Notas iniciais
DA SÓ UMA OLHADA!!! AUSHAUHSUAHSAUH

“Troveja bastante, praticamente acabando com a noite que ansiei.”

Tudo corria como desejava durante o dia. Os tomates lhe trazendo satisfação por estarem perfeitos e prontos para colher. O dia ensolarado e com pouco calor e muito vento. Mas com tudo isso o dia apenas passou mais rápido. O italiano levantou-se carregando a sesta de tomates enquanto cantarolava baixo. Andou sem pressa de volta para casa esperando ver aquela pessoa peculiar sorrindo para si, porém soubesse que isso não aconteceria. Seu olhar cada vez mais baixo percorreu a sala inteira, procurando ansioso por ele, a presença que teimava em negar, repetir que não gostava, quando esse estava por perto. Uma agonizante sensação de culpa preencheu os pensamentos do italiano, mas que foram dispersos rapidamente. “B-Bastardo.” Bufou baixo e continuou seus afazeres, as horas continuavam a se passar.

A tarde ia embora junto ao por do sol e a noite chegava com nuvens cinza e tempo frio. Pensou: “Ora, onde está aquele idiota? Já está de noite e vai começar a chover! Pode acabar pegando um resfriado e eu é que vou ter que cuidar dele, tomar cuidado para que não piore. N-Não que eu esteja preocupado! C-Claro que não estou!” Rangeu os dentes enquanto trava de deixar o jantar pronto. Apenas para o outro, pois já tinha comido antes. Arrumou-se após isso.

Parou de frente a janela e colocando a cabeça para fora olhou para cima. “O tempo está péssimo, daqui a pouco vai começar a chover forte. Provavelmente terá trovões.” Um calafrio lhe correu o corpo e fez o italiano fazer uma careta. Pensava em ir dormir mais cedo dessa vez, quem sabe não poderia assim evitar ouvir trovoadas que tanto tinha pavor. Mas parece que a sorte não estava do seu lado. “Ótimo! Foi apenas pensar que começou a chover!” Tratou de apressar-se no banho, colocando um pijama folgado logo após.

“Certo, hora de tentar dormir.” Mas isso parecia impossível no momento. O pavor de trovões era grande de mais e lhe causava arrepios e até mesmo tremedeiras. Cada vez que contava até 10 um trovão caía. Engoliu seco olhando assustado para os clarões do lado de fora da janela, e se de repente um desses atingisse a casa? Ou quem ferisse alguém na rua! Tremeu novamente. O italiano ainda negava a si mesmo, mas sentia falta dos abraços protetores do espanhol, sempre tão quentinhos e acolhedores, sempre carinhosos, embora todos os xigamentos que fazia antes e depois dos abraços, mas que incrivelmente apenas faziam o outro rir. Sempre tão paciente consigo. Fechou os olhos com força, agarrando o lençol, a saudades batia e o desafiava a segurar as lágrimas. Acreditava que passaria a noite toda assim. Porém foi quando ouviu a porta se abrir, rangendo, logo depois passos e algo caindo. Ele chegou.

Levantou-se em um pulo, limpou rapidamente as poucas lágrimas. “S-Spain?” Por sua felicidade, talvez, acabou tendo uma surpresa agradável. “Oh, Romano! Me desculpe demorar tanto assim, mas é que hoje estava mui-“ O espanhol foi interrompido antes que terminasse a frase, sentindo os braços alheios lhe segurarem trêmulos, o abraçado e o italiano ali presente escondendo o rosto em seu ombro, tão delicadamente, mas ao mesmo tempo necessitados. Arregalou os olhos. Afinal, não era isso o que recebia dele todos os dias e sim, primeiro uma reclamação para que depois tentasse aproximar e abraçar o italiano. Piscou os olhos algumas vezes e abriu um sorriso terno e alegre o abraçando de volta. Embora Lovino não soubesse...Antonio precisava de seus abraços, sentia sua falta... Secretamente ambos precisavam um do outro e talvez isso nunca seria dito...tão diretamente.

“Te amo, Romano.”

Notas finais
Espero que goste, Candy!! FELIZ ANIVERSÁRIO ATRASADO.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!