Notas iniciais
Como minha inspiração voltou com tudo estou deixando esse capitulo para vocês por que amanha tem mais, hoje escrevi ouvindo "Demons" uma das minhas musicas favoritas e também a musica que me inspirou a criar o nosso querido rei Lorian, espero que gostem, agora estarei postando todo dia um capitulo menos talvez nas quartas e quintas pois são os dias em que eu trabalho de manha cedo ate a noite e quando chego só penso na cama, mas se surgir algum intervalo estarei postando... Dedico esse capitulo ao Lucas, de alguma forma ele conseguiu me fazer ver o tempo que eu estava perdendo só sonhando em vez de realizar meus sonhos, obrigado então Lucas ;)

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Celaena

Não fique nervosa... Não estrague tudo... dizia para mim mesma, Leon foi tão gentio e ele era tão bonito, nunca vi um elfo mas imagino que ele seria muito parecido com a beleza delicada de Leon, seus cabelos eram de um lindo azul natural como a suas sobrancelhas, seus olhos eram de um verde estasiante e seu corpo, mesmo com as roupas dava-se para perceber o belo corpo que Leon tinha.

Ele me salvou, ou melhor, salvou a vida daquela humana, eu iria mata-la, quero chorar, mas não ha tempo, olho ao meu redor, a cama e gigante cheia de peles de animais provavelmente extintos, os candelabros mau iluminarão o ambiente mas minha visão esta dez vezes melhor do que antes, avisto um grande bau e vou ate ele, e um antigo bau onde as damas colocavam suas roupas, dentro encontro vários vestidos dignos de uma princesa.

Escolho o mais simples, sem espartilho, ele e verde e desce ate o chão, ele era apertado em cima e se soltava maravilhosamente dando um efeito de camadas, encontro um espelho de corpo ao lado da cama e me olho.

Estou tão diferente, meus olhos tem um brilho mais azulado do que o normal, meus cabelos cresceram e chegam ate minha cintura, meus seios estão maiores e minha pele esta mais macia, eu pareço radiante, pareço outra pessoa, começo a trançar meus cabelos no estilo espinha de peixe, dando um efeito bem especial, me olhando tão diferente vem novamente a vontade de chorar.

Afasto essa vontade insana, agora não, porem mais tarde irei deitar em minhas peles e chorar, tirar todo o rancor e esperar que com o tempo a dor melhore, que com a eternidade eu possa cultivar amigos e que eles possam me ajudar a curar a minha dor prematura de perda.

Ouço a porta abrir e deixo minha tristeza para trás, mesmo assim acho que Leon percebeu meus gritos de dor silenciosos pois se aproxima e me abraça, quase choro estragando o momento, se eu começasse a desabar não sairia desse quarto, não dormiria e nem largaria a mão de Leon, começo a considera-lo um amigo, mesmo em tão pouco tempo ele já me ajudou mais do que a maioria me ajudaria.

— Não fique triste meu anjo, o começo, abandonar a família, os entes queridos e sua casa sempre são os mais difíceis para os criados, os nascidos não enfrentam a dor que enfrentamos — Leon diz acariciando meu cabelo preso, "nascidos" essa palavra me penetra

— Como assim nascidos? — pergunto com resquício de esperança sobrando

Leon se afasta com olhar de surpresa e depois alegre como se minha pergunta fosse ingenua.

— Como todas as especies a nossa também procria, apenas e mais raro e em uma escala bem menor que a dos humanos meu anjo — Leon diz pacientemente

Eu nunca havia cogitado que vampiros podiam ter filhos, sinto uma alegria me tomar, eu poderia sim ter uma família, sem o medo de ver um filho morrer, poder ver em minha família a eternidade, eu poderia esperar, tenho a eternidade, sorrio com a esperança de dias melhores, estou renovada.

— Acho que estou pronta, podemos ir? — digo alegremente.

— Sim podemos meu anjo.

Leon me guia silenciosamente pelos corredores, são muitas curva e andamos por vários minutos em silencio ate chegarmos a uma parte mais nova do que eu acredito ser o castelo, paramos em uma porta dupla onde seguranças em armaduras nos deixam entrar.

