Trono De Sangue

30 Capítulo 30 PARA ALÉM DA ESCURIDÃO...


Notas iniciais
Se alguém ainda acompanhar essa fic, aqui está mais um capítulo! Perdoem a demora que, desta vez foi muita mesmo. Não por falta de inspiração e sim de mais tempo para trabalhar os detalhes que me exigem uma sincronia danada! * risos
Porém, a fic continua firme e forte e será concluída, podem ter certeza. Um beijo especial para Angel Black , ruby e Heloisa unleashed que deixaram um review pedindo a postagem do próximo capítulo. Também quero agradecer a minha irmã de alma, Sion Neblina que me cobrou a postagem e a minha amada Mililika que também, sem saber, me deu um puxão de orelha dizendo que sentia falta da fic! Um beijão para todas no coração lindo de vocês!!!!XD

Muito antes que os raios de luz adentrassem a copa das árvores centenárias, os olhos azuis de Shaka contemplavam o céu. A imensidão em tons de azul e rosa era riscada por nuvens brancas que serpenteavam criando desenhos abstratos e o jovem senhor refletia sobre o que estava para acontecer.


Tanto Valentine quanto Radamanthys já estavam reestabelecidos e já haviam deixado Irmied. Recordou o olhar falcônico do general de Hades, assim como a gratidão velada de seu tenente. Dali a algumas horas seria a sua vez de fazer algo inédito, pela segunda vez. Acompanharia Aiolia e o levaria até Berkehell onde os dois clãs mais poderosos estavam se unindo para combater Hades e preparar o reconhecimento do legítimo soberano.


Mais uma vez desceu as escadas limosas, relembrando sua infância e a figura austera e compassiva de seu pai o conduzindo para mostrar-lhe a sua herança. O lugar ainda permanecia escondido entre a vegetação exuberante que agarrava-se ao artefato gigantesco, dando-lhe o aspecto de uma pequena montanha esverdeada. O senhor de Irmied se aproximou, afastou um pouco a vegetação encontrando a parede lisa e sextavada do imenso cristal iridescente que, como um camaleão, confundia-se com tudo, ao eu redor. Um simples toque com a ponta dos dedos fez a face polida abrir, dando acesso ao seu interior...


Lá dentro, o espaço era amplo e constituído de paredes finas e transparentes que guardavam cenas de momentos passados captados como se todos os participantes estivessem ainda vivos e pulsantes como no exato instante em que tudo aquilo havia sido vivenciado.Esses momentos contavam a origem de seu clã de forma que parte de sua ancestralidade permanecia ali, imortalizada em cada gesto e expressão. Cotidiano, ciência, conhecimento, ambição, guerra e exílio... tudo estava ali, registrado de forma fiel como um testemunho da ascensão e queda de um império constituído além das estrelas.


Seus dedos finos passaram de leve por um painel luminoso que reconheceu sua identidade e logo, um corredor se abriu como se fosse um caleidoscópio. Shaka inspirou fundo e logo uma imagem projetou-se à sua frente. Ele sabia que era apenas isso, uma imagem, mas mesmo assim seu coração sentiu-se reconfortado com a presença virtual de Asmita, encerrada naquelas paredes.


Pai... Gostaria tanto de ouvir os seus conselhos, mas sei que devo decidir por mim mesmo. Jurei proteger nosso clã e venho cumprindo esse juramento desde que me tornei senhor. Posso permanecer aqui e tornar esse lugar invencível ou posso unir-me aos outros senhores e combater Hades. Sei que os poderes inerentes a nossa raça se manifestam de duas formas: para curar ou para matar. Já exerci a ambos e senti a vibração extasiante do poder destrutivo e somente o amor me impediu de aceitá-lo dentro de mim. Porém, temo que, estando longe daqui, nem mesmo isso possa controlar-me. Disse, mentalmente, o jovem senhor.


Uma luz pálida e azulada projetou-se no centro da sala translúcida e, mais uma vez, Shaka reviveu a história de sua raça. Homens altivos e belos surgiam mostrando todo o seu poderio na manipulação da energia telúrica e cósmica. A sensação era mesmo extasiante, uma espécie de conexão com algo tão fantástico que quase os tornava deuses. Deuses que perderam seu senso de humanidade, deixando-se possuir pela soberba e ganância que os fizeram batalhar entre si e perder o que lhes era mais precioso, seu próprio planeta...


O jovem senhor deixou-se banhar pelas imagens holográficas que dançavam no espaço mostrando sistemas solares, planetas e cenas do que havia acontecido no planeta natal de seu pai. Sentia-se estranho naquele lugar, já que tudo aquilo não pertencia a si e sim ao passado de sua raça. Ele era um híbrido, filho de um homem das estrelas com uma humana, uma sacerdotisa da cura que quebrara seu voto de castidade para unir-se a um estranho. Não se lembrava do rosto de sua mãe, mas ele estava gravado ali, naquelas paredes e tinha uma expressão amorosa e, também, um pouco triste. Ela morrera jovem e seu pai não falava muito no assunto, só repetia que ela tinha sido uma grande mulher e que deixara um legado de compaixão e cura.


