Trouble Maker
51 Capítulo 51- Elos
Capítulo 51- Elos
Finalmente, ela pode tê-lo nos seus braços. O primeiro encontro de mãe e filho, tinha adiado devido as complicações do parto. O pequeno Shun, estava amamentando e Orihime acariciava o rostinho do pequeno, um elo de mãe e filho. Ela sorria terno para aquele pequeninho ser de cabelos ruivos, pele clara e os olhos de cor de mel.
Ichigo assistia a cena, por um momento, estava um pouco tranquilo. Os últimos dois dias, foram tumultuados. Ver aquela cena é sentir como estive em dias felizes existem, poderia fazer de conta que era uma pessoa normal. Deu sorriso bobo.
— Ichi? – a voz melodia os tira dos desaveio – Está tudo bem?
— Ahãm... claro. – olhou para a ruiva – Por que?
— Você estava sorrindo com pensamentos longe. – concluiu a garota.
— Não estava sorrindo. – desviou o rosto – Deve ser imaginação sua.
Ela riu, fazia tempos que ele não ouvia aquela risada gostosa dela. Permitiu sorrir mais uma vez, ele amava seus sorrisos e risadas, sinal que tudo estava bem.
— Shun puxou a beleza da mãe, para meu alivio. – comentou
— Mas já mostrou que tem a mesma carranca que o pai. – ela riu
— Não tenho carranca nenhuma. – não admitiu – Sou um cara sério. – aproximou dos dois, beijando o topo da cabeça da Orihime.
— Já segura firme. – Orihime mostrando a mão do pequeno envolvendo o seu dedo anelar.
— A força é do pai. – riu – Eu também não largaria essa mãe de jeito nenhum. – olhou para os olhos da ruiva
— Você é besta, Ichigo.
— Não estraga o momento, é raro eu ser fofo e romântico.
— Você tem um jeito fofo ogro romântico. – riu do rapaz, que arqueou a sobrancelha.
— Ogro né?
— Ogro que eu amo. – selou os lábios do rapaz.
O rapaz puxou para um beijo suave. Shun emitiu um som, o casal parou o beijo e olharam para o pequeno de olhos castanhos claros. Os dois sorriram para o bebê. Ichigo, desejou que aquela sensação de tranquilidade durasse para sempre. Ele era capaz ir até ao inferno para proteger a sua amada e agora mais que nunca o seu filho.
*****
Toshiro estava no seu quarto do Soul Society, o quicar da bolinha era o som que era emitido no local. A sua estranha mania de ficar pensando na vida, brincando com uma bola de tênis. A conversa com o Kyoraku dias atrás havia mexido com seus sentimentos. Nos seus quase completar os seus 18 anos, encontrar a sua família. Que ironia do destino, logo na idade que a maioria dos jovens sonham sair de casa, ele entrando em uma. Talvez seria bom.
Nunca nessa vida ouviu alguém o preocupasse o seu bem-estar. Descobrir que seu pai sempre o procurou nesses longos anos, é sentir feliz? O garoto não sabia qual era o seu sentimento no momento. Se seu pai estivesse encontrasse mais cedo, ele estaria “naquela vida”? Ou se encontrasse agora, aceitaria em uma boa sendo que seu filho fosse um hacker? Afinal, seu pai era homem da justiça.
Mas surgiu a vontade de encontrá-lo, de conhecer, será que o Kyoraku o permitir? E a Unohana, será que ela sabe? Que mãe não reconhecesse o filho? Se bem, não podia considerar nada daquela mulher sem sentimentos, ela teve a coragem de tirar dos braços do seu pai e entregá-lo com facilidade para uma senhora de idade para criar, em um pequeno barraco. Unohona conhecia o “amor”?
—Tolice, não é hora de pensar nessas bobagens. – observou a viagem da bolinha até nas suas mãos – Droga! — arremessou a bolinha na parede mais próxima, fazendo o forte som ecoasse no ambiente.
Bufou, ele tinha uma missão ali dentro. Era certo em confiar em Kyoraku? Se o objetivo do homem de cabelos castanhos era instabilizar o garoto, para enfraquecer a missão. Se for um aliado da “bruxa” da Unohana?
Questões e mais questões... tinha tomar uma decisão. Mais rápido possível.
