Troublemaker

34 Amantes Sob a Luz do Luar


Notas iniciais
Oláaaaaaaa amorinhos ♥ Vocês estão bem? Mais um capítulo fresquinho pra vcs *OOO* Infelizmente ele ficou curto, mas acreditem, é melhor assim... Se eu tentasse acrescentar, acredito que estragaria. Mas o capítulo da outra semana já está pronto, e ENORME! E pq eu disse isso? Não sei tbm, pra deixar vcs curiosos, talvez?! SASAHSASHUASAUs' Anyway... Espero muito que vocês gostem, pq eu AMEI escrever esse aqui ♥ Boa leitura *3*

— Lucy! Lucy, espera! – Saí correndo para alcançá-la, já que Lucy estava indo embora da escola e eu ainda precisava ficar para o treino.

Notei que ela estava com a Mavis e a Michelle, e as três ficaram me olhando curiosas, como se eu tivesse algo pra tratar com todas.

— Eu tenho treino agora, mas vou sair mais cedo. O que acha da gente sair hoje a noite? – Perguntei, vendo-a ficar um pouco surpresa.

Ela olhou sugestivamente pra sua irmã e pra Mavis, e depois me olhou duvidosa.

— Você não planeja me deixar bêbada, né?! – Soltou, me deixando embaraçado.

— Claro que não!

— E você vai me dizer o que aconteceu ontem? – Perguntou em tom ameaçador, na qual eu acabei rindo.

— Eu vou falar até se você não quiser sair comigo. – Dei de ombros. – Mas eu preferiria que a resposta fosse sim. – Sussurrei, com um tom alto o suficiente pra que somente ela escutasse.

Ela ficou me encarando por alguns segundos, e eu daria tudo pra saber o que diabos Lucy estava pensando, me olhando daquela forma tão… Perversa?! Acho que seria essa a melhor palavra pra encaixar naquele momento.

— Tudo bem. Eu gosto da sua companhia… – Ela respondeu, me deixando com um sorriso bobo no rosto. – E eu tô te devendo uma chance.

— O encontro do dia do jogo não valeu como uma chance? – Perguntei, um pouco confuso.

— Claro que sim, e você me surpreendeu. – Lucy sorriu, o sorriso mais lindo do universo, definitivamente. – Quem sabe você não me surpreende de novo?

Acabei sorrindo igual um bobão, e ficamos ali, sustentando o olhar um do outro por longos segundos, até a Michelle pigarrear e nos tirar daquele transe.

— Eu espero que você goste do lugar. – Comentei, já me retirando. – E Lucy… Vá com uma roupa de banho.

— O quê? – Ela perguntou, confusa.

Mas eu já estava correndo longe, e comecei a rir imaginando a cara que ela estava fazendo ao escutar aquilo.

***

— Eu sei que pode parecer delinquência, mas eu juro que não é… A gente vai ter que passar no meio daquelas cercas pra chegar até onde eu quero… – Expliquei, segurando firme sua mão para que ela não caísse na trilha que estávamos fazendo.

— Geralmente quando tem cerca, é pra delimitar o território de alguém. – Ela se pronunciou, olhando para o chão com toda a atenção do universo, para não pisar em nada estranho. – A gente vai cometer invasão territorial, Dragneel? Isso é crime, sabia?! E nós podemos ser presos!

— Fique tranquila, é a terra de um amigo meu. – Dei de ombros, abrindo caminho entre um pedacinho solto da cerca, feito estrategicamente por mim fazia alguns anos, e deixei Lucy passar primeiro.

— Então por que tá parecendo que a gente tá invadindo?

— Ele me deixaria entrar de qualquer forma, mas a vista daqui é mais bonita. E ele sabe disso também. – Expliquei, dando uma piscadela pra Lucy, mas ela não prestou muita atenção, já que olhava para o caminho ao qual tínhamos acabado de passar. – Você está com a roupa de banho que eu pedi?

— Por mais que eu tenha minhas desconfianças... – E ela me olhou bem séria nesse momento, como se estivesse me passando um aviso que se eu tentasse qualquer coisa, estaria encrencado. – Sim, estou. E quem é esse tal amigo?

— Você não acreditaria, mas é o pai da Cana. Acho que você não chegou a conhecê-lo, mas ele é como parte da minha família, como um tio ou algo assim. – Expliquei, lembrando-me de quando ele aparecia em casa, principalmente depois que minha mãe se foi, sempre levando algum presente pra me animar um pouco.

