Triunvirato

1 Capítulo 1 - Perceguição


Notas iniciais
As aventuras do marfioso Jetty em busca de sua identidade como ser humano em um país chamado Rogyns, antigo Brasil.

Vi que o meu cachorro eletrônico não para de latir. Ok, sim, sei que não é muito, mas desde quando eu invade a sede do governo não vivi uma vida normal, como a de todo mundo aqui do Rio. Haruz, o presidente me percegue desde então. Não gosto de sentir aquelas algemas elétricas e nem aqueles porretes que me arrancaram sangue. Tenho apenas 16 anos e me considero um landrão fino. Marfia é sim o meu sobrenome e não nego.

Olho agora para a minha antiga casa e vejo que quase nada de lá me faz falta. Mas sinto falta apenas da minha mãe. Meu pai sumiu do mapa desde quando ele me ensinou a roubar. Aprendi tudo sozinho, sei que não é muito, mas desde quando invadi o sistema do Governo nunca mais passe fome. Sei de tudo. Meu pai sabia e pro isso me ensinou a ser forte e lutar contra dos Ditadores. O Rio era um lugar harmônico, cheio de pessoas, mas que de uma hora para outra tudo sumiu. O Brasil se transformou em Rogyns e nada foi o mesmo desde então.

-- Carley eu já cansei de lutar contra esse Governo, nada da mais certo! -- olho para o meu parceiro de roubo e me pergunto o porquê de tantos problemas.

-- Sei que sim, eu também, mas não temos como fazer mais nada os Patrícios está no poder e já que arrumamos esse galpão estamos com muita sorte no momento.

Nesse exato momento estou perplexo sobre isso. Temos adagas, facas, armas de choque Pcs avançados, cabelos azulados e mesmo assim ainda não nos sentimos muito a vontade em viver por aqui. Jetty é o meu nome. Nome de criminoso e para manter a minha identidade e não ser pego e mantenho. Nem Carley sabe o meu nome verdadeiro. Isso me consome, mas tenho que me manter firme até quando os Estados Infringidos se controlarem. Levanto-me e olho ao redor novamente.

-- É hora de partirmos, não podemos mais ficar aqui os Ditadores já estão bem perto, vejo isso em meu GPS. Vamos Ilon, vamos garoto! -- meu cachorro anda até mim.

Carley se levanta. Pega as armas que carregamos em nossas bolsas e segui para o portão. Ele o abri e o vento seco entra em nossas narinas. Fecho o portão e Iron me seguiram, sem muito esforço, ele obedece a qualquer comando que eu der. O achei no lixo anos atrás. O consertei e desde então ele é minha companhia e mesmo ele sendo de lata, metal, eu o amo. Carley por outro lado odeia animais, de ferro ou não (e se existe ainda algum), para ele é um obstáculo.

Passo na frente de um antigo templo dos evangélicos. Eu era um. Lembro-me e quando eu ia para a igreja antes que tudo mudasse completamente. Eu, meu pai e minha mãe iam para a igreja. Sinto falta daquela alegria que eu sentia. O sabor da felicidade fugiu de mim. Todas as religiões e Bíblias foram abolidas ou destruídas, desde quando Haruz começou a dominar Rogyns há 6 anos. Eu amava aquilo tudo, o tudo que se foi em praticamente dois anos. Eu me lembro de pouca coisa dessa época, ma me lembro muito bem de uma passagem do Livro Sagrado. "Por que o pecado não terá domínio de vos, por que não está obre a Lei e sim da GRAÇA." "E conhecereis a verdade e da verdade vos libertará..." Sei o suficiente para lutar por minha felicidade. Lutar contra Lei e reconquistar a graça de apena uma vez.

-- Jetty, olhe á está um Ditador! Estamos mortos! -- brada Carley de parado no meio da estrada deserta.

-- Eu sei la está ele! Não temos escolha, me jogue ai uma faca!

Eu e Carley não queríamos voltar para a prisão. Não gosto de retroceder. Odeio olhar para trás e desistir. Morro, mas não deixo a Lei me dominar. Mas, tudo estacada voz pior quando o Ditador liga para o outro. Nos colocamos em posição de combate. Era agora ou nunca. E de todos os lados aparece 10, 20, 30 Ditadores. Ok, coloca a faca entre os dedos e apenas espero. Irei lutar até o fim. Lutarei pela Graça! Porque conheço a verdade mais qe qualquer um. Tenho o Governo nas minhas mãos.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.