Hora de deixar o passado, Shaka. Faça o que veio fazer. Disse para si mesmo focando no dispositivo que se encontrava no centro de um painel hexagonal composto por seis cristais de diversas cores. Era um colar de contas douradas que permanecia guardado por séculos, intocado e belo... Shaka se aproximou e tocou de leve nas esferas que cintilavam, sentindo a vibração na ponta de seus dedos e em todo o corpo.


Assim que ele retirou o colar do centro, seis raios projetaram-se fundindo-se em um globo dourado que parecia um pequeno sol e uma voz metálica ecoou pelas paredes de cristal.


O poder é uno, a matéria pode dividir-se em muitas. Aquele que honrar a força ancestral que une céu e terra estará tão próximo da Origem que será chamado o Receptáculo, aquele que possuirá um poder próximo dos deuses!


Shaka hesitou, por um segundo. Depois colocou o colar em volta do pescoço e olhou para o globo dourado que se formara com a projeção das imagens. Não pretendo ser próximo dos deuses. Desejo, apenas, não deixar de ser eu mesmo e ajudar a acabar com essa maldita guerra. Pensou, enquanto começava a sentir o peso da decisão tomada.


Perto dali, em uma cabana em meio à floresta, Aiolia permanecia junto a Mu, a testa encostada na dele, os lábios sussurrando: eu te amo tanto, tanto... O coração do jovem curador encheu-se de ternura e... dor, trazendo lágrimas inesperadas aos seus olhos. Quando Aiolia levantou a cabeça, viu as lágrimas escapando dos olhos verdes do amante.


- O que foi? – perguntou preocupado.


- Nada... Me beije... – respondeu Mu rente aos lábios cheios de Aiolia.


O jovem soberano obedeceu e beijou-o com uma paixão que incendiou o sangue de Mu, fazendo-o abrir a boca e receber a língua ávida como se aquele beijo fosse o último.


Então, Mu sentiu seus pés saírem do chão e se viu deitado no tapete grosso feito de uma trama de flores em frente ao fogo que crepitava na lareira, as chamas fortes aquecendo seu corpo e fazendo com que sua pele e de Aiolia parecessem douradas.


Ardente, o jovem soberano acariciou a turgidez dos mamilos claros, apertou a cintura estreita, deixou a marca dos dedos nas coxas alvas e bem torneadas. Seus lábios tomaram um mamilo duro na boca úmida e quente, sugando e arrancando ofegos de Mu.


Levado pelos gemidos prazerosos deslizou uma mão até a ereção de Mu, usando os dedos longos e fortes para acariciá-lo e masturbá-lo lentamente... Em seguida, com mãos gentis, mas firmes, ele o virou de bruços e com uma trilha de beijos que começou na nuca e foi descendo pela espinha, provou da pele e do gosto do amante, ouvindo-o gemer abafado...


- Amo o gosto da sua pele... – murmurou mordiscando a carne trêmula do amante, enquanto preparava-o com a língua e os dedos para a penetração.


Mu gemia e apertava os olhos, os sons saíam do fundo da garganta, quase como um pedido... Aiolia percebeu e o virou, novamente, erguendo-lhe os quadris e tomando o falo pulsante na boca. Sugou-o, fazendo Mu arquear o corpo e estreitar aquele contato.


– A-Aiolia... – gritou Mu quando a língua quente do jovem soberano espiralou por toda a extensão de seu membro, antes de levá-lo até as profundezas da garganta.


Com um sorriso malicioso, Aiolia intensificou os movimentos. Sua língua, seus lábios e sua boca uniram-se às mãos fortes, fazendo com que Mu se sentisse em um altar de prazeres extremos, sensações únicas e sagradas que o faziam estremecer convulso e arfar na mais doce agonia...


Os gemidos de Mu deixavam Aiolia ainda mais excitado, seu falo doía de tão duro, mas ele queria dar-lhe prazer, mostrar-lhe com seu corpo e com seu amor que era dele e ele era seu...


Beijou, lambeu e sugou o falo de Mu até senti-lo estremecer num espasmo violento e gozar em sua boca. Sorriu quando engoliu o prazer dele e, em seguida, tomou-lhe a boca com uma paixão feroz envolvendo-o numa rede de êxtase, fazendo-o esquecer de toda a dor que sentia pelo que tinha de fazer...


Com os olhos semicerrados, Mu sorriu ao sentir o sabor agridoce na língua do amante e aprofundou mais o beijo, entregando-se por completo nas mãos daquele que amava sem reservas, o únicoa quem se entregara por completo... Quando o beijo foi interrompido, os olhos úmidos de Mu se fixaram nos de Aiolia.


