Troublemakers
1 Troublemakers
Notas iniciais
Seus lábios são quentes e macios. Seu hálito cheira à menta. Deveria considerar mais beijos logo após escovarmos os dentes.
— Reyna. — Ela me chama, ofegante.
Silencio-a com outro beijo. Minhas mãos seguram as suas firmemente atrás das costas. Seu corpo todo protesta, infeliz com sua impotência, e eu apenas sorrio. Posso sentir sua cara de indignação.
— Calma aí, gracinha.
Viro Thalia e a pressiono contra a parede. Ela faz de tudo para se libertar, mas aperto-a bem com meu quadril. Enfio minha mão em sua blusa, apertando seus seios. Ouço seus grunhidos. Meus lábios descem por seu pescoço, traçando uma trilha irregular de mordidas, beijos e chupões. Minha mão esquerda passa em suas costas. Contorno sua calcinha e apalpo sua bunda enquanto mordo sua orelha.
— Ande logo com isso, princesinha. — Fala isso com escárnio, e sei que está a beira do desespero.
Coloco meus dedos em sua calcinha. Encharcada, como havia imaginado. Circundo sua entrada. Chego até a colocar a ponta de um dedo dentro, mas por pouquíssimos instantes. Retiro-o e vou para seu clitóris, fazendo movimentos circulares. Thalia geme. Quando percebo que está chegando em seu ápice, paro. Solto-a e dou um passo para trás.
— Isso vai ter volta, Reyna Ávila Ramírez-Arellano.
Seus olhos azuis soltam faíscas.
— Boa noite, querida. — Digo, rindo, e vou para a cama.
***
Ligo o ventilador. Meus braços estão cansados de sovar o pão. Thalia foi ao mercado. Meu coque se solta. Decido parar um pouco. Lavo as mãos, bebo água, prendo de novo meu cabelo e volto ao trabalho. Estou tão absorta no que faço que nem ouço Thalia chegando. O que faz depois, porém, não é algo em que não se pode prestar atenção.
Agarra meu cabelo e beija meu pescoço e maxilar ferozmente.
— Já falei como você fica linda nesse avental?
Ela me vira, e posso ver sua cara. Seus cabelos pretos espetados lembram um ouriço do mar. A pele levemente rosada, os olhos azuis profundos, o nariz levemente arrebitado e as sardas formam uma bela moldura. Seu sorriso mostra bem seus dentes brancos e alvos. Quando o vejo, sei o que me aguarda. É o sorriso mais cafajeste, irresistível e misterioso que eu já a vi fazer. E olhe que Thalia é mestra em sorrisos cafajestes.
O que ela sussurra em meu ouvido logo depois só confirma minhas suspeitas.
— Mas fica mais linda ainda sem nada.
Ela me come com seus olhos, como se eu fosse uma presa em potencial, e ela, uma leoa faminta.
E então, a leoa Thalia ataca.
Morde meus lábios até sair sangue enquanto arranca minhas roupas desajeitadamente. Joga sua jaqueta de couro no chão da cozinha e me empurra para o corredor, beijando vorazmente, suas mãos percorrendo meu corpo e tirando meu sutiã. A camisa larga do Green Day sai voando para um local desconhecido. Derrubamos dois quadros até chegarmos ao quarto. Nesse ponto, estou só de calcinha. Sua calça jeans justa está desabotoada e ela consegue tirar seus tênis. Me empurra na cama autoritariamente e sorri.
— Hoje terei minha vingança, filia romana.
Ela sobe na cama e amarra minhas mãos no estrado de metal.
— Você é cruel. — Digo, contrariada. Me debato, tentando me soltar.
— Relaxe, amor. Nós temos bastante tempo. Afinal, estamos de férias, não é mesmo? — Ela me dá um selinho e me venda.
— Isso é demais, Grace. — Falo, irritada.
Ela apenas ri e me beija. No começo não retribuo, mas como resistir à uma graecus como essa? Até que isso pode ser divertido.
Ela passa a mão em meu cabelo delicadamente e beija minha testa.
Ouço-a tirando o resto de sua roupa e jogando num canto do quarto. Minha calcinha é tirada logo depois. Não sabia que estava tão excitada até esse momento.
