Notas iniciais
Então gente, eu espero que vocês gostem, aceito críticas e sugestões então comentem! Nos vemos lá em baixo!

Acordei com Hermes, meu gato gordo e branco, lambendo meu rosto. Sorri alisando seu pelo macio e levantei da cama querendo voltar a dormir. Olhei para o meu criado mudo e arregalei os olhos vendo que horas eram eu estava atrasada, mais do que atrasada, eu estava ferrada! Era hoje que o meu maravilhoso chefe me manda pra rua!

Corri para o banheiro tomando o banho mais rápido da história e voltei pro quarto colocando uma calça jeans e uma blusa branca qualquer. Peguei meus saltos pretos e corri para a cozinha onde vi Clarisse tomar seu café calmamente. Ela não disse nada apenas apontou para um prato onde vi que tinha um sanduíche.

— Eu já falei que você é meu anjo? — disse agarrando o sanduíche e enfiando na boca enquanto tentava colocar um dos saltos ao mesmo tempo. Não deu certo. Eu me levantei do chão sentido minhas costas doerem. Clarisse gargalhou alto e eu apenas revirei os olhos terminando de me calçar e comer.

— O que seria de você sem mim? — ela perguntou dando um beijo na minha testa e seguindo para o quarto.

— Acredite ou não, eu sobreviveria. — retruquei risonha pegando minha bolsa em cima do sofá e algumas pastas que estavam jogadas em cima da mesa.

— Claro que sim! Quer carona? — disse voltando do quarto com algumas mochilas na mão.

— Com certeza! — respondi seguindo ela até o elevador, eu só espero que o mau humor do meu chefe babaca não estivesse presente hoje. Mas parece que a sorte não está ao meu favor esses dias.

Assim que Clarisse parou em frente ao prédio da Jackson Industries, meu corpo se arrepiou todo. Era hoje que eu daria adeus ao meu emprego, e sem emprego, sem faculdade e sem faculdade, sem vida.

Suspirei entrando no prédio temendo a hora em que teria que enfrentar os ataques de raiva do meu querido chefe. Entrei no elevador sorrindo para Bianca di Ângelo que entrava na mesma hora que eu. Ela me cumprimentou com um leve aceno de cabeça e eu respondi do mesmo jeito.

Assim que pisei os pés na sala de Perseu Jackson, a primeiro coisa que eu ouvi foi:

— Atrasada, Annalise. — disse sem tirar os olhos dos papéis que estavam sobre sua mesa. Ótimo, Annalise, não acertou, mas pelo menos passou mais perto do que das outras tentativas.

— Sr. Jackson, eu só...

— Eu não quero saber sobre a sua incompetência. Apenas faça o seu trabalho, me traga um café, por favor. Não, me traga um cappuccino, está bem? — ele levantou o olhar e eu praguejei baixinho por ele ser tão lindo. Tudo bem, todo mundo sabe disso, isso não é segredo para ninguém. Afinal quem era o centro de fofocas todo o tempo? Isso mesmo, Perseu Jackson, senhora e senhores. A única coisa ruim nisso é o fato de que eu o odeio com todas as minhas forças, por mim ele poderia ser atropelado por um caminhão que não iria fazer a mínima diferença, na verdade, eu daria pulinhos de alegria.

Saí da sala o mais rápido possível indo pegar o bendito cappuccino dele. Assim que voltei e coloquei a bebida dele em cima da mesa, ele olhou pra mim como se eu fosse alguma aberração e depois deu um sorriso torto. Juntei as sobrancelhas numa careta confusa.

— Pensando melhor, Annabele, eu quero um chá, se possível. — ele sorriu marotamente e eu tive vontade de joga-lo daquela janela e depois correr só pra ver ele se estatelar no chão.

— É claro Sr. Jackson, é pra isso que eu estou aqui. — sorri forçado trincando os dentes, fato que ele percebeu e só o fez sorrir mais. Eu suspirei, ele sabia que na cafeteria não tinha chá, apenas do outro lado da rua. Ele fez aquilo de propósito, nojento!

Sai da sala irritada. Calma Annabeth, só mais sete meses e você se forma, só mais sete meses. Pensei comigo mesma tentando me manter calma. Caminhei rápido assim que vi que o elevador estava quase se fechando.

— Segura pra mim! — gritei para quem quer que estivesse lá dentro. Entrei um pouco ofegante e olhei pro lado sorrindo pronta para agradecer, e teria, se não fosse Luke Castellan que estivesse na minha frente. Eu tenho uma queda (tá mais pra abismo) por ele desde que comecei a trabalhar aqui, não que isso fosse um detalhe importante.

— Obrigada. — murmurei um pouco envergonhada. Ele apenas assentiu sorrindo e eu senti minhas pernas ficarem bambas. Demorou alguns minutos, mas finalmente o elevador parou no último andar e eu sai indo em direção a saída do prédio.

Caminhei calmamente até o outro lado da rua onde ficava um café que eu diariamente frequentava. Assim que entrei quem me atendeu foi Silena, uma amiga que já trabalhava lá há bastante tempo.

