Trouble Maker
15 Capítulo 14 – Decisões
Notas iniciais
Capítulo 14 – Decisões
Os raios solares radiam entre a pequena fresta da cortina. A jovem sentiu a luz acomodar o seu sono, revirou um pouco para fugir da claridade e do frio da manhã.
_ Tá frio! – reclamou baixinho
_ Chega mais perto e assim a aqueço. – ouviu uma voz rouca masculina perto.
Ainda sem abrir os olhos aproximou, sentiu a ser envolvida num abraço caloroso.
_ Você está fria. Também dormindo quase nua.
A ruiva abriu os olhos de uma vez com declaração. Olhou bem para seu companheiro da noite: Ichigo. Como ela, ou melhor, os dois estavam dormindo juntos? Ok, não é a primeira vez que isso acontece, mas tinha um pequeno detalhe. Ambos estavam seminus.
A jovem deixou um grito que afastando do ruivo, fazendo cair da cama. Puxando o lençol para se cobrir o seu corpo. Isso só resolveu uma parte do problema: acabou revelando o corpo escultural masculino fazendo a corar mais ainda.
_ C-como... – mal conseguia a falar- Que nós... PA
_ Nós!? – o ruivo sentou-se passando a mão na nuca – Ah tá! Entendi! Como nós ficamos assim?
_ S-sim... – levantou do chão, ainda enrolada no lençol.
_ Você não se lembra de nada? – Orihime balançou a cabeça negativamente – Nem do nosso banho gostoso? – sorriu maliciosamente – Lembro cada de cada detalhe. Nossa foi muito bom
_ Banho? Juntos? – ruiva tentava digerir cada informação — Oh meu Deus! Não me lembro de ter feito no banho! Isso aconteceu mesmo, Ichigo?
O rapaz começou a gargalhar deixando a moça sem resposta.
_ Por que você está rindo? – perguntou sem entender que estava acontecendo.
_ Desculpa Orihime. – controlando a sua risada – Sua cara foi ótima!
_ Ichigo! – bradou à ruiva.
O rapaz levantou da cama e aproximou da moça com sorriso nos lábios.
_ Não aconteceu nada disso que você está pensando. Sua mente leviana. – passou mão nos cabelos ruivos dela – Bem que eu gostaria que acontecesse, mas não com você meio bêbada. – beijou a sua temporã – Quero que isso aconteça com você lúcida.
A ruiva piscou os olhos em resposta, nada tinha acontecido entre os dois. Só o cansaço da noite anterior que a pregou uma peça. Por um lado sentia aliviada e por outro...
_ Sinto muito dizer isso. – a ruiva acorda dos desaveio para prestar atenção – Você está atrasada para o trabalho.
_ O QUÊ!? – olhou para o relógio marcava 7:45 – Só tenho quinze minutos para chegar no trabalho! Ichigo você me paga! – disse nervosa para rapaz que ria da situação.
****
O homem de cabelos prateados chegava ao trabalho com um imenso mau humor. Não pelo seu relacionamento amoroso, que por sinal finalmente ia bem. Ele e Rangiku conseguiram entrar numa perfeita harmonia. Seu mau humor era devido à ligação do seu chefe que chamara para uma reunião em plena no dia que resolvera tirar uma folga do seu trabalho estressante.
_ Bom dia! – entrou na sala do seu superior – O que quer falar comigo com essa extrema importância Sr Ukitake?
_ Bom dia, Sr Ichimaru! – saudou superior. O homem também tinha cabelos prateados, porém longos. – Vou ao direto assunto: o arquivamento do caso Shinigami.
_ Isso!? – falou descrente – É de extrema importância! – zombou – Não poderia me falar no dia de trabalho e não na minha folga?
_ Você sabe quando esse caso é importante para mim! – falou firme – No mais que o desaparecimento do garoto pode ter ligação com ele.
_ Você fala do seu filho? O Toushiro? — sentou na cadeira a frente da mesa – Você si quer aproximou do garoto...
_ Isso porque a mãe não permitiu você conhece bem a história.
_ Sei sim, irmão. E como eu sei. – revirou os olhos lembrando o passado.
_ Gin, você não sabe o sentimento que eu sinto. Imagina se a Ran...
