True Love
6 Homens são todos iguais!
Notas iniciais
_Vai sair? – perguntei calma.
_O que você acha? – disse no seu tom irônico. – Em casa é que eu não vou ficar. Não sou uma inútil como você, querida. – falou. – Além do mais não te devo satisfações sobre minha vida, não sou uma careta igual á você. Sou muito mais do que você. Muito mais! – continuou com os insultos. Olhei para ela um tanto calma. Ela achava que aquilo me afetava? Coitada...
_Tudo bem, Francesca – falei suspirando para não atacá-la prontamente. – Vá, se você não me deve satisfações, apenas vá. – continuei a olhando seriamente, tentando controlar os meus nervos que estavam á mil.
_Ok, mas antes... – ela disse dando uma pausa e olhando novamente para o Leon com um sorriso sinistro. – Quem é esse seu “amigo”? – perguntou-me um tanto interessada. Ela não presta!
_Esse é o Leon – falei suspirando e logo me sentando numa poltrona, sozinha.
_Posso saber aonde se conheceram? Pois se bem te conheço, você não tem amiga, e muito menos amigos homens Violeta. – falou dando um sorriso sarcástico. – Você é a pessoa mais sozinha que eu já conheci na vida. – provocou.
_Chega Francesca – disse num tom autoritário. – Você não acha que já me insultou demais?! Não acha que já me rebaixou de mais?! Chega! Você já conseguiu o que queria, melhor dizendo, já tentou me deprimir hoje, o que não aconteceu, pois eu tenho consciência de que você não é melhor que eu. Não que eu seja melhor que você, mas com certeza sou superior á todos os seus insultos. – falei. A mesma riu, ela era fraca, fraca de mais.
_É o que você pensa – murmurou. – Mas e então gatinho... – falou ignorando-me completamente e indo se sentar ao lado de Leon. – Achei você assim... Bem bonito, e esses olhos... – falou fingindo um suspiro apaixonado.
_Obrigado – Leon disse com um sorriso de orelha á orelha.
O olhei um pouco indignada, mas tentei esquecer aquela cena. Francesca começou uma conversinha irritante sobre ela, até mesmo se insinuou para cima dele, e o mesmo apenas concordava e sorria com as palavras dela. Conclui: Todos os homens são iguais. Estava achando aquilo ridículo. Ele me ignorou completamente, me deixou de lado, nem olhava na minha cara. Pensei comigo mesma: “Ótimo “amigo” você, hein?”
Para deixar os dois um pouco mais “á vontade”, saí da sala, eles pouco estavam me notando ali. Fui á cozinha, não teria nada para fazer o resto do dia, então como terapia, eu gostava de cozinhar, melhor, gostava de fazer doces, aquilo me acalmava muito, sentia-me mais leve.
Cheguei á minha cozinha, e novamente encontrei mais garrafas de uísque pela bancada. Aquilo me dava um nojo, só de pensar em Francesca consumindo aquele liquido alcoólico. A minha linda cozinha estava imunda, além do cheiro horrível do álcool. Estava tudo bagunçado. Tinha bebida esparramada no chão, a louça suja do almoço, tudo uma imundice só!
Comecei lavando a louça, que não era pouca. Coloquei um avental, e fui para a minha função na pia. Lavei tudo, estava um brilho! Sequei e guardei, não tinha nenhum problema com isso, pois eu sabia que se eu não fizesse Francesca pouco se importaria. Limpei o chão e logo comecei a fazer o mesmo com a minha bancada.
Coloquei as garrafas de lado, e logo peguei as coisas para fazer os meus preciosos doces, aposto que aqueles dois estavam se agarrando na sala, nem me atrevia ir lá para ver essa cena extremamente desagradável aos meus olhos. Logo Leon ia embora provavelmente acompanhado de Francesca, acho que me decepcionei com ele, realmente Leon não era quem eu pensava...
Comecei a preparar a massa, iria fazer um bolo, um simples e adorável bolo, que eu sabia que iria acabar assim que Francesca chegasse, e eu odiava saber disso, além de não querer fazer nada dentro de casa, era a pessoa mais folgada já vista em minha vida.
Fiz a massa tranquilamente, sorrindo, poderia dizer. Um pequeno acidente aconteceu, como eu tinha derrubado alguns ovos no chão, acabei pisando naquela parte, que estava muito escorregadia. Apoiei-me na bancada, melhor, na bacia (caos) fazendo com que a mesma caísse por cima de mim, derramando a massa na minha cabeça, ri com isto. Eu era o desastre em pessoa. Levantei-me cheia de farinha.
