Notas iniciais
Olá docinhos, tudo bom? Então, lá vamos nós de novo. Terça feira teve The Flash e de novo quero dar a minha opinião sobre o episódio. Eu gosto muito da série, mas atualmente ela vem vacilando um tanto, na verdade só estou assisti do The Flash por causa da Caitlin (minha diva infinita), tenho um amor pela personagem e pela atriz, admiro muito ela. Mas o fato que eu quero levar em questão é que, Flash está a quatro anos no ar, há quatro anos o time Flash (Barry, Caitlin e Cisco) lutam contra meta-humanos e sabem muito bem quando é uma armadilha, então por que diabos eles caíram naquela cilada?! Há três anos Cisco tem seus poderes e Caitlin há dois (um e meio). Eles são poderosos, muito poderosos e inteligentes, então porque colocar eles como bobos neste episódio. Sei que tem que ter uma parte cômica na série e uma parte heróica, mas não é necessário isso. Isso me leva a outro ponto, Ralph. Eu gosto muito do Ralph e sei que ele tem se esforçado para ser levado a sério ( ele é o alívio cômico no meio dessa confusão do barry), mas ele é novato, acabou de chegar e sabe usar seus poderes melhor do que a Caitlin (sei que alguns não vão concordar, mas eu não vejo motivo para ela até agora não ter entrado em acordo com Frost e ter aprendido a se transformar sem precisar ficar irritada ou com medo). E neste episódio ele salva o dia, ele salva dois super-herois que já deviam ter aprendido a se salvarem sozinhos. Além do mais, esse povo tá fazendo é promoção de algemas repressoras? Porque parece que todo vilão tem pelo menos duas dessas dando sopa. Não estou irritada com o Ralph está se tornando um herói melhor. Estou irritada porque estão colocando meus personagens favoritos, aqueles que tem grandes potênciais, para escanteio. Queria que mostrassem que Caitlin já está aprendendo, que ela já é forte o suficiente para controlar sua transformação, queria que mostrassem que juntos eles são mais fortes, como naquela luta no episódio 10, meu time Flash original ( só não deviam ter nocauteado Caitlin tão rápido). E por fim, (possivelmente) Dawn Allen. Oh man, já estou gostando muito desta garota. Ela é tão atrapalhada quanto Barry na primeira temporada. É inteligente, gentil e está escondendo algo. Quero muito que ela interaja com todos, mas principalmente com Caitlin. Quero muito saber como elas se dão no futuro e saber o que diabos ela está fazendo ali. Então...Era apenas isso que queria compartilhar com vocês. Quero muito saber o que acharam do episódio desta semana. Beijos e boa leitura.

Emma piscou abrindo os olhos lentamente até se acostumar com a luz forte. Apoiou as mãos na cama e tentou se sentar, mas parou ao sentir o corpo dolorido, era como se tivesse apanhado novamente de Aaron.

—Não se esforce, seu corpo ainda está fraco. — Caitlin disse segurando seu braço e ajudando a se sentar. Emma bufou.

—Aqui estou novamente na minha doce cama. — dramatizou, Caitlin revirou os olhos rindo e se afastou dela caminhando até Barry. — O que aconteceu?

—Sua pressão baixou e você desmaiou. — Barry disse.

—Minha cabeça ainda dói. — falou colocando a mão na lateral do rosto. — Dói muito.

—Vou te dar um remédio para melhorar. — Caitlin disse.

Emma assentiu.

—Você nos deu um susto sininho. — Cisco falou com a mão sobre o coração de maneira dramática. Barry riu apoiando a cabeça no ombro de Caitlin e ela bateu levemente na cabeça dele também rindo. A cumplicidade e simplicidade naquele gesto fez Emma sorrir, talvez ela tivesse parado no lugar certo, talvez estivesse no momento em que eles começaram a se apaixonar.

Virou para Cisco que também observava o casal com um olhar intrigado.

—Alguém quer me levar pra comer? — indagou. — Tô aceitando qualquer coisa.

—Vamos a Jitters, vou chamar Oliver e Felicity. — Barry disse se afastando de Caitlin.

Emma chamou Cisco com a mão para ajudar a se levantar. Calçou os sapatos e seguiu Caitlin. Encontraram Oliver e Felicity perto do elevador junto com Barry. Assim os seis seguiram de carro para a cafeteria, Emma foi direto para o balcão junto com Cisco.

—Bom dia em que posso ajudar? — a atendente indagou sorrindo.

—Eu quero um Flash, um Frost e um Vibe misturado. — pediu, a atendente fez uma cara de estranhamento, Emma riu. — Sei que é exótico, mas fica muito bom.

—Ok. Um trio estranhamente perfeito saindo. — a mulher falou sorrindo sem jeito e então se virou para Cisco. Ele começou a lista de pedidos, um Frappuccino para Felicity, um expresso para Oliver, um cappuccino para Barry, um chocolate quente para Caitlin.

—E qual a novidade da semana? — ele indagou.

—Temos o Green Arrow. — a atendente falou apontando para o banner posicionando de forma discreta atrás dela. — Café forte com licor de menta.

—Uhm. Parece bom. — Cisco bateu o dedo contra o queixo. — Vou querer.

Emma olhou para a foto da bebida, um copo com um líquido escuro e uma espuma clara por cima com uma folha de menta boiando.

—Daqui a pouco a Liga da Justiça está toda aqui. — sussurrou olhando para o cardápio especial dos super-heróis.

—O que? Você falou alguma coisa? — Cisco indagou.

—Nada, apenas pensando em voz alta. — murmurou.

[...]