— Ele foi ao casamento? Eu acho que poderia me lembrar dele…

— Não. Gildarts hoje em dia tá viajando muito a trabalho, faz muito tempo que não o vejo. Se ele sabe que meu pai se casou, já é muito. – Falei, pouco disfarçando o quanto aquilo me chateava. Eu sentia sua falta, claro, e sua distância não era nada agradável. – Estamos quase chegando.

— E essa terra dele… Fica ao cuidado de quem? Da Cana? E ela fica sozinha em casa? – Lucy perguntou, curiosa.

— Aqui não é a casa dele, tá mais pra um sítio que ele visita nas férias. Deve ter um caseiro por aí, sei lá. E sim, eu acho que a Cana fica sozinha, mas a casa mesmo fica lá perto da escola. Eu não sei muito da vida dela, ela conversa mais com o Gray.

— E o quê exatamente tem aqui que você quer me mostrar? – Questionou, já que Lucy não conseguia evitar a curiosidade por mais um segundo sequer. E bom, ela até que demorou bastante pra me fazer aquela pergunta de novo, já que a fizera quase durante todo o caminho de casa até aqui.

Ao invés de responder, apenas revirei os olhos e continuamos andando pela trilha que havia entre algumas árvores e plantas pequenas.

— Você também não me disse o que tá carregando nessa mochila.

E ela também parecia desconhecer o silêncio, já que nunca ficava quieta. E pra não dizer que era ‘nunca’, quando Lucy dormia ela ficava bem comportada.

— A gente não vai se perder?

— Eu já vim aqui várias vezes, Luce. Até sem essa lanterna que você tá usando.

— É?! Veio trazer outras garotas também? – Perguntou, e pude escutar perfeitamente o tom de ciúmes naquela frase.

— Por que você fala como se eu fosse assim tão galinha? – Tentei soar ofendido, porque confesso que aquilo realmente ofendia um pouco. – Você já me viu com alguma garota desde que chegou no Japão, Luce? – Perguntei, parando de andar só para encará-la sério, e notei ela ficando meio sem graça. – Você acha que eu consigo prestar atenção em mais alguém depois que você apareceu?

Voltei a andar sem esperar por respostas, e logo Lucy estava atrás de mim de novo. Não ousou falar outra vez por algum tempo e ficou concentrada na trilha.

— E sim, eu já trouxe garotas aqui… – Resolvi responder àquela pergunta, desejando que eu pudesse enxergar a expressão dela mesmo diante a escuridão, mas estava um tanto impossível. – Lisanna e Erza adoraram, inclusive.

— Lisanna e Erza? – Lucy perguntou descrente.

— Quem mais eu traria, oras? – Comecei a rir, finalmente parando de andar e admirando a vista. – Com a Lis eu vim junto do Gray e do Jellal, acho que umas três vezes. E com minha irmã era quase todo fim de semana. A gente apostava corrida na trilha e meu pai e Zeref ficavam brigando com a gente, dizendo que íamos nos machucar. Mas isso foi antes do Igneel conhecer Layla. – Dei de ombros, puxando-a pela mão e mostrando o que estava bem na nossa frente.

Uma grande fonte termal preenchia o local alguns metros abaixo de onde estávamos, iluminada pela grande lua daquela noite, e ao lado havia uma pequena clareira, onde eu costumava ficar com meus irmãos pra comer alguma coisa, nos divertir com algum esporte ou só tomar sol mesmo.

Vi Lucy observando aquilo com bastante admiração, e por um momento me orgulhei do lugar que escolhi para levá-la.

— Isso é incrível!

— É… E será nosso por algumas horas. – Sorri grande, mostrando-a por onde descer.

Após descermos, não demorei em colocar a mochila ao chão, tirar minha camiseta e ficar só de bermuda, mergulhando na fonte. Emergi alguns segundos depois, do outro lado, na parte em que eu conseguia ficar de pé, e me apoiei com os braços na beirada da fonte, vendo Lucy me olhar contrariada.

— Você tem certeza que isso é seguro? – Ela perguntou, fazendo uma careta engraçada.

— Tenho mais certeza que o fato de você ainda não estar aqui.

