Trocando de Família
1 Perceber com o Tempo X Amadurecer X Desapegar Fina
Notas iniciais
Esta aqui em minha opinião pessoal ficou muito mais bonita que as outras. Com uma mensagem importante :D
Enjoy o/
“Quem precisa de células primas? O que vale é o que decidimos ser uns para os outros independente de biologia.”
Você passa a dar valor para família quando aquele vazio se torna insuportável e ficar sozinho no meio de uma multidão, uma tortura psicológica. Ainda mais se você é extremamente sensível como uma manteiga derretida por dentro, mas por fora é tipo: Frio como gelo, astuto e voraz como um felino*.
Ou quase isso.
Para mim, aquela droga que nunca se chamava de “família”, era tudo o que eu tinha. Mãe, pai, irmãos, avô. Porém quando se nasce um Zoldyck, essas coisas são ridículas. Não tem espaço para normalidade, sentimentos e emoções são sua ruína ali. Talvez, de todos eles, eu podia ser alguém com salvação e esperança. É por isso que meu sofrimento no pouco tempo que passei em casa, pareceu eterno. Dor era coisa diária. Conheci suas variações, formas de aplicar, instrumentos, métodos grotescos e bizarros. O pior era sentir na pele, músculos e até em meus ossos, na época, ainda em formação!
Às vezes tenho pesadelos com meus próprios gritos, berros, de tão assustadores que soavam. Disse Olá para a morte várias vezes que até enjoou de ver minha cara. Mas que deve estar atrás de mim ainda. Nem sei como prossigo com vida. Isso tudo foi o presente de minha “família”. Contudo mesmo assim, como uma criança super hyper mega carente e trouxa, os perdoava sem remorso, crendo inutilmente que aquilo tudo era pro meu próprio bem. Colocava a culpa em mim, me martirizando pelas minhas falhas humanas.
Eu só queria que retribuíssem meu amor. Porém é uma missão impossível para Zoldycks.
Bom, eu tentei.
Tentei fazer de tudo para que pelo menos ficassem satisfeitos.
Castigava minha mente juvenil mais ainda, me auto impondo sofrimento. Não dá pra calcular nem a raiz quadrada, os prejuízos que esses traumas me deram.
Mas como dizem: Não existe arco-íris sem chuva; ou as tempestades não duram para sempre. Bem, eles vieram. O ruim, é que por muito tempo eu ainda me prendi a escuridão. Não. Idade das trevas. A mente é uma aliada nossa, tanto quanto pode ser nossa inimiga. A gente culpa às vezes o mundo e nunca a nós mesmos. Coisa de doido. Isto me faz não ter a paciência de um psicólogo.
— HEY! É pra amanhã, ou daqui um mês, bro?
— Falô o cara que é a cobra enrolada. Lliteralmente! — Interrompo minha concentração a força. O outro nada disse, apenas resmunga e sai de perto de mim, pisando duro. Dou uma risada nasal. Idiota.
Ouço no fundo os outros me apressarem também, mas gentilmente.
O que aconteceu depois daquela época? Eu simplesmente troquei de família, para uma que realmente aceitou todas as minhas poucas qualidades de acordo com o mundo e os meus milhares de defeitos, os quais falavam que era meu Charme Pessoal.
Bonito não? Você também nunca tem cores assim no arco-íris, se não desbravar a tempestade. Agora que filosofei legal como sempre, vou indo ficar com minha Família. Esta aqui, sem aspas e com maiúscula.
Notas finais
https://youtu.be/skKzS5OE43k
(Eu não sei usar o hyperlink ainda e estou com preguiça de aprender kkkk).
E saiu no dia atrasado, mas o mês todo é do personagem então vale, uai.
Até a próxima =^.^=
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