Troublemaker

47 A Última Vez


Notas iniciais
Olá pessoas adoráveis e pacientes ♥ Finalmente reapareci, hein?! Vocês estão bem? O capítulo de hoje não é bem o que parece, então espero que leiam atentamente, e com o coração aberto! Aos que esqueceram o que houve no capítulo passado, farei uma breve recapitulação no começo ;D Boa leitura *3*

Último capítulo:— Alguém disse que vocês são irmãos biológicos, por parte de pai, para um pessoal da escola. – Ela falou, e antes mesmo que eu pudesse reclamar de tamanho absurdo, ela continuou falando. – E disseram que a mãe da Lucy é uma amante do Igneel, e só apareceu há pouco tempo porque já faz alguns anos que sua mãe…

[...]

— Tá. Mas se você não vai pra casa, tem que me prometer que não vai bater em ninguém até o fim do último período. – Lis estendeu a mão para mim, para que pudéssemos “fechar” nosso trato.

— Não posso prometer isso se vierem provocar eu ou a Lucy. – Dei de ombros, irritando Lis um bocado.

— Natsu. – Ela praticamente rosnou, me olhando feio.

— Ele promete. – Lucy pegou minha mão e colocou junto a mão da Lis, fazendo-nos balançá-las pra que a promessa fosse “oficial”. – Sem brigas por hoje. Vamos resolver isso de outro jeito, e eu vou te ajudar, tá?! – Ela disse firme, mas gentil, olhando-me fundo nos olhos e em seguida segurando minha mão e entrelaçando nossos dedos.

[...]

— Eu ouvi dizer que a pirralha descobriu o responsável. – Gray sussurrou próximo ao meu ouvido, me chamando totalmente a atenção.

— Como é? – Me virei tão abruptamente, que quase derrubei minha mesa, e recebi uma chamada de atenção do professor, que eu ignorei sem nem pensar duas vezes. – A Michelle? Ela descobriu? – Tentei ser o mais discreto possível, evitando mais olhares desnecessários em mim, mas acredito que aquilo já era impossível àquela hora do campeonato.

[...]

— Eu já te falei tudo o que tinha que falar, mais do que isso vai arruinar os meus planos. Agora se me der licença, eu vou voltar pra minha aula. Até logo, Natsu-nii.

E sem me deixar qualquer chances de falar algo, ela simplesmente se virou e voltou pra classe, fechando a porta sem mais nem menos.

Eu com certeza estava fazendo a cara mais patética de todas tentando associar tudo o que ela disse, antes de voltar pra minha sala também.

Assim que voltei para a sala, avistei aqueles olhos amendoados da Lucy me seguindo até meu caminho ao professor, para lhe entregar a autorização de volta, e estavam tão cheios de expectativas sobre mim, que eu quase quis chorar.

Eu era um bundão de irmão mais velho, por Kami!

— Você foi falar com a Michelle? – Escutei Gray sussurrar assim que me joguei em minha cadeira.

— Fui. – Apenas disse, me sentindo a escória dos irmãos mais velhos.

— Ela não te falou, né?! – Ele concluiu, provavelmente se divertindo com a cara que eu fazia.

— Não.

— E você não vai nem tentar descobrir?

— Mas é claro que vou! – Disse como se fosse a coisa mais óbvia do mundo, mas que até então eu sequer tinha pensado, já que estava amortecido com a ideia que Michelle era uma irmã mais velha melhor que eu, mesmo sendo mais nova.

Eu não superaria aquilo muito cedo.

Mas com a ideia que Gray me deu – e por acaso eu nunca admitiria isso para ninguém –, eu decidi que seguiria Michelle assim que desse o fim do último período, e descobriria sobre os seus planos, quer ela quisesse ou não.

Foi assim que eu acabei escapando da sala quase antes do sinal encerrar as aulas, e sai correndo para ficar em algum lugar privilegiado, onde ela não me avistasse quando andasse pelos corredores, mas eu, por outro lado, pudesse ver todos os seus passos.

Seria vergonhoso se alguém me pegasse agindo como um stalker louco.

Fiquei a observando conversando com diversos colegas aqui e ali, mas nada muito relevante que pudesse ativar o meu estado de alerta para “imbecil dos boatos à vista”, o que foi um tanto frustrante. Mas o mais frustrante mesmo, foi ser descoberto.