Lucy pareceu ponderar aquela ideia de entrar ou não, e ficou nessa por alguns minutos. Em pensamento, eu ficava tentando convencê-la do quanto aquilo era bom demais pra desperdiçar mais algum minuto fora.

E então, finalmente Lucy decidiu entrar. E o que veio a seguir com certeza superava qualquer coisa, até mesmo aquele lugar. Tive a oportunidade de ver Lucy se despir da camiseta e do shorts que usava, e mesmo que talvez não fosse a intenção dela parecer sexy, por Kami, aquilo foi bem provocante! Ela usava um biquíni azul que combinava perfeitamente com ela, e o mergulho que Lucy deu, foi de uma perfeição que parecia inexistente.

Segundos depois ela estava ao meu lado, poucos metros distante.

— Isso é... Isso é incrível! Acho que vou ficar repetindo isso a noite toda! – Ela falou em puro êxtase, arrumando os fios loiros que se grudaram em seu rosto.

Acabei não conseguindo evitar, e fui até ela pra lhe ajudar. Mas ficar tão próximo de Lucy, olhando-a ser agraciada com a luz da lua, aquilo era uma tortura só. E óbvio que eu não consegui me segurar e acabei a beijando.

Beijar Lucy era como se eu estivesse beijando alguém pela primeira vez, todas as vezes. Aquela excitação que tomava meu corpo, a vontade de tê-la cada vez mais pra mim, as sensações esquisitas na barriga, uma tremedeira nas mãos que me fazia me sentir patético. Lucy me deixava louco.

E enquanto com uma mão eu segurava seu rosto, desci a outra até as suas costas, aproximando seu corpo do meu o máximo que eu conseguia. As mãos dela, por outro lado, permaneceram em meus ombros.

Assim que comecei a aprofundar o beijo, suas mãos timidamente se dirigiram até os meus cabelos, e a senti os agarrando com força, me fazendo não conseguir segurar um grunhido de excitação. Tentei fazê-la se aproximar mais, porque mesmo que estivéssemos juntos, ainda não parecia suficiente para mim. Eu queria sentir todo o seu corpo ao meu. E depois de pressionar minha coxa em sua intimidade, a escutei tentar segurar um gemido, mas claramente não deu certo.

— Natsu… – Ela me chamou assim que separamos nossos lábios por alguns centímetros. – Por que você fica me beijando toda vez que se aproxima de mim? – Perguntou, com uma voz inebriante e sexy.

— Porque é assim que você me deixa… – Respondi, dando-lhe diversos beijos no pescoço.

Ela começou a rir, afastando-me de forma gentil.

— Não ouse me dizer que não gosta, você sempre me corresponde… – Falei, puxando-a para um abraço por trás e beijando-lhe o ombro.

Ficamos assim por um período de tempo que eu não saberia dizer quanto foi, porque eu só estava preocupado em aproveitar tê-la em meus braços, sem nada que nos impedisse, nem mesmo ela.

— Eu realmente gostaria de saber sobre essa história de ter um par pro baile… Eu não me lembro de ter dito sim pra alguém. – Ela quebrou o silêncio, me olhando curiosa e um tanto receosa.

E claro, eu comecei a rir.

— Você me chamou pra ser seu par, e tecnicamente eu respondi que sim. – Dei de ombros, sorrindo convencido.

— Tecnicamente? – Perguntou, me olhando desconfiada.

— É. Bom, você tava bêbada e tudo pode acontecer. Eu vou te fazer o convite depois de uma forma decente, e você pode me dizer não. Então, por enquanto, somos tecnicamente parceiros de baile.

Lucy suspirou, parecendo um pouco perdida, e depois começou a rir.

— Deus, isso é vergonhoso.

— E eu ainda nem te contei a pior parte. – Revelei, gargalhando alto.

— Foi a parte que eu traumatizei o Zeref? Eu tô começando a me convencer de quê não quero saber sobre isso… – Confessou, escondendo o rosto entre suas mãos.

— Ah, ele vai superar um dia, não esquenta. – Falei, olhando-a divertido. – Aliás, você me disse que já tinha bebido antes, que dormia com a Levy mas não fazia aquelas coisas, e até me cantou e me alisou. Nunca achei que veria Lucy Heartfilia tão solta daquele jeito.