Thalia lambe seus dedos e me explora lentamente. Meu clitóris lateja por atenção. Sinto sua língua e não consigo segurar um gemido. Ela passa a língua por toda a minha vulva, parando no ponto entre meus pequenos lábios. Faz movimentos em oito e dá pequenos chupões. Respiro pesadamente. Alguns minutos depois tenho um orgasmo. Podem falar o que quiserem de Thalia Grace, mas ela é boa de cama.
Ela se levanta e vai para outro cômodo do apartamento, me deixando sozinha. Recupero o fôlego. Estou suando. Logo depois, sinto algo sendo pressionado contra minha entrada. É frio e grosso.
— Ah, Thalia...
Ela move o objeto de vidro para a frente e para trás vagarosamente e não vai muito fundo. Logo começo a mover meu quadril, mas seu braço me força para baixo.
— Shhh, querida, sem trapacear.
Ela passa a colocar mais fundo, sem aumentar a velocidade.
— Rá-rápido. — Gaguejo, desesperada.
— O que? — Ela quer me ouvir implorando. Posso sentir seu sorriso. Mas não vou dá-la essa satisfação tão fácil.
Seguro-me mais um pouco, até que fica insuportável. Eu preciso sentir mais.
— Mais rápido. — Falo, firme. Ela aumenta um pouco a velocidade. Só que não é o suficiente. E Thalia sabe disso.
— Por favor, Thals.
— Acho que não estou ouvindo direito, princesa. Pode repetir? — Ela provoca.
— Por favor, mais rápido. Por favor!
Ela gargalha e faz o que peço. Gemo mais. Minhas costas se arqueiam. Os dedos dos meus pés se curvam. E então caio na cama com um baque surdo, exausta.
— Só estou começando, gatinha. — A perversidade em sua voz é quase palpável.
Ela procura algo em um caixa que está ao lado da cama.
— Você tem uma caixa de brinquedos sexuais e eu não sabia disso?
— Bem, é uma caixa de surpresas. Ela precisa ser uma surpresa.
Coloca algo sobre o criado-mudo e liga outra coisa na tomada. O que será que me aguarda?
Thalia assoma sobre mim e me dá um beijo demorado. Minha amada desce pelo meu pescoço com beijos, me dando cócegas. Mordisca meu seio direito enquanto brinca com o outro. Beija todo o meu ventre. Quando chega perto de meu ponto de equilíbrio, ela abre mais minhas pernas. Ouço-a abrindo algo, e logo sinto um líquido gelado em minha outra entrada. Mordo meu lábio inferior. Ela coloca dois dedos. Não dói.
— Thalia, o que você...
Antes que eu pudesse acabar a frase, sinto metal onde antes estavam os dedos de Thalia. Solto um gritinho abafado de prazer.
— Esse é o meu favorito. — Ela fala.
O brinquedo que estava na tomada é ligado. Um vibrador. E numa velocidade alta.
Estou me preparando para ele, mas ela coloca outra coisa em mim. Mais grosso que o outro, de vidro, parece ser também mais longo. Thalia o empurra até o fundo e o retira totalmente. Vai fazendo isso até que, pouco tempo depois, sinto o vibrador me pressionando. As ondas se espalham por todo meu corpo, rápidas e constantes.
O entra e sai e a pressão parecem que não estão só em minhas partes íntimas, e sim no meu todo. Meus sentidos, aguçados pela venda, estão dormentes. Eu não sei o que acontece, só percebo. Não consigo parar de gemer. Volto a mexer meus quadris, e dessa vez Thalia não tenta me segurar. Meus sons ficam mais agudos e altos.
Ela tira o pênis de borracha e me penetra com dois dedos. Em poucos segundos, eu tenho o maior orgasmo de minha vida. Grito em êxtase.
Ela tira o plug e continua mais alguma minutos com o vibrador. Quando para, sinto algo indecifrável. Grace guarda tudo e me desamarra. Tira minha venda e me beija apaixonadamente. Olho fundo em seus olhos. Ela sorri pra mim.
— Você foi leve?
— Uhum. — Ela murmura, feliz. — Quer conhecer o meu forte?
Sorrio. Não conhecia aquele lado de Thalia. Mas definitivamente vou explorá-lo.
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