Saiu do seu quarto, andava apresado pelos corredores cinzentos da Soul Society. A sua vontade era correr, correr para sua liberdade, sonho. Parou em frente do escritório de Kyoraku. Hesitou em bater na porta, respirou fundo. “Que maldito sentimento é esse? ”. finalmente deu tr~es leves batidas na porta. Ouviu um “entre” antes de abrir a porta. Ao entrar, viu o Kyoraku sentado na cadeira atrás da mesa e a sua assistente Nanao ao seu lado com várias pastas na mão.
— Oh! Não é o jovem Toshiro, em que posso ajudar. – falou o homem de cabelos castanhos com sua voz preguiçosa.
— Quero falar com senhor. – olhou para a assistente – Em particular.
— Claro. – respondeu para jovem. – Senhorita Nanao, continuamos mais tarde.
— Sim, senhor. Com licença.
A jovem saiu da sala. Assim que a porta foi fechada e o jovem pronunciou:
— Quero falar sobre o assunto da minha família.
— Oh vejo, que mexeu com você. Em que posso ajudar?
— Caso que eu quiser encontrar com meu pai... – estava nervoso e não sabia como expressar – Eu poderia sair daqui ou tenho cumprir a minha “pena”?
— Isso! – apoiou a cabeça nas mãos – Você pode sair daqui e não há necessidade de cumprir a sua pena.
— Sério? – poderia acreditar nisso? Tão fácil. – Afinal fui recrutado em uma casa de menores infratores?
— Eu iria apagar a sua ficha. Estaria limpo novamente. – explicou o homem de cabelos castanhos – Em troca da sua ajuda e da suas habilidades.
— Mas a senhora Unohana?
— Não tem que preocupar com ela. – coçou a sua barbicha – Ela não manda em nada aqui, a função dela é apenas recrutar os jovens que selecionamos e também dar o apoio psicológico aqui. Mas nada.
— Quando eu poderei fazer isso? De sair daqui?
— Na hora que quiser, que tal agora? – sorriu para o garoto.
— Agora? – espantou o garoto.
— Sim. – levantou da cadeira – Eu posso até levar na porta. Você é jovem, é cedo desperdiçar a sua vida atoa. Quando fizer 18 anos ou estiver quase formando na faculdade e quiser voltar aqui de forma limpa. Podemos conversar.
— Forma limpa? – arregalou os olhos
— Soul Society é uma organização secreta do governo. – explicou-
— Certo, entendi. – concordou o garoto. – Mas e a missão?
—Não tem que se preocupar com sua missão. Dará tudo certo. Também precisarei você lá fora.
— Lá fora? – analisava cada palavra do mais velho – Entendi.
— Mas antes de irmos. – estava próximo do garoto – Preciso que faz um favor antes. Seu ultimo trabalho aqui.
— O que seria, senhor?
***
Gin entrou na delegacia, tinha marcado um horário com a capitã Yourichi. A capitã estava na sua sala, passando orientações aos seus subordinados. Após da morte de Ulquiorra, a delegacia estava um caos. Ainda não tinha um substituo e encontrar um ao mesmo patamar que o moreno, é uma tarefa difícil.
Platinado aguardava fora da sala, até que todos tinha sido dispensado. Entrou na sala e viu a morena suspirar, ela estava fadigada.
— Tendo dia difícil. – falou para anunciar a sua entrada.
— Gin. – sorriu ao ver o homem. – Desculpa não vi você tinha chegado.
— Na verdade, acabei de chegar. – sentou na cadeira a frente da mesa da capitã.
— Claro, claro – a morena sentou na sua cadeira ficando de frente do platinado. – Você veio cobrar o favorzinho.
— Na verdade, eu quero mudar um pouco do favor; — sorriu
— Como assim? – ficou sem entender.
— Não quero encontrar a Unohana Restu e sim um garoto. – explicou
— O filho de Jushiro?
— Sim, o filho dele. Acho que era deveríamos ter feito deste do inicio. A Unohana é uma agulha no palheiro.
— Analisando por este lado. – falou tranquila – Estarem investigando para você.
— Certo. Ficamos combinado então. – levantou da cadeira e estendeu a mão para capitã – Fico aguardando as informações.
— Em breve eu darei notícias. – cumprimentou o platinado. – Até em breve.
— Até em breve. – saiu da sala.
“As pessoas que fazem parte da organização ou que estão envolvidas com o Shinigami Negro são aquelas que você nunca duvidara da sua dupla identidade e estão bem próxima de você”. Lembrou das palavras do Ichigo.