Assim que me levantei, deparei-me com uma pessoa na porta, me olhando com certa curiosidade nos olhos. Olhei um pouco envergonhada, afinal eu estava toda suja de massa e farinha. Era o Leon. Fiquei séria. Pensei que ele já tivesse ido embora, e como Francesca o liberou tão rápido?
_O que faz aqui? – perguntei tranqüila pegando o pano e passando em meus braços. – Pensei que já tivesse ido. – falei séria, eu não havia gostado da atitude dele anteriormente.
_Vim... Falar com você. – disse com um sorrio nos lábios e eu me irritei.
_Nossa... Parece que alguém se lembrou da minha existência. – disse com minha ironia infalível. – Que foi? Francesca não te tratou como devia? – perguntei no mesmo tom irônico de antes, estava nervosa, Leon primeiro me surpreendi e logo depois me decepciona, com a minha “colega”.
_Não é isso... – Leon disse e logo olhou para o lado, dando de cara com as garrafas de uísque. – Você me disse que não bebia. – falou olhando-me desconfiado.
_E você acha que eu mentiria? – perguntei o olhando seriamente. – Não Leon, eu não bebo, quem bebe a senhorita Francesca, para afogar as mágoas. Entende? – perguntei e o mesmo deu de ombros. – Leon se você não se importar, quero ficar sozinha.
_Está me mandando embora? – perguntou olhando-me inconformado.
_Qual o problema?
_Qual o seu problema? Por que está me tratando assim? O que eu te fiz primeiramente? Está me tratando mal, sabia? Depois da tarde maravilhosa que nós tivemos você tem coragem de me tratar com essa grosseria? – jorrou as perguntas.
_Primeiramente Leon, eu não te conheço para poder te julgar, e sinceramente, eu adorei nossa tarde juntos, sério, você me tratou super bem, apesar de nos conhecermos tão pouco. – falei com um sorrisinho. – Mas, eu não gostei de uma parte de você, me desculpe, mas uma coisa que eu sou é verdadeira. Você é como os outros, tipo, na primeira oportunidade você me deixa de lado, e eu tentando te tratar bem, com todo carinho, mas foi só uma garota com um short minúsculo aparecer, que você se esqueceu que eu existo. – falei tentando parecer bem calma.
_Violeta, eu sou homem, é impossível não reparar nessas coisas, mas isso não significa que eu já esteja paquerando sua amiga, que é totalmente o oposto. Confesso, ela é bonita, atraente, e desejável á todos que a vêem, mas como eu já te disse, milhares dessas garotas ficam aos meus pés, exatamente como a Francesca. – Leon disse se aproximando de mim.
_Não consigo acreditar em você. – falei. – Na verdade, eu não consigo te decifrar. Você é totalmente misterioso, apesar de ser um pouco previsível. Eu não sei o que dizer... Mas posso lhe garantir que eu e a Francesca não somos colegas, muito menos amigas. Não a suporto.
_Então por que vive com ela? Por que não se muda? Por que, sei lá, não volta a morar com seus pais? – perguntou preocupado rodeando seus braços em minha cintura, me fazendo rapidamente olhar em seus olhos.
_Por que... Eu... Não tenho pais – falei baixo um pouco deprimida por esse fato. – Bom, na verdade eu tenho, mas minha mão morreu há muito tempo atrás, e o meu pai... Simplesmente sumiu, desde então sou obrigada a conviver com ela. – disse com a cabeça baixa. Senti seus dedos levantarem o meu queixo delicadamente, fazendo com que minha cabeça se erguesse e diretamente olhasse em seus olhos.
_Sente a falta deles? – perguntou.
_Um pouco... – sussurrei com os sentidos quase perdidos devido a nossa proximidade. Seus lábios estavam muito próximos dos meus, me causando uma estranha sensação e um desejo perigoso de beijá-lo. – Aprendi a conviver com esse vazio. – falei por fim.
_Sinto muito... – disse num tom baixo.
Sorri. Senti suas mãos se firmarem em minha cintura, me puxando para mais perto dele, deixando-me um pouco assustada com isso. Mas sem raciocinar direito, envolvi minhas mãos em sua nuca. Aproximamos nos e eu senti seu perfume, muito bom por sinal. Sua testa encostou á minha, e eu sorri boba novamente. Lembrei-me que não poderia fazer isso, não poderia beijá-lo por simples atração. Minhas mãos desceram de sua nuca para o seu peito, e eu desencostei minha testa da sua, olhando em seus olhos que estavam escuros, e eu sabia o do por quê.
_Leon... – disse o olhando carinhosamente. – Sinto muito, mas eu não posso. – falei acariciando seu rosto. – Não posso te beijar simplesmente por beijar. – continuei e tirei suas mãos de minha cintura. – É melhor você ir embora...
...
Fale com o autor