— Natsu-nii, eu tô te vendo me seguir desde que eu saí da sala. – Ela resmungou ao passar em frente ao meu “esconderijo”, e eu não poderia ter me sentido mais otário. – Você tem cabelos rosas, idiota. Se não quisesse se destacar na multidão, ao menos usasse uma peruca. – Olhou divertida pra mim, rindo ao ver minha careta.

— E como sempre, muito educada com seu irmão mais velho. – Fingi ter ficado ofendido, enquanto ela sequer deu bola.

— Você que pediu. Por que diabos tá me seguindo? O que acha que eu vou fazer? Resolver o problema dos boatos agora, sem mais nem menos? – E ficou me olhando esperando por uma resposta, ao qual até uns segundos atrás eu diria “sim, é isso o que eu espero, por que tá demorando? Eu quero saber quem diabos é!”, mas pela cara que ela fazia, eu estava quase certo que tomaria um chute nas partes sensíveis se desse uma resposta assim.

Então eu simplesmente me dei por vencido. Já que estava parecendo um babaca mesmo àquela altura do campeonato, o que mais eu poderia fazer pra ficar pior?

— Droga, Michelle! Pra quê tudo isso? – Resmunguei, a acompanhando para o portão de saída.

— Eu já disse que é pro seu bem!

— Eu sei. Mas eu sou o mais velho, se alguém deveria cuidar de outro alguém aqui, sou eu de você. Pelo menos me conta o que você planeja! Ou o nome da pessoa! É da Fairy Tail? Eu conheço? E como você descobriu? Quem te contou? Você tem certeza que foi essa pessoa mesmo?

— Natsu… – Ela me fez parar de andar, colocando as mãos em meus ombros, suspirando fundo, olhando firme em meus olhos e soltando um claro e sonoro: – Para de insistir, por favor! – Logo voltando a andar e nem se preocupando se eu estava ficando pra trás ou não.

— Mas olha, eu não me importo em receber uma suspensão se for pra arrebentar o filho da puta que começou tudo isso.

— Exatamente. Você não se importa, por isso que eu tô mantendo segredo. Porque se acontecer e prejudicar a sua bolsa, você vai se arrepender depois, e quem vai socar alguém, vai ser eu bem na sua cara.

— Sério, sua educação em Nova Iorque foi uma merda, hein?! – Murmurei sozinho, mas a ouvi rindo.

— Não começa, você que tá errado aqui.

— Não tô errado, só tô fazendo meu papel de proteger minha família e…

— Sem drama psicológico, eu não caio nessa. Minha boca é um túmulo, não vou falar nadinha! – Ela fez que fechou a boca como um zíper, “trancou com a chave”, e a “jogou longe”, fazendo aquela cara de atrevida pra mim que às vezes me deixava com vontade de socá-la.

Coisas de irmãos.

— Não vai me dizer nem como descobriu sobre a pessoa?

Então ela fingiu que estava pensando a respeito, apenas pra me irritar um pouco mais, e deu um sorriso peralta.

Eu definitivamente precisava de uma fonte de paciência naquele momento.

— Digamos que… Você tem os seus contatos, e eu tenho os meus. E eles foram mais rápidos com as informações. A culpa não é minha que as pessoas da escola gostam de mim. – Ela deu de ombros.

Claro que fiquei um tanto surpreso, porque não imaginava que Michelle fosse popular na escola a esse ponto. Era eu quem conhecia todo mundo, logo era eu quem deveria saber o responsável dos boatos, mas não, estava bem diante de mim o cenário mais louco de todos. Minha irmã mais nova recém chegada sabia das coisas, e eu não.

— Por Kami, eu criei um monstro… – Fingi estar horrorizado, fazendo-a rir alto.

— Que exagero. Mas Natsu-nii…

— Sim?

— Onde tá a Lucy? – Michelle perguntou, e quando paramos para olhar ao nosso redor, já estávamos praticamente em casa, enquanto Lucy deveria estar na frente do portão da escola nos esperando pra voltarmos juntos.

— Merda! Ela vai matar a gente!

***

Olá, querido leitor. Sim, estou interrompendo sua leitura. Agradeço a todos que leram até aqui, e agradeço antecipadamente a todos que lerão daqui em diante.

