Trouble Maker
40 Capítulo 39 – Aproximação.
Notas iniciais
Capítulo 39 – Aproximação.
“Acho que fui levada pela emoção
Onde quer que eu olhe, não consigo achar alguém como você “
Sleepless Night — Nine Muses
Era possível ver o rastro de sangue ao longo de caminho. Havia vários corpos desfigurados no chão. Havia sinal de luta corporal, ouviam tiros e gritos.
— Mas que merda! – gritava um
— Não é possível que seja ele! – falava outro em espanto – Ei! Avisa o chefe!
Não houve tempo, um tiro a sangue frio impediu que o recardo fosse dado.
A figura assustadora aproxima, a sua máscara anunciava a sua identidade. Era possível ver os olhos, vazios e em fúria.
— Então, você existe! – falou rapaz caído no chão – Shinigami Negro!
O destravar da arma, fez aquele ser fechar os olhos e fazer uma prece à Deus para que perdoasse todos seus pecados terrenos.
— Não adianta, fazer isso agora. – o Shinigami riu – Veremos mais tarde no inferno.
Apenas um tiro na cabeça e o corpo caia lentamente no chão.
— Você é lento até pra cair. – não era possível sentir algum sentimento vido naquela voz.
Shinigami olhou para sua volta, não havia mais nada para fazer naquele lugar. Seu alvo principal não estava por ali. Caminhou até na saída, com arma em punho.
Uma mão tentou agarrar seu tornozelo, apenas olha com desprezo antes de chutar o corpo para longe. Já na porta retira um isqueiro, acende e joga no chão que tinha um material inflamável.
Subiu na garupa da sua moto e saiu em alta velocidade. Ao longe era possível ouvir a explosão e a labaredas que tinha formado.
Mas não estava satisfeito com seu estrago, faltava o principal de tudo e não iria sossegar até conseguir. Aquele tocou impuro o seu anjo:
Grimmjow Jaggerjack
A besta havia despertado.
****
Pela manhã era possível ver o terrível estrago da noite anterior, a equipe policial já tinha chegado nas primeiras horas da manhã. Yourichi estava em pé, vestia um elegante terno feminino preto e soltos altos, acompanhando a equipe de legistas fazendo o trabalho. Virou para trás, viu o jovem detive aproximar, deu um sorriso:
— Desculpa atrapalhar as suas férias no Havai. – zombou – Fiquei sabendo que estava fazendo o cover de Elvis e as garotas estavam caiando de amores. – o rapaz deu um sorriso – Não vem com eu lhe avisei, de dou soco nesse rostinho de galã.
— Não ia falar nada disso – ajeitou a jaqueta verde para espantar o frio – Isso foi um belo estrago que ele fez.
— Oh! Até parece. – riu – Tem certeza que foi ele.
— Sem dúvidas.
A morena olhou para o jovem, ele estava diferente um pouco mais confiante.
— Hmm...mudou o visual. – referiu o rabo de cavalo do rapaz – Essas duas semanas parece que foi bom.
— Não tive tempo para cortar cabelo. – falou – Estava resolvendo outras pendencias.
— Uma garota?
Ulquiorra não respondeu para sua capitã, mas deu um pequeno sorriso no qual a mesma percebeu.
— Detive Sficher. – chamou uns dos policiais – Que bom retornou. O legista quer você veja uma coisa.
— Com licença, Capitã. Depois dou os detalhes das minhas férias – zombou um pouco.
A capitã ficou surpresa com a atitude do rapaz, que fez o mesmo mudar tanto. Olhou para o cenário que estava a sua frente, Ulquiorra conversa com os outros policiais.
— O estrago ainda vai ficar maior. – murmurou – O que está passando na sua cabeça Ichigo?
****
— Bom dia.
Gin apenas levantou o olhar em direção da porta, aquela visita iria estragar o seu dia. Continuou com as suas anotações.
— Bom dia Kuchiki. – sua voz era de desprezo.
— Acho que não deveria continuar com esse jeito de arrogante. – falou o moreno – Um pouco de humildade não faz mal.
