Trouble Maker

58 Capítulo 58 – Diga adeus!


Capítulo 58 – Diga adeus!

Ichigo pilotava em alta velocidade pela cidade, sem importar com qualquer sinalização ou cuidado. Pouco se importava com segurança, nada mais importava. Estava em uma corrida contra o tempo. Por que insistia mexer com seu coração? Isso tudo para despertar o seu monstro interior?

Ele tinha chegado na mansão dos Shibas, quando recebeu a notícia: a Orihime havia desaparecido. A raiva começou a consumir, respirou fundo antes que enfurecia ali mesmo. Shun estava nos braços da sua tia, pelo menos, os sequestradores ou quem seja havia “poupado” o seu filho recém-nascido.

— Como foi?

— Eu não sei. – explicou a mulher – Eu ouvir o choro de Shun, e não vi no quarto. Pensei que estava na cozinha ou qualquer lugar do andar de baixo.

— As fitas de seguranças. – começou a andar para o escritório.

— Não a olhei. – Kuukaku começou a andar atrás dele – Você desconfia do que? Não houve invasão na casa. – rapaz não respondia – Ela não poderia ter fugido.

Ele foi logo sentando na cadeira e mexendo no computador para ver as imagens.

— Quando tempo que acha que ter acontecido?

— Uns quarenta minutos. – Kuukaku acalentava a criança no colo.

— Desgraçado. – Ichigo falou entre dentes, ao ver a imagem.

— Ichigo? – a expressão da mulher era de preocupação.

Ele aproximou da mulher com a criança no colo, fez um afago na criança e deu um beijo na testa da criança.

— Estaremos juntos novamente. – falou em um sussurro, antes de sair novamente pela porta.

— Ichigo. – chamou a Kuukaku, o rapaz parou no meio do caminho – Não acha melhor chamar a policia?

Ichigo olhou por cima dos ombros, o seu olhar era duro. Não respondeu nada, saiu batendo a porta da entrada, logo após pode ouvir o som dos pneus no asfalto.

Orihime manteve calada todo o trajeto, mantinha o olhar para baixo e as suas mãos apertava a barra do vestido que usava. Perguntava a si mesma, se tinha feito a coisa certa para proteger o seu filho e Ichigo.

— Você não deveria ficar dessa maneira. – ouviu a voz masculina ao seu lado.

— Por que, você está fazendo isso Uryuu? – perguntou em voz baixa.

— Você não deveria fazer essa pergunta. – falou sem desviar os olhos da estrada – E nosso destino de ficarmos juntos.

— Nós não ficaremos juntos. – falou com uma voz calma. – Eu não amo você. – apertou mais ainda as mãos na barra do vestido.

O jovem médico deu uma freiada brusca, lançando o corpo da jovem para frente.

— ISSO POUCO SE IMPORTA. – gritou com a ruiva- NÓS VAMOS FICAR JUNTOS.

— Ichigo não irá deixar isso acontecer. – falou com olhar firme para Uryuu

— Isso se ele sobreviver hoje. – falou no meio sarcasmo. – Pode despedir daquele ruivinho de merda.

Logo uma risada ecoou dentro do veículo.

****

Kyouraku andava elegante nos corredores do fórum, ao seu lado a Nanao estava séria mais que normalmente. Pararam em frente do elevador, que logo se abriu, vazio.

— Está muito linda, hoje. – comentou com sua voz preguiçosa.

— Você deveria concentrar mais no que veio fazer aqui. – falou sem ter contados com olhos do seu superior. – Não é hora de brincadeiras.

— Tsc, foi apenas um elogio. – deu sua respirada típica – Você que está com mau humor fora do normal.

— Estamos com algo sério para lidar e você com um comportamento infantil. Nem parece que um superior da SS. – questionou a moça – Não deve ter esse comportamento na hora do trabalho.

— Na hora do trabalho – deu um sorriso maroto.

Nanao não atreveu responder o comentário abusado do seu chefe, as portas do elevador se abriram no andar destinado, sala de Ukitake.

Grisalho recebeu bem o seu velho amigo. Animado contava como estava indo à convivência com seu filho, no qual Kyouraku ajudou a encontrar. Nanao entrega a pasta para Kyouraku e retira da sala, lembrando do proposito deles estarem ali.

— Cara amigo, na verdade vim lhe pedir um pequeno favor.

— Qual seria? – perguntou o grisalho.

— Eu quero que você possa pegar este caso, de acordo que se encontra dentro do conteúdo dessa pasta. – estendeu a pasta para Ukitate.

O mesmo pegou abrindo a pasta para ver o conteúdo, que ficara supresso. A sala ficara em silencio.