- Quero você dentro de mim... sussurrou rente a boca arfante do leonino.


Sorrindo, Aiolia segurou Mu pelos quadris, se pôs entre as coxas torneadas e se encaixou na entrada, fazendo seu falo adentrar de uma só vez. O jovem arfou e viu-se contendo a respiração, em choque pelo volume da penetração. O jovem soberano controlou-se para ficar imóvel, seu corpo tremendo pela firmeza apertada do corpo de Mu, um delicioso tormento que sempre lhe dera o maior dos prazeres...


Os dedos de Mu seguraram-no pela nuca e o último fio de controle se rompeu. Aiolia sentiu seus quadris agirem por conta própria e mergulhou no corpo do amante, várias e várias vezes, os movimentos cada vez mais fortes e mais profundos, a sede pela posse levando-o a beber dos gemidos e ofegos em seus lábios com sofreguidão...


Estimulado pela pulsação do corpo que o acolhia e pelos gemidos que se misturavam aos seus, Aiolia sentia-se estremecer, a intensidade do gozo cavalgando-o com uma fúria incontrolável. Em êxtase, puxou Mu de encontro a si apertando as suas nádegas enquanto se enterrava numa última investida dentro dele. Um grito rouco escapou de sua garganta e um gemido alto uniu-se ao seu quando Mu também gozou numa explosão de sêmen, sentimentos e prazer extremo.


Esgotados e trêmulos, ambos permaneceram abraçados, parecendo que suas almas lhes tinham sido roubadas. Foi então que suados, olharam-se nos olhos e Mu pronunciou as palavras primeiro:


- Amanhã, você vai deixar Irmied e vamos nos separar...


- Como? Você não vem comigo?


- Shaka decidiu que ele mesmo irá levá-lo até Berkehell. O que me tranquiliza, porque ele poderá protegê-lo, bem mais do que eu. E... ele me pediu para ficar em seu lugar, enquanto faz isso. Sou aquele em que ele mais confia e o qual escolheu para compartilhar... um certo poder.


Aiolia passou a mão nos cabelos suados e voltou a olhar dentro dos olhos de Mu.


- Por um lado, isso também me tranquiliza, porque você estará seguro. Mas, por outro, não sei quanto tempo vai durar essa guerra e ficaremos afastados um do outro. Isso me corrói por dentro.


- Nem a distância, nem o tempo serão suficientes para destruir o amor que existe entre nós, Aiolia...


- Eu nunca quis... Nunca quis ser o soberano. Aioros, ele sim tinha o perfil de um líder. Eu não sou metade do homem que ele era.


Com ternura, Mu tocou o rosto sofrido do amado e acariciou-o, sentindo as lágrimas inundarem os seus e os olhos dele...


- Você vai descobrir o homem maravilhoso que é quando tornar-se senhor do seu destino. Nada é por acaso, Aiolia e se você foi o escolhido para liderar, é porque existe essa força em você.


- Minha força é você, Mu... É esse amor que eu sinto e que foi a melhor coisa que aconteceu em minha vida. – falou Aiolia beijando-o com sofreguidão, misturando saliva e lágrimas...



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O aroma de carne assada unida aos pães recheados de ervas e especiarias enchia a cozinha. Hilda fiscalizava o andamento da rotina quando Fenrir surgiu por trás e abraçou-a, fazendo-a dar um pulo.


- Fenrir! O que está fazendo de pé? – disse ela virando a cabeça.


- Estou cansado de ficar deitado e senti sua falta, ao meu lado. – respondeu ele cheirando os cabelos dela.


- Você foi, gravemente, ferido. Volte prá cama. – disse ela.


Fenrir virou-a para si, ignorando a fala e quem estava no ambiente. Focou nos olhos grandes e expressivos de Hilda tocando seu rosto com os dedos e traçando a curva de seu maxilar até erguer seu queixo teimoso.


Hilda ouviu-o respirar pesadamente, observou seus cílios grossos se fechando devagar e então se abrirem, novamente, para queimá-la com aquele olhar lupino. Ele inclinou a cabeça e então, o beijo aconteceu. Era forte, mas delicado. A lentidão com que ele se apoderava da sua boca e a força de seus braços ao puxá-la contra si a fez sentir um desejo imediato.


As mãos de Fenrir subiram por suas costas e se emaranharam em suas mechas claras e sedosas. Entrelaçou os dedos nelas e as usou para mantê-la onde ele queria e aumentar a intensidade, forçando-a abrir mais a boca para ele.


- P-Pare seu safado! – disse Hilda se afastando e rindo da própria fraqueza.


- Ai! – deixou escapar o jovem quando ela se afastou com rudeza.


- Fenrir! Eu te machuquei? – perguntou ela preocupada, vendo que o jovem estava pálido.


- N-Não... acho que tinha razão. Eu vou voltar... prá cama. – respondeu ele fazendo força para não cair.


