo com que apenas que escutasse.

Francesca sorriu e saiu de lá, puxando o braço de Marco. Respirei fundo e virei meu corpo, em direção ao León que tinha um sorriso no rosto. Aproximei-me dele vagarosamente.

_Ela parece bem – León disse colocando as mãos em minha cintura.

_É, e tomara que esteja mesmo – sorri envolvendo meus braços em seu pescoço. – Que tal tomarmos café? – sugeri. – Já está ficando tarde.

_Claro – sorriu. – Mas antes, quem era aquele tal de Marco? – perguntou com uma expressão razoavelmente séria.

_Um amigo meu – respondi dando de ombros. – Trabalha na cafeteria, nunca reparou? – perguntei e ele negou. – Vou terminar de arrumar meu cabelo, e logo tomamos café – falei saindo de seus braços e indo até o espelho, pegando novamente o pente.

¨¨

_Vão tomar café? – Francesca perguntou assim que viu eu e o León chegar à cozinha. Apenas assenti, com um sorrisinho patético nos lábios.

Ela estava servindo café para o Marco, e o acompanhando. Acho que eu e o Leon interrompemos alguma coisa, mas tudo bem. Apenas nos juntamos a eles na mesa, e começamos a tomar café juntos, conversando sobre assuntos que surgiam com o momento.

_Fran – Marco disse roubando a atenção de todos. – Eu acho que eu já vou indo. Tenho que ir a cafeteria. Preciso ajudar Angie em umas coisas. – Explicou, se levantando rapidamente.

_Fica mais um pouco – disse se levantando no mesmo instante, segurando o braço de Marco impedindo que o mesmo saísse. Olhei aquela cena, levando minha xícara de café até a boca, segurando o riso. – Digo... Seria bom se conversássemos um pouco mais. – simplificou um pouco em vergonhada.

Eu desconhecia este lado de Francesca. Ela parecia tão meiga e carinhosa em uns momentos, e em outros era totalmente louca, rebelde e muito grossa. Gostei do que o Marco causava nela, e que também causava em minha colega de trabalho, será que ele tem noção de que tem duas mulheres, praticamente caindo aos pés dele?

_Desculpa Fran, mas realmente eu preciso ir – disse sorrindo para a mesma. – É importante e eu não posso me atrasar. – falou se aproximando dela e lhe dando um beijinho na bochecha.

_Eu te acompanho...

_Eu sei o caminho até a porta – falou ainda sorridente. – Tchau Fran, e Tchau Violetta e León. – acenou.

Ele saiu da cozinha, deixando Francesca com cara de boba. Seus lábios foram capazes de esboçar um mínimo sorriso, mas assim que ela percebeu que eu estava a observando, ficou séria novamente, voltando a tomar café.

_Então Leon... – disse com seus olhos voltados para o mesmo. – Passou a noite aqui? – perguntou sorrindo pervertida me fazendo corar em questão de instantes.

_É... Sim – respondeu constrangido.

Leon estava totalmente sem graça com aquela situação, assim como eu estava, afinal, Francesca não tinha consciência do que perguntava, e perguntava nas horas erradas, horas incomodas.

Depois de alguns longos minutos, tomando o café, Leon precisou ir embora, pois recebeu uma ligação de um cliente, e precisou ir atendê-lo. Despedi-me dele, e o mesmo se foi, ficando apenas eu e Francesca na casa.

_Violetta – me chamou. – Eu até queria te ajudar com toda essa louça, mas... Eu preciso descansar e estou um pouco enjoada. – levou a mão até a barriga e fez uma cara engraçada, me fazendo rir. – Se quiser deixar alguma coisa para eu fazer, eu faço mais tarde.

_Não – ri. – Vai descansar Francesca, eu me viro aqui. – Falei e ela sorriu. – Qualquer coisa que precisar e só chamar.

_Obrigada – disse baixo, com um olhar bem sincero. Apenas sorri. Nunca nos tratamos assim, mas felizmente tudo está dando certo agora.

_Francesca – a chamei quando a mesma estava quase saindo da cozinha. Ela olhou para trás, esperando que eu dissesse algo. – Queria te fazer uma pergunta – indicou que eu prosseguisse. – Você e o Marco...

_Não – interrompeu um pouco desesperada, vindo até mim. – Seja lá o que tenha para perguntar, não tem nada entre mim e ele. – respondeu afoita me causando risos. – Por que está rindo criatura?

_Porque é engraçado – ri.

_Não entendi. – murmurou.

_Francesca – sorri. – Você está estranhamente diferente, todos percebem isso. E estou começando a achar que a causa dessa mudança tenha sido a presença de Marco. Acho que ele te deixa meio... Bobinha.

_Bobinha?! – perguntou exaltada e eu apenas assenti. – Não estou boba, e também não estou diferente, continuo a mesma pessoa de sempre. – arqueei uma de minhas sobrancelhas, claro que ela havia mudado, para melhor, mas havia uma mudança.

_Fran, ele está agindo carinhosamente com você, desde o dia em que fomos à cafeteria, você e ele estão estranhos, e eu achei super legal o que ele causa em você – disse falando o que estava pensando naquele momento.

_Ele não me causa nada – murmurou suspirando alto. – Ele não pode me causar nada. – corrigiu. – Violetta, você não entende, eu estou grávida, grávida de um ser maníaco, e de alguma forma estou presa ao Diego. – disse, e pude ver um pouco de tristeza em seus olhos.

_Francesca, você amava o Diego, passado, você não gosta dele, e essa criança, sim é um vínculo, e sempre estará ligando vocês dois, mas você não pode deixar de se apaixonar, principalmente se apaixonar por um cara como o Marco. – falei sorrindo. – Ele te trata bem, e pelo visto gosta de você, e você gosta da companhia dele que eu sei. – rimos. – Quem sabe ele não for à pessoa certa para você, demorou em chegar, mas... Finalmente, antes tarde do que nunca!

_Ai não sei... – disse sem ânimo. – Não sei se quero me apaixonar de novo. – falou. – E além do mais, ele vai conviver comigo e com uma criança que não tem nada a ver com a história de nós dois, isso é, se começarmos alguma coisa.

_Fran, é só um bebê, não é um monstro que vai impedir você de se relacionar com outra pessoa. – expliquei. – Pode até ser algo bom, ele pode te ajudar a cuidar dessa criança, que eu duvido muito que o Diego vá te ajudar.

_É muito cedo para isso – falou suspirando. – Vamos ver se acontece ou não alguma coisa entre mim e o Marco, apesar de que eu acho que ele só quer ser apenas um bom amigo para mim.

_Ou não né? – rimos.

_Mas e você, hein mocinha? – perguntou do nada. – Se cuidou na noite passada?

_Como você sabe o que aconteceu noite passada? – perguntei envergonhada e ela riu.

_Violetta eu não sou tonta – mostrei-lha a língua. – Não é de ontem que conheço os homens, e era meio óbvio que ele iria tentar alguma coisa com você, principalmente por estarem sozinhos em casa.

_Mas...

_E também tem essa mísera marca em seu pescoço – disse, e eu arregalei os olhos. – Não se preocupe que ninguém viu apenas eu, que estava em um ângulo certíssimo para isso. – explicou.

_Não quero falar disso – falei desviando meu olhar do dela. – É constrangedor. – riu.

_Eu sei, e também não quero saber dos detalhes garota. – falou risonha. – Vou descansar. Alguém está me causando certa tontura. – disse passando a mão na barriga e sorrindo...

...

Notas finais
E aí? Sei que ficou meio parado, mas é importante tudo bem? Beijoos!!