True King

15 14 — In The Sea


Notas iniciais
Hey, olha quem finalmente voltou! Queria e desculpar pela demora e tudo mais e dizer que eu realmente espero que isso não aconteça de novo. O título quer dizer "no mar", ou algo como isso, basicamente porque o capitulo se passa no mar. Enfim, boa leitura e eu espero que gostem ♥

O mar estava calmo naquela manhã, mas o vento soprava fortemente e o céu parecia-lhe escuro de mais para àquela hora do dia. Quando perguntou ao capitão o porquê daquela estranha situação, o homem apenas respondeu que decerto uma chuva estivesse vindo.

Porém Jon tinha um estranho pressentimento no fundo do estômago que não lhe deixava ficar calmo. Talvez fosse só a precipitação da possível proposta de casamento. O jovem não desejava casar e quem sabe até gostasse de outra garota.

Todavia percebeu que sua crescente preocupação era algo real. O céu escureceu ainda mais e uma garoa leve começou, o capitão insistia que logo passaria. Naquele momento Jon percebeu que o senhor não sabia muito sobre navegação. Uma forte tempestade começou a cair e o homem abandonou seu posto.

− O que está fazendo? — Jon exigiu o chacoalhando. O comandante apenas balançou a cabeça negativamente e se soltou de seu aperto. Estava completamente apavorado. Jon só entendeu o que o homem faria quando já era tarde de mais, tentou agarrá-lo pela perna, mas a bota de couro estava lisa pela chuva e escorregou. Viu quando os olhos fecharam-se ante ao impacto cortante com o mar.

Virou-se e todos o olhavam, Robb balançava a cabeça com um progressivo medo.

− Alguém aqui saberia como se comanda um navio? — Pediu com descrença. Era óbvio que não sabiam, o próprio capitão garantiu que não seria necessário e que ele era ótimo no que fazia. Pelo jeito era ótimo quando o sol estava brilhando e não mais do que isso.

− É possível que eu tenha alguma noção sobre o assunto — Manifestou-se Theon — Não que eu seja bom ou saiba perfeitamente ma…

− Você consegue desviar rochas sem que o casco do navio seja quebrado? — Interrompeu. Ele afirmou com a cabeça ─ Então está ótimo.

Estava mesmo. O Greyjoy se revelou um talento nato para a navegação. Jon pensou que se algum dia realmente conquistasse o Trono de Ferro e tivesse uma frota Theon poderia ser seu comandante, mas ai lembrou-se de que ele era herdeiro de Pyke e provavelmente preferiria comandar suas próprias ilhas a liderar a armada de um rei.

A chuva engrossava cada vez mais e o chacoalhar do navio começava a lhe dar enjôos. Tinha viajado em embarcações diversas vezes em sua vida, na primeira vez que foi a Westeros, na longa viagem ao redor de Essos com conhecidos e mais outras ocasiões que não conseguia contar nos dedos. Porém algo na tempestade lhe fazia temer, como se pudesse prever que alguma coisa daria errado.

Conforme escurecia menos coisas eles viam, a chuva não parava e estavam tão encharcados que era difícil até de se movimentar. A sensação ruim não passava.

Sentiu-se aliviado quando a chuva começou a diminuir. Porém logo tudo voltou a tona, com a escuridão da chuva e neblina, acabaram não vendo os estragos; três homens de sua guarda particular tinha morrido, o casco da embarcação estava quase que completamente destruído. Estava tudo molhado e os poucos homens que ainda estavam de pé estavam apavorados.

− Navio a vista — Gritou Theon com a voz desesperada.

─ Era só que faltava — Disse um dos marujos.

─ Pelos Deuses, são dois ─ Acrescentou Robb.

Era verdade e eles estavam prontos para atacar. Provavelmente eram saqueadores, destruidores de navios e ladrões. Jon não queria realmente saber.

Quando bem próximos, foi estendida uma ponte levadiça e, logo foram ouvidos gritos de guerra. Seus homens já com as espadas na mão agitavam-se, nenhum estava preparado para uma luta.

─ Homens ─ Soltou alto Jon ─ Preparar ─ Ergueu sua própria espada ─ Atacar.

O primeiro que enfrentou, era fraco e pequeno, quando bateram as espadas pela segunda vez o combatente desequilibrou-se e caiu, Jon aproveitou para enterrar a espada longa no peito do jovem.

Enquanto tentava achar uma brecha na defesa de seu segundo oponente, Jon só conseguia pensar em como Shiera estava fazendo falta. Sabia que se a irmã estivesse ali metade dos homens já teriam caído. Além de ela ser ótima com espadas, sabia táticas desonradas de batalha que Jon nunca ousara aprender.

Apesar do nervosismo, a adrenalina fazia com que seus movimentos fossem precisos e era quase como se seu corpo se movimentasse sozinho, usando tudo o que sabia sem sequer precisar pensar nos seus atos. Jon era rápido, sabia disso e sempre usara isto a seu favor.

Ergueu espada, enquanto o homem lhe pressionava contra a borda do barco, girou para o lado e lhe cravou a espada nas costas. Sorriu com a vitória, havia sido um embate difícil.

A alegria momentânea aumentou quando olhou ao redor e viu que quase todos os inimigos estavam caídos, afinal eles eram navegadores, enquanto Jon e seus soldados eram guerreiros. Sabia que se a luta estivesse acontecendo em terra firme já, provavelmente, teriam vencido.

O sorriso sumiu quando escutou um grito vindo de dentro das cabines. Jon lembrou-se que Arianne estava lá. O navio era grande, demorou certo tempo par que conseguisse encontrar de onde os gritos vinham, quando a ─ na cozinha ─ encontrou surpreendeu-se. O homem estava estatelado no chão enquanto Arianne lhe batia com algum recipiente. Estava com as roupas rasgadas e, percebia-se com muita raiva.

Logo Theon chegou ao lugar também, correu até Arianne a segurando pela cintura enquanto dizia palavras doces em seus ouvidos conduzindo-a para o quarto.
Jon não era tolo, havia percebido que algo acontecia com os dois a um tempo, todavia preferia não comentar sobre o assunto como Robb fazia constantemente. Afinal, nunca, foi alguém que brincava com os assuntos, em geral, Arthur sempre dizia que ele era um garoto carrancudo e que sempre parecia triste o sério de mais. Também não havia o que se dizer contra o relacionamento, eles estavam felizes, e um casamento uniria duas famílias grandes.

***

Tinha acordado no quarto por um servo, sorriu e agradeceu. Sentiu dor de cabeça ao lembrar-se dos acontecimentos da noite anterior. Haviam navegado mais um pouco até encalharem em alguma parte rochosa.

Era uma ilha que pertencia à campina os lordes os acolheram muito bem, com os devidos tratamentos para um rei. Dormiram ali, comeram e logo, com a nova embarcação, iriam continuar a viagem. Era até engraçado pensar que esses incidentes em auto mar sempre aconteciam consigo.

Depois do desjejum, saíram, agradecendo a hospitalidade. À tarde já desembarcavam sem mais problemas. Pegaram cavalos e as previsões eram de que na próxima manhã, Jardim de Cima estivesse à vista.