- Apoie-se me mim. – disse Hilda voltando a colar o corpo ao dele.


Hyoga surgiu e estava sério. Aproximou-se do irmão e tocou-o na fronte, deixando-o inconsciente e tomando-o nos braços.


- Vamos levá-lo para a cama, ele não pode fazer tanto esforço assim e tem que dormir para curar-se. – disse para Hilda.


A jovem olhou para Hyoga com estranheza e, ao mesmo tempo, respeito.


- Houve um tempo em que eu, o carregava nos braços, meu senhor e brigava com Fenrir. – disse ela olhando para Hyoga.


O jovem sorriu.


- Dei-lhe algum trabalho, não é mesmo?


Hilda sorriu pensando no quanto tudo havia mudado em tão pouco tempo. Olhando para todos ali, via o amadurecimento de cada um, inclusive o seu. Sabia que possuía um temperamento ácido e uma descrença emocional que acabara de cair por terra com a constatação que amava Fenrir.


- Ele é teimoso, mas forte. – disse Hilda ajudando Hyoga a acomodar Fenrir na cama.


- Muito. Fenrir sempre foi selvagem, mas dono de um imenso coração. Fico feliz que vocês dois tenham se acertado e que tenham um bebê.


- Eu também... – respondeu Hilda acariciando o rosto de Fenrir.


De repente, Hyoga ouviu um chamado que mais parecia um eco distante. Despediu-se de Hilda e deixou o quarto, dirigindo-se para fora do abrigo. Caminhou em direção à Floresta Negra verificando que permaneciam em outro espaço-tempo, enquanto o restante continuava como antes. Nada havia mudado na barreira protetora que erguera. Então fechou os olhos e deixou que sua mente se projetasse para além dali e pode ver a fumaça enegrecendo o ar da manhã em acampamentos que haviam se formado em alguns lugares nas montanhas geladas.


Elevou a mão tocando na barreira que havia erguido e, para sua surpresa, um rosto feminino surgiu. Seu primeiro instinto foi recuar, porém observou que os olhos da mulher focavam os seus e ela estava envolta em escuridão, porém era como se estivesse envolvida em um manto que tratou de descartar, deixando um rastro diáfano, porém escuro atrás de si.


Ouça-me, Máistir e com muita atenção, pois não tenho muito tempo! Precisam de ti em Berkehell e tua presença decidirá uma importante batalha. Vá agora, enquanto ainda há tempo!


Hyoga pensou tratar-se de um ardil e preocupou-o o fato daquela mulher enxergar, através da barreira que havia erguido. No entanto, consultou sua intuição e deixou-se guiar por ela.


É verdade, precisam de mim em Berkehell! Pensou, enquanto comunicava, mentalmente, o que faria a Yuna e ordenava ao seu corpo que se unisse aos elementos da natureza em sua força e esplendor. Entretanto, diferente da primeira vez que tentara tal feito, agora o fazia com plena consciência e amplos poderes.



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Um silêncio lúgubre dominava a Fortaleza e Hades mantinha-se na sacada, olhando a grande pirâmide negra que reluzia contra os raios do sol. Podia-se ouvir um cântico monótono na base do monumento. Nas ruas, mulheres e homens com a cabeça raspada e longos mantos negros circundavam a pirâmide com lâminas nas mãos. Alguns traziam junto pedras de amolar a fim de dar às suas lâminas um fio mais cortante para depois passarem em suas próprias peles, marcando-as com símbolos místicos, enquanto recitavam preces de adoração ao seu soberano.


Um sorriso brincou nos lábios finos de Hades, quando ele elevou os braços e toda aquela gente ajoelhou gritando e soluçando numa corrente de histeria coletiva...


Pandora aproximou-se dele, tocando-o no braço.


- Eles o adoram... – murmurou rente ao ouvido do irmão.


- Recebi notícias da batalha. Aiacos recuou e temo que não esteja à altura da missão que lhe conferi. – falou Hades.


- Aiacos é jovem e impetuoso. – limitou-se a dizer Pandora.


- Preciso de Radamanthys! Logo, ele virá a mim e será, novamente, aquele que levará o terror aos meus inimigos. Venha, quero que esteja ao meu lado na cerimônia.


Pandora sorriu, embora nada daquilo a agradasse. No entanto, estava feliz por ter conseguido usar o portal das sombras sem ser descoberta. Faria o possível para acabar com aquela loucura toda, mas tinha que ter cuidado, pois romper uma barreira de proteção exigira demais de si e, certamente, traria consequências posteriores. No entanto, a única coisa que desejava era que Hades não soubesse, mesmo que isso exigisse seu tempo de vida...


A cerimônia acontecia no interior da pirâmide negra em um grande salão cujas sombras profundas decoravam as paredes cheias de símbolos, os mesmos que os acólitos gravavam em suas peles com seus punhais da devoção... As paredes espessas isolavam os sons e a luz dos archotes criava desenhos bruxuleantes no ar que se uniam às espirais das fumaças dos incensários e aos sons dos cânticos.