Sim, essa é mais uma situação que a autora vai se despedir antes de terminar sua obra. Mas antes que fiquem bravos comigo, eu quero mostrar meu lado da história também. Para quem quer pular essa parte da explicação (que eu espero sinceramente que não aconteça), avance até a próxima quebra de tempo, pois haverá um resumo de todos os acontecimentos que teria na história.

Como uma pessoa que almeja escrever um livro e publicá-lo desde que me entendo por gente, eu sempre procurei escrever todos os dias para melhorar um passo de cada vez. As fanfics, felizmente, surgiram ao meu favor, e foram de grande ajuda. Enorme! Escrevi muitas antes de me tornar “ryuukaji”, e escrevi tantas outras (postadas ou não, deletadas ou não) depois disso.

Troublemaker, especialmente, foi minha grande obra de arte.

Não me arrependo nada de ter criado Troublemaker, porque me fez crescer em muitos aspectos. Mas assim como acontece com todo mundo, o tempo passa, e nossa mentalidade muda junto. Às vezes pra melhor, às vezes pra pior. Talvez, meu único arrependimento, foi não ter terminado Troublemaker quando ainda era tempo. Ao invés disso, eu me empolguei tanto, que fui criando situações, dentro de situações, dentro de situações, e aí estamos. Eu cresci, eu amadureci, e eu não tenho mais a mentalidade de quando comecei a história, em novembro de 2015. E isso foi o que me prendeu em um grande bloqueio com a história. Principalmente porque prometi, tantas e tantas vezes pra todos vocês, que a história iria até o fim.

Bloqueios, diferente do que se costuma pensar, não se aplicam pra tudo. Pode ser um bloqueio específico, ou pode ser geral, depende da situação da pessoa. E 2017, para mim, foi um ano de muitas mudanças. Mudanças que, particularmente, eu nunca sonharia que aconteceriam, e isso mexeu principalmente com meu processo criativo e meu objetivo de escrita. Sim, eu continuei escrevendo e criando histórias, mas com Troublemaker estava impossível.

Escrever uma fanfic, com personagens que não são originalmente meus, agora me incomoda de uma forma que eu nem sei descrever. É dificultoso, e é desafiador. E esse meu pensamento se tornou ainda mais intenso quando eu notei que meus personagens, originalmente de Fairy Tail, estavam todos OOC (out of character, ou, popularmente falando, nada a ver com a obra original). Mesmo que eu tenha mantido referências da obra do Mashima aqui e ali, notar que o que eu menos aprecio em obras de fandom estava na minha história, me deixou chateada.

E pra “melhorar” ainda mais a situação, eu perdi toda a conexão com os personagens da minha história.

Pra quem não escreve, talvez vá achar que isso é uma grande baboseira, mas eu te garanto que não. Quando se perde a conexão, a escrita fica automática, robótica, sem emoção. E eu nunca me perdoaria se eu não conseguisse mais fazer meus leitores se conectarem com a história dessa forma emocional, querendo rir, chorar, ficar com raiva, ou apaixonado junto com os personagens.

Por outro lado, isso não significa que eu desisti de escrever.

Há algum tempo, me surgiu a oportunidade incrível de criar meus dois personagens, somente meus, no meu universo, no meu estilo. E a partir deles, surgiram mais outros cinco personagens incríveis, com a promessa de vir por aí outros seis que estou planejando trabalhar. Todos eles, felizmente, farão parte do meu tão sonhado livro. É um projeto enorme, ao qual eu estou depositando toda a minha energia para fazer cada detalhezinho. Antes de publicar, entretanto, eu pretendo postar nas plataformas de escrita (nyah, spirit, wattpad), e assim teria chances de alcançar pessoas para amá-los tanto quanto eu os amo. E, caso você tenha ficado curioso e quer saber mais sobre os dois protagonistas, eu postei algumas pequenas histórias deles no spirit, que vou deixar o link nas notas finais. São só pequenos “teasers” do que ainda está por vir, entretanto.

