Trouble.
2 DR familiar.
Notas iniciais
– Avallanah Smith e Lidia Evans, queiram me acompanhar, por favor – disse a senhora diretora que tem uma verruga no meio da testa, parece até outra diretora, mas isso não vem ao caso, e sim o motivo pelo qual ela me chamou juntamente com a querida Ava, para acompanhá-la ate a diretoria.
Estavam sentados três pessoas na secretaria, uma delas era Brandon, e pelo visto o homem e a mulher ao seu lado eram seus pais, mas que droga, só me faltava uma DR familiar logo ali.
A senhora diretoria passou e apenas deu um aceno de cabeça aos três, porém Brandon apenas no encarou olhando feio, e eu até entendia, também não gostava dele. Ava, porém, tadinha, abaixou a cabeça como se pedisse desculpas ao garoto, e eu me senti na obrigação de lhe dar um cutucão para ela se tocar de que ela não devia nada aquele mané, mas nem tive tempo de lhe dar um sermão
– Srta Smith, você fique, por favor, fique aqui com os pais do Sr McVey, enquanto você – ela apontou o dedo torto para mim, e foi meio assustador, parecia que ela tinha uma verruga na ponta do dedo – me acompanhe.
Deixei a pobre Avallanah com aquelas pessoas feias, e acompanhei a velha verruguenta até a sala dela, onde por um acaso – ou não – encontrava-se Dylan McCallen, e os pais dele.
– Desculpa se os fiz esperar, fui buscar a Srta Evans – disse a velha se sentando e me deixando em pé, já que não tinha mais cadeiras, que falta de consideração comigo.
– Sim fez esperar muito, tenho negócios a fazer – disse o senhor. Ele era alto, mesmo sentado na cadeira, meio grisalho, mas era o tipo de homem velho elegante e sedutor, tipo o George Clooney.
– Modos, por favor, Bob, não é a toa que Dylan está descarrilado, e isso é culpa sua – disse a mulher secamente. Ela parecia o tipo de mulher que não saía de um salão de beleza, com um corpo escultural, e pele bronzeada, morena e elegante.
– Minha culpa? – ele olhou para ela, e Dylan se mexeu na cadeira, como se estivesse desconfortável com aquela situação, e não era para menos.
– Senhores, por favor, deixem para resolver as desavenças em casa, estamos em um local publico, e essas brigas na frente de seu filho, pode não fazer bem a ele – disse a verruga, opa, diretora, tentando acalmar o casal.
– Não me diga o que faz bem a ele ou não – disse a mulher olhando para diretora com certo desprezo nos olhos. Fiquei até com um pouco de dó, tudo bem que ela tinha uma verruga na testa e outra na ponta do dedo, e ela era meio chata, mas não precisava tratar mal desse jeito.
– Hm, com licença – resolvi me pronunciar, já que eu não queria ficar ali presenciando discussão de casal, acho que foi a primeira vez que notaram a minha presença ali. – Posso ir embora?
– Não, não pode. – disse a velha. Retiro o que eu disse sobre ficar com dó dela.
– Essa garota que vai ajudar Dylan com os estudos – perguntou o senhor, e apontou para mim. Observe bem o ‘’essa garota’’.
– Sim. A Srta. Lidia como você podem perceber, ou não, é uma das melhores alunas do colégio e...
– Ela não parece ser tão inteligente – disse a mulher interrompendo a diretora. Como assim eu não pareço ser inteligente? Eu sou praticamente um gênio! Que insulto ao meu QI. Dylan babaca como sempre, estava se segurando para não rir alto.
– Depois eu que não tenho modos – resmungou Bob
– Eu ouvi isso – chiou a mulher
– Ótimo, era para você ouvir mesmo, assim quem sabe você se toca e para de apontar todos os meus defeitos e olha para os seus. – rebateu ele
– Senhores! – a diretora se intrometeu novamente na discussão
– Olha, vocês só que tem que assinar um papel ai para essa menina me dar aulas e depois falarem com os pais dela, não tem a necessidade de discussão, vocês nem sabem o que é melhor para mim mesmo. – Dylan falou pela primeira vez, e foi de forma bem grosseira.
– Nós somos os seus pais – disse a mãe cruzando os braços
– Então ajam como tal – nossa, que português impressionante ein, não esperava isso de você McCallen, achei que você era só do mundo das gírias.
Os pais abriram a boca par falarem algo, mas Dylan se levantou e saiu da sala batendo a porta. Serio mesmo que eu vou ter que estudar com esse acéfalo de cérebro de casca de amendoim e perder o meu precioso tempo?
– Façam apenas o favor de assinarem isso, e depois entrem em contato com os pais de Lidia, e você garota, assina aqui. – disse ela apontando para o papel com o dedo da verruga.
O papel dizia que eu ganharia pontos extras se ajudasse o babaca do Dylan e contaria também como atividades extracurriculares, mas só se ele fosse bem aos exames e nos trabalhos. Dei de ombros e assinei os papeis somente com uma Lidia em letra meio garranchosa e sai da sala sem dar adeus. Logo após veio os pais de Dylan com a diretora em seu encalço.
– Podem me acompanhar, por favor — disse a diretora para os pais de Brandon que a seguiram, porem ele ficou, cochichando com Dylan, enquanto eu olhava para Ava que parecia mais deslocada do que já era. – Vocês dois também – ela apontou para Ava e para Brandon, que revirou os olhos, ela me olhou e dei – tentei – um sorriso para encorajar.
Sentei no banquinho, e percebi que Dylan agora conversava com os pais, que saíram pelo que parece ainda discutindo, ele veio e se sentou ao meu lado.
– Ta fazendo o que aqui ainda ô estranha? – perguntou ele me olhando de soslaio, resolvi que não iria encarar ele, apenas respostas curtas.
– Esperando Ava. – fim, curta e grossa, ao estilo Lidia.
– Legal, vocês são bem amigas né? – porque raios ele estava puxando tanto assunto comigo?
– Uhum.
– Parecem eu e o Bran – observou ele
– Somos bem diferentes de vocês dois, pode apostar – respondi secamente. Ele me olhou frio, e começou a me ignorar. Ótimo, obrigado, por me ignorar, deveria ter feio isso antes.
Algum tempo depois veio Avallanah andando com toda aquela postura correta, e em seguida Brandon.
– Vamos?- disse Dylan ao amigo
– Por mim eu já tinha ido faz tempo – ele sorriu e ajeitou a mochila no ombro. Dylan se levantou, mas antes jogou um papel em cima de mim. Olhei para ele em busca de uma resposta.
– Dia, hora e local – disse apenas, e saiu andando
– Babaca mesmo – resmunguei
Fale com o autor