Hades surgiu com Pandora ao seu lado e logo, a multidão que se encontrava fora da pirâmide, entrou em procissão até postar-se de joelhos, atrás de seu soberano. Quando a porta fechou-se fazendo um som seco e pesado, todos deixaram cair os mantos, mostrando os corpos nus e cheios de marcas antigas e recém-feitas...


Entoando o nome de Hades como se fosse uma oração, dançaram e voltaram a cortar as peles, deixando escorrer o sangue pelo corpo até que ele vertesse em gotas, caindo ao chão. O soberano elevou os braços e o líquido vermelho que caía dos cortes foi sendo absorvido pelas pedras negras do piso escuro. Parecendo vivas, elas bebiam o sangue derramado e faziam com que Hades se sentisse mais forte e seu corpo recebesse o abraço do Caos...


Ele virou-se para Pandora e a fez girar, ficando de costas contra o seu corpo. Enquanto ela se virava, ele a segurou pelos braços e encostou os lábios no calor de sua nuca, fazendo com que ela fechasse os olhos e sentisse o coração martelar contra as costelas...


Esvaziando a sua mente, ela suspirou enquanto Hades lhe afastava um pouco o vestido para que sua boca pudesse explorar o pescoço dela e a pele macia e alva de seu ombro. Em seguida, expôs os seios pequenos e beliscou-os, enquanto sussurrava junto ao ouvido dela:


- Vamos... Essa é a nossa hora.


Pandora sabia o significado daquelas palavras... Ele a tomaria para si, ali mesmo entre aquelas paredes e aquela gente.A última vez a possuíra sobre o mesmo altar onde realizavam os sacrifícios, o negror frio da pedra refletindo a luz dos archotes. A cada estocada e gemido, ela sentia o corpo e alma tomada pelas sombras. E quando o orgasmo chegara para Hades, chegara também para si num misto de dor, prazer e desespero. E então o poder das sombras os alimentara com o néctar do mal fazendo-aparte de tudo aquilo...


- Não queria que fosse aqui... – disse ela virando-se para ele e, com a ponta da língua, acariciando-lhe os lábios.


Hades sorriu.Pandora respirou fundo, apesar do jogo que iniciara para desviar o irmão de tomá-la ali. No entanto, os cânticos e a orgia que iniciava entre os que estavam ali começava a deixá-la, terrivelmente, excitada e, quando Hades esfregou seu corpo contra o dela, fazendo-a sentir o grau e o tamanho, do seu desejo, ela sentiu um arrepio na espinha e seu corpo reagiu, prazerosamente, às sombras, ao cheiro e à pele dele...


- É preciso que seja... Aqui nos tornamos mais fortes, aqui nos unimos ao Caos. – respondeu Hades roçando os lábios na veia pulsante de seu pescoço.


Que o Senhor das Almas me perdoe, porque sou fraca... Disse a si mesma quando mesmo odiando tudo aquilo, não conseguiu mais resistir ao apelo erótico do irmão.


Agilmente, ele a virou de costas, fazendo com que ela encostasse as palmas das mãos na pedra negra do altar e subisse nela, empinando o quadril e ficando de quatro. Levantou o vestido justo e expôs as nádegas redondas e macias, arranhando-as com as unhas, um fetiche que aumentava a sua libido e marcava-a como sua.


Pandora jogou a cabeça para trás, arrepiando-se, ainda mais, sentindo-se quente e úmida, mexendo o corpo ao sentir que Hades se abaixava e usava a língua para prová-la, bebendo de sua intimidade com tanta perícia que ela quase atingiu o clímax somente com aquele ato.

Após ouvi-la, gemer, Hades colocou e ajeitou os quadris dela para penetrá-la. Desceu, ainda mais a parte superior do vestido, deixando os seios pequenos livres e posicionou seu falo entre as pernas afastadas, entrando lenta e sensualmente, movendo-se dentro dela num ritmo quente, forte, deixando-a tonta ao senti-lo enfiando-se cada vez mais fundo em sua cavidade molhada.


Virando a cabeça para beijá-lo, ela enfiou a língua em sua boca, de uma forma desesperada e selvagem. Ele estava com o gosto dela, um sabor que a fez gemer e querê-lo com fúria. Hades também enlouqueceu, apertando-se contra ela, estocando-a, empurrando-a para frente, fazendo os seios nus balançarem com força.

- Pandora... — ele gemeu, mordendo a sua nuca, como um animal no cio, dominando sua parceira.