O relógio marcava dezenove horas e seu tic-tac incomodava Emma. Nunca foi a pessoa mais paciente do mundo, seus pais faziam questão de frisar isso muitas vezes. Sua paciência era tão pouco que certa vez chegou a ameaçar empurrar Henry escada abaixo e iria cumprir se sua mãe não tivesse ameaçado coloca-la de castigo pelo resto da vida.

—Emma?

Balançou a cabeça olhando para Cisco.

—O que?

—Estou te chamando há horas. Onde você estava?

—Pensando nos meus pais. — disse fazendo ele a olhar intrigado.

—Mas você não se lembra deles.

Emma torceu a boca incerta. Ela sabia que seus pais confiaram suas vidas a Cisco, tanto quanto seu tio confiava a vida a eles. Emma sabia que aquele tipo de confiança só era possível depois de muitos anos de convivência e companheirismo. Ela havia aprendido a confiar somente em quem confiava nela, e Cisco confiava nela, pelo menos a versão futura dele.

—Você consegue guardar um segredo? — indagou, ele assentiu estranhando aquela conversa.

—Que tipo de segredo?

—Um segredo que ninguém deveria saber. Eu me lembro Cisco. Eu me lembro de tudo.

—Eu sabia! — ele disse erguendo os punhos para cima depois os abaixando e olhando irritado para ela. — Você está mentindo pra gente!

—Não! Apenas ocultando fatos que vocês não deveriam saber. Não alterar a linha temporal, não quero causar um Flashpoint igual ao papai.

Cisco franziu a testa confuso com a frase dela, então ele pareceu notar o que ela queria dizer, abriu surpreso e abafou o grito.

—Você é filha do Barry?!

—Como mamãe sempre fala, o sangue não nega. Nem a fome descontrolada. — disse colocando as mãos sobre a barriga. — Tio, eu quero muito explicar, mas agora estou com muita fome. Tem alguma coisa pra mim comer?

—Cheetos! Eu tenho cheetos. — ele falou pegando rapidamente o pacote do salgadinho ainda fechado e lhe entregando. Emma abriu colocando a mão cheia dentro da boca. — Agora explica tudo bem direitinho. Começando com: como você chegou aqui?

—Então, tudo começou quando eu aceitei ir para as montanhas com os meus amigos…

[...]

—'Cause you're a sky, 'cause you're a sky full of stars.

Emma arqueou a sobrancelha com o tom animado de sua mãe. Apoiou o queixo na mão e observou ela remexer a cintura no ritmo da música.

I'm gonna give you my heart.

Ela riu o canto desafiando de Caitlin, se lembrava das horas que passavam cozinhando juntas, dos biscoitos e tortas queimadas, dos gritos de Henry e Zoe, dá risada de Barry e dos latidos de Bubble.

—Você canta animada, isso compensa sua falta de afinação. — disse fazendo Caitlin lhe mostrar a língua. A campainha tocou e a doutora rapidamente deixou a panela que estava sobre o fogão de lado e caminhou até a porta.

—Barry!

Emma se virou encarando a figura sorridente de seu pai parado na porta.

—Oi.

—O que você tá fazendo aqui? — Caitlin indagou.

—Vim ver vocês, posso entrar?

A doutora assentiu e abriu espaço para ele entrar. Emma acenou com a ponta dos dedos e sorriu. Rapidamente eles entraram em uma conversa sobre o jantar que Caitlin tentava preparar, Barry se ofereceu para ajudar e ela aceitou sem pensar duas vezes.

Emma parou e ficou apenas observando seus pais conversando animadamente. Os gestos, os toques e os sorrisos eram os mais verdadeiros possíveis. Embora Emma sentisse algo estranho entre eles, como, figurativamente, um elefante no meio da sala.

Se levantou da cadeira e seguiu em direção ao seu quarto, abriu a porta e encarou a cama de casal bagunçada, não havia tido tempo para ajeitar aquele cômodo. Se sentou na cama e jogou a cabeça pra frente usando seu cabelo como uma cortina.

Então pelo canto só olhou viu um brilho diferente, algo piscava perto da janela. Ergueu a cabeça e caminhou até a janela se agachando para pegar o pequeno pontinho de luz, primeiro achou que era um vaga-lume ou algum animal fosforescente, porém notou que o inseto na verdade era uma máquina minúscula. O lembrança avançou sobre sua mente e lembrou do gravador que Camille havia criado meses antes. O aparelho em sua mão apitou e uma pequena luz saiu dela se transformando em uma imagem holográfica em 3d.

—Oi Emma. — Lydia Lance disse sorrindo alegremente, metade do cabelo loiro caído sobre os ombros enquanto a outra metade estava presa no topo da cabeça. Os olhos azuis brilhavam destacavam as bochechas coradas e o sorriso branco. Lydia era muito parecida com Sara, porém todos diziam que ela havia herdado o otimismo e toda a personalidade de seu pai. — Se estiver vendo muito provavelmente o vaga lume de Cami lhe achou, o que eu simplesmente vou achar incrível, mas se você estiver ouvindo significa que você está perdida em algum lugar do passado e muito provavelmente estará nervosa. Isto é apenas para lhe dizer que não precisa se preocupar, pois logo te acharemos. Espero que esteja bem minha amiga.

O holograma desligou deixando Emma com o coração na mão. Apertou o aparelho em sua mão e o colocou no bolso. Se seus amigos estavam atrás dela, muito provavelmente acabaria dando mais merda do que já estava dando.

Voltou para sala e se apoiou na parede olhando para Caitlin e Barry, os dois riam sobre alguma coisa enquanto mexiam em panelas diferentes no fogão, lado a lado, conversando como iguais. Sorriu, eles mal sabiam o que o destino aguardava para eles.