Sobre Troublemaker, como eu disse, eu vou postar um resumo de tudo o que eu tinha planejado para os capítulos futuros, porque eu acho que é meio cruel deixar todo mundo curioso dessa forma. (Pelo menos, quando um autor decide não postar mais, eu adoraria que ele fizesse isso). E apesar de eu deixar as coisas como estão, eu me sinto responsável por isso, já que prometi tanto que não desistiria. Eu não queria decepcionar ninguém, e por isso adiei tanto esse comunicado, mas é mais cruel comigo mesmo continuar me forçando a fazer algo que eu não consigo mais, então espero que não me apedrejem tanto.

Se você não quiser ler o resumo, tudo bem, eu entendo. Muito obrigada por ter lido até aqui, e espero que me entenda e entenda minha decisão.

Aos que lerão o resumo, se, por acaso, despertar a vontade de fazer headcanons ou até a continuação com o que vou dizer, eu adoraria isso, e não hesite em vir falar comigo (ou dar os devidos créditos à história, por favor).

***

Resumo:

O responsável por espalhar sobre a família do Natsu, foi Loke. Entretanto, não foi totalmente de má fé. Ele acredita fielmente que Lucy é, de fato, filha biológica do Igneel (o que não é o caso, e isso ficaria claro para ele no decorrer). Entretanto, antes disso, Michelle tentaria resolver a situação por conta própria, e então aí sim veríamos o lado “bosta” de Loke, onde ele trataria ela mal. Quando Natsu e Lucy descobrissem, os dois iriam entrar em uma briga com Loke na escola, e os três acabariam na diretoria, onde apenas Natsu é suspenso por dois dias. E isso, infelizmente, iria ajudar Layla a ter uma péssima visão sobre a influência do Natsu na Lucy, que nunca antes arranjou confusão na escola.

Lucy tentaria convencê-lo a contar aos seus pais o motivo da briga e que a suspensão era injusta, mas ele se recusa por não querer ferir os sentimentos de Igneel e Layla, tentando resolver as coisas por si mesmo, e proteger a imagem de Miyuki.

O clima na casa dos Dragneel fica um pouco pesado, por causa da Layla e Natsu, mas logo mais viria o aniversário de cinquentão do Igneel, e quebraria a tensão um pouco.

Logo mais, Lucy iria viajar aos Estados Unidos por alguns dias, para se reencontrar com Levy e passar um tempo com ela, enquanto Natsu e Michelle aprontariam suas graças de sempre.

Na escola, por outro lado, as coisas começariam a normalizar, e os boatos se findariam. Além de, claro, começar os preparativos oficialmente do baile de formatura. Alguns alunos começariam a receber suas cartas de aprovação da universidade.

Com todo o clima de despedidas do terceiro ano, o grupo de Natsu começa a passar mais tempo junto para estudar para as últimas provas, enquanto Juvia se prepara para sua mudança de país.

Algum tempo depois, chegaria na casa do Natsu uma carta de aprovação da universidade, e animado como ele estaria, abriria acreditando que era sua, mas na verdade era para Lucy. Ela foi aceita em uma universidade dos Estados Unidos, e isso seria como um soco no estômago para ele.

Quando tivesse a oportunidade, perguntaria a ela sobre a universidade, e como foi que ela recebeu aquela oportunidade, ao que Lucy explicaria que participou na entrevista de admissão quando foi para os Estados Unidos ficar com Levy. Ambas fizeram a entrevista, e ambas passaram. Tudo acabaria em uma grande discussão, e felizmente (ou infelizmente), era uma cena que eu já tinha escrito. Segue abaixo:

— Por Kami, Lucy… É o outro lado do mundo! Você se lembra disso, não é?!

— Claro que eu sei! Eu sei muito bem disso, mas mesmo assim… Eu consegui passar, e uma oportunidade dessas é única! Você podia…

— Podia o quê, Lucy?

— Ficar feliz por mim, só isso… – Lucy falou baixo, tentando disfarçar a tristeza que sentia pelo modo que ele estava, mas não conseguindo completamente.

— Eu tô feliz, Lucy! Eu tô feliz que você conseguiu algo que você queria, mas poxa… Aqui também tem faculdades de jornalismo. Você não podia ter tentado aqui? Sei lá, qualquer faculdade, não precisa ser necessariamente a que eu vou… Tem a que meu pai fez, os cursos de lá são excelentes! Lucy, tem tantas opções, e mesmo assim você decidiu se mandar pra outro lugar?!