— Eu digo o mesmo para você. – jogou a caneta na mesa, antes de recostar na cadeira – As nossas diferenças pessoais sempre passa da linha do profissional.
— Tem toda razão. – sentou na cadeira na frente da mesa do platinado – Então vamos colocar o profissionalismo no primeiro plano. Ambos somos competentes.
— Apenas uma coisa que eu concordo com você. – cruzou os braços – Que posso ajudar-lo?
— Reabre o caso do Shinigami Negro, você será o promotor acusação. No qual defende a sociedade.
— Já falei que não tenho interesse nesse caso. Você e o Juushiro ainda insistem nisso. Nem a Yourichi não é a detetive do caso.
— Você é o melhor indicado para este caso. – falou sério – Caso da Yourichi é a capitã da equipe que está investigando. Vocês são os melhores indicados.
— Vocês estão fazendo de tudo para me convencer – deu um sorriso – No momento que ele for preso eu dou a resposta.
— Então está bem. – riu o moreno – Eu volto assim o fato acontecer.
— Claro, claro. – sorriu friamente.
O Byakyua saiu da sala deixando o Gin retornar o seu trabalho. O platinado riu debochado.
— Isso se vocês conseguirem pega-lo.
****
Orihime estava terminando de colocar as suas coisas na mochila. Estava para receber alta do hospital, ficou duas semanas ali e desejava mais que nunca ir para casa. Rangiku acompanhava a sua amiga.
— Não poderei levar para casa, tenho que pegar o plantão. – falou com um pesar
— Não tem problema, você já fez o bastante de me acompanhar nesses dias.
— À noite irei na sua casa, certo?
— Não precisa. Gin pode ficar com raiva de você ficar dedicando os meus cuidados.
— Gin com raiva? Conta outra. – abraçou a ruiva – Já falei que você é minha irmãzinha e tem outra coisa.
— O quê? – arregalou os olhos
— Você tem me contar os detalhes desse termino repentino com Ichigo.
— Hmm.
— Orihime não esconda nada de mim. – semicerrou os olhos e cruzou os braços.
— P-por que acha que estou escondendo algo?
— Você acabou de gaguejar.
— Que nada! Impressão sua.
— Sei...- revirou os olhos – Aí tem coisas.
Batidas na porta interrompe a conversa das duas amigas.
— Entre. – falou Orihime.
O rapaz de cabelos negros e olhos esmeraldas entra no quarto, Orihime fica surpresa com a visita do Ulquiorra. Rangiku não simpatiza muito com rapaz
— Bom dia, vejo que está melhor. – falou o moreno – Bom dia! – cumprimentou a loira
— Bom dia. – analisava cada detalhe do moreno.
— Sim, estou um pouco melhor. – sorriu fraco
— Está para receber alta? – perguntou o moreno olhando para mochila.
— Oh! Sim. Não aguento mais ficar nesse hospital.
— Alguém vem buscá-la? – Ulquiorra referiu ao Ichigo.
— Não precisa preocupar, já chamei um taxi.
— Eu te levo. – pegou a mochila na mão da ruiva.
Orihime olhou para Rangiku, que apenas sussurrou “depois conversamos”.
— Bom, Orihime pelo menos você tem carona. – falou a loira levantando do sofá – Cuida bem dela. – passou pelo rapaz e deu seu olhar gélido. Ele nada respondeu.
Orihime acompanhou o Ulquiorra sem falar nada até no veículo que estava no estacionamento, estava um pouco apreensiva. Ulquiorra reparou a feição da ruiva.
— Orihime, está bem?
— Claro, Ulqui-kun. – forçou um sorriso.
O que eles não imaginavam que estava sendo observado e a pessoa não estava gostando nada que estava vendo.
****
— Você não acha que deve recrutar uns novos... – comentou Moe.
— Até parece que alguém vai querer entrar na gangue. Jamais – explicou Grimmjow – O estrago do Shinigami foi grande.
— O que pretende fazer? – perguntou o garoto.
— Enfrentar-lo. – deu a ultima golada do seu uísque
— Está louco! Isso é pedir para morrer.
—No fim todos nós morremos! – pegou a garrafa de uísque e encheu o copo
— Loucura.
