Triste Final
1 Triste Final
Todos os anos eu tinha vontade de matar aquele maldito por ter feito aquilo com a minha família, ele havia decepado. Eu não deixaria barato.
Eu que agora tinha 19 anos e já se passavam cinco anos após essa tragédia, eu me pergunto o porquê dele ter feito isto.
Eu lembro detalhadamente de cada coisa que ele fez e agora ele comporta-se de modo como se não tivesse feito nada! Isso me perturba. Cretino! Maldito, é isso que ele é para mim, uma criatura suja!
Ele me fitava como seu eu fosse o algo com o que ele pudesse se divertir, isso me irritava.
Olhava-me como seu eu fosse um brinquedinho, sorrindo junto com outras pessoas, o olhar dele escondia sua verdadeira natureza.
Estávamos todos reunidos na mesa, minha família e ele, eu segurava tudo o que eu queria falar.
Eu lembro de Cinco anos atrás, eu considero como o pior dia da minha vida.
Eu me lembro bem, eu andava pelo corredor da minha casa, havia uma porta entre aberta, eu não sei se deveria odiar minha curiosidade, mais abri apenas um pouco da porta e vi o vi flertando com minha Mãe!
Quem pesava que ele fosse para fazer isto?!
Agora eu sei que ambos têm um caso, coitado de meu pai quando descobriu ficou arrasado, ele não aguentou a pressão e cometeu suicídio, esse maldito, era amigo intimo de meu pai, quando a minha mãe anuncio seu casamento com ele, senti meu coração apertar, lembrei da dor de meu pai e da minha.
Eu quase não ficava em casa, eu fazia faculdade, mas só de sentir seu cheiro, era insuportável.
Minha mãe era errada também, fez todo esse desastre com a minha família.
Eu o odiava mais pelo que ele fez comigo, nunca irei lhe perdoar.
Essas lembranças acabam com qualquer apetite.
Então ele se levantou da mesa e veio até mim, me olhou com um tom grosseiro, dominador, diria até mesmo desejoso.
Senti um arrepio na espinha, o medo começou a encher meu coração de angústias e lembranças de terríveis marcas em meu passado.
Então ele parou em minha frente e passou a mão sobre meu rosto.
Meu corpo tremeu, fiquei com raiva e medo, não sei se meu nervosismo era visível.
Ele deu um sorriso maligno, novamente um arrepio. Ele então começou a andar em direção á cozinha.
Aliviei-me quando ele foi embora.
O jantar finalmente foi servido.
– Típica noite de aniversário da Mamãe. “Pensei”.
Terminei a tortura e subi para meu quarto, fechei a porta e me joguei em minha cama, tudo isso me irritava.
O olhar de todos naquela sala como se nada tivesse acontecido, eu guardava muita mágoa deles, todos tinham uma felicidade tão falsa, aquilo me enojava, cenas tão deploráveis.
Fiquei tanto tempo pensando que nem havia percebido que já se passavam das duas da manhã.
Eu estava tão triste nos últimos tempos que sinto que perdi muita coisa na minha vida.
Mais como poderia estar feliz nesta situação?!
Então me levantei e fui em direção da camiseira.
Escutei um som estranho, percebi então que a porta estava se abrindo.
Senti meu corpo tremer de medo.
Então num ato corajoso meu, virei-me.
Era ele, ele estava me olhando, quando finalmente adentrou o meu cômodo, a única luz residente ali era a do meu banheiro, mais eu via seu semblante, ele estava frio e dava um sorriso pervertido.
– Continua com essa Roupa? Caroline... “Ele disse”.
Ele veio em minha direção e tentou me segurar, mais por sorte consegui escapar e corri em direção da porta do cômodo, mais ele foi mais rápido.
– Me deixe em Paz Claudio! “Gritei”.
Ele sorriu de forma que meu interior gritou de forma desesperada, eu sei o que ele quer, mais não darei NADA!
Corri em direção ao banheiro, mas ele novamente fez utilização de sua rapidez, ele era homem. Era maior, mais forte e eu estava a ponto de perder meu próprio controle.
Ele andava em minha direção até o ponto em que me prensou na parede.
Um apagão, era o que vinha em minha mente, estava com dores pelo corpo, será?! Será que ele havia feito o que penso? Eu não tinha coragem de abrir meus olhos.
Uma brisa invadiu todo o meu quarto o cheiro de sangue me assustou.
Abri os olhos, Droga! Um corpo no chão. Era o dele, mas o que havia se passado?
Agora lembrei, o abajur caído no chão, estilhaçado, a cabeça dele sangrando.
Tudo tão nítido, o momento em que o acertei.
Sentei no chão e senti uma tristeza misturada com um medo incontrolável, o medo. O horror á cena. Eu estava assustada.
Senti as lágrimas escorrerem dos meus olhos, passei as mãos nos meus cabelos, o sangue dele estava formando uma poça.
Senti como se a minha vingança de uma forma ou outra estivesse concreta, por mais triste e horrível que fosse meu desejo tinha se realizado.
A porta do meu quarto se abriu novamente, vi a imagem de meu irmão Edward, ele me olhou com horror.
– Triste Final.
Foi à única coisa que consegui dizer no momento.
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