Ambos se viam refletidos de forma distorcida nas paredes, enquanto os demais buscavam os corpos uns dos outros numa grotesca pirâmide de erotismo doentio. Os acólitos cortavam-se, lambiam-se e fodiam como se estivessem em transe. Sangue, sêmen e lágrimas se misturavam e eram absorvidos por aquele lugar e se pudessem ver com clareza, notariam que mais sombras desciam para alimentar-se da energia sexual ali exposta e crescer, cada vez mais, sobre toda Darneheim...


- H-Hades...e-eu... – gemeu Pandora e, fechando os olhos, estremeceu, gozando e sentindo Hades emitir um urro abafado, para preenchê-la, logo em seguida, com seu sêmen quente e abundante.


Outros gritos e gemidos ecoaram pelo salão, porém ainda segurando Pandora nos braços, Hades elevou a mão esquerda e uma névoa densa e escura penetrou através de seus dedos. Seu corpo estremeceu e ele sorriu.


- Sinta o poder... – disse ele com uma voz inumana ao ouvido da irmã. – E sinta-me dentro de você... Para sempre.


Esgotada, Pandora sentiu o falo de Hades avolumar-se dentro de si. Arregalou os olhos quando viu a expressão de Hades transformar-se e ele sorrir maldoso com os orbes parecendo duas chamas vivas...


As mãos fortes arrancaram suas vestes, apertaram a sua carne e ela foi possuída, com tanta violência, que seus gritos escaparam altos e roucos, até que nenhuma voz lhe restasse. Lágrimas saltaram de seus olhos e, quando acabou, ela também sangrava e sua pele exibia marcas arroxeadas. A última visão que teve foi do sorriso cruel de Hades e então, tudo escureceu...



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O gongo soara, avisando que havia movimentação no acampamento de Aiacos. No grande salão, generais e tenentes estavam reunidos discutindo estratégias para combater. A movimentação nos corredores era grande e havia uma expectativa pulsante em todos que se encontravam ali. O eco das conversas reverberava em meio ao arrastar de móveis e a proteção das despensas para que nada fosse desviado ou roubado durante o cerco. Cotas de malha eram distribuídas e os ferreiros afiavam espadas e verificavam os cascos dos cavalos.


Milo e Kamus chegaram juntos e os olhares focaram direto nos dois senhores que mostravam seus rostos um tanto afogueados... Porém, logo que juntaram-se aos generais foram inteirados da estratégia de combate e foram informados que Aiacos já iniciara um movimento de ataque, embora não direto.


- Senhor Milo, senhor Kamus, Aiacos espera encurralar-nos neste ponto. – disse Kanon colocando o dedo em um ponto no mapa disposto sobre a mesa. – Como podem sentir, o ar está sendo tomado pela fuligem, o que significa incêndios provocados para levar-nos onde ele quer que estejamos.


- Ele incendiou as docas... Quer nos provocar para aceitarmos um confronto aberto.– murmurou Milo, compreendendo que Aiacos os estava chamando para um combate na orla marítima.


- Sim, com isso ele espera obrigá-los a ignorar o fato de estar contra o sol e atacar em desvantagem. – completou Kamus.


- Exato. Mas, o pior de tudo, é que só nos resta este caminho, por isso os incêndios. – falou Kanon.


Kamus olhou o mapa com atenção como quem estivesse jogando. Era assim com o skák o jogo que seu pai o fizera aprender e apreciar, sempre havia uma situação limite ou impossível que tinha de ser resolvida com muita visão, inteligência e capacidade de subverter o que estava contra, a favor.


- Vamos fazer o que ele espera... Mas não como ele espera. – disse Kamus.


Kanon, Saga, Milo, Ikki, Manigoldo, Shura, Shiryu e Máscara da Morte que se encontravam ao redor da grande mesa, olharam para o jovem senhor com o cenho franzido.


- Vejam, ele espera que ataquem neste ponto, mas vocês reunirão as forças neste. Eu e meus homens faremos o que Aiacos espera e isso o deixará com a sensação de ter conseguido manipular a situação a seu favor. No entanto, a luminosidade não nos afetará como ele pensa, somos acostumados ao branco glacial da neve e nossos olhos estão acostumados com a luz que se reflete nela. Quando o sol estiver alto, nós avançaremos e ele virá com toda a força que tem. Neste momento, os arqueiros já estarão posicionados e atacarão pelo flanco esquerdo, enquanto outra frente ataca o direito. Aiacos ficará cercado e não terá outra opção senão tentar romper a linha de frente, onde eu e meus homens estaremos. Seremos nós ou o mar e acreditem, senhores, o que ele vai encontrar é... a morte. – explicou Kamus com tanta firmeza que todos o olharam de forma incisiva.


- Seu plano é ousado, meu senhor, mas ouso dizer que há uma grande chance de sermos bem-sucedidos. Entretanto, ainda estamos em desvantagem numérica e Aiacos já recuou e perdeu demais. Ele virá com tudo. – disse Kanon.