— Tem certeza que isto aqui é o correto? – questionou

— Tenho. – respondeu com toda a convicção

— Estarei enviando um mandado de prisão imediamente. – já fazendo a ligação – Já sei a quem enviar para este caso.

— Espero que consiga concluir.- sorriu – Será um fim de longo anos.

***

Ela estava em pé no meio daquela construção de aço, estava com a sua postura superior. Vira à direção dos passos que escuta. Depara com as figuras dos dois jovens, a moça de olhos prateados arregala ao vê-la. Unohana apenas sorri gentilmente para ela.

— Espera que cumpra o nosso acordo. – falou o jovem médico.

— Não se preocupa, será comprido. – falou serena – Sente-se, Orihime. – a convidou para sentar numa cadeira, próxima. Dois capangas aproximam. – Não é necessário amarrá-la, ela está cooperando. – sorriu – É uma pena que não seguiu meu conselho. Não queria que as coisas fossem para este lado.

A jovem não respondeu, tentou controlar o máximo possível a sua respiração para não demonstrar o seu nervosismo. Estava aflita por dentro, não por si mesma, e sim os dois homens da sua vida: Ichigo e o pequeno Shun. Olhava para o Uryuu, tentava entender os motivos que levou a juntar com a Unohana e a sua mudança de personalidade.

Unohana fez sinal para seus subordinados.

— O levam – deu o sinal.

— Ei, ei como assim? – questionou o rapaz.

— Assim como? – sorriu – Não preciso de você mais. – olhou para os dois homens – Sabe que fazer.

— Ichigo...- Orihime sussurrou.

***

Yourichi já tinha recebido a ligação de Ukitate. Tinha já reunido a sua equipe para o mandado de busca. Já estava saindo da delegacia, tentou mais uma vez conectar com Ichigo.

— Atende seu idiota. – bufou.

Entre mais uma tentativa e outra, atendeu um telefonema.

— Não conseguir falar com ele.

— Ele já está a caminho.

— Como assim? Você avisou a ele, Urahara?

— Não. Ela que o chamou.

****

Ichigo estava parado à frente da antiga fábrica. Tinha conseguido chegar ali, após rastrear o celular de Ishida. Estava vestido com sua jaqueta negra, e a sua máscara da morte. Não importava com cautela, parecia que estava em uma missão suicida.

— Corre! É o Shinigami Negro. – gritou um – Avisa para ...

Não houve tempo para terminar a sua fala, logo estava no chão com seu pescoço torcido. Assim foi o seu caminho, corpos ao chão. O cheiro do sangue já estava ficando no ar.

Unohana ouviu o barulho, pegou a arma que estava em cima da mesa.

— Seja bem vindo, Ichigo. – virou para rapaz que estava à sua espera.

Olhou para trás do rapaz havia corpos no chão, em uma das mãos possuía uma arma. Orihime continuava em silencio, era a primeira vez que via Ichigo vestindo daquele jeito. Ele percebeu o olhar dela para ele:

— Não se preocupa, Orihime. – puxou o capuz para trás revelando a cabeleira laranja e retirou a máscara. – Sou eu! – deu um sorriso confortante. – Vamos terminar aqui, Unohana.

— Claro! – sorriu – Vamos terminar, tudo do mesmo modo que começamos.

— Primeiro: libera a Orihime. Ela não tem a ver com os nossos negócios.

— Ela ficará bem.

— Não irei continuar, se ela continuar aqui. – exigiu

— Certo, certo. – fez sinal para ruiva fosse até Ichigo.

Ela caminhou até no Ichigo, não conteve o abraçou. Ichigo retribuiu o abraço.

— Você está machucada? – perguntou olhando para os ambares cinzentos. Orihime negou com a cabeça. – Vai para saída, Uruhara deve ter chegado, vai com ele.

— E você?

Ichigo ficara mudo, ela temia pela resposta.

— Deve haver outra maneira. – falou baixo com olhos marejados

Ele segurou o rosto com as duas mãos, limpou as lágrimas com os polegares. Olhou ternura e com um sorriso singelo, aproximou os lábios dela e deu um beijo apaixonado como fosse o ultimo.

— Eu te amo.

— Ichigo...

— Agora vai. Não olha para trás.

Orihime obedeceu e caminhou para fora do lugar. Ichigo respirou fundo, deu dois passos para frente. Ajoelhou e colocou a arma no chão se rendendo. Unohana não perdeu tempo apontou a arma para cabeça do rapaz. Orihime ouviu o destravar do gatilho, virou-se.

Um tiro.

Um grito ecoou no galpão.

“Você será meu eterno amor...”