Troublemaker

19 O Conforto Que Me Faltava


Notas iniciais
Hellooo amores ♥ Vocês estão bem? *---* Hoje volto com mais um capítulo super fofinho, claro ♥ Porque é quase impossível escrever um momento do Natsu e da Lucy que não seja fofo (EITA AUTORA-SAN, OLHA OS SPOILERS LOGO NO COMEÇO, SOS)... Mas enfim. :P Espero que vocês gostem ♥ Boa leitura *3*

Aquele resto de semana foi um grande porre, já que eu não podia sair por conta própria, – para ir na casa dos amigos e tudo o mais, – mas Igneel me obrigou a acompanhar Layla em todos os locais e lojas possíveis para finalizar detalhes do casamento, assim como também tive que ir em aulas extras de dança e ensaiar com a Layla. E sequer Michelle conseguiu se livrar dessa vingança maldita do meu pai, que provavelmente ria de nossas caras toda vez que Layla comentava sobre passar em “só mais uma loja”.

Em uma dessas ocasiões, tive que ir urgente á uma alfaiataria, porque quando todos foram ver suas roupas para o casamento eu estava internado, então ainda não tinha mandado fazer meu terno. É claro, eu não poderia envergonhar, então tinha que ser algo bonito e bem feito, e dificilmente teria o mesmo efeito se fosse com um terno alugado e ajustado.

Nesse dia, meu pai também nos acompanhou, mas ele e Layla foram pra outra loja verificar alguma coisa que não me importava nadinha.

— Você vai ser sincera com sua opinião, não é?! – Perguntei á Michelle, que estava do lado de fora do provador, e estávamos separados apenas por uma grande cortina vermelha.

— É claro que sim, você sabe que eu sempre digo a verdade. Mas se você vier com mais uma daquelas coisas horrorosas, eu vou te chutar. – Ela respondeu, e embora não estivesse vendo seu rosto, eu poderia apostar que ela tinha revirado os olhos.

Segurei o riso antes de sair, e fiz uma pose bem ridícula. Quando puxei a cortina para que Michelle pudesse me ver, sua boca automaticamente se abriu em um “o” perfeito, com uma expressão espantada.

— Isso… Isso é…

— Maravilhoso! – Comemorei da forma mais convincente possível, colocando-me de frente para o enorme espelho que estava na sala de espera do provador.

Eu estava provando alguns modelos para que tivesse uma ideia do que queria quando finalmente fosse fazer o terno. Aquele que eu estava, em questão, era de um tecido grosso e verde. Mas aquele verde bem verde mesmo, que você enxergaria até se fosse cego.

Óbvio, eu estava fingindo que estava amando aquilo, porque na verdade eu estava é bem ridículo, somando meu cabelo rosa com aquela combinação de terno e calça horrendas. Eu parecia um vômito gigante. Ou talvez o São Patrício, aquele tal padroeiro irlandês que tinha até mesmo um dia comemorativo em alguns países.

— Você está brincando, não é?! – Michelle retomou a consciência, olhando-me incrédula. – Você definitivamente só pode estar brincando. Esse é o pior! Superou tudo! Não tem como gostar de algo assim, é horrível, é degradante à minha vista. Eu sinto que vou vomitar, e é capaz de ainda sair algo mais bonito que isso aí que você está usando! – E então veio para perto de mim, levantando as pontas do terno para cima e largando de qualquer forma. – Olha para isso! Nem mesmo dá pra chamar de roupa, é horroroso.

— Já entendi, já entendi. Você odiou! – Comecei a rir, voltando para o provador. – Você ao menos poderia disfarçar um pouquinho, está sendo sincera até demais. Eu estou com medo do que vai me dizer quando eu finalmente escolher algo que eu goste e você não aprovar.

— Se isso aí fosse rosa, provavelmente as coisas seriam totalmente diferentes… – Assumiu sincera, rindo.

Sorri com aquilo, me despindo novamente para provar um terno azul marinho slim, com uma camiseta branca e uma gravata vermelha. Além da calça combinando com o terno, obviamente.