— Pois é. – bebeu um pouco – Então somos loucos, eu e ele. E fui brincar com a morte.
— Credo, você está depressivo por demais. Parece que é uma despedida.
— Talvez podermos considerar uma. Na próxima vez que eu encontrar com ele, não voltarei – olhou para garoto – Então obrigado por sido leal. Toma cuidado!
— Grimmjow.- estava surpresa coma declaração do azulado.
— Não vamos sermos sentimentalistas. Isso não combina comigo. – tomou o restante da sua bebida em uma golada só.
Levantou da cadeira e caminhou para porta do velho bar, que muitas vezes foi uma parte do seu QG.
— Ei a onde você está indo? – perguntou o garoto
— Não falam que os gatos saiam da casa antes de morrer? – deu um sorriso para garoto. – Bye bye.
Essa foi a ultima vez que Moe viu Grimmjow.
****
Ichigo chegara nervoso na oficina, Chad nem fez questão de virar para o amigo.
— Voltou cedo.
— Eu sei. – falou ríspido
— Viu ela? – perguntou com seu jeito pacato
— Vi.
— Então por que esse comportamento. – parou o serviço por um momento – Era está feliz.
— Ela estava com outro. – falou entre dentes – Com aquele detetive de merda.
— Hmm
— Não sei o motivo que ela levou terminar comigo e semanas depois esse cara fica grudado nela.
O moreno não disse nada, tinha ido na geladeira da oficina para pegar duas long necks. Entregou uma para o ruivo, que abriu e deu uma golada.
— Estou enlouquecendo.
— Por acaso, ela olhou nos seus olhos quando terminou tudo?
Os dois homens olhou para mulher loira que estava em pé na soleira da porta.
— O que quer dizer isso Halibiel? – perguntou com desdém o ruivo
— Oras, ela mentiu para você. – riu – Se fosse verdade ela olharia para você.
Ele olhou para qualquer ponto da oficina e ficou em silencio.
— Não seria prudente você investigar quem influenciou essa decisão dela? Talvez ela foi coagida a fazer isso. – continuou a mulher – Acho que melhor andar rápido, antes que perca a ruivinha.
— É isso que eu irei fazer. – olhou para a garrafa nas suas mãos.
— Boa sorte. – desejou a loira.
*****
O casal tinha chegado no apartamento da Orihime, ela abriu a porta e os dois entraram.
— Obrigada, Ulqui-kun.
— Aonde posso deixar? – referiu a mochila.
— Pode deixar no sofá, depois eu arrumo. – olhou para seu apartamento – Não posso oferecer nada porquê não sei o que tem. Talvez agua – andou para cozinha.
— Não preocupa com isso. – encostou na mão dela, ela parou de andar com contado – Orihime.
A ruiva virou para o moreno. Os dois não falaram nada, ele olhou intensamente para os ambares cinzentos.
— Ficará bem ? – colocou uma mecha do fio atrás da orelha dela
— À noite a Rangiku vai ficar comigo. Será bom para mim, ficar um pouco sozinha.
— Tem certeza? – fechou um pouco da distância entre os dois.
— Hmm... – podia sentir como o rapaz estava perto.
— Não quero que nada de ruim, aconteça com você. – levantou o queixo da ruiva para que olhasse para ele.
Ela ficou calada e quieta. Ele inclinou um pouco e beijou os lábios da garota. Um beijo calmo e com ternura. Orihime fechou os olhos, não era um beijo que deixava de pernas bambas. A imagem do Ichigo veio na sua mente.
— Não posso. – recuou um passo para trás. – Eu ...eu.
— Entendo. – pronunciou o rapaz – Ainda está cedo, desculpa se fui precitado.
— Como eu disse antes, ficarei bem. – deu mais um passo para trás.
— Qualquer coisa me liga.
— Irei lembrar disso.
O rapaz despediu com um aceno, a ruiva ficou apenas ficou vendo a porta sendo fechada. Sentou na beirada do sofá. Acarinhou a sua barriga.
— Como eu sinto a sua falta... Ichigo.
Continua...
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