****
A senhora loira olhava a fotografia de forma nostálgica. Na fotografia havia uma garotinha ruiva sorridente, aproximadamente seis anos. A sua garotinha que tivera de deixar para trás. Como sentia a falta dela durante esses longos anos. Como gostaria de participado do seu crescimento, hoje sabe que essa garotinha é uma bela moça.
— Minha pequena estrela, Orihime. – sorriu ternamente.
Lembrou da noite que saiu de casa, foi após de uma briga com seu marido, Yukito. Ele havia agredido verbal e fisicamente. Não estava mais aguentando as agressões, ele era um marido ciumento e após de um acidente foi impedido de trabalhar. Para manter as despesas da casa, ela tinha saído para trabalhar como professora de um cursinho de francês, aproveitando a sua decadência francesa. Para ganhar um extra, dava a aulas particulares.
Foi assim, que se envolveu com Ryuuken Ishida. Ele era um dos seus alunos particulares e na época era casado. A sua esposa estava doente com uma doença rara. Ryuuken tinha pressa de aprender que iria acompanhar a esposa para um tratamento na França. Os dois não tiveram nenhum envolvimento amoroso, era somente professora e aluno. Apesar que não era a visão que Yukito tinha, para ele, o médico e a sua esposa era amante. Entregou a guarda da garotinha ao seu enteado, Sora, sabia que ele podia confiar à criação da Orihime.
Quando Manon tinha saído de casa, Ryuuken sentiu culpado e ofereceu ajuda. Orgulhosa, não aceitou e disse que era capaz sobreviver sozinha. Foi que teve a ideia de retornar ao seu antigo país e procurar por parentes que aceitasse de volta. Foi duro, aceitar o não da sua família. Até que uma antiga amiga da família estendeu a mão, Madame Montfort.
Iniciou a sua vida como cantora na casa de Show da Madame Montfort, mudando o seu nome para Brigitte Montfort. Neste local, que foi recontou o Ryuuken depois de dois anos. Ele estava de passagem e foi surpresa reencontrá-la . Contou do falecimento da sua esposa. A partir desse dia que tiveram um caso, vários casos para ser preciso. Eles nunca denominaram eram amor.
As lembranças não estavam fazendo bem, bebeu o seu champanha com cerejas. Guardou a fotografia dentro do seu diário, e o colocando dentro da gaveta. Será que há tempo, pelo menos, recuperar o tempo perdido? Talvez ver a sua “pequena estrela brilhante”. Ao fechar da gaveta, um cartão cai ao chão. Abaixou para pegar, e teve uma ideia. Discou para o número do cartão. Após de três chamada, foi atendido
— Hirako
— Alô senhor Hirako, tudo bem? É senhora Inoue.
— OH! – expressou surpreso – Vou bem e você?
— Bem, na verdade eu quero um pequeno favor seu.
—Que posso ajudar?
— Quero ver a minha filha.
****
Uryuu estava saindo do trabalho, estava a caminho do estacionamento. Ao contrário do outro hospital, que era estacionamento a céu aberto, este era coberto. O local estava deserto, os passos do jovem médico eram apressados. Estava nervoso, dois dias não conseguiu aproximar da Orihime. Ichigo ficou de acompanhante nesses dias e no dia seguinte seria a alta da ruiva. O sentimento pela Orihime tinha transformado em obcecação.
Já estava próximo do seu automóvel, retirou do bolso a chave destravando o veículo. Colocou a mão na maçaneta da porta do motorista, quando uma figura de um homem de cabelos médios aproximou dele.
— Uryuu Ishida?
— Sim. – nem olhou para o rapaz para responder.
Abriu a porta do veículo, jogando os seus pertences no banco do carona.
— Preciso que senhor me acompanha. – falou o homem magro.
— Não irei lugar nenhum, meu horário de serviço já acabou. Deixa o seu número com a secretária geral.
O homem riu.
— Não estou pedindo.
Uryuu olhou para o homem, que estava sorrido. Homem fez um sinal com cabeça. O jovem médico percebeu que estava acontecendo ali. Virou para trás, a sua visão foi ocultada com um saco de tecido preto. Debateu para escapar, que foi em vão. Sentiu uma pancada na cabeça, caindo no chão.
— Até que foi fácil. – comentou para seu parceiro – Vamos logo. O chefe nós espera.
Continua...
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