Alana olha Amon e escuta sua explicação. Ele lhe conta sobre os Tripulantes, e como era possível chegar até eles, como ela precisaria de toda a força de dentro dela, que ela precisaria alcançar a pequena, tão pequena parte de Iolena que ainda estava dentro de Saraah Gioa, e que isso lhe custaria cada grama de fé que existia dentro dela.

Alana olha para Amon e sente uma força tremenda e pergunta.

— Vocês estarão lá comigo? – Alana olha para Clara incluindo ela na pergunta.

— Sim, – diz Amon, — na hora certa, estaremos ao seu lado.

— Não se preocupe, querida Alana – Clara diz com voz suave, o fim do tormento está próximo.

Alana desperta e dessa vez, sem medo ou qualquer sobressalto e num estalo, levanta decidida e vai até o quarto de sua mãe.

Entrando lá, vê sua mãe dormindo, mas isso não a impede nem por um segundo de perguntar o que ronda sua mente no momento.

— Mãe, mãe, acorda! – Alana sacode sua mãe — Mãe, por favor, acorda!

— Alana, – diz sua mãe atordoada — Que foi minha filha? Estão tentando entrar em casa? – Lúcia assustada grita.

— Não! Nada disso. – diz Alana — Mãe, por que a senhora queria saber com o que eu sonhava?

Lúcia olha para sua filha fixamente e vendo seus olhos ela acena com a cabeça e fala.

— Amon finalmente falou com você, não foi? – pergunta Lúcia.

— Como a senhora sabia? – Alana pergunta em choque.

— Quando você era pequena, tinha muitos pesadelos e sempre acordava desesperada e chorando. Foi assim por anos – conta Lúcia.

— A levei a médicos, psicólogos, e no início acharam que era trauma pela morte de seu pai, mas nunca melhorava e você nunca chamava por ele e sim por Ionela e Anton. Toda noite. – Lúcia continua emocionada — Então, eu a levei a uma benzedeira que me disse que você tinha um protetor com uma luz muito forte e que ela não conseguiria te ajudar porque a luz dele a cegava.

Lúcia respira fundo antes de retomar o relato.

— Então, eu a levei a um centro de kardecismo e lá, um médium me transmitiu uma mensagem de Amon. Ele me disse que os sonhos parariam por enquanto, mas quando você fosse mais velha e estivesse pronta, eles viriam e você entenderia seu destino. Que eu não deveria temer, porque você era forte e seu destino estava traçado para uma batalha, mas você venceria e seria feliz.

Alana ouvindo tudo aquilo, sentiu que o momento da batalha não seria depois, seria agora mesmo.