— Não é outro lugar, é o lugar que eu sempre quis estudar. Sabe, eu sei que isso pode parecer loucura, mas eu estava vendo… Eles também tem um time de basquete… Um dos melhores times da região, e estão sempre participando de campeonatos importantes…

— Não entendi, você está sugerindo que eu vá pra lá também?

E sem responder, apenas balançou a cabeça em positivo, temendo um pouco a resposta que teria.

— Não. Sem chances. Não, Lucy, minha família tá aqui, meus melhores amigos também. Minha vida é aqui, eu não sou o tipo de pessoa que dá as costas pra eles.

E essa resposta foi suficiente para irritar Lucy de um jeito que ela nem imaginava.

— Eu também não sou esse tipo de pessoa, se é o que está insinuando, Natsu! Minha mãe está bem, depois de tanto tempo, e Michelle também. Pela primeira vez elas não precisam mais de mim, e eu posso correr atrás do meu sonho. Eu seria estúpida se eu mudasse tudo só por causa de um garoto que sequer me leva a sério!

— Não te leva a sério? Você acha que eu não te levo a sério, Lucy? – Dessa vez quem ficou irritado ao ouvir tal coisa foi Natsu.

— Me diga você, Dragneel! Eu sou só mais uma na sua lista, não é?! Você sequer me pediu em namoro, só fica comigo quando bem entende, acha que eu vou entender isso como algo bom?! Só porque eu estudava em escola para garotas e nunca entrei em um relacionamento, não quer dizer que eu sou uma estúpida que não vou me importar com o que você faz ou deixa de fazer! No fundo minha mãe tinha razão…

— Não! Não diga essas palavras! Eu sempre fiz de tudo por você, Lucy! Mesmo me ignorando quando bem entendia, ou me evitando por dias, eu ainda assim corria atrás de você. Se isso não é te levar a sério, então você está bem equivocada com relacionamentos! Se eu não te pedi em namoro foi porque eu sempre achei que do jeito que as coisas estão, são muito melhores!

E ambos com os nervos à flor da pele, se encaravam com farpas nos olhos, a uma curta distância os separando. Levou-se alguns minutos em silêncio até que alguém se pronunciasse novamente.

— Acho que não era pra ter acontecido, de qualquer forma. Eu vou embora, e você vai ficar… No fim, vamos acabar sendo só meio-irmãos mesmo. – E decidiu se retirar, deixando um Natsu perplexo para trás.

— Então vai ser assim? – Ele a chamou a atenção antes que se fosse, e ela apenas parou em seu lugar, sem olhar para trás. – Meus sentimentos nem sequer serão considerados? Você vai simplesmente decretar que a gente não devia nem ter tentado, e ignorar tudo o que eu fiz pra te conquistar?

— Que sentimentos? Paixão? Isso passa com o tempo… – Lucy resmungou fria, tentando esconder as lágrimas que derramava e saindo rápido.

— Não, Lucy… Eu não estou só apaixonado, eu amo você..! – Ele murmurou, mas ela já estava longe e sequer o escutou.

Após isso, eles não conversariam mais. E o clima dentro de casa ficaria estranho, pois Layla apoia que eles não fiquem mais juntos e que Lucy vá estudar o que sempre sonhou, mas ao mesmo tempo se importa o suficiente com Natsu para não querer vê-lo triste.

Com tudo isso acontecendo, Natsu se focaria mais do que nunca para conseguir entrar na universidade que sempre sonhou, e dias depois, ele e Gray acabam recebendo a carta de aprovação.

Na escola, por conta do clima entre Natsu e Lucy, além de todo mundo focado para as últimas provas e o baile, os encontros do grupo ficam menos frequentes no intervalo, até porque ninguém queria tomar iniciativa de defender um lado (Natsu ou Lucy).

Semanas passam, e o baile finalmente chega. Apesar de não estar no clima, Natsu vai por insistência dos amigos. Jellal vai com Erza, Lisanna vai com Bickslow, Gray vai com a irmã Ultear, Natsu vai acompanhando Michelle, que tanto estava curiosa e ansiosa pelo baile, e Lucy vai com Zeref. Juvia, por outro lado, vai para o baile de formatura da escola do Lyon, o acompanhando. Todos se esforçarão ao máximo pra deixar as confusões de lado, e com isso Natsu e Lucy tem sua última dança juntos, onde terão uma pequena conversa e uma despedida.