Fico maravilhada, uma parede feita de vidro nos mostra o céu limpo cheio de estrelas com a lua cheia iluminando a floresta, o salão esta cheio de gente bem vestida, eles nos olham curiosos, em uma especie de palco baixo a frente esta um trono feito completamente de ossos, e tão assustadoramente assustador.

Um homem esta sentado, creio que seja o rei, e se ainda tivesse duvidas, sua coroa feita de cristais vermelhos teria tirado todas elas, Leon me guia ate a frente do trono onde o rei espera pacientemente, ele certamente é um vampiro lindo, ainda mais lindo que Leon, seus olhos azuis nunca me deixam, seu cabelo castanho escuro parece fios de seda e sua postura mostra que e um homem forte que esteve em muitas batalhas, meu coração acelera perigosamente.

— Qual seu nome recém-criada? — pergunta o rei com divertimento nos olhos

— Sou Celaena Blood meu rei — faço uma reverencia desajeitada

— Celaena Blood, e um imenso prazer ter uma donzela tão bonita entre os nossos, espero que goste da cidade real e que seu futuro seja brilhante — diz o rei alto o suficiente para todos ouvirem.

Finalmente fui apresentada, Leon coloca as mão na minha cintura me direcionando a caminhar pelo salão, mas os olhos do rei nunca me deixam, e eu não consigo deixar os seus.

Lorian

Ela e mais linda do que Leon poderia um dia descrever, mais linda do que uma deusa, e seus olhos mais brilhantes do que um farol, seu corpo daria inveja a própria deusa do amor Afrodite, tento desviar o olhar, tento direcionar meus pensamentos a outra coisa mais cada vez que tento fica mais impossível.

Queria ser Leon com minhas mãos em sua cintura, sentido seu cheiro de perto, ouvindo sua voz musical falar comigo, queria matar Leon por colocar suas mãos cheias de sangue em minha deusa, não... não... não minha, mas eu poderia fingir, por uma noite, por um momento que ela seria só minha e eu seria apenas seu.

olho para a lua e me lembro do tempo em que eu poderia ser tudo, em que eu podia sentar em uma mesa de bar e beber todas, em que eu cortejava as damas, em que os vampiros não tinham se mostrado a luz do dia, se eu tivesse a conhecido naquela época eu teria pedido sua mão em casamento, teríamos vivido e talvez teríamos tido filhos, mas em vez disso eu comecei uma revolução, eu virei rei, eu matei e fui morto por dentro.

Não deixo de segui-la com os olhos, até que todos começam a ir embora e ela também se vai.

Não sei quanto tempo fiquei sentado a espera de algo, algo que eu não sabia o que era, algo que eu provavelmente não poderia ter, sinto uma necessidade de andar e sem rumo começo a caminhar, não sei o quanto andei ate que paro em frente a uma porta que conheço muito bem, a porta em que uma deusa ruiva esta, começo a ir embora mas ouço o som de um choro.

Sem pensar entro no quarto de Celaena, ela esta deitada na cama chorando, lagrimas de sangue borram seu rosto, um rosto que ao me ver fica surpreso e de alguma maneira feliz.

— O que faz aqui meu rei? — pergunta limpando a face com o vestido que esta jogado na cama, tarde demais percebo que ela esta apenas com um vestido de dormir curto e meio transparente, mesmo assim não consigo desviar o olhar.

— Ouvi alguém chorando, não queria incomodar, desculpe-me vou me retirar imediatamente — digo retrocedendo ate a porta.

— Espere! — eu paro, não posso negar-lhe nada

— Sim

— Se não for insolência minha, fique, não quero ficar sozinha — ela diz tristemente, entendo que deve ser um momento difícil para Celaena.

Aproximo-me da cama e sento-me na beirada, pela primeira vez deis que me transformei peço silenciosamente para deus me dar força para resistir aos encantos da jovem deusa, pois eu só poderia destruir seu coração e o meu junto ao seu.

Notas finais
Bom acho que e tudo por hoje, espero que tenham gostado, se gostaram favoritem e me digam nos comentários a opinião de vocês que é muito importante para mim, obrigado e até o próximo capitulo ;)