- Pelo que vi, até agora, creio que este general é inexperiente e impulsivo. E mesmo sem minha ajuda, vocês os derrotaram antes por possuir o que ele não tem, honra e habilidade. Aiacos cairá, e então teremos mais tempo para organizar nossas forças. – falou Kamus.


Milo olhou para o rosto firme e decidido do amado, sentindo orgulho de poder batalhar ao lado dele.


- Kamus tem razão, vou reunir os acólitos, enquanto vocês orientam o restante dos homens. – disse Milo.


Kanon olhou para os demais e logo, cada um deles foi ter com as tropas para explicar e repassar a estratégia engendrada ali. Shura e Shiryu juntaram-se a Ikki e Máscara da Morte, enquanto Saga ficou ao lado do irmão.


- O jovem senhor de Irġiel kiesaħ puxou ao pai em questões estratégicas. Onde quer que Dégel esteja, deve orgulhar-se dele. – disse Saga.


- Milo também puxou ao pai e amadureceu bastante. Conseguiu o apoio de Kamus, o seu e dos Carniceiros. Acredito que ainda vai conseguir mais com seu carisma e com a sua força.– falou Kanon.


- Os dois são muito importantes nesta batalha e eu farei o possível para protegê-los. Assim como acredito que vai fazê-lo, também, irmão. – disse Saga.


Kanon olhou dentro dos olhos de Saga, vendo parte de si refletida neles e estendeu a mão para um cumprimento. Ambos apertaram as mãos flexionadas junto ao corpo e, por alguns segundos, aquela proximidade trouxe a ambos uma conexão poderosa e profunda.


- As tropas estão alinhadas, general! – gritou um dos homens, desfazendo aquele contato entre aos gêmeos.


- Vamos! – disseram juntos e deixaram o grande salão.


Os homens estavam perfilados no pátio da Fortaleza e pareciam uma grande massa misturando preto e cinza das vestes e cotas de malha. Kamus estava à frente dos seus, com a postura altiva e guerreira que o caracterizava. Já tinha deixado todos bem informados e, diferente dos demais, os guerreiros do clã Akkwarju pareciam tranquilos e frios diante da batalha. Não conversavam entre si e permaneciam nas fileiras as quais tinham sido designados. Já o clã dos Carniceiros, estava inquieto e havia um zum-zum constante entre eles, enquanto os arqueiros liderados pela elite dos Acólitos das Sombras também guardavam silêncio, assim como o senhor de Berkehell que estava sério, embora sorrisse confiante para alguns que mostravam ansiedade..


Milo olhou na direção de Kamus quando o portão se abriu para que saíssem para o combate. Os dois mergulharam o olhar, um no outro. O rubro do senhor de Irġiel kiesaħ no azul do senhor de Berkehell e aquele sentimento profundo que os unia transbordou em um piscar de olhos e uma saudação com a mão erguida. Tome cuidado, lobo! Disse Milo, apenas com o movimento dos lábios. Kamus sorriu e devolveu a fala silenciosa: Você também, escorpião.


No torreão da Fortaleza, as trompas foram tocadas e os estandartes foram levantados em uma aliança histórica que iniciara no passado com Dégel e Kardia. Akkwarju e Skorpjun unidos sob um mesmo objetivo, assim como os Carniceiros e os homens liderados por Saga que pertenciam a vários clãs menores. A força libertária iniciava sua jornada para além da escuridão que ameaçava toda Darneheim...


Ao sinal de Kanon, os homens partiram. De repente, vindo do leste, o som do exército inimigo se aproximava, assim como Kamus previra, parecendo provocar um trovão. O senhor de Irġiel kiesaħ voltou-se em sua sela para ver Aiacos em sua armadura negra reluzente bem à frente. Fixou os olhos nele e elevou o braço, fazendo com que seus homens avançassem.


Aiacos estava com as pupilas dilatadas, o rosto transformado. Sentia a excitação que se seguia após o ritual de conexão com Hades pelo sangue. Havia sacrificado mais um soldado, uma perda necessária para que fortificasse seu laço com seu soberano. Precisava da força e do poder para que fosse bem sucedido em combate e, ao beber do sangue quente e pulsante de um coração arrancado no ritual, sentia-se mais perto da vitória, tanto em sua mente como em suas vísceras...


- Vamos acabar com eles! Por Hades! – gritou e saiu em disparada.


O sol se elevava e Aiacos tinha as tropas de Kamus em desvantagem como previra e cavalgava confiante. O mar rugia, às suas costas, criando ondas elevadas que quebravam nas pedras e deixavam um rastro espumoso na praia. De repente, ele viu surgir uma fileira a sua direita e já tinha previsto esse movimento. Então elevou os braços e as catapultas lançaram pedras de fogo.Vários estrondos se fizeram ouvir e o jovem general exultou ao ver que alguns corpos ardiam, outros eram destroçados pelas pedras...


Kamus continuou avançando até a linha inevitável para combater. Então ergueu o braço e a tropa que comandava dividiu-se em duas fileiras, uma comandada por Shura e outra por Ikki, deixando-o no centro.