Em minha cabeça, aquilo não faria o meu tipo. Mas a vendedora insistiu que era a minha cara, como uma boa vendedora faz com todo mundo, então eu apenas peguei para provar antes que ela insistisse mais.

Quando eu finalmente terminei de me vestir, ansioso para que pudesse me olhar no espelho e ver como estava, eu respirei fundo, um pouco temeroso sobre aquele ser o terno certo depois de tantas provas. Tudo bem que as quatro primeiras foram de ternos que eu estava apenas tirando com a cara da Michelle, mas foi cansativo e chato da mesma forma. Não era uma roupa que eu costumava vestir, talvez só tivesse vestido um terno uma única vez na vida, no enterro de minha mãe, então escolher algo assim, ainda mais sozinho, para entrar no casamento do meu pai, era totalmente estressante.

— Michelle… – A chamei, para ter certeza de que ela ainda estava ali.

— Diga. Precisa de ajuda? – E sem esperar respostas, foi rapidamente entrando no provador. Mas parou instantaneamente ao me ver.

— Você é doida? – Bati os nós de meus dedos em sua testa duas vezes. – Eu poderia estar nu aqui, e você simplesmente invadiu o provador assim…

— Esse… Com certeza é o terno certo. – Ela me cortou, me medindo por completo.

— Jura? – Pareci surpreso ao dizer, embora estivesse mais incerto do que qualquer coisa.

Passei por ela, dirigindo-me até a frente do espelho, e observei que realmente, aquele caiu muito bem em mim. Eu estava até mesmo mais lindo do que nunca! E nem venha com um “como você é narcisista”, porque se eu não me achar lindo, quem é que vai, não é mesmo?!

— Eu tenho a impressão de que se você fosse até a rua agora e propusesse a primeira garota que visse, ela diria sim. – Ela concluiu, novamente ao meu lado, olhando-me pelo espelho como eu o fazia.

— Uau! Puxando o meu saco! O que você quer, sua peste? – Baguncei seus cabelos, deixando-a irritada.

— Estou sendo sincera, você não me disse que queria que eu fosse sincera? – Ela emburrou. – Além do mais… Você bem que poderia ir até lá em casa assim, né… E aparecer no quarto da Lucy de surpresa… – Ela falava sonhadora, sorrindo maliciosamente.

— Ah, não me diga que você também quer que eu proponha ela em casamento? – Revirei os olhos.

— Não em casamento! Ainda está muito cedo… Mas vocês poderiam começar a namorar, não é?! – Ela sugeriu ainda mais sonhadoramente que antes, como se fosse algo simples. Como se eu quisesse fazer aquilo. Como se Lucy fosse aceitar. Como se…

— Não, não começa, Michelle. – Logo a cortei, voltando até o provador, fechando a cortina rapidamente para que ela não me seguisse.

Poxa, ela havia cortado o clima completamente.

Mas logo Michelle estava ali, abrindo a cortinha tão rápido quanto a fechei.

— Você está dizendo isso como se já tivesse sido um assunto abordado… – Ela me acusou, com uma sobrancelha levantada, sua típica feição de sabichona. – Qual é, o quão ruim seria namorar minha irmã? Eu sei que você tem uma quedinha por ela… – Michelle disse aquilo sem um pingo de incerteza.

— Eu não sei porque de repente o assunto mudou de terno do casamento para Lucy. – Desconversei.

— Admita, Dragneel. Você tem uma queda pela minha irmã! Admita! – Ela cutucava meu peitoral com seu indicador cada vez que falava algo.

— Eu não tenho ideia do que está dizendo! – Falei, tentando fazê-la sair dali. – Agora, se me dá licença, eu gostaria muito de tirar essa roupa irritante o quanto antes. Ainda preciso tirar minhas medidas antes de ir embora.

— Ok. – Bufou, nada feliz. – Mas leve isso em consideração. Eu adoraria ver vocês dois juntos! – E então saiu, me deixando sozinho.

