True Despair
3 Matar, Sobreviver, Correr
Notas iniciais
Akiyo estava chocada tal como todos os outros. Colégio do Desespero? Aquele urso de telecomando se enganara. É Colégio da Esperança, não Colégio do Desespero. Ou será que todos os rumores, o quanto as amigas zoavam dela por querer ir para o Colégio da Esperança… Era a verdade? Ela estivera errada desde o começo? Iria acontecer Aquilo?... Ou… Não sabia.
- Quem? Você é quem? – Disse Akiyo, com incerteza na voz
- Não vou repetir, que você ouvisse á primeira. Tenho cara de gravador repete quanto quiser?- Respondeu Monokuma
- Eu ouvi á primeira…
- Perguntou porquê então? Upupupu.
- Porque… Argh! NADA. – Terminou Akiyo
Todo o mundo estava em choque olhando para o urso enquanto ele virava a cabeça para cada aluno com curiosidade. Clareou a voz, segurou um pequeno microfone preto nas mãos e falou:
‘’Hum. Tá ligado, pelo o que parece. Bem, então. Eu gostaria de começar uma cerimônia de abertura que vocês se irão lembrar por toda a vida! Para começar, eu tenho uma breve declaração sobre a vida escolar de vocês bastardos a partir deste momento... E vocês, bastardos são certamente gênios cheios de talento transbordante. Vocês trazem esperança para o mundo! A fim de preservar e proteger essa esperança... Você vai viver uma vida comum inteiramente dentro das paredes desta escola a partir de agora! Vocês vão ser completamente afastados do mundo exterior! Então vocês não devem mais se preocupar com o que está acontecendo neste mundo podre que vivemos! "
Ouviu — se um grito vindo da outra bancada. Leeh tivera dado um pequeno grito de socorro, chamando alguém pelas supostas janelas que estavam presas por enormíssimos pregos e ferro. O grito fizera os pêlos do pescoço de toda a gente levantar.
"Não importa o quanto você gritar. Nenhuma ajuda está chegando.’’
- Não poderemos sair daqui? – Perguntou Akihito – Não tem nada que possamos fazer para sair?
‘’Claro. É simples.’’
Um coro de suspiros ecoou nas paredes do ginásio. Afinal não ficariam presos para toda a sua vida com pessoas que nunca conheciam na vida. O quão pior ficaria isso tudo? É só uma pegadinha, um reality show? Um Big Brother? Ainda bem.
‘’Matando uns aos outros. Upupupupu’’
Os suspiros e sussurros pararam. De momento, um ar tenso entrou pelas narinas de Akiyo. Era um sonho. Olhou para todo o mundo presente. Seria um vira-e-volta e o que aconteceria era suspiros e de momento ficava tudo tenso? Tudo assim? Um vira tenso e um vira calmo? Não. Isto ficaria tenso e não voltaria a ficar calmo. Ao contrário de toda a gente, Monokuma olhava, brincalhão, para toda a gente. Observava- os meticulosamente desde o primeiro fio de cabelo até uma unha do pé, como se analisasse um corpo morto.
‘’Vão embora. Os dormitórios estarão logo á vossa esquerda.’’
Como zumbies, todo o mundo saiu de cabeça baixa pelas portas do ginásio. Apenas Eleanor parecia ter um pouco de positividade na sua cara. Com um lápis HB na orelha, tentava parecer o melhor possível, como se fosse uma alma de esperança no meio das pessoas. Não estava a resultar, e não resultaria por mais que tentasse. Nem um cachorrinho de olhos mangá conseguiria colocar uma onda de esperança em eles todos, quanto mais uma pintora cheia de manchas de tinta branca nas suas calças. Que burrice.
Akiyo virou para o dormitório, procurando a sua cara pixelizada nas portas. Todo o mundo tivera encontrado seu dormitório. Onde estava o seu? Dormiria no ginásio rodeada por bolas de basquete? Com a possibilidade de Monokuma desenhar um bigode nela enquanto dormia? Naaah… Acho que nem dormir ela conseguria. Subiu duas escadinhas para procurar na terceira parte do dormitório. Andou ás voltas até encontrar a sua cara. Era a única pessoa ali que tivera o seu dormitório na terceira parte dos dormitórios. Porquê? Sabe- se lá. Empurrou a porta e entrou.
Seu dormitório tinha uma cama encostada á parede á sua frente, azul, com uma mesa com um abajour pequeno encima. Poucos passos da porta da entrada estava uma porta, que dava para um pequeno banheiro com chuveiro e um vaso. Na parede á sua esquerda tinha uma pequena estante virada para a parede onde se situava a cama. A estante tinha apenas alguns livros antigos, Akiyo nem se aproximara direito da estante, sem interesse. As paredes estavam pintadas de verde azulado (Ou azul esverdeado? Ah, é tudo igual) e o chão era de madeira resistente e envernizada, que tinha um tapete verde no meio do chão, quadrado.
Akiyo entrou com cuidado. A madeira, apesar de resistente, fazia algum barulho que lhe dava medo. Parecia que você iria cair para dentro da madeira e cair para o piso inferior. Mas nem tinha peso inferior, o que a preocupou mais. Quando Akiyo estava já no tapete, o chão abriu estrondosamente. Com um ‘’Bum’’. Monokuma.
- Oi, Akiyo.
- Adeus, Monokuma.
- Aff, que infantilidade, eu vim aqui avisar você com minhas perninhas fofas e você me diz Adeus como se eu fosse uma pomba.
- Fale antes que eu jogue você pela porta fora.- Akiyo revirou os olhos
Monokuma retirou um tablet de sei- lá- onde e entregou para ela.
- Aí tem todas as regras e etc etc do Colégio.
- Isso é suposto ser um aviso, verme!?
- Ninguém disse que acabei, bastarda.
- Joga. Vá.
- Você não estava, inicialmente, pronta para vir para essa escola. É perigoso tanto para mim quanto para os outros você estar aqui presente. Se Eles souberem de algo, vão querer matar Você em primeiro lugar. Estou ansioso para tal coisa! Upupupupu.
E assim como apareceu, Monokuma desapareceu. Não é possível tal coisa. Se ela era algo assim tão mau, como ela não sabia de tal coisa? E como um boneco de pelúcia sabia? Era impossível, ué. Porquê ela? Porque não outros idiotas que estavam entre eles? Eram dezasseis. Não apenas uma. Não. Monokuma estava simplesmente e apenas tentando assustar ela. Apenas para ela entrar em mais desespero ainda. Ele queria era que ela matasse alguém, com o desespero de sair de dentro do Colégio. Não iria acontecer. Não vai acontecer. É impossível. Ela não mataria ninguém, ela não estava desesperada. Mas… Porque não estava desesperada? Talvez presa para sempre no lugar que ela mais odiava. O colégio. Ciências, Fisico Química, Matemática, Português?
Pior que a única matéria dentro desse colégio era apenas uma. E não era agradável. Era…
‘’Matar, sobreviver, correr’’
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