— É verdade que já bebi antes, mas acho que não ao ponto de ficar como na noite passada. Geralmente eu sempre me lembro do que aconteceu. – Ela fez uma careta, parecendo pensar nas outras vezes. – E por que diabos eu mencionei que não fazia aquelas coisas com a Levy?

— Coisas da Lucy bêbada, eu não sei de nada, só fui uma das vítimas. – Coloquei minhas mãos ao alto, indicando que eu era inocente. – Mas nada supera você abraçando meu irmão nua, disso eu tenho certeza.

— Eu fiz o quê??? – Ela praticamente gritou, com os olhos arregalados e desacreditada. – Por favor, me diz que é mentira!

— Eu gostaria… – E então comecei a rir, vendo-a se esconder em suas mãos de novo.

— Meu Deus! Eu sou um ser humano depravado! O Zeref namora e eu fiz isso! Eu não acredito.

— Você não fez de propósito. Você estava no banho e saiu com a toalha no corpo, viu o Zeref e decidiu abraçar ele, já que estava toda animada… Mas esqueceu de continuar segurando a toalha, daí né… – Tentei explicar, mas fui cortado imediatamente.

— Espera! Você me viu nua também?!

— Não exatamente, Luce… – Cortei rapidamente sua linha de raciocínio, antes que ela começasse a me odiar. – Digo, claro, fui eu que cobri você com sua toalha de novo, mas eu só vi a parte de trás, sabe… Suas costas e… Sua bunda… Que é bem bonita, admito.

— Idiota! – Ela me deu alguns tapas, fazendo-me rir.

— Ei! O que você esperava de mim? Eu sou homem, e eu gosto de você de… Várias maneiras. Você me chamou pra tomar banho contigo e eu disse não! Sabe como eu detesto ter feito isso? Minha consciência só não pesa mais porque eu sabia que você estava fora de si.

Não dava pra enxergar muito bem na pouca luz que a lua nos proporcionava, mas eu sabia que ela tinha ficado corada. Ficou sem o que falar e não me encarou por algum tempo, até finalmente voltar a mergulhar e emergir só do outro lado, onde estavam nossas roupas.

Também mergulhei e fui até onde ela estava, e peguei duas toalhas da mochila que eu trouxera, entregando uma a ela.

— Você ainda não me disse o que tem aí. Além das toalhas, claro. – Ela resmungou enquanto se secava, e por um momento me permiti não fazer nada só pra admirá-la.

Eu já era bem trouxa, mas ficava pior perto da Lucy.

— Nosso jantar. – Respondi meio robótico, ainda vidrado na forma como ela se abaixava pra secar as pernas, me fazendo babar, provavelmente.

— Pare com isso! – Ela advertiu de repente.

— Com isso o quê? – Me fiz de desentendido, e comecei a tirar uma toalha da mochila pra forrar o chão.

— Ficar me encarando desse jeito, como se fosse me comer viva. Se eu não te conhecesse pelo menos um pouco, acharia que é um maníaco. – Reclamou, me fazendo rir envergonhado.

É, eu realmente estava parecendo um maníaco.

— Desculpa. – Tentei soar o máximo sincero.

Lucy me ajudou a esticar a toalha ao chão, e enquanto eu ia colocando as comidas ali, ela vestiu a camiseta da qual veio, me entristecendo sem ao menos saber. Ou ela sabia e fez de propósito.

— Foi o Zeref que fez. – Avisei, apontando para todos os potes, com exceção de um. – Mas esse aqui é cortesia do Jellal. – Apontei para um pote onde estavam os doces. – Ele fez pra Erza, mas a Erza não sabe disso. E se sabe, eu estarei encrencado mais tarde, mas não vem ao caso. – Dei de ombros, e Lucy sorriu.

— Você não sabe cozinhar? – Ela perguntou, e depois riu um tanto debochada. – Mas que pergunta a minha, claro que não sabe.

— Até semana passada Zeref também não sabia, foi só meu pai viajar e ele me aparece com esses dotes. Quem sabe um dia não aconteça comigo também. – Revidei, agraciando-me com aquela risada que eu tanto gostava.

— Claro…

Sentei-me em uma das pontas, no clássico estilo perna de índio, e juntei as mãos como se fosse uma oração, falando “itadakimasu” antes de começar a comer. Lucy fez a mesma coisa, mas parecia um tanto embaraçada.