O senhor de Irġiel kiesaħ bateu com os calcanhares no ventre de seu garanhão e desembainhou a espada... Aiacos o viu e foi ao seu encontro com a espada em uma mão e um machado duplo na outra. Hades me fará seu braço direito se eu matar os senhores que o desafiaram. Começarei por esse traidor ruivo! Pensava, enquanto apertava as armas que trazia nas mãos. Seu corpo estava tenso e cheio de vigor quando atacou Kamus e foi rechaçado por um movimento preciso feito com a espada e uma perfeita torção de corpo.


Faíscas amarelo-azuladas escaparam do beijo das duas lâminas, enquanto que ao redor dos dois guerreiros, a batalha prosseguia com violência. Homens gritavam e os animais avançavam em meio ao caos.


A pouca distância dali, o cavalo de Shura foi ferido, mortalmente, cambaleando e levando o general ao chão. Atento, Shiryu cavalgou para perto de seu comandante e estendeu-lhe o braço. Shura aproveitou o impulso e montou na garupa do jovem tenente.


- Te devo uma, Shiryu...


O jovem não teve tempo de responder e, ao ver o inimigo vindo em sua direção gritando e brandindo uma lança, tirou a adaga que sempre carregava junto à bota e, erguendo o braço desferiu o golpe. A adaga cruzou o ar e atingiu o alvo com precisão. O homem caiu sem vida em meio aos outros corpos que se amontoavam no campo de batalha. A areia branca tingiu-se de sangue e do negro das pedras incandescentes...


Ikki, Manigoldo e Máscara da Morte golpeavam e arrancavam vidas com relativa facilidade. Espadas, lanças e machados se encontravam e enfrentavam com suas lâminas e fios respingando sangue, arrancando membros e cabeças...


Aiacos continuou a atacar Kamus, avançando sobre ele, agora com mais vontade, o que foi seu erro crucial... O senhor de Irġiel kiesaħ o estava provocando, porém mantinha-se friamente sob controle e manejava a espada com tal maestria que, mesmo em desvantagem bélica, pois só usava uma espada,dominava a luta fazendo Aiacos sentir a força de seus ataques e experimentar sua habilidade em defender-se.


- Morra, seu maldito! – vociferou Aiacos descendo o machado com a mão esquerda e estocando com a espada na mão direita.


Como se fossem coreógrafos da dança da morte, ambos desferiram golpes, igualmente, fortes, porém Kamus era superior e quando Aiacos chegou bem perto, o senhor de Irġiel kiesaħ desviou do ataque e cortou o cabo do machado para, em seguida, decepar também a mão do jovem general.


Aiacos gritou e viu tudo vermelho, a sua volta. Nesse exato momento, os acólitos das sombras dispararam suas flechas certeiras e os homens do jovem general começaram a cair como moscas, enquanto as tropas lideradas por Saga e Kanon os pressionavam, impedindo-os de lutar em duas frentes de ataque, mais os arqueiros.


Em desespero, Aiacos clamou por Hades olhando para o sangue que vertia do toco que exibia onde antes, havia uma mão.


- Não vou me entregar! Por Hades! Por Hades!


Ainda dentro da pirâmide negra, em Darneheim, Hades ouviu os apelos de Aiacos. Recém havia deixado o corpo quente de Pandora e sentia-se extasiado com o erotismo denso e sombrio que o alimentava com mais poder. Seus olhos, sempre frios, agora flamejavam e ele abriu os braços, erguendo-os para o alto onde havia um cristal tão negro quanto o carvão. No mesmo instante, em Berkehell, uma onda gigantesca se elevou do mar bravio de um jeito totalmente sobrenatural.


Milo, que liderava os acólitos das sombras, arregalou os olhos quando percebeu que Kamus era quem estava mais próximo da água e, à sua frente uma imensa coluna de água salgada se erguia como um tsunami.


- Pelo deus Sombrio! Kamus! – gritou o senhor de Berkehell.


O garanhão do senhor de Irġiel kiesaħ elevou as patas dianteiras e todos ficaram petrificados com a cena, esperando a morte certa que viria quando a onda recaísse sobre todos...


Foi então que um som alto de algo estalando e vitrificando, se fez ouvir e, pairando sobre as águas, uma figura disse, apenas uma palavra:


“ Frjósa“! ( Congele)


- Hyoga... – murmurou Kamus vendo o irmão levitar e pousar, suavemente nas areias úmidas e ensanguentadas da praia tendo, atrás de si, uma imensa montanha de água congelada.


Notas finais
Agradecimentos especiais a todos que leem, se emocionam, cobram, são ativos, silenciosos, favoritam, indicam, enfim participam desta criação comigo e me deixam muito feliz, cada um a seu jeito, no seu tempo e como pode! Bjs e até o próximo cap!XD