Trouble Maker

47 Capítulo 47 – Ligando os pontos


Capítulo 47 – Ligando os pontos

A tarde estava com céu cinzento. A previsão do tempo estava equivocada, tinha anunciado uma tarde ensolarado. Talvez isso, seja os mesmos sentimentos das pessoas em frente daquele tumulo do funeral do jovem detetive Ulquiorra. Seus pais vieram do interior poucas horas, a corporação estava presente e alguns amigos como Gin Ichimaru Mesmo que não tenham uma amizade, o Gin diversas vezes o orientou em alguns casos. O promotor estava em um assemblaste sério. Rangiku que o acompanhava, percebeu como seu marido estava totalmente diferente. No fundo, sabia não era a morte de Ulquiorra estava o incomodando e sim outra coisa. Mas não sabia o que o era. E a Orihime também estava presente acompanhada do Ichigo, que estavam do lado oposto do promotor e a sua esposa.

Padre tinha acabado de fazer o Ritual das Exéquias, depois dos pais fazer a última despedida. Youruichi foi a primeira depositar um cravo branco em cima do caixão, assim foram todos os presentes na cerimônia.

— Vamos? — Gin apertou a mão de Rangiku, sem olhar para ela.

— Vamos. – apertou de volta, apoiando a decisão.

Caminharam até o estacionamento do cemitério. Gin lançou um olhar para o casal ruivo, acompanhou eles até entrarem no veículo. Os casais tinham cumprimentado no velório, tanto a Orihime soube a notícia pelo platinado. Gin deu a notícia pelo telefone.

Ichigo percebeu o olhar do platinado para sua direção, mas não encarrou. O olhar do platinado era uma mistura de dúvida e descrença. A sua cabeça latejava “ele sabe de alguma coisa. ” O ruivo permaneceu o tempo todo ao lado da Orihime, com seu braço envolvendo a cintura da moça. A gravidez era cada vez mais evidente, a barriga de sexto mês estava em destaque.

— Gin? – a loira o chamou – Que foi? Deste ontem a noite você está distraído.

— Não se preocupa estou bem. – esforçou um sorriso – Apenas trabalho. – beijou rapidamente nos lábios.- Vou lhe deixar em casa antes de ir para escritório.

— Não quero que adoeça por excesso de trabalho ou preocupações. – demostrou preocupada. – Melhor não seria descansar? Você virou a noite no escritório.

— Obrigado, meu crisântemo. – deu o seu sorriso típico – Tenho um trabalho para terminar. Vou demorar um pouco, antes de ir para casa.

O trajeto de casa dos dois foram em silencio. Gin pensava em cada detalhe da noite passada. A mensagem que o Ulquiorra deixara no telefone... não acreditara que a verdade, nos últimos tempos, estava próxima a ele. Aquilo ficou atormentando a sua mente. “Tomara que o Ulquiorra esteja equivocado. ”

***

Rukia estava a distante do grupo do cemitério, observava cada passo que o juiz Kuchiki dava. Ali seria uma ótima oportunidade de colocar o seu plano de vingança em prática. O seu ódio com o juiz vinha deste o namoro da sua irmã, Hisana, com Byakuya.

A pequena assassina de olhos violetas, sempre percebeu que o namoro e o casamento de Hisana e Byakuya era de fachada. O juiz nunca amara sua esposa como devia, a Hisana era como um prêmio de consolação. Quem o moreno desejava a estar ao seu lado era Rangiku, era evidente o ódio do mesmo com o Gin. Rukia nunca culpou a loira, sendo que a Rangiku nunca o correspondeu o e deixou bem claro quem ela amava era o Gin.

Byakuya tinha uma aparência calma, mas a Hisana conheceu o lado sombrio do marido. Foram poucos momentos que ele a tocava com carinho, as palavras eram ríspidas. Hisana poderia ter saído deste casamento conturbado, como recebera uma educação rígida que a mulher deve permanecer ao lado do marido, aguentou.

— Quando você casar, irá entender. – foi que disse para irmã.

— Vamos então procurar ajuda, falar com papai...

— Não. – bradou com a irmã – Não diga nada com papai.

— Por que? – a questionou – Que o Byakuya faz com você é crime!

— Rukia. – falou calmamente para sua irmã – Há outras coisas envolvidas nisso.

— Como quê? – questionou – Me conta.

— Um dia você vai saber.- encerrou o assunto.

Rukia nunca aceitou aquilo, descobriu que a Hisana foi obrigada casar com Kuchiki para uma aliança de poder entre as famílias. Mas isso não justificava a maneira que o Byakuya tratava a sua irmã.

Meses depois da conversa entre as duas, Hisana adoeceu. Era uma doença rara e já estava em estágio avançado. Byakuya não se comoveu com o sofrimento da mulher. Mesmo acompanhando nos tratamentos, ficando ao seu lado nas internações, aquilo era apenas uma obrigação de marido. “Na saúde e doença. ”

No dia que sua faleceu, a pequena dama de olhos violetas se revoltou acusou todos pela morte de sua irmã, a sua fiel companheira, a quem aprendeu que era o amor verdadeiro e o afeto. Hisana foi a figura materna, já a mãe falecera quando a Rukia tinha dois anos. Byakuya tinha mandado desligar os aparelhos, com a desculpa dela não reagia com o tratamento.

Em momento de surto, Rukia tenta matar Byakuya com um tiro. O caso vem à tona por ser um filho de pessoas mais influentes. A família da garota de olhos violetas deixou a deriva. A garota foi condenada à tentativa de homicídio e antes de completar a sua pena foi recrutada pela Soul Society. De onde conheceu Renji, o seu amigo e companheiro.

Ele está indo na sua direção. – falou Renji no seu ponto, tirando a morena dos seus pensamentos.