Esperei um pouco antes de me despir, para ter certeza de que aquele lugar não seria invadido de novo.

Assim que sai, apenas com minha calça jeans, logo a atendente que estava ali, esperando eu decidir o que iria escolher, veio com uma fita métrica, um bloquinho e uma caneta, para tirar minhas medidas. Me fez ficar no centro do cômodo, totalmente parado e com os braços abertos, como um retardado.

— Eu ainda me lembro de como cuidou da minha irmã naquele dia da chuva… – Escutei Michelle murmurando ao meu lado, sentada de um jeito nada delicado no sofá convidativo de espera.

— Por favor, Michelle. Desencana. – Revirei os olhos, querendo jogar uma almofada em sua cara.

As mãos da atendente percorreram minha coxa para medi-las, e foram parar extremamente próximas de um local muito perigoso. Não pude evitar mandar um olhar divertido a ela.

— Eu só estou dizendo, oras! Você é o primeiro cara que parece ser totalmente legal e cuidadoso com minha irmã. – Deu de ombros.

— Aquilo foi diferente, ela estava com medo e chorando. – Me expliquei, recebendo um olhar de desconfiança. – Minha mãe me deu educação, sabe… Eu não gosto de ver as pessoas tristes.

Logo a atendente estava em pé, deslizando a mão em meu peitoral de forma totalmente descarada, medindo minha cintura, meu peitoral, ombros e braços.

— Ah, então você aparece na cama delas semi nu e as abraça? – Michelle concluiu, fingindo surpresa. – Que ótimo jeito de subir o astral de alguém. Tenho certeza que deve ter funcionado com todo mundo.

— Michelle… – Suspirei pesado, já me cansando daquilo.

— Eu pararia de te perturbar se você simplesmente admitisse.

— Não tem nada o que admitir. E sua mãe sequer aprovaria isso. – Finalmente me vi livre da atendente, que agora recolhia o terno que eu gostei e se dirigia para os fundos, buscando algo para me entregar.

E inesperadamente um flash atingiu meu rosto, fazendo-me piscar desconcertado por alguns segundos.

— O que você está fazendo? – Tentei parecer irritado.

— Estou tirando uma foto, ué. Eu tenho certeza que a Lucy vai querer te ver sem camisa de novo. É um favor, sabe, de irmã pra irmã.

— Por Kami, Michelle. Você não tem limites. Me entregue esse celular, apague isso! – E inutilmente fui atrás dela tentar tirar o celular de sua mão, mas ela apenas o escondeu em meio aos seios.

— Deixa de ser chato, nii-san. – Ela me mostrou a língua, me deixando totalmente desconcertado. Não por ter mostrado a língua, mas por ter me chamando de “nii-san”.

— O que você disse? – Tentei ter certeza que aquilo não fora algo da minha cabeça.

— Nii-san. Está errado? Mamãe disse que é assim que nos referimos aos irmãos mais velhos aqui no Japão. – Ela respondeu de forma inocente, como a pirralha que ela aparentava ser ao invés da adolescente de quinze anos.

— Ah, não… É só que… É algo inesperado. – Admiti.

A verdade era que eu estava atordoado por conta de algo de anos atrás. Quando eu deveria ter em torno de oito anos, eu sempre pedia um irmãozinho para minha mãe, para que pudesse ser chamado de “nii-san” assim como eu chamava Zeref. Todas as vezes ela ria e dizia que não podia mais me dar um irmãozinho, e então no dia seguinte Zeref me colocava em seu colo e ficava me chamando de “nii-san” um dia inteiro, afim de me agradar.

Escutar Michelle me chamando de “nii-san” me fez lembrar daquilo de forma nostálgica.

Aparecendo de surpresa ao meu lado, a atendente que tirou minhas medidas me entregou um cartão com o dia para buscar o terno e fazer a última prova, e o telefone e nome dela, para fins pessoais. Além, é claro, de sorrir maliciosamente para mim antes de se retirar.