— Não sabia que seguia a tradição japonesa. Acho que nunca vi alguém na sua casa fazendo isso. – Ela murmurou, um pouco surpresa.

— Só fazemos quando comemos fora, porque é desrespeitoso não ser grato. – Expliquei, e ela continuou me olhando interrogativamente. – Não é uma tradição dentro de casa por culpa do Igneel. Ele não é japonês, só mora aqui porque foi onde conheceu minha mãe, e onde eu e meus irmãos nascemos. Ele não seguia nenhuma tradição, por mais que minha mãe tentasse convencer ele. Meus irmãos sempre foram na onda do Igneel, mas eu não. – Dei de ombros, sorrindo ao me lembrar daqueles tempos. – Eu amava os dois, mas eu achava bem legal participar de alguns festivais daqui, e não conseguia entender como Igneel não dava a mínima. Minha mãe me ensinou tudo, e acho que era por isso que eu sempre fui mais próximo dela. – E então suspirei pesado, me lembrando outra vez que ela já não estava mais comigo. – Quando ela se foi, era o Gildarts que me levava aos festivais. Mas agora nem ele tá por perto… – Soltei uma risada soprada, tentando disfarçar meu descontentamento.

E sem que eu pudesse esperar, Lucy veio ao meu lado e me abraçou, acariciando meus cabelos do jeito que só ela sabia fazer. Aquele abraço não tinha nada de malícia e segundas intenções, era só Lucy me confortando de memórias que ainda mexiam comigo, e pude notar que era tudo o que eu estava precisando.

— Eu já te disse antes, mas eu realmente gosto quando você fala sobre sua mãe. Você a amava, e isso é o mais importante. Não tem problema ficar triste porque ela foi embora. – Ela sussurrou ao meu ouvido enquanto ainda me abraçava, e então olhou para mim e secou lágrimas que eu sequer senti caírem.

— Isso é meio idiota… – Tentei melhorar minha cara e dar um sorriso, mas acho que saiu uma coisa meio estranha.

— Não tem nada de idiota chorar por alguém que você amava tanto assim. Eu tenho certeza que ela não ia gostar de te ver desse jeito, mas quando a gente fica triste, temos que extravasar da nossa forma, ou a dor fica pior. – E então ela beijou gentilmente onde outras lágrimas desciam pelas minhas bochechas. – Não reprima seus sentimentos, Natsu. Quando quiser chorar, só chore.

Ficamos abraçados por mais algum tempo, até ela ver que eu estava calmo. Continuou sentada ao meu lado e comemos o que eu trouxera, deixando os doces por último.

— Sempre tive curiosidade em comer algo que o Jellal fez… – Lucy comentou.

— Não é lá a coisa mais maravilhosa do mundo, mas são bons. – Revelei, pegando o pote com as pequenas trufas. – Aposto que todas são com recheio de morango.

— Isso é um pouco óbvio. – Ela disse em meio a uma risada, roubando uma trufa com pressa.

Lucy mordeu metade e me mostrou que o recheio era mesmo de morango, e por um momento que eu ignorei completamente meu bom senso, comi a outra metade da trufa, mordiscando seus dedos de leve.

— Ei! – Ela reclamou, ficando ruborizada.

— Olha só, o Jellal tá se superando. Isso tá mesmo bom.

Foi questão de minutos pra que todas as trufas acabassem, e eu e Lucy nos deitamos na toalha, olhando para as estrelas em silêncio.

— Isso… Esse céu é tão lindo. Daqui dá pra ver todas as constelações dessa estação. – Ela disse, maravilhada.

Olhei de relance para Lucy, e ela sorria de um jeito que me aquecia.

— Você entende das constelações? – Perguntei, realmente curioso.

— Um pouco. Tá vendo aquele conjunto de estrelas ali? – Ela apontou para um monte de estrelas, que pareciam aleatórias pra mim, mas pra ela não. – Aquela é a constelação de Pegasus. Grudada com ela fica a constelação de Andrômeda, e embaixo fica a constelação de Peixes. – E então olhou pra mim. – Qual seu signo?

— Câncer, eu acho… – Dei de ombros, já que eu realmente não ligava muito para aquelas coisas.

— Ah… Acho que só veremos Câncer a partir do mês que vem, quando começar o inverno. – Revelou, sorrindo gentilmente. – Seu gênio não combina com seu signo. Mas acho que isso é só uma das suas peculiaridades.