Após isso, todos fazem suas devidas mudanças aos campus que estudarão. Juvia e Lucy mudam de país, Gray e Natsu mudam de cidade, Lis e Jellal continuam em Magnólia, estudando no mesmo campus.

Teria um time skip de quatro anos, onde todos já estariam formados.

Nesse meio tempo, teria um capítulo com acontecimentos de dois anos depois da mudança de Natsu e Lucy da casa. Mavis já seria maior de idade, e apesar do Igneel desconfiar antes, Zeref finalmente assumiria seu relacionamento para ele e Layla. Jellal engravidaria Erza antes de terminar seu curso da faculdade, e isso acarretaria nas duas famílias acelerando ainda mais o processo de casamento (ou isso, ou Jellal seria assassinado por Igneel).

Durante esse tempo, teriam pequenas histórias onde Natsu e Gray voltariam para casa em feriados importantes, assim como Lucy, e outra pequena história onde todos vão ao casamento de Jellal com Erza.

Voltando ao tempo real, Gray e Natsu se formariam, e desde antes de tal coisa, ambos já fariam parte oficialmente da seleção japonesa de basquete, além do time mais forte da cidade onde passaram a morar, e estariam em processo de preparações para as olimpíadas e grandes campeonatos. Lisanna se formaria em veterinária, Jellal em economia, Lucy em jornalismo. Por influências indiretas de certa pessoa, acabou se tornando jornalista esportiva.

Certa ocasião, o dia seguinte após a vitória importante de seu time, por causa de seu grande desempenho, Natsu é convidado a uma entrevista importante para sua reputação como jogador, e sua entrevistadora seria Lucy. Ela sabia que teria que entrevistá-lo, porque foi obrigada (ou seria demitida), mas Natsu não. Antes da entrevista começar oficialmente, Natsu aproveitou a oportunidade para tentar conversar com Lucy, porque embora se encontrassem em feriados na casa dos Dragneel muito raramente, eles sequer trocavam palavras. E como uma oportunidade daquela surgiu, Natsu viu uma boa hora de tentar fazer algo acontecer novamente, afinal, ambos agora eram adultos, crescidos, e maduros.

Com os dias passando, ambos trocariam os números de celular novamente, voltariam a se falar, embora se ver com frequência seria bastante difícil, já que os dois dão prioridades ao trabalho e moram longe um do outro, mas com toda a conversa a conexão entre eles é refeita.

Com meses nisso, Natsu finalmente faz sua declaração para Lucy, e ambos começam a namorar (com aprovação de toda a família, inclusive Layla), e após outros meses, Lucy acaba se mudando para o apartamento de Natsu, na cidade onde ele fez faculdade. E durante um evento importante, onde toda a família e os amigos estivessem juntos, Natsu pediria a mão de Lucy em casamento, com o anel de noivado que sua mãe lhe deixou de presente.

A resposta de Lucy? Ficaria para a imaginação!

O fim:

Jellal e Erza casados, com uma filha. Mavis e Zeref namorando, assumidos para a família. Michelle na faculdade. Gray e Natsu jogadores profissionais do time mais forte da cidade onde se mudaram, e da seleção japonesa. Lisanna veterinária, com seu próprio consultório. Juvia de volta para Magnólia, onde começa seu relacionamento com Lyon. Lucy jornalista, morando com Natsu. Layla e Igneel casados e felizes.

Notas finais
E assim finalizo a história. Foram quase dois anos, sendo esse último bastante turbulento para as postagens. Aos que acompanham desde o começo, os que chegaram depois, os que ainda chegarão (após o dia de hoje), e etc, agradeço grandemente o apoio até aqui. Toda essa experiência foi muito importante para o meu crescimento, e eu não posso ignorar isso de jeito nenhum! ♥ Também peço desculpas pelo término repentino, mesmo após prometer que não seria assim, me desculpem, de coração. Para quem ficou curioso sobre meus personagens originais, aqui suas histórias: https://spiritfanfics.com/historia/like-i-wouldnt-8410871 https://spiritfanfics.com/historia/the-first-time-8562946 https://spiritfanfics.com/historia/everything-is-going-to-be-ok-9533355 Até uma próxima *3*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!