— O que você quis dizer com minha mãe não aprovar? – Michelle arrancou o cartão de minha mão, olhando para o que estava escrito, e fez uma careta ao ver o número pessoal da atendente. – Você não vai ligar pra ela, não é?!

— Isso não te interessa. – Puxei o cartão de sua mão, guardando no bolso de minha calça e indo pegar minha camiseta para vestir.

— Hein, Natsu… O que quis dizer com aquilo da minha mãe? – Ela me seguia, pouco se importando se estava sendo chata.

— Bom, basicamente sua mãe falou que nunca haveria possibilidades de ter um relacionamento entre mim e Lucy, porque agora ela é minha irmã. – Falei, não conseguindo disfarçar a careta ao dizer aquilo.

— Mamãe disse isso? – Ela pareceu mais surpresa do que a situação exigia. – Então quer dizer que você pretendia ter um relacionamento amoroso com a Lucy antes? – Perguntou sorrindo maliciosamente.

— Eu não disse nada disso… – Suspirei, revirando os olhos.

— Claro que sim, está nas entrelinhas, Dragneel. – Ela começou a rir.

— Já terminaram? – Layla apareceu finalmente, junto com meu pai.

Agradeci mentalmente pelos dois terem enfim aparecido, pra Michelle se calar.

***

Aquela sexta-feira, por sorte, Layla me deixou livre de suas obrigações, e eu não pude ficar mais feliz.

— Escuta, vocês dois. – Igneel apontou para mim e Michelle, que estávamos comendo pipoca enquanto assistíamos um filme extremamente sangrento e violento em um canal qualquer, comemorando nossa folga. Estávamos no quarto da Erza, jogados em seu pequeno sofá, já que a sala estava sem uma televisão. – Vocês ainda estão de castigo, e eu não quero saber de me desobedecerem enquanto eu não estiver aqui. Por isso Lucy vai ficar de olho em vocês.

— Lucy? Qual é pai, você acha que eu sou alguma criança? – Tentei parecer o mais estupefato possível, porque eu realmente estava. Até estava parecendo que eu iria aprontar alguma enquanto ele estava fora.

— Eu preciso mesmo dar uma resposta? – Ele perguntou como se a resposta fosse óbvia.

O que não era, definitivamente.

— Nós vamos voltar tarde, então não esperem por nós. Tem comida no forno, por favor, comam. – Layla apareceu por ali também.

— Uau, mamãe! Que gata! – Lucy apareceu na porta, olhando Layla da cabeça aos pés. – Por favor, Igneel, fique de olho nessa mocinha, ela vai atrair muitos olhares desse jeito.

Igneel riu alto, e passou o braço pela cintura de Layla, a puxando para mais perto.

— Eu não vou deixar ninguém roubá-la de mim. – E a beijou, pouco se importando se tinha gente ali que não precisava mesmo ver aquela cena. – Estamos indo. Se comportem!

Após os dois saírem, Lucy ficou ainda por ali vendo o que eu e Michelle estávamos assistindo.

— Vocês vão ficar a noite inteira vendo essa porcaria? – Ela questionou, com uma clara desaprovação na voz.

— E o que você sugere que façamos? Estamos de castigo, oras. – Michelle resmungou de mal humor, fazendo-me segurar uma risada.

— Não sei… Conversar, talvez. Vocês ainda não me disseram o que houve aquela noite lá na sala. – E ela se sentou na cama da Erza, olhando atentamente para nós dois.

Olhei para Michelle, surpreso que ela ainda não tivesse dito nada, e ela apenas me olhou de volta como se pedisse que aquilo continuasse em segredo.

— Convergência de opiniões. – Respondi, ao mesmo tempo que Michelle disse: – Lições de casa impossíveis.

— Ah, claro. Natsu queria te proteger de lições de casa? – Lucy soou extremamente desconfiada, olhando para nós dois nada simpática. – Por que eu não posso saber e o Natsu sim?