_ Eu e você teríamos filhos quase na mesma idade. Desculpa-me a franqueza, ainda bem que isso não aconteceu.
_ Verdade, seriam duas crianças cuidando de uma.
_ Nós éramos adolescentes que divertíamos muito. Ótimo, queria passar uma lição de moral? Acho que isso não...
_ Gin! – interrompeu mais velho – Quero que você reabra o caso.
_ Nunca! – respondeu sem rodeios – Escolhe outro, tem vários promotores e investigadores excelentes aqui.
_ Quero você nesse caso! – levantou da cadeira batendo as duas mãos na mesa – Você já conhece e estava trabalhando nele.
_ Você falou certo: estava — também levantou da cadeira — Minha resposta é não!
_ Você não pode abandonar assim...
_ Posso e vou. Não vou me prejudicar a minha vida por causa de uma investigação. Eu estava afastando da pessoa mais importante da minha vida. Não vou deixar a Rangiku a mercê novamente. E se for preciso peço a minha exoneração.
_ Você não deve estar falando sério! Pedir a exoneração...
_ Estou sim. – virou as costas para superior – Trabalho como advogado particular em pequenas causas, mas não deixo nada e ninguém tirar a minha felicidade. Desculpa irmão. – olhou pelo canto dos olhos – É melhor você procurou outro. – saiu da sala batendo a porta.
O mais velho caiu no assento refletindo as palavras que recebera doutro. Teria que ter um bom álibi para persuadir para que retornasse no caso.
Talvez tivesse que apelar para algo que não gostasse tanto: envolver a família.
***
O casal chegava imponente no prédio, entraram sem falar nada e nem se apresentaram aos seguranças. Mesmo em um ambiente fechado o rapaz de cabelos vermelhos usava óculos escuros com seu terno cinza. Ela mais baixa que o mesmo, possuía um corpo de uma ginasta vestia um elegante terno feminino preto.
Os dois entraram no elevador indo ao andar desejado. As portas abriram ao uma ampla sala com várias estações de computadores e pessoas trabalhando. Era um ou outro que direcionava o olhar para casal.
Eles continuaram a caminhando até no hall de salas isoladas do hall anterior. Deram três batidas na porta, ao ouviram “entrem”. A senhora Unohana já estava aguardando o casal:
_ Olá Senhora Unohana. – cumprimentou a moça. – Recebemos o seu recardo.
_ Sim, eu vejo. – olhava severamente – Com um pouco de atraso.
_ Decidimos terminar a missão que estarmos. – concluiu o rapaz.
_ Mais é claro Renji. – recostou na cadeira – Tenho um trabalho de urgência para vocês e claro que eu acredito que vocês irão concluir como todos outros.
_ Sim, senhora. – falou a moça.
_ Melhor vocês sentarem. A reunião será longa.
_ O que se trata? – perguntou o ruivo.
_ Acho que duas palavras resumi a missão de vocês. – apoiou a mão no queixo com um sorriso assustador – Shinigami Negro.
****
Orihime andava no estacionamento do hospital com as chaves do carro na mão. Tudo mais queria chegar a casa e descansar.
_ Um banho, descansar, um lanche e tá bom. – listava seus afazeres.
_ Orihime! — o jovem de óculos a chamava.
_ Dr. Ishida, o que deseja? – respondeu, enquanto ele corria na sua direção.
_ Temos que conversar.
_ Hoje não, estou cansada. – voltou-se para o carro
_ Não podemos ficar assim – tomou as chaves da mão dela. – Você me deve uma explicação.
_ Eu não devo explicação a ninguém – tentava tomar as chaves de volta – Acho que você que me deve. Deixa pra outro dia essa conversa.
_ Não posso Orihime. – falou tristemente. – Vamos conversar em outro lugar.
_ Estou cansada, Uryuu.
_ Vamos, por favor. – pediu.
_ Tudo bem. – cruzou os braços em frente do peito – Sejamos breve.
_ Concordo. Mas pode deixar que dirijo para você.
A jovem relutou um pouco, mas acabou concordando. O seu coração batia rapidamente de nervosismo. Essa conversa poderia ser o tudo e nada da sua vida.
Continua...
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