E estava aí uma coisa que eu definitivamente não esperava ouvir naquela noite.

Lucy continuou olhando para as estrelas atenta, e eu acabei não me segurando e me inclinei sobre ela, tapando sua visão parcialmente.

— Você me acha peculiar, Luce? – Perguntei, usando uma voz um tanto sedutora.

— E-eu… Ahn… N-não, e-eu… – Ela começou a gaguejar, mas logo a calei com outro beijo.

Cada vez que eu a beijava, Lucy me correspondia um pouco mais na mesma intensidade. Comecei um beijo calmo, e ela o conduziu até virar algo quente e cheio de luxúria. Aquela era uma noite cheia de surpresas, pelo jeito.

Era impossível não ficar excitado com aquilo, e uma das minhas mãos acabou fazendo um caminho perverso de uma de suas coxas até sua barriga, invadindo sua camiseta e indo calmamente até um de seus seios.

Ou pelo menos tentei.

— Ei! O que vocês estão fazendo aqui? Essa é uma propriedade particular! Eu vou chamar a polícia! – Um senhor gritava, do outro lado da fonte, e nos apontava uma lanterna no rosto.

— Hora de fugir! – A avisei, ajudando-a a levantar e sendo rápido em jogar todas as nossas coisas na mochila, enquanto Lucy calçava seu tênis com pressa.

— Você disse que esse terreno era do pai da Cana. – Ela queixou.

— E é. Mas o caseiro não sabe que somos amigos, e se eu falar agora ele vai achar que estou mentindo. – Dei de ombros, rindo. – Rápido Luce, se ele resolver atravessar a fonte a nado estamos encrencados. – Falei ironicamente, e ambos rimos.

Então nós dois começamos a correr pelo caminho da qual viemos, enquanto o velhote ainda gritava que ia chamar a polícia e nos xingava.

Quando chegamos ao carro, não conseguíamos parar de rir.

— Acho que nunca corri tão rápido como agora. – Lucy falou entre arfadas. – Já percebeu que tudo o que fazemos termina em uma corrida frenética? Você só me coloca em encrenca, Dragneel. – Reclamou, me dando um soco de leve no ombro.

— Encrenca é meu nome do meio, Luce. – A respondi, dando uma piscadela com um sorriso sacana, enquanto dava a partida no carro.

Próximo capítulo:

— Você sabe, semana que vem é a final do campeonato, e eu queria muito ver a Sabertooth esmagando a Fairy Tail de novo. – Sorriu cínico, me fazendo lembrar como era a sensação de querer socá-lo até ele perder todos os dentes.

— Acho que você vai acabar se decepcionando, então. – Resmunguei, desejando com todas as forças que ele saísse logo de perto.

— Se eu fosse você, já estaria pensando em possibilidades pra substituir o Fullbuster. Imagina perder de novo por erro dele. Ou porque algo aconteceu e ele não vai poder jogar… – Ele deixou no ar, dando um sorriso que eu passei a desconfiar no mesmo segundo.

— O que você está insinuando, Lyon? – O segurei pelo colarinho, e ele riu alto.

— Se eu fosse você, ia procurar onde seu querido amigo está agora.

Notas finais
Eu só coloquei o spoiler do próximo capítulo pra vocês acreditarem que ele está pronto :P HUASHUSAHUSAs' e pra vcs saberem o que esperar (ou não né :P) Mas sobre o capítulo de hoje, eu tive um surto de inspiração e acabei escrevendo ele bem rápido. Adorei terminar com essa frase do Natsu, porque, óbvio, é o motivo dessa fic ter o nome que tem *-----* Aqui já dá pra perceber que a Lucy está sendo milhões de vezes mais receptiva, e aposto que se não fosse o velhote aparecendo, certeza que teria acontecido mais coisas SAUHAUSHs' E bom, como o capítulo de hoje foi bem "curto" comparado aos outros, e o da semana que vem está pronto, vou postar na próxima quinta, dia 11/08, ok?! ;D Mas não é promessa que vai voltar a ser toda semana, ainda não! Só esse próximo que vai ser uma pequena exceção. Então, até quinta que vem ♥ Obrigada por acompanharem até aqui e me aturarem, vocês são incríveis ♥