— Annie, quanto tempo! Como andam as coisas? — ela perguntou me dando um abraço caloroso e um beijo em cada bochecha. Silena é uma ótima pessoa, com seus cabelos negros e lisos e olhos azuis, ela poderia ser facilmente confundida com uma modelo. Apesar de que não conheça o significado de espeço pessoal. Está sempre abraçando e beijando todo mundo no rosto, o que para algumas pessoas chega a ser irritante . Eu acho uma graça.

— A faculdade vai bem, mas meu emprego...

— Não me diga que você está pensando em como matar o seu chefe sem deixar rastros de novo!

— Ah, não, eu já passei dessa fase, agora eu estou pensando em como farei parecer um acidente...

— Annie! — ela brigou e eu apenas ri da sua careta. — Tudo bem, o que você vai querer?

— Um chá pra viagem, por favor. Vem cá, você não tem, por acaso, algum veneno aí, tem?

— Annie! — exclamou indignada de novo e eu ri.

— É brincadeira!

— Sabe, eu não entendo essa sua implicância com seu chefe, ele não deve ser tão ruim assim.

— Acredite, ele é pior. Por falar nesse demônio eu tenho que ir. Foi bom te ver, Si! — peguei o pacote que Silena colocou em cima do balcão e saí sem esperar a resposta da mesma.

Assim que abri a porta do escritório do diretor de administração da Jackson Industries e vi a pilha de papéis em cima da mesa, eu realmente quis jogar o chá que segurava em certo alguém. Ele sempre faz isso! Não faz e deixa a papelada acumular para que alguém tenha que resolver. E advinha quem é esse alguém? Isso mesmo, eu!

— Ainda bem que chegou Annelise, porque isso tudo aí é pra você. — ele sorriu pegando o chá e tomando um gole. Juro que a minha vontade nesse instante foi de pegar meu salto e enfiar naquela cara bonitinha. Eu aposto que estava vermelha, como sempre fico quando estou com raiva ou vergonha. Contei até dez mentalmente e peguei, com muita dificuldade, a pilha de papéis e segui para a minha mesa que ficava na sala ao lado.

Sentei na cadeira choramingando e me perguntando o que eu tinha feito de errado na vida. Comecei a trabalhar e não vi a hora passar, quando percebi a pilha já estava quase no fim. Olhei para o relógio em cima da mesa, eram quase onze e meia da manhã! Eu tinha passado mesmo quatro horas sentada aqui? Suspirei me levantando para ir ao banheiro, mas parei assim que o interfone que ficava na minha mesa tocou.

— Annabeth, venha ao meu escritório rápido, eu realmente preciso de você aqui! — ouvi a voz de Perseu e juntei as sobrancelhas numa careta confusa. Ele tinha falado meu nome correto, mais de seis meses depois ele finalmente acertou. Algo está estranho, muito estranho.

Caminhei lentamente em direção à sala ao lado, temerosa sobre o que iria acontecer. Assim que entrei, Perseu me puxou rapidamente para o seu lado e eu arregalei os olhos. O que diabos estava acontecendo? Ele se aproximou e eu senti meu coração falhar uma batida.

— Apenas concorde com tudo que eu disser tudo bem? — ele sussurrou no meu ouvido e eu apenas assenti com medo de perguntar o porquê.

Um homem de terno entrou na sala com um olhar superior e eu me encolhi ao lado de Perseu. Eu conhecia aquele homem, ou melhor, Zeus Grace, diretor geral da Jackson Industries. Assumiu o cargo quando o irmão, Poseidon Jackson, CEO da Jackson Industries morreu.

— Perseu. Vejo que levou a sério o que eu tinha dito. — ele se sentou e fez um gesto para que nós nos sentássemos também. Perseu trincou os dentes em sinal de irritação, mas apenas eu percebi.

— É claro, afinal, você não me deu escolha alguma, certo? Mas olhe pelo lado bom, você adiantou o processo! – ele sorriu irônico e Zeus apenas sorriu de lado como se estivesse adorando o jogo.

— Então, quem é ela? – Zeus olhou rapidamente em minha direção e eu quis sair correndo dali e nunca mais voltar. Ele parecia saber exatamente o que eu fazia ali.

— Annabeth, esse é o meu tio, Zeus Grace. Tio, essa é minha noiva, Annabeth Chase. – ele disse abrindo um sorriso e apertando minha mão como se quisesse que eu confirmasse algo.

A primeira coisa que eu captei, foi ele ter acertado o meu nome todo. A segunda foi inteiramente para a palavra noiva. Eu literalmente sufoquei com o ar. Como assim, noiva?

— Apenas balance a cabeça, sim. Depois nós conversamos. – ele sussurrou no meu ouvido.

— Muito prazer, Sr. Grace. – eu consegui dizer com dificuldade. Ele sorriu pra mim eu me encolhi ao lado de Perseu. De novo.

— Vejo que escolheu muito bem, Perseu. – ele olhou em direção a Perseu como se não tivesse gostado daquilo. – Bom, eu vim aqui apenas para saber sobre isso. Tenho que terminar algumas coisas. – disse e se levantou saindo da sala em seguida. E eu soltei o ar que não percebi que prendia.

O destino é meio engraçado, de todas as coisas que eu imaginei pra mim, estar noiva de Perseu Jackson não é uma delas.

Notas finais
Então, o que acharam?Comentem! Até o próximo!