— Qual o problema do Natsu saber? – Michelle deu de ombros, irritando ainda mais sua irmã.

— O problema não é o Natsu saber, o problema é só ele saber. Qual é, é do Natsu que estamos falando...

— Ei! Eu ainda estou aqui. – Protestei, sendo totalmente ignorado, já que ela apenas me olhou feio e continuou falando.

— ...E eu sou sua irmã.

— Eu sei, mas é que eu fui vencida pela curiosidade dele. Não era pro Natsu saber. Ele nem quer me ajudar, de qualquer forma. – Ela reclamou, fazendo bico.

— Eu já disse que eu estou te ajudando o mantendo longe, aquele cara não é pra você se meter. – Revirei os olhos, ficando um tanto irritado só de me lembrar do Loke de novo. Levantei-me para ir até meu quarto, já que o filme já tinha acabado, mas Lucy me parou imediatamente.

— Cara? Que cara? – Ela olhou desconfiada de mim para Michelle diversas vezes.

E então me dei conta de que eu tinha dito até demais. Mas já que eu havia falado, então não teria problema se eu revelasse um pouco mais, só para tentar por juízo na cabeça da Michelle.

— Me responda uma coisa, Lucy. Você conhece todos da nossa sala, não é?! – Perguntei, recebendo um olhar pensativo em troca.

— Não exatamente. Eu os conheço de vista, mas conhecer mesmo, não todos…

— Isso já é o suficiente. Sabe aquele cara ruivo, dos óculos, que está sempre arrumadinho até demais e toda vez junto de umas garotas?

— Sim, o Loke… Ele veio conversar comigo algumas vezes…

Ah, mas aquele cara não perdoava mesmo.

— Conversar? Ou ele foi te dar uma cantada? – Perguntei novamente, e Lucy corou por uns instantes.

— Aah… B-bem… Ele…

— Isso já é o suficiente. – Sorri satisfeito, porque eu havia chegado ao ponto que eu queria. – Viu o que eu disse?! – E me virei pra Michelle, que estava um tanto desconcertada. – Ele dá em cima de todas as garotas.

— O que isso quer dizer? – Lucy perguntou, mas eu apenas a ignorei, e me dirigi até o meu quarto. – Você gosta dele? Do Loke? – A escutei perguntando espantada para Michelle, mas não pude ouvir respostas, já que fechei a porta do quarto e me permiti me desligar de tudo.

Provavelmente as duas agora teriam uma conversa sobre como Michelle era doida por querer algo com um cara mais velho, e ainda da laia do Loke, e eu ficaria tranquilo em meu quarto, porque já havia feito o meu papel.

Retirei a camiseta, coloquei uma música para tocar e comecei minha série de exercícios, preparando-me mentalmente para o inferno que seria o jogo de amanhã. Não exatamente por ser um adversário difícil, eu saberia lidar com a Lamia Scale. Mas sim porque Gray provavelmente se veria cara a cara com Lyon, e eu já previa confusão. Sem contar que Juvia também estaria assistindo, então teríamos confusão em dobro. Ou, ocorria até a chance de ser uma confusão tripla, já que Lyon também poderia se encontrar cara a cara com Juvia ali, na frente do Gray.

Eram tantas possibilidades de acontecer uma briga, que as esperanças de não acontecer absolutamente nada se esvaiam mais rápido que qualquer coisa.

Passado algum tempo, provavelmente meia hora, ouvi batidas em minha porta.

— Entre. – Falei, parando meus exercícios e buscando uma toalha no banheiro pra tirar um pouco do meu suor.

— Natsu… Está ocupado? – Escutei a voz de Lucy, e ela estava apreensiva em entrar ali.

Bom, não era pra menos, já que na primeira vez ela acabou me vendo nu.

— Não, fique a vontade. – Apareci na porta do banheiro, a observando ficar ainda mais apreensiva em entrar ali. – Eu não vou te morder, juro. Pode me dedurar ao meu pai se eu fizer alguma coisa. – Falei sincero, esperando que ela acreditasse em mim.

Lucy ponderou aquilo por alguns segundos, então finalmente entrou em meu quarto, fechando a porta.

— O que você pretende fazer comigo? – Fingi estar amedrontado com aquela reação repentina e bastante inesperada vinda dela.

— Eu queria te perguntar algo… – Ela começou, ignorando totalmente minha pequena encenação. – Por que está querendo proteger a minha irmã?

— Eu não posso? – Perguntei, curioso.

— Pode, claro que sim. Mas por quê? – Ela parecia perguntar aquilo como se eu ajudar alguém fosse algo impossível.

— Olha, Lucy, eu realmente não sei o que você pensa sobre mim para estar te surpreendendo com essa atitude, mas é o que qualquer um faria com um pingo de consciência. – Dei de ombros, indo me sentar em minha cama. – Eu conheço o Loke há anos, e a Michelle agora é minha irmã também. Ele é um ótimo amigo, mas eu sei como ele trata as garotas, e eu sei que qualquer dia ela pode voltar pra casa chorando e com o coração partido por causa de um babaca. Eu não sei você, mas eu sou péssimo pra consolar pessoas com desilusões amorosas. Tanto é que eu fiz um péssimo trabalho com o Gray e agora ele é um babaca com a Juvia.

— Você… Se importa mesmo com minha irmã? – Ela pareceu aliviada ao dizer aquilo, e eu revirei os olhos.

— Claro que sim, por que não me importaria? – Confessei, me desconcertando um pouco ao dizer aquilo em voz alta. – Vocês moram conosco agora, não é?! São nossa família. Eu não vou deixar um imbecil magoar uma pessoa da família. – Falei baixo, realmente embaraçado, e senti minhas bochechas esquentarem, rapidamente desviando meu olhar para o chão.

Se já não bastasse eu ter revelado algo como aquilo, o silêncio perdurou por vários segundos, me deixando ainda mais sem graça. E quando eu menos esperava, Lucy estava me abraçando. Um abraço gentil e sincero.

— Obrigada. – Ela sussurrou, em meio ao abraço. – Isso é muito importante pra mim.

Eu a abracei de volta, já que até então não o fazia, e ficamos alguns poucos segundos assim. Eu nunca achei que Lucy me abraçaria dessa forma, por livre e espontânea vontade, e quando ela me soltou, com o rosto um tanto corado, eu me senti ainda mais agraciado com aquele momento. Por mim, não teria um fim. Eu poderia ficar por horas abraçando Lucy e sentindo o perfume de seus cabelos. Eu poderia ficar por horas sentindo aquele calor reconfortante. Eu poderia ficar por horas escutando seus sussurros em meu ouvido.

E então, me desejando boa noite, Lucy saiu, me deixando no mais pleno estado mental de ilusão.

Por Kami, eu precisava que aquilo acontecesse de novo!

Próximo capítulo:

— Não! Não, não, não! Por favor, não me diz que foi você quem saiu com o imbecil de merda do Jellal! – Me levantei rapidamente, olhando-a desacreditado. E ela simplesmente ficou quieta, me encarando ainda mais culpada que antes. – Erza!

— Me desculpa, mas o que eu podia fazer?

— Não sair com ele, oras! Que tipo de pergunta é essa? E você ainda o beijou! Por Kami, o que há de errado com as mulheres dessa casa??? – Eu perguntei retoricamente, andando de um lado para o outro com as mãos na cabeça.

Notas finais
Não sei vocês, mas parece que alguém está se apaixonando... :x ANYWAY O que foi essa Michelle sapeca, hein?! SAHUASHUSHUAs' Ela me diverte horrores ♥ E esse spoiler do próximo capítulo, Natsu finalmente descobrindo o óbvio... :x O que será que vai acontecer entre ele e a Erza? Ou melhor, entre ele e o Jellal? o/ Espero que vocês tenham gostado! Obrigada por acompanharem até aqui e até quinta que vem ♥