— Ok, como está em volta? – não tirando os olhos do magistrado, preparando a sua arma em punho.

Espera um pouco, tem alguém conversando com ele. – comentou o ruivo, que também estava no cemitério em outro ponto. – Não acredito... – sussurrou

— O que Renji? – tomou desespero, andou uns passos

Recua Rukia agora!— gritou no fone da moça

— Por que? – parou no seu caminho.

Ela está com Unohana. — respondeu

— O que ela faz aqui? – sussurrou.

***

Gin entrou no seu escritório com uma caixa grande azul nas suas mãos. Kira ajudou a abrir a porta do escritório para seu superior. Platinado já foi colocando o objeto na mesa e abrindo a caixa.

— Trouxe todos os arquivos do caso Shinigami Negro, Kira? – falou para seu assistente

— Sim senhor. – respondeu o loiro – O quadro também está aqui.

— Que ótimo! – tirando todas as folhas da caixa.

—Senhor?

— Sim. – platinado continua com seus afazeres

—Por que esse motivo repentino de reabrir o caso? – perguntou o loiro curioso.

— Não sei se posso considerar isso como um presente. – olhando para caixa. – Mas isso é a ultimas peças para nosso quebra cabeça.

—De quem era essas provas?

— Ulquiorra. – falou olhando para tudo que tinha na sua mesa – Só não quero que a minha linha de raciono esteja certo.

— Por que essa preocupação? – questionou o loiro

— Porque eu estarei prendendo um amigo. – a sua voz saiu como uma lamentação.

***

O casal de ruivos havia um bom tempo que chegado em casa. O silencio reinava naquele local. Orihime estava sonolenta, deitada no sofá. Enquanto Ichigo preparava um lanche na cozinha. O ruivo estava pensativo, o olhar do promotor durante o velório sobre ele estava estranho.

O soar da campainha quebrava o silencio. A ruiva despertava da sua soneca na sala.

— Ichi... – sussurrou

O rapaz chega na sala, passa perto dela depositou um beijo.

— Está melhor?

— Hmm. Estou – respondeu, passando a mão nos seus longos cabelos ruivos – A campainha.

— Não se preocupa. – deu um meio sorriso – Vou olhar.

Verificou no olho mágico, uma visita um tanto surpresa. Abriu a porta do apartamento para a figura.

— Acho que você esqueceu de algo – falou a mulher de cabelos negros – Né, sobrinho desnaturado?

— Tia Kukaku. – não demonstrava surpreso

— Pois é, esquece dos combinados. – a mulher já entrou no apartamento sem muitas cerimônia – Não era a nossa princesa passar uns dias na minha casa, até que as coisas aqui melhorasse? – viu a ruiva sentada no sofá – Oh minha querida! Como estás? – sentou ao lado dela, pegando as mãos dela carinhosamente.

— Vou bem. – sorriu – Um pouco cansada, mas isso é da gravidez.

— Você passou por tanta coisa. É um milagre que você esteja bem. – passou a mão na barriga da ruiva. – E o bebê?

— É um menino. – contou a novidade – Ele está bem.

— Eu torcia por uma menina. – riu sem graça – Não aguento ficar em meios de moleques – deu um olhar mortal para o sobrinho – Importa que vem com saúde. Já pensaram em nomes?

— Nós somente decidimos que não será nome de nenhum parente vivo ou falecido – Ichigo participava da conversa. – Nós apenas começamos a listar alguns nomes.

— Hmm, entendo. – falou a senhora – Bom, vim para buscar a Orihime para passar uns dias lá em casa.

— Não precisa de ...

— Oras como não preocupar, Orihime? – interrompeu a morena – Você precisa descansar fora desse lugar, aonde você passou por estresse. – olhou firme para a ruiva – O carro já está aí em baixo. Eu espero você ajeitar as coisas, nos dias de consultas fico de responsável de trazê-la.

— Vai ser melhor Hime. – disse Ichigo acalmando a ruiva – Eu irei visitar daqui dois dias.

— Tudo bem. Eu irei – sorriu – Vou só arrumar algumas coisas.

— Ótimo. – sorriu a Kukaku – Vou ficar aguardando aqui.

Orihime levantou do sofá e foi para o quarto para arrumar as ultimas pendencias. Ichigo estava a preste acompanhar, quando a Kukaku o segura pelo braço. Apenas espera a ruiva a afastar apara pronunciar.

— Melhor tomar cuidado daqui pra frente, se você a ama. – falou séria – As coisas parecem a complicar, fiquei sabendo dos fatos. – fitou os olhos castanhos do rapaz – Não quer deixar ela viúva e uma criança órfã ou perdê-los os dois.

— Não irei permitir isso. – respondeu convicto

— Muito bem, toma cuidado. – soltou o braço do rapaz.

— Tomarei. – seguiu para quarto aonde se encontrava a ruiva.

***

A madrugada já tinha instalado naquele escritório da promotoria. A iluminação era apenas de um abajur que iluminava o quadro de cortiça com vários recortes, com tacinhas coloridas e um cordão vermelho que ligava os pontos.

O assistente Kira, dormia debruçado na mesa. Este insistiu que iria ficar até o Gin terminasse o serviço, mas o cansaço tinha dominado. Já o platinado estava acordado, em pé de frente do painel. Amarrou o ultimo ponto do cordão. Deu dois passos para trás, para visualizar o quadro. Seu olhar azul claro percorria cada detalhe que estava na sua frente.

Puxou uma cadeira, sentando em frente do painel. Estava cansado, aquillo tinha sido exaustivo. Apoiou a cabeça entre as mãos, com os cotovelos apoiado nas pernas. Deu um longo suspiro. Retornou o corpo na postura correta, mantendo o seu olhar